MP quer informações sobre abandono de áreas em risco

Há quase dois meses o tráfego está mais complicado na região central do município, assim como tem tido prejuízo os comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Olímpica Luís de Camões

Há quase dois meses o tráfego está mais complicado na região central do município, assim como tem tido prejuízo os comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Olímpica Luís de Camões

– Inquéritos apuram problemas no Corte da Barra e Rua Manuel Madruga, há dois meses fechada

A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Teresópolis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou dois inquéritos civis para fiscalizar e acompanhar a atuação do governo municipal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) nos deslizamentos na cidade provocados pelas chuvas de novembro. Um dos inquéritos refere-se ao deslizamento das pedras que compunham o muro de contenção da Rua Manuel Madruga, que ladeia o Rio Paquequer, na altura da Praça Camões, no bairro da Várzea. O procedimento foi instaurado para acompanhar a reconstrução do muro de contenção e a recomposição do asfalto, de forma a manter a segurança na via.
Outro inquérito aberto pela Promotoria refere-se ao deslizamento de blocos de pedra e saibro em trecho da Avenida Roosevelt, conhecido como “Corte da Barra”, provocado pelas fortes chuvas de novembro. O inquérito apura as causas e possível omissão do poder público municipal na conservação da infraestrutura, assim como fiscaliza as medidas de reparo do muro no sentido Petrópolis. Nos dois inquéritos, a Promotoria determina que a prefeitura de Teresópolis, por meio da Procuradoria Geral do Município, informe e encaminhe em 20 dias a documentação comprobatória de quais medidas estão sendo tomadas, assim como o cronograma (incluindo o inicio e finalização da licitação de obras), bem como solicita informações sobre vistorias realizadas no local do deslizamento.

 

Praça Olímpica
Há quase dois meses o tráfego está mais complicado na região central do município, assim como tem tido prejuízo os comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Olímpica Luís de Camões. Desde deslizamento de parte da Rua Manuel Madruga, no início do mês de novembro, o trânsito está fechado no local. Em meados de outubro, O DIÁRIO publicou reportagem alertando que algumas pedras da base do muro estavam cedendo em direção ao Paquequer. Nada foi feito e, três semanas depois, surgiu um grande buraco na Manuel Madruga, em consequência do afundamento do material que já apresentava problemas na parte de baixo. Mais alguns dias de chuva e um forte temporal 15 dias depois, a situação tomou proporções ainda maiores.
Quase toda a rua e as muretas laterais foram parar dentro do curso d´água e, a cada precipitação e elevação do nível do rio, um pouco mais da via pública é arrastado. A preocupação é que a erosão causada pela falta de um muro de contenção chegue ao prédio da secretaria de Turismo. Sem o trânsito de veículos, lojistas da região reclamam da grande queda no movimento.
Outra mudança desde novembro é que proprietários de vagas em estacionamento do entorno têm sido flagrados constantemente dirigindo pela contramão para acessar o local. Assim como fizemos em novembro e dezembro, questionamos mais uma vez o governo Mário Tricano e o Instituto Estadual do Ambiente, visto que obra as margens de cursos d´água geralmente tem participação ou pelo menos fiscalização do órgão. Porém, mais uma vez, não recebemos nenhum tipo de resposta.
No início do ano, o atleta Gustavo Souza montou uma linha de “Highline” entre a ponte da Avenida Lúcio Meira e a Manuel Madruga como forma de protesto pelo descaso em mais uma área pública do município – justamente vizinha à Praça Olímpica, que ficou cerca de dois anos fechada. A travessia com a utilização e fitas e outros equipamentos de segurança chamou a atenção de pedestres, que apoiaram o movimento. Já supostos representantes do poder público, como esperado, não gostaram.

 

Corte da Barra foi fechado em novembro por deslizamento de pedras. Na ocasião, foi informada necessidade de grande obra. No dia seguinte, porém, via foi aberta normalmente

Corte da Barra foi fechado em novembro por deslizamento de pedras. Na ocasião, foi informada necessidade de grande obra. No dia seguinte, porém, via foi aberta normalmente

Risco no Corte da Barra
Em 15 de novembro passado, aconteceu um deslizamento de blocos de pedra e saibro em trecho da Avenida Presidente Roosevelt conhecido como Corte da Barra. Na ocasião, foi informada a necessidade de construção de um muro de contenção no lado direito da passagem, sentido Petrópolis. O DIÁRIO atentou que, além dos trâmites legais, existia a discussão sobre a responsabilidade do grande e custoso empreendimento, se de competência do município ou do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), visto que o trecho em questão faz parte da BR-495, a estrada Philúvio Cerqueira Rodrigues, estrada que liga Teresópolis a Itaipava, distrito de Petrópolis. À época, representante local do DNIT conversou com a nossa reportagem e informou que participaria de reunião com a direção do órgão no Rio de Janeiro para definir a situação. No dia seguinte, porém, a via foi reaberta e não se falou mais em obras.

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Jornalista, Editor do jornal O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, Marcello Medeiros atua na imprensa teresopolitana desde 1995. Atualmente, também assina a coluna “Mochileiro”, no próprio jornal, e apresenta programa homônimo na DIÁRIO TV.

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