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Casos de violência na Rio-Teresópolis devem ser comunicados

Data: 11/06/2018

A falta de dados reais atrapalha o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, responsável pela segurança na rodovia, e até a possível retirada do próprio radar do trecho de Serra - Marcello Medeiros

 
Marcello Medeiros
 
Após a instalação e radares em seis pontos da Rio-Teresópolis, e o registro de um assalto nas proximidades de um deles, no quilômetro 101,1, Monte Oliveti, muitos motoristas ficaram mais receosos ao passar pelo trecho de Serra da BR-116. Depois, mais duas ocorrências de pessoas atacadas na rodovia federal administrada pela Concessionária Rio-Teresópolis. Porém, de acordo com a CRT, tais situações não aconteceram em locais onde foram instalados os equipamentos que limitam a velocidade a 60km. Além disso, mesmo que outros casos tenham acontecido, como é especulado quase que diariamente em redes sociais, as supostas vítimas não procuraram as autoridades policiais para comunica-los. A falta de dados reais atrapalha o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, responsável pela segurança na rodovia, e até a possível retirada do próprio radar desse trecho – mesmo com abaixo assinado nesse sentido que já tem cerca de quatro mil apoiadores. Roubos ou tentativas devem ser comunicados à PRF no telefone 191 ou ao quartel do 34º BPM (Magé) no (21) 2633-2220.
Considerando os fatos ocorridos no trecho da Serra dos Órgãos (do km 104 ao km 89) relacionados com os radares instalados em abril, a CRT alega que, até o momento, registrou uma tentativa de assalto naquele mês ocorrida próximo ao dispositivo instalado no quilômetro 101,2. Neste episódio, um veículo foi alvejado, mas, felizmente, os seus ocupantes não se feriram. “No quilômetro 97, houve um assalto, no início de maio, em que um casal foi ferido, mas, neste ponto não existe radar. Em 6 de junho, um caminhão foi baleado, aparentemente ao iniciar a subida da serra, mas, apesar da divulgação de que o fato teria ocorrido próximo ao dispositivo do quilometro 101,2 (Monte Oliveti), as câmeras de monitoramento da rodovia indicam de forma inequívoca que a ação ocorreu antes do citado radar. As imagens mostram que o veiculo em questão buscou abrigo no quilometro 102 (Point 102), às 14h49, onde foi atendido por uma viatura da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e deixou o referido local às 15h31 e, em seguida, passou pelo dispositivo do quilometro 101,2 (Monte Oliveti). Sendo assim temos apenas um episódio que ocorreu nas proximidades de um controlador de velocidade, desde a implantação dos dispositivos no segmento da Serra”, explicou a CRT.
A Concessionária destaca ainda que reitera a sua confiança nas ações da Policia Rodoviária Federal para coibir a repetição desses atos e que disponibiliza em tempo real à PRF informações e indícios de atividades suspeitas na rodovia, resultantes dos sistemas de monitoramento no trecho sob sua concessão, além dos alertas feitos pelas equipes e pelos próprios usuários. Ainda segundo a nota, “Há de se considerar que a rodovia também registra ações de violência, casos esses de segurança pública, como ocorre em outros locais da Região Metropolitana do Estado do Rio. Esses fatos são da esfera da segurança pública e como tal devem ser tratados pelas instituições competentes”. 
 
Dinheiro vai para a União
O projeto para implantação de controladores de velocidade (radares) foi desenvolvido e realizado pela CRT (Concessionária Rio-Teresópolis) em função de determinações contratuais, com base na metodologia da resolução nº 396 de 13/12/2011 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) e após análise e aprovação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal). A CRT informa estar impossibilitada de retirar os referidos dispositivos e/ou promover o desligamento dos mesmos em determinado horário. “Ressaltamos que a receita auferida com a aplicação das sanções é paga diretamente à União, não cabendo à CRT direito a qualquer parcela do valor arrecadado”. 
 
Menos acidentes
Também de acordo com a nota divulgada pela Concessionária Rio-Teresópolis, no mês de abril deste ano houve uma redução de 26% no número de acidentes registrados em comparação com a média dos últimos quatro anos desse mesmo mês (considerando-se o trecho entre o quilometro 2 e o 104). Em maio de 2018, no mesmo segmento, e estabelecendo-se a comparação com a média dos últimos quatro anos, temos uma redução de 12% dos acidentes. “Entendemos que ainda é cedo para afirmar que essa redução seja o resultado exclusivo da instalação dos radares, mas é um fato que deve ser levado em conta para aferir o impacto positivo dos mesmos na segurança viária”, informa a CRT.
 
Os radares e velocidades
1,9 - 50km/h - Além Paraíba
53,5 - 50km/h - Ambos
78,6 - 60km/h - Ambos
91,1 - 60km/h - Ambos
101,2 - 50km/h - Ambos
104,1 - 50km/h - Rio de Janeiro
 
 
 
 
 

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