Operação Pokémon termina com 52 adolescentes apreendidos

Rua Gonçalo de Castro, próximo à igreja de Santo Antônio, onde aglomeração de jovens era frequente nos últimos meses

Rua Gonçalo de Castro, próximo à igreja de Santo Antônio, onde aglomeração de jovens era frequente nos últimos meses

– Pais foram responsabilizados por permitirem envolvimento em situação e risco e atos infracionais

No último fim de semana, 52 adolescentes foram conduzidos para a Vara da Infância e Juventude de Teresópolis após diversas denúncias de que estariam se envolvendo em situações de risco social ou praticando atos infracionais em três locais, promovendo graves perturbações do sossego e da ordem pública. A ação, batizada de “Operação Pokémon”, em referência ao jogo praticado por grande número de jovens atualmente, foi desencadeada pela Juíza Titular da Vara da Infância e Juventude, Dra. Vânia Gonçalves, a partir de reclamações encaminhadas ao quartel do 30º BPM.

Segundo informações da Polícia Militar, o telefone 190 e os canais de denúncias das redes sociais receberam reclamações sobre desordens frequentes no período noturno, de sexta a domingo, nas ruas Gonçalo de Castro, no bairro do Alto, e Major Carvalho e Chaves de Faria, na Várzea. “Dentre as principais queixas estavam: Uso de bebidas alcoólicas e drogas, som automotivo, prostituição, brigas, danos ao patrimônio público e privado”, informou a PM, que empregou na operação 28 policiais, nove viaturas, duas motocicletas e um micro-ônibus para conduzir os jovens para a VIJ. A Guarda Municipal também deu apoio ao trabalho.

Os 52 adolescentes só foram liberados após o comparecimento dos pais ou responsáveis, que foram culpados por permitirem que se envolvessem nas situações apontadas acima, conforme dispõe o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Um menor de idade foi flagrado pilotando uma motocicleta. Além desse veículo, outros veículos foram verificados e um carro e mais quatro motos terminaram apreendidos e conduzidos para depósito público por estarem em situação documental irregular.

Guarda Municipal também apoiou a Operação Pokémon, que teve participação de 28 policiais do 30º BPM

Guarda Municipal também apoiou a Operação Pokémon, que teve participação de 28 policiais do 30º BPM

Festas na Rio-Teresópolis

Além dos locais vistoriados pela Vara da Infância e Juventude e Polícia Militar, há reclamações sobre badernas e situações de riscos em postos de gasolina diversos e também na principal rodovia de acesso a Teresópolis. No local conhecido como “Santinha”, próximo ao quilômetro 91, frequentemente estariam sendo realizadas festas regadas a bebidas alcóolicas e a com a presença de adolescentes.

“Tragédia anunciada na Serra de Teresópolis”.  O título de reportagem publicada pelo jornal O DIÁRIO em abril do ano passado atentava para o risco que corriam motoristas que trafegavam pela Rio-Teresópolis. Além da perigosa mistura de bebida com direção, o crime ambiental praticado pelo descarte de garrafas, copos plásticos e maços de cigarro, também foi denunciado. Com a intensificação de fiscalização por parte da PRF, CRT e Parque Nacional da Serra dos Órgãos, as “festas” deixaram de ser realizadas por um período. Mas, infelizmente, a bagunça voltou a acontecer na área vizinha à unidade de conservação ambiental e onde milhares de motoristas precisam passar diariamente, se arriscando a colidir ou terem seus carros atingidos por outros conduzidos por motoristas “movidos” a vodka, cerveja, conhaque… Isso sem contar a possibilidade de utilização de drogas ilícitas, devido às condições que se realizam tais “eventos”.

O assunto voltou à tona em dezembro passado. Na ocasião, a Concessionária Rio-Teresópolis se pronunciou e informou estar fazendo sua parte para tentar resolver ou pelo menos mitigar o problema. “O problema já é de ciência de departamentos específicos, como engenharia e tráfego. A empresa tem, no ano de 2015, não menos do que 11 registros de ocorrência por conta das festinhas na Santinha. Sem poder de polícia para coibir a aglomeração, a concessionária limita-se a comunicar a autoridade legal, no caso, a Polícia Rodoviária Federal e os órgãos ambientais da região. Dois funcionários responsáveis pela limpeza ‘leve’ da Serra costumam trabalhar neste trecho intensamente”, informou a nota encaminhada à redação do jornal O DIÁRIO.

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