Mais um dia de protesto de servidores no Rio

Por volta das 16h, parte dos manifestantes correu em direção à Avenida Rio Branco, a principal do centro, e ateou fogo no meio da rua, paralisando o trânsito

Por volta das 16h, parte dos manifestantes correu em direção à Avenida Rio Branco, a principal do centro, e ateou fogo no meio da rua, paralisando o trânsito

– Novo tumulto por conta pacote fiscal votado na Assembleia Legislativa

Protesto de servidores contra a votação do pacote fiscal do governo de estado do Rio de Janeiro durou várias e se espalhou pelo centro do Rio nesta terça-feira. A manifestação, que começou por volta das 13h frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), gerou confrontos entre os ativistas e policiais da tropa de choque da Polícia Militar. A maior parte dos manifestantes era formada por policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários.

Por volta das 16h, parte dos manifestantes correu em direção à Avenida Rio Branco, a principal do centro da cidade, e ateou fogo no meio da rua, paralisando o trânsito, inclusive do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A situação chegou a ficar fora de controle, pois os policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) não eram suficientes para controlar os manifestantes que jogavam rojões, foguetes e pedras contra os militares, que respondiam com bombas de gás, de efeito moral e com tiros balas de borracha. A maior parte do comércio na região fechou as portas, com medo de invasões e depredações. Alheios ao tumulto, no interior da Alerj deputados discutiram a votação do pacote de medidas fiscais do governo.

 

“Pacote trará mais recessão”, diz economista

O economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Istvan Kasznar avaliou que o pacote de medidas de corte de gastos do governo fluminense, que começou a ser votado nesta terça-feira trará mais recessão para o estado. “Este pacote que foi posto para aprovação está apresentando um viés gravíssimo que é colocar o estado do Rio numa recessão ainda maior. Ao se dizer que é preciso ter apenas este plano A, porque não existe plano B, isso significa uma situação de absoluta falta de imaginação e de preparo em relação às reais necessidades que se podem antever e reduzir os problemas do Rio de Janeiro”, afirmou o economista em audiência pública na Comissão de Orçamento da Alerj.

Segundo ele, as despesas do governo estadual cresceram nos últimos 4 anos a uma média de 11,35% anuais enquanto as receitas têm aumentado em média 7,2%. “Isso é insustentável tanto no curto, no médio e, sobretudo, no longo prazo”, disse.

Istvan Kasznar defendeu mudanças no regime previdenciário dos servidores com o aumento da contribuição. “O excesso de generosidade com a previdência dos servidores públicos tende a quebrar os estados. É preciso ter uma atitude firme, corajosa e de imediato sobre a previdência para retomar o equilíbrio.”

O economista e especialista em contas públicas, Raul Velloso, defendeu a criação de um fundo de pensão para inativos e pensionistas do estado, a exemplo de como é a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil. “Um terço da receita corrente líquida vai para o pagamento de inativos e pensionistas. Não tem como fechar a conta”, afirmou.

 

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