André Couto quer priorizar gestão eficiente na Prefeitura

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– Candidato e Vice falam de relação familiar com a cidade e também de “Carta Compromisso” registrada em cartório

A primeira entrevista da série com os candidatos a prefeito este ano recebeu nos estúdios da Diário TV, durante o programa Diário da Manhã desta segunda-feira, 12, o pleiteante do PT do B, André Couto e o seu vice na chapa, Carlos Souza. Ambos enalteceram suas origens familiares na cidade e ratificaram a importância de implantação de uma gestão profissional e eficiente na Prefeitura para que os inúmeros problemas administrativos possam ser solucionados. André e Carlos falaram sobre a motivação do eleitorado teresopolitano, das áreas da saúde e da educação e também de uma “Carta Compromisso” registrada em cartório, onde a dupla elege sete prioridades para a gestão pública caso sejam eleitos. Na pergunta da audiência, a relação da administração pública com a política municipal de combate as drogas, bem como a assistência aos usuários e suas famílias.

O primeiro bloco da entrevista será dedicado sempre a apresentação da vida pessoal da dupla de candidatos. Formação, filiação, relação histórica com o município, trajetória política e pessoal de cada um, assim como as histórias afetivas e tocantes de cada um deles com Teresópolis. Assim, André Couto e Carlos Souza enalteceram suas histórias de vida e a profunda relação sentimental com a cidade. Carlos, que é Bombeiro Militar e possui especialização em atendimento no grupamento de saúde da corporação, também possui graduação na área da Enfermagem e exerce função de professor universitário. Com atuação na ambulância da corporação, Carlos se diz intimamente ligado com as angústias da população e coleciona histórias tocantes onde a falta de preparo da gestão pública acabou sendo preponderante para que vidas fossem perdidas. Teresopolitano, o vice na chapa do PT do B também ressaltou que o anseio da cidade é o mesmo de sua própria família.

Também teresopolitano, André Couto, que cursou Direito e há doze anos trabalha em Brasília como assessor parlamentar, enalteceu sua origem no bairro de São Pedro, onde estudou no CEROM e no Presidente Bernardes, colégios tradicionais da localidade. André se disse preparado para gerir a cidade e sua estada em Brasília serviu como um aprofundamento daquilo que ele entende ser fundamental para que um gestor público exerça com eficiência a sua função, os conhecimentos do processo legislativos e as premissas constitucionais de um Chefe do Executivo nesta relação entre poderes. André lembrou que sua família é tradicional no âmbito cristão do município e que foi fundamental na sua formação cidadã.

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– Saúde precisa ser gerida com responsabilidade

O primeiro assunto debatido pela dupla foi escolhido pela própria audiência do Grupo Diário, que elencou Saúde e Educação como os principais temas a serem debatidos nas entrevistas. Tanto André, quanto Carlos, entendem que na área da saúde o problema, definitivamente, não seria a falta de recursos na gestão, mas sim a incoerência na aplicação dos recursos existentes. “Eu posso afirmar com convicção que não falta dinheiro para gerir a nossa saúde, mas sim compromisso de aplicação eficiente desse recurso que chega na cidade. É uma transferência de fundo a fundo, ou seja, sai do Fundo Nacional de Saúde para o nosso municipal, quase que instantaneamente, então não há desculpa para não aplicação correta. Em nenhum momento nossa arrecadação da área diminuiu, o que não está ocorrendo é a definição da gestão atual, e as demais que passaram por lá, de prioridades muito bem construídas. É extremamente necessário que cada programa oferecido pelo governo federal seja explorado e aproveitado por nossa administração, não admissível que percamos tantas oportunidades como tem acontecido ao longo dos últimos anos. Falta mesmo é competência e inteligência para gerir a nossa saúde, falta de recursos é falácia”, disse André Couto.

Já seu vice, Carlos, faz questão de lembrar do atendimento primário e preventivo. “Acho que a saída para a recuperação da área da saúde em nosso município passa necessariamente pela nossa atenção voltada ao primeiro atendimento, lá nos bairros, onde o cidadão tenha o acesso às práticas de prevenção e acompanhamento das doenças e males mais comuns, desafogando nossa rede hospitalar. Tenho acompanhado a partir da minha vivência profissional que o sistema de atendimento da família, nos bairros, e não no ambiente hospitalar, pode evitar uma série de problemas futuros, mas não tem sido uma prioridade dos gestores até então, mas será nossa”, diz Carlos.

André Couto alegou ter cancelado o seu plano de saúde privado para que se torne a partir de 2017 um usuário da nossa rede SUS. Segundo o candidato, esse e outros compromissos são fruto de uma proposta de valorização dos serviços públicos que teria como meta em sua futura gestão, em caso de vitória. O vídeo de André anunciando a medida gerou muitas reações pelas redes sociais e provocou um intenso debate quanto à atitude do jovem político teresopolitano. André lembrou que cancelou o seu plano pessoal, preservando o de seus filhos.

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– Educação e política antidrogas encaradas como prioridades de gestão

O segundo assunto elencado pelos nossos telespectadores é também um dos maiores problemas apontados pelas entidades governamentais nos últimos anos, a educação de qualidade. Para a dupla de pleiteantes do PT do B, assim como em outras áreas, é necessário um olhar técnico e especializado para que os problemas e as mazelas da educação sejam combatidos. “Vou lembrar mais uma vez que não falta recursos para tornar nossa educação uma área de orgulho e não de preocupação como temos hoje, falta sim é compromisso. Os nossos programas qualitativos oferecidos através de parcerias com a União e o Estado podem ser muito proveitosos, mas é preciso primeiro organizar a casa. Acho que será fundamental um trabalho de auditoria fiscal esmiuçada nos contratos feitos nos últimos anos para que possamos projetar uma programação de gestão mais eficiente. A valorização do professor é premissa básica da qualidade no atendimento da nossa rede, eu mesmo fui aluno da rede municipal e não tenho do que reclamar, mas tenho que admitir que a realidade hoje é muito diferente daquilo que vimos até então. A ingerência das ultimas administrações, os contratos mau feitos e as oportunidades perdidas podem ser difíceis de serem contornadas ou corrigidas, mas acredito que com dedicação vamos conseguir superar”, diz André.

Já a pergunta de nosso telespectador veio de uma internauta que chamou a atenção para o protagonismo de entidades religiosas e programas sociais dos mais variados na política pública de combate às drogas e atendimento aos usuários e suas famílias. A dupla falou de programas e linhas de financiamento que podem ajudar a vencer essa realidade de completo abandono do poder público nesta área. “Não é admissível que a politica de combate as drogas não esteja inserida nas escolas, com as devidas adaptações ao diversos públicos estudantis. Não ter essa preocupação na gestão já é uma demonstração de descompromisso com essa causa, que mais do que uma ação de segurança pública, se configura numa clara ação social”, disse Carlos.

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Anderson Duarte é formado em Comunicação Social com mestrado na área de Tecnologia e Informação e especialização em Telecinejornalismo, atua na imprensa desde a década de 90, ainda no Rádio. Passou por veículos como Jornais, Mídias Governamentais e Televisão, também atuou na área da Assessoria Política, editoria que hoje se dedica enquanto articulista. Âncora do telejornal Jornal Diário, comanda desde a sua formação em 2008, o jornalismo da emissora Diário TV, fruto do tradicional O DIÁRIO de Teresópolis, onde também coordena juntamente com Marcello Medeiros o departamento jornalístico.

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