Bancários confirmam greve na próxima semana

 Sérgio Mázala, diretor do Sindicato dos Bancários, explica a decisão de transferir o início da greve para a próxima quinta-feira, dia 8

Sérgio Mázala, diretor do Sindicato dos Bancários, explica a decisão de transferir o início da greve para a próxima quinta-feira, dia 8

– Categoria cruza os braços por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira, dia 8

Bancários de Teresópolis acompanharam a movimentação nacional e vão aderir a greve geral a partir da próxima quinta-feira, dia 8 de setembro. A categoria segue orientação representação nacional, que tenta negociar com a classe patronal uma série de reivindicações, que vão desde proposta de reajuste salarial, passando pelo combate às metas abusivas chegando à defesa do emprego dos trabalhadores do ramo. Segundo o material de divulgação da campanha salarial, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se nega a oferecer uma proposta salarial que valorize os bancários. Após quatro rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban propôs reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. “Já tivemos rodadas de negociação e a proposta apresentada pelos banqueiros no último dia 29 foi bem abaixo do que a gente tá reivindicando”, comenta Aluízio Marra, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Teresópolis. “A proposta foi retrógrada perante os últimos ganhos que obtivemos com muita luta, como aumento real, avanços na área de saúde e educação”, aponta. “O que os bancos oferecem não repõe nem a inflação do período, que está em 9,76%. Nossa pedida foi de inflação e mais 5%, algo em torno de 14%. O comando de greve não aceitou e como não houve nenhuma manifestação dos banqueiros, vamos partir para a luta”, garante.

Bancários de Teresópolis participaram de assembleia na sede do Sindicato onde votaram pela rejeição da proposta da Fenaban e resolveram entrar em greve a partir do dia 8

Bancários de Teresópolis participaram de assembleia na sede do Sindicato onde votaram pela rejeição da proposta da Fenaban e resolveram entrar em greve a partir do dia 8

Assembleia vota na greve

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Teresópolis realizou na noite da última quinta-feira, dia 1º de setembro, u ma assembleia geral da categoria. Os trabalhadores do ramo financeiro votaram pela rejeição da proposta dos bancários e resolveram aderir à greve geral. Em vez de iniciar o movimento na próxima terça-feira, dia 6, os bancários vão trabalhar neste dia e iniciam oficialmente a paralisação na quinta-feira, dia 8. “O Comando Nacional dos Bancários tenha orientado pela rejeição da proposta apresentada pela Fenaban e que a greve começasse no dia 6 por prazo indeterminado”, confirma Sério Mázala, diretor de Comunicação do Sindicato. “Os bancários de Teresópolis decidiram rejeitar a proposta, porém, transferiram o início da greve par o dia isso. Isso porque a nossa cidade é pequena e sempre que há uma greve nós fechamos 100% das agências, o que impossibilita qualquer operação dentro das agências. A assembleia decidiu por adiar por mais um dia para que as pessoas consigam resolver suas pendências nos bancos na segunda e na terça-feira. Também é uma semana de início de mês, com pagamento de servidores e de aposentados. Tudo isso pesou na decisão”, detalha o sindicalista.

A exemplo de greves anteriores, o Sindicato deverá manter membros de sua diretoria e funcionários das agências nos caixas eletrônicos para ajudar pessoas com dificuldade em lidar com os  equipamentos eletrônicos. “Também orientamos que as pessoas procurem as loterias e os correspondentes bancários para quitar seus boletos e resolver essas questões”, completa Mázala.

 

Bancos tiveram lucro

Ainda falando sobre a proposta dos bancos, o Sindicato destaca que o setor lucrou R$ 36,3 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, com um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Setores que estão em crise, com retração de produção e vendas, fizeram propostas melhores. O lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões, mas houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, mais de 34 mil empregos foram reduzidos pelos banqueiros. “O que ofereceram está muito fora da realidade. Esse lucro é uma comprovação que eles não têm motivos para deixar de nos atender. O setor financeiro não teve problema com a crise. Tiveram lucro e têm condições de oferecer um reajuste digno pra gente”, comenta o presidente Aluízio Marra. Ele lembra também que a categoria sofreu um grande desfalque, com um número exagerado de demissões. “Foram 7.897 demissões e um número mínimo de admissões. Reduziram a categoria, sobrecarregaram nossos colegas e mantiveram os lucros astronômicos. Vamos lutar para que isso se reverta”, promete.

 

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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