Criminosos atacam Igreja Batista Central

Provavelmente utilizando prédios vizinhos, os vândalos acessaram o telhado e picharam a parte mais alta da frente do tradicional templo religioso

Provavelmente utilizando prédios vizinhos, os vândalos acessaram o telhado e picharam a parte mais alta da frente do tradicional templo religioso

– Bandidos armados com latas de spray vandalizaram Caixa Econômica na mesma madrugada

Quem passou pela Rua Waldir Barbosa Moreira na manhã desta sexta-feira levou um grande susto: A fachada da Igreja Batista Central, uma das mais antigas e tradicionais de Teresópolis, foi alvo de criminosos armados de latas de spray. Provavelmente utilizando prédios vizinhos, os vândalos acessaram o telhado e picharam a parte mais alta da frente do templo religioso, crime e falta de respeito que causou indignação dos teresopolitanos. “Caraca, que imoralidade isso ai… Falta de respeito não por ser uma igreja. Tem que haver punições severas por este tipos de pessoas que cometem esses atos”, relatou o internauta Philippe Andrade. “Que triste, que abuso!”, completou Alessandra Hucck, também na página do jornal O DIÁRIO na rede social Facebook. Essas foram as poucas declarações publicáveis, diante da indignação causada por mais um crime cometido por esse tipo de bandido.

No final da manhã, foi iniciada a trabalhosa limpeza da fachada do templo religioso. Além da igreja evangélica, um prédio na subida da Rua Cabo Frio, na Várzea, foi atacado pelos mesmos criminosos – da mais baixa espécie, vale frisar. Provavelmente durante a longa madrugada, o bando continuou a ação. Outro ponto bastante danificado pelos meliantes foi o setor de caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal na Avenida Feliciano Sodré. Além das mesmas pichações feitas na igreja, frases irônicas foram rabiscadas. O detalhe é que, nesse local, há circuito de gravação. As imagens devem ajudar na identificação dos marginais.

No início de outubro, pichadores rabiscaram todas as paredes externas e vidros da Casa de Cultura Adolpho Bloch, responsável pela promoção da cultura em diversas frentes em Teresópolis. Além dos indecifráveis códigos, comuns apenas àqueles acostumados com a marginalidade, os bandidos escreveram palavras como “fora corruptos”, “anarquia”, alguns palavrões e até uma declaração de amor.

A pichação desse prédio e muros vizinhos tem sido, infelizmente, comum nos últimos anos. Porém, dessa vez a proporção da ação criminosa chamou ainda mais atenção dos teresopolitanos – um povo que tem sido sofrido perdas diversas nos últimos anos, seja por conta das tragédias naturais ou através das catástrofes políticas seguidas. Não bastasse o tamanho vilipendio já acumulado em nossa história recente, a ação dos pichadores tem contribuído para empobrecer ainda mais nossa Teresópolis.

Na situação da Casa de Cultura, o que impressiona também, além do grande número de rabiscos, é que a ação teve início cinco dias antes. Imagens do circuito de segurança mostram que os vândalos subiram no telhado do prédio público dias antes, em plena luz do dia, para tentar desligar as câmeras. Porém, conseguiram danificar apenas duas delas. As outras acabaram registrando todo o movimento da sexta-feira à noite, por volta das 20h50! Ou seja, os vândalos nem esperaram madrugar, horário onde tais bandidos acabam protegidos por conta do menor público em trânsito.

Mesmo tão cedo, tiveram tempo para escrever em todas as vidraças da Casa, usando rolos e pincéis. As imagens, que serão encaminhadas para a Polícia Civil, mostram um deles iniciando o “serviço” e sendo acompanhado por outros dois logo a seguir. Um quarto bandido chega posteriormente, usando bermuda e chinelo, e parecendo ser o líder do grupo. Ele aponta, gesticula e sequer encosta nas latas de tinta. Além das câmeras, o local conta com diversos refletores, o que, esperava-se, deveria intimidar ações criminosas. Em 2014, um jovem foi detido cometendo o mesmo crime na Casa de Cultura.

 

Denuncie os marginais

A prática da pichação configura ação criminosa através do artigo 65 da Lei dos Crimes Ambientais, número 9.605/98,  que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia e pagamento de multa. Para tentar diminuir a incidência do ato de vandalismo, é necessária a participação da população, que deve denunciar qualquer ato suspeito. Além disso, como se percebe, a grande maioria dos criminosos que usam latas de spray são jovens: Assim, os pais devem ter mais atenção do que seus filhos vêm fazendo e, sendo o caso, repreende-los para que a prática – que parece inocente, mas é bastante grave – não seja apenas o pontapé inicial para se começar uma vida delituosa. Os telefones para denúncias são o 190 e 2742-7755, não sendo necessário se identificar. O 30º Batalhão de Polícia Militar também disponibiliza o canal de WhatsApp 99817-7408 e a sua página na rede social Facebook para receber denúncias.

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Jornalista, Editor do jornal O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, Marcello Medeiros atua na imprensa teresopolitana desde 1995. Atualmente, também assina a coluna “Mochileiro”, no próprio jornal, e apresenta programa homônimo na DIÁRIO TV.

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