Polícia apreende armas e munições em choperia

Apesar da informação que um homem fazia ameaças com tal arma, ninguém assumiu a sua propriedade...

Apesar da informação que um homem fazia ameaças com tal arma, ninguém assumiu a sua propriedade…

– Homem disse ter sido ameaçado por desafeto, mas ninguém assumiu propriedade da arma

O que era para ser uma noite de diversão terminou em madrugada de confusão e horas na 110ª Delegacia de Polícia. Guarnição do setor Bonsucesso foi acionada para uma choperia no quilômetro 28 da Teresópolis-Friburgo, no Terceiro Distrito, onde um homem estaria fazendo ameaças com arma de fogo. Eles abordaram o denunciado e o revistaram, mas não encontraram nada em seu poder. Logo em seguida, chegou a pessoa que dizia estar sendo ameaçada entregando um revólver Rossi calibre 32 com sete munições da marca CBC. Porém, tal pessoa alegou que “havia a encontrado jogada no chão”. Os dois e mais uma testemunha foram levados para a delegacia, mas ninguém informou a propriedade do revólver. Dessa forma, o 32 foi apreendido e os envolvidos liberados após prestarem depoimento.

De acordo com números do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo estadual, entre janeiro e setembro deste ano foram apreendidas 67 armas de fogo em Teresópolis. O mês com maior número de apreensões foi fevereiro, quando 14 armas de fogo foram retiradas de circulação pelas polícias Militar e Civil.

De acordo com o Atlas da Violência 2016, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Fbsp), mais de 76% dos homicídios ocorridos no país em 2014 foram em decorrência do uso das armas de fogo. Houve 44.861 mortes. O indicador é bem superior aos 21%, que representam a média dos países europeus. A proporção caiu com a sanção do Estatuto do Desarmamento (ED), em 2003, quando a taxa alcançou 77%, mas a violência letal com arma de fogo no Brasil atinge patamares comparáveis a poucos países da América Latina.

Entre 2003 e 2014, em seis estados, o aumento foi menor do que 50%; em três deles, situou-se entre 50% e 100%, ao passo em que em nove unidades federativas ocorreu aumento acentuado, superior a 100% no período, sendo todos em estados do Norte e Nordeste.  Nove unidades federativas tiveram diminuição da taxa.

Estatuto do desarmamento

Após fazer uma projeção de um cenário sem o Estatuto do Desarmamento, o estudo afirma que os homicídios seriam uma tragédia social ainda pior. A comparação mostra que, caso o estatuto não tivesse sido sancionado em 2003, em média, entre 2011 e 2013, seria de pelo menos 77.889 homicídios no Brasil, ou 41% a mais de homicídios, em relação ao observado, aponta a pesquisa.

Nos estados do Norte e Nordeste, o número de homicídios seria ainda maior. Enquanto a média do total de homicídios, entre 2011 e 2013, na região Norte, foi de 5.952, o número alcançou 20.787 casos no Nordeste. O estudo contrafactual, caso o estatuto não tivesse sido oficializado, sinaliza que o total de mortes nessas regiões teria sido de 7.224 e 29.757, respectivamente.

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