Bancários de Teresópolis permanecem em greve

Wilson José, diretor do Sindicato dos Bancários de Teresópolis, lamenta a falta de negociações por parte dos bancos, o que mantém o movimento de greve

Wilson José, diretor do Sindicato dos Bancários de Teresópolis, lamenta a falta de negociações por parte dos bancos, o que mantém o movimento de greve

– Movimento nacional chega aos 29 dias sem acordo entre patrões e empregados

A greve dos bancários chega nesta terça-feira, 3, ao seu 29º dia em todo o país. Em Teresópolis o movimento segue forte, mantendo 100% das agências locais fechadas. Apesar da representatividade do movimento, que hoje abrange 56% das agências em todo o país, a negociação entre bancos e trabalhadores não avança. A última tentativa de acordo entre as partes acabou sendo frustrada, já que os representantes dos bancos não teriam mudando sua proposta, que fica longe daquilo que os grevistas pedem.

Diretor do Sindicato dos Bancários de Teresópolis, Wilson José Pereira lamenta a falta de diálogo atribuída aos bancos. “Infelizmente não temos muitas novidades. Os banqueiros estão reticentes quanto às nossas reivindicações e querendo ganhar  no cansaço. Querem jogar a opinião pública contra os bancários, que infelizmente têm na greve a sua única arma de reivindicação”, analisa.

Wilson recorda que já aconteceram oito tentativas de negociações com os banqueiros. “Infelizmente eles não estão levando a sério essa negociação. Se tem um setor nesse país que não precisaria ter sua categoria em greve é o financeiro, que só nesse primeiro semestre teve R$ 29,7 bilhões de lucro. Na hora de sentar com os trabalhadores para negociar uma pauta, se negam e apresentam um reajuste que não cobre nem a inflação do período. Isso deixa a categoria muito indignada e ao mesmo tempo preocupada”, opina.

O movimento foi iniciado no dia 6 de setembro em todo o país e dois dias depois em Teresópolis. Agora, na ‘virada’ do mês, o fluxo de clientes tende a crescer sensivelmente nas agências. Para amenizar os problemas que greve provoca à população, a representação mantém uma equipe de sindicalistas nas agencias para auxiliar clientes e usuários que eventualmente tenham dificuldade para lidar com o atendimento eletrônico. “Isso é para fazer com que o cidadão assalariado, aquele que precisa fazer um saque na previdência, os benefícios, consiga ser atendido”, garante.

A chegada de um novo mês começa a proporcionar o surgimento de filas nas portas dos bancos: Sindicalistas ajudam a população nos pontos de atendimento

A chegada de um novo mês começa a proporcionar o surgimento de filas nas portas dos bancos: Sindicalistas ajudam a população nos pontos de atendimento

Buscando negociação

O representante do Sindicato dos Bancários lembra que a categoria quer um acordo. “O comando nacional nunca se negou a sentar para negociar, inclusive é ele que vem chamando à Fenaban para sentar novamente e levar a sério a mobilização. Só que infelizmente eles querem ganhar no cansaço e mostrar que a conjuntura é outra. A gente sabe que não é isso, o lucro deles continua, eles seguem cobrando tarifas exorbitantes e que só nesse ano tiveram mais de 30% de aumento”, lembra Wilson. “Enquanto isso temos bancários adoecendo dentro das agêncais de trabalho, perdendo seus empregos, alguns trabalhando por dois ou três e os bancos não chamam para negociar. Queremos mais uma vez mostrar para a população que a má vontade não parte da gente, mas dos banqueiros, que não estão levando a sério esse movimento”, finaliza.

De acordo com dados do Comando de Greve, o movimento paralisa 13.246 agências, 56% do total. No Rio de Janeiro, pararam 420 agências e sete prédios administrativos.

 

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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