Já é hora de se preocupar com o Aedes aegypti

Vários exemplares do Aedes aegypti encontrados pela equipe do PSF da Beira-Linha naquela comunidade

Vários exemplares do Aedes aegypti encontrados pela equipe do PSF da Beira-Linha naquela comunidade

– Primavera com cara de Verão acende alerta para cuidados com a proliferação do vetor de várias doenças

Estamos na Primavera, mas com a sensação da estação seguinte nos últimos dias. O forte calor e posteriores pancadas de chuva, característicos do Verão, tem feito muita gente reclamar nas redes sociais. Porém, problemas comuns ao tempo quente à parte, o que muita gente está esquecendo é de se preocupar é com um mosquitinho que adora as condições como as que estamos vendo e que serão frequentes nos próximos meses, o Aedes aegypti. E como já é sabido, foi o tempo que quem mora nas cidades mais altas não precisa se preocupar com as doenças causadas por esse vetor, dengue, zika e chikungunya. Então, se o calor já é motivo de posts diários no Facebook, que tal deixar o celular um pouquinho de lado e começar a tomar medidas fundamentais para evitar problemas em breve?

Este ano, Teresópolis registrou grande número de caso dos três males. A quantidade exata, não se sabe – visto que a Secretaria Municipal de Saúde preferiu esconder os números, a partir de certo momento, do que fazer a sua parte combatendo o mosquito e alertando a população sobre os riscos de se manter água parada em casa. Só para se ter uma ideia, somente até março, nosso município registrou 180 notificações de dengue. Também houve muitos relatos de zika e chikungunya, segundo informações passadas pelos hospitais do município. Mas, como tem sido comum no atual governo municipal, o prejudicial silêncio sobre informações de interesse público prejudicou a divulgação de dados completos sobre o tema.

“Na realidade eu acompanhei essa epidemia que estamos vivendo em dois ambientes distintos. Atualmente, vejo no plantão do pronto atendimento do Hospital São José, onde vemos o número de pacientes com os sintomas de dengue aumentando significativamente. Na Upa, onde também trabalhei por quase dez meses, também não era diferente”, relatou ao jornal O DIÁRIO em abril passado o médico Fred Maia.

O período de chuvas aumenta o risco de proliferação do mosquito transmissor de doenças infecciosas que podem levar à morte. Para chamar a atenção sobre o problema, especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) frequentemente divulgam a iniciativa 10 Minutos Contra a Dengue, criada em 2011, para que as pessoas combatam o foco do Aedes aegypt dentro de casa.

A pesquisadora Rafaela Vieira Bruno informa que em 80% dos casos o Aedes aegypt vive e se reproduz dentro e no entorno das residências, e, se cada um evitar água parada em suas casas, será possível impedir o nascimento da grande maioria dos mosquitos nas cidades. “Qualquer local que possa armazenar um pouquinho de água é suscetível para a fêmea colocar os ovos. E não apenas água limpa; ela consegue colocar em áreas com um pouquinho de matéria orgânica também”, comenta ela, ao mencionar que mesmo piscinas e fontes com chafariz podem servir de criadouro. “O ideal é fazer a limpeza periodicamente ou cobrir os locais. Cloro e água sanitária contribuem para eliminar o ovo [do mosquito]”, informa.

Rafaela explica que os ovos deixados pelo mosquito aguentam até um ano sem água e que basta um único contato com a água, em até dez dias, para eles se transformem em mosquitos aptos a transmitir a doença. A bióloga alerta, no entanto, que não é suficiente vistoriar o próprio quintal, se o vizinho não fizer a sua parte. “O mosquito tem uma capacidade de voar até 800 metros. Se você não cuida, mas o seu vizinho cuida, ele pode ser picado por um mosquito que nasceu até 800 metros de distância da casa dele”, disse a pesquisadora. “Por isso, é tão importante que haja um esforço da comunidade em geral, de todo mundo”, completa.

O combate ao mosquito

– Coloque areia no prato dos vasos de plantas.

– Mantenha os ralos limpos jogando água sanitária ou desinfetante semanalmente. Verifique a existência de entupimento. Se não for utilizá-los, mantenha-os vedados.

– Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias etc.

– Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana. Não jogue lixo em terrenos baldios.

– Lave, principalmente por dentro, com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes etc.

– Troque diariamente a água dos bebedouros de animais e aves e limpe-os com escova ou bucha.

– Depressões de terreno também são possíveis poças de água parada. Preencha-os com areia ou pó de pedra.

– Mantenha caixas d’água, cisternas, tonéis e outros depósitos de água sempre bem fechados, com a tampa adequada, para impedir a entrada do mosquito.

– Entregue seus pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarde-os sem água em local coberto e abrigados da chuva.

– Guarde as garrafas vazias sempre de cabeça para baixo e de preferência em local coberto.

– Limpe constantemente as calhas, remova tudo que possa impedir a passagem da água, a laje e a piscina de sua casa.

– Instale a caixa do ar-condicionado de forma que esta não possa acumular água.

– No alto de lajes e telhas também pode haver água parada. Caso more em apartamento, peça ao porteiro que verifique o acúmulo de água no terraço.

– Suspeite de garagens e subsolos. Confira se a água da chuva que cai nas calhas circula.

– Para quem tem bromélias, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas. É importante frisar que nos ambientes naturais, elas não representam nenhum tipo de risco.

 

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