Ausência de profissional deixa doentes sem atendimento na Saúde Mental

Dona Vani não consegue ser atendida na Saúde Mental da Prefeitura; Ela sofre de problemas depressivos e depende do uso de medicamento controlado

Dona Vani não consegue ser atendida na Saúde Mental da Prefeitura; Ela sofre de problemas depressivos e depende do uso de medicamento controlado

– Paciente reclama da falta de acesso às consultas e receitas para aquisição de medicamentos controlados

Os problemas na Saúde de Teresópolis não param de surgir. Agora denúncias dão conta que o serviço de Saúde Mental, prestado pela Secretaria Municipal de Saúde, está deixando a desejar. Pacientes estariam sem acesso às consultas regulares e, consequentemente, sem poder adquirir os medicamentos de uso controlado, cuja apresentação da receita especial é exigida. Esse é o caso de Vani da Silva Gonçalves, convalescente de um quadro depressivo, que há dois meses não consegue ser atendida pelo médico especialista.

“Estou tentando há dois meses uma consulta com meu médico, Doutor Ricardo, mas ele não está indo. Não estou conseguindo comprar o remédio sem a receita. É controlado e só vende assim”, conta a paciente. O medicamento utilizado é o Cloridrato de Amitriptilina, cujo valor de venda nas farmácias locais varia entre R$ 7 e R$ 14, dependendo do laboratório fabricante.

 

Ajuda de amigos

Dona Vani conta que a única maneira de conseguir o remédio é através da ajuda de amigos e de vizinhos. “Sem a receita eu peço para uma vizinha ou para alguém que eu conheço para me arrumar um ou dois comprimidos. Mas não posso ficar pedindo a vida toda”, revela. A paciente relata que o problema não é só seu, mas atinge cerca de 200 pessoas que também são tratadas pelo mesmo setor da Secretaria de Saúde. “As funcionárias atendem a gente e dizem que não podem fazer nada. Elas ficam com pena, mas precisam que o médico esteja lá para dar a receita. Eu fui lá mês passado, mandaram eu voltar agora no dia 7 de outubro e não consegui. Agora saí de lá sem remarcar na minha ficha. Elas pedem pra gente ficar ligando pra ter uma confirmação”, relata. Vani explica que sem usar o remédio, acaba perdendo o controle e a consciência. “Eu perco a minha mente onde eu estiver”, garante.

Questionada, a Prefeitura não respondeu sobre o problema da ausência do profissional de saúde e nem explicou se pretende tomar providências para atender aos pacientes dessa especialidade.

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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