Emprego: Quatro setores apresentam melhora em Teresópolis

Números do Ministério do Trabalho mostram que o número de novas admissões com carteira assinada foi de apenas 46,05% em agosto

Números do Ministério do Trabalho mostram que o número de novas admissões com carteira assinada foi de apenas 46,05% em agosto

– Porém, números de mês de agosto ficam negativos por conta do setor de serviços

Divulgados esta semana, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que no mês de agosto quatro setores apresentaram mais contratações do que demissões em Teresópolis. Porém, a única área que durante todo o ano realizou grande número de demissões dessa vez apresentou um número bastante negativo, fazendo com que o resultado final fosse de menos 185 vagas de carteira assinada no município. Em agosto, o setor de serviços realizou 715 dispensas, enquanto apenas 450 pessoas foram adicionadas aos quadros das empresas, gerando déficit de 265 vagas.

Segundo o Ministério do Trabalho, três áreas que nos últimos meses apresentaram grande queda voltaram a contratar mais do que demitir. Na construção civil, por exemplo, a planilha mostra 12 vagas a mais (89 admissões x 77 demissões). Na agropecuária, saldo de 37 contratações com carteira assinada (100 admissões x 63 demissões). Na indústria, que em praticamente 2016 teve grande redução, o Caged registrou 107 contratações contra 84 dispensas (23 vagas a mais). O setor que mais emprega em Teresópolis, que teve alta nos meses de abril e maio e queda nos seguintes, voltou a ter bom resultado em agosto. No comércio, saldo de oito vagas (332 admissões x 324 demissões).

Em comparação ao mesmo período do ano passado, os números são bastante parecidos. Em agosto de 2015, Teresópolis registrou o corte de 194 empregos de carteira assinada. Se baseando pelos municípios do entorno, a situação é semelhante em Nova Friburgo, que anotou porcentagem bem próxima à nossa. No caso de Petrópolis, o oitavo mês deste ano teve saldo de 191 vagas de carteira assinada.

 

Taxa de desemprego no país

A taxa de desemprego no Brasil, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), subiu para 11,8% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30). Nos três meses anteriores, a taxa estava em 11,2%, e já era a maior da série histórica. A pesquisa aponta 12 milhões de pessoas desocupadas no país, população classificada assim por ter procurado emprego sem encontrar. Em relação a março, abril e maio, a população desempregada de junho, julho e agosto aumentou em 583 mil pessoas, ou 5,1%. Já a população ocupada caiu 0,8% na comparação entre os dois trimestres, com a perda de 712 mil postos. Ao todo, esse contingente soma 90,1 milhões de pessoas. Apesar disso, o número de empregados com carteira assinada se manteve estável em 34,2 milhões.

A comparação de junho, julho e agosto de 2016 com o mesmo período de 2015 mostra uma redução de 2 milhões de pessoas na população ocupada e um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas na população desocupada. No ano passado, a taxa de desemprego neste trimestre era de 8,7%, e também estava em uma trajetória de alta em relação aos trimestres anteriores. O número de empregados com carteira assinada de 2016 caiu 3,8% em relação a 2015, com a saída de 1,4 milhão de pessoas desse grupo.

 

Rendimento se mantém estável

A pesquisa informa ainda que o rendimento médio real habitualmente recebido pelos brasileiros teve uma variação negativa dentro da margem que o IBGE considera de estabilidade. A renda média foi de R$ 2.011, 0,2% a menos que os R$ 2.015 do trimestre imediatamente anterior e 1,7% a menos que os R$ 2.047 registrados no mesmo período do ano passado. A massa de rendimento real em todos os trabalhos também não apresentou em variação considerada significativa pelo IBGE frente a março, abril e maio, mas caiu 3% na comparação com 2015. O total está em R$ 177 bilhões.

 

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Jornalista, Editor do jornal O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, Marcello Medeiros atua na imprensa teresopolitana desde 1995. Atualmente, também assina a coluna “Mochileiro”, no próprio jornal, e apresenta programa homônimo na DIÁRIO TV.

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