Falta de cuidado com cheques pode gerar problema para clientes e empresários

Ricardo Vasconcelos admite que muitos clientes têm problemas com cheques porque não tiveram os cuidados necessários na hora de emitir ou de receber o documento

Ricardo Vasconcelos admite que muitos clientes têm problemas com cheques porque não tiveram os cuidados necessários na hora de emitir ou de receber o documento

– Advogado orienta para procedimentos que podem evitar os prejuízos com esse tipo de operação

A movimentação aquecida da economia nos últimos dias do ano costuma trazer consigo alguns problemas envolvendo os cheques. Bandidos e estelionatários aproveitam a intensificação no movimento das lojas para derramar cheques furtados ou extraviados, situação que normalmente proporciona problemas principalmente para os empresários.

Prova disso é que nos últimos dias a 110ª DP registrou uma ocorrência onde uma empresa da cidade teria cheques sendo distribuídos em pontos diversos do município. O detalhe é que a referida conta de onde o cheque surgiu foi extinta há quatro anos. Os cheques apresentados foram devolvidos, pois constam no cadastro do banco emissor como ‘roubados’. Segundo o diretor da empresa, o banco emissor ainda está fazendo o levantamento para explicar a origem dos cheques. Uma das vítimas do possível estelionatário teria vendido a mercadoria e ainda dado troco ao algoz.

O advogado Ricardo Vasconcelos dá algumas orientações simples para que o usuário de talões de cheques não enfrente problemas com seus documentos. “Primeiro a pessoa tem que ter muito cuidado com o talão de cheques, que pode ser roubado, furtado ou mesmo extraviado. Na hora de emitir o cheque, precisa ter cuidado no preenchimento por extenso, atenção ao valor correto e preencher os espaços vazios. Muitas vezes acontece de preencher e deixar um espaço vazio. Uma pessoa de má fé pode colocar mais números e alterar o valor. O ideal é sempre cruzar o documento e assim fazer com que ele necessariamente seja depositado numa conta corrente. Assim será possível saber onde foi parar o cheque. Se não estiver cruzado e o portador conseguir sacar no caixa na simples apresentação, será muito mais difícil comprovar quem pegou o cheque, mesmo com todos os cuidados do banco”, alerta. Vasconcelos adverte também para a importância de sempre emitir o cheque nominal à empresa ou prestador de serviço destinado. Outro detalhe que passa despercebido são alguns dizeres do papel. “Pode riscar no final os dizeres ‘ou a sua ordem’, que ficam ao lado do espaço para o nome do destinatário. Com isso o portador não pode transferir para terceiros”, garante.

Acostumado a lidar com esse tipo de situação em sua rotina de trabalho, Ricardo alerta para que os usuários de talões de cheques procurem sempre comunicar ao banco qualquer problema encontrado. “O ideal é que o usuário faça um registro na delegacia e que informe imediatamente ao banco, que vai exigir esse registro para dar andamento. Da mesma forma, quando informar o banco, pedir um protocolo sobre a informação. Isso evita que, em caso do cheque ser descontado, o banco alegue que não foi informado”, recomenda. Outro cuidado é em relação à sequência de numeração dos cheques, já que é comum o golpe onde estelionatários aproveitam descuidos para remover folhas do meio do talão, situação que só é percebida tempos depois, quando o cheque é compensado.

Falando ao outro lado da moeda, Ricardo Vasconcelos recomenda que empresários busquem se blindar com entidades e mesmo firmas especializadas que possuem cadastros sobre clientes maus pagadores e informam sobre possíveis problemas envolvendo os cheques. “Hoje existem vários serviços que fazem essa fiscalização. Assim é possível saber que o emissor do cheque é realmente um bom pagador. O ideal é se cercar de todas as formas de segurança. Se simplesmente receber o cheque sem qualquer cuidado, a probabilidade de não receber aquele valor é muito grande. Muitos empresários ‘colecionam’ bolos e até caixas de cheques devolvidos e que não conseguiram ser ressarcidos”, aconselha. “Outro problema muito como é que a empresa passa o cheque para terceiros, que também repassam a outros, fazendo o cheque andar por muitos dias. Quando vai para o banco, acaba batendo sem fundos. Isso porque a pessoa tinha o dinheiro no momento que emitiu, mas acabou esquecendo do cheque e utilizando. Nem sempre é uma má pagadora, mas em muitos casos não tem aquele dinheiro na hora para repor”, completa.

Deixe seu comentário

André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

Deixe uma resposta

Diario TV

Carregando...

Facebook

Twitter Diário TV

Assine nossa newsletter

Loading...Loading...