Confusão por causa de vagas próximo ao Posto de Saúde da Várzea

Segundo apurado no local, profissional parou na área demarcada dentro da esquina – atrapalhando a passagem de veículos de maior porte na Rua José Augusto da Costa

Segundo apurado no local, profissional parou na área demarcada dentro da esquina – atrapalhando a passagem de veículos de maior porte na Rua José Augusto da Costa

– Médica não gosta de ser advertida por estacionar em local proibido e abandona pacientes em consultório

No final da manhã desta quinta-feira, agente da Guarda Municipal e funcionários da Secretaria de Segurança Pública foram acionados para a Rua José Augusto da Costa, na Várzea, para apurar confusão por conta de vagas reservadas para funcionários do Posto de Saúde instalado no local. Segundo apurado com os servidores e pacientes, uma profissional lotada no PS estacionou seu veículo em local proibido, dentro de curva, consequentemente atrapalhando a passagem de outros de maior porte, e não gostou de ser orientada a procurar outro local para guardar seu automóvel. Em seguida, a profissional teria simplesmente deixado o consultório e não retornado, apesar de atendimento em andamento e outros agendados para os primeiros horários de ontem.

Área especial foi criada a pedido da direção do Posto de Saúde da Várzea. Guarda tem fiscalizado utilização por quem não tem autorização e notificado tais motoristasÁrea especial foi criada a pedido da direção do Posto de Saúde da Várzea. Guarda tem fiscalizado utilização por quem não tem autorização e notificado tais motoristas

Com a confusão formada, a GM e equipe da Secretaria de Segurança passaram a ser questionadas em relação à utilização da área no entorno do Posto de Saúde como estacionamento. O responsável pela pasta, Antônio Carlos da Costa Velho, relatou à reportagem do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV que há dezenas de vagas reservadas para os funcionários do posto de saúde e que veículos não autorizados flagrados nesse trecho demarcado são autuados. “O que houve com essa médica é que ela infelizmente parou dentro da curva, apesar de ter autorização criada por mim e oferecida para eles pararem nesses outros trechos desde que o chefe do posto reclamou. No caso da doutora, parou dentro da curva e a guarda foi perguntar de quem era para orientar e pedir para tirar, porque o trecho está demarcado, tudo direitinho, mas ela simplesmente saiu e foi embora, sem ao menos falar com a guarda”, explica Costa Velho.

O responsável pela organização do trânsito no município enfatizou que todas as irregularidades cometidas nesse tumultuado trecho têm sido fiscalizadas e feitas as devidas notificações quando necessário. “Se todo mundo respeitar o que é previsto no Código de Trânsito, ninguém é multado. Inclusive, quando a Guarda vê, ela até orienta antes, evitando a notificação. Agora, se tem faixa amarela, não pode parar. As pessoas sabem, mas fingem não querer saber”, completa.

 

Pacientes reclamam bastante

Maria Sampaio, residente na Várzea, foi uma das pacientes que procurou a reportagem para reclamar da situação. Ela lembrou que muitas pessoas que precisavam do atendimento médico residem em locais distantes e, além disso, aguardavam há meses pela prestação de serviço via Sistema Único de Saúde. “É muito difícil conseguir um médico, aí quando marca, chega aqui o médico atendendo e, porque não tem vaga, vai embora e deixa o paciente dentro do consultório. Ela foi embora, deixou todos os pacientes aqui. Ela foi embora porque não tinha vaga. O prefeito tinha que colocar mais vagas para os médicos pararem aqui. Fica todo mundo nessas vagas deles, gente que não é médico, até advogado”, destacou, reforçando ainda os outros problemas encontrados no setor. “Não tem remédio, não tem médico, não tem nada saúde, que está um caos total. O posto saúde precisando limpeza, de tudo. Não é culpa do administrador, é do prefeito, do secretário de saúde. Estou desde fevereiro esperando exame e a Saúde não libera. É justo isso?”, questionou.

Ficamos no Posto de Saúde da Várzea por cerca de 40 minutos e, nesse período, a profissional não havia retornado para atendimento. Na tarde desta quinta-feira, entramos em contato com a Secretaria de Saúde, através da Assessoria de Comunicação, para saber se o serviço – pago com o dinheiro do contribuinte – havia sido retomado. Também foi questionado se, confirmado abandono do expediente, a médica sofreria algum tipo de punição. Até o fechamento desta edição, porém, não obtivemos nenhuma resposta.

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Jornalista, Editor do jornal O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, Marcello Medeiros atua na imprensa teresopolitana desde 1995. Atualmente, também assina a coluna “Mochileiro”, no próprio jornal, e apresenta programa homônimo na DIÁRIO TV.

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