Praça Olímpica: Falta de manutenção deixa crianças em risco

Atingida por árvore há cerca da duas semanas, proteção da quadra hoje representa perigo para os jovens atletas

Atingida por árvore há cerca da duas semanas, proteção da quadra hoje representa perigo para os jovens atletas

– PMT não faz sua parte e vândalos contribuem para vários problemas no espaço público

Uma das mais arrastadas e emblemáticas obras públicas em Teresópolis, a Praça Olímpica Luís de Camões ficou mais de dois anos fechada. O governo municipal gastou quase R$ 2 milhões para reformas e questionáveis alterações estéticas e, pouco tempo depois de reaberto, o duvidoso serviço começou a mostrar resultado negativo. Problemas de todo o tipo foram registrados e, a cada dia, a situação fica ainda pior por conta da falta de carinho da administração municipal e a ação de vândalos. Atendendo ao pedido de leitores, estivemos no local nesta quarta-feira e constatamos que, com a ausência daqueles que recebem altos salários para nos representar e “auxílio” de criminosos de baixíssimo nível, nossas crianças e adolescentes estão correndo riscos diários na tentativa de se divertir na principal área de lazer do município.

A situação, infelizmente, parece não incomodar o governo Mário Tricano – político que não deve ter familiares que precisam de espaços assim para passar seus horários livres. O contribuinte tem reclamado desse e outros tipos de descaso nos últimos anos, sem ser ouvido. Um exemplo da despreocupação com o patrimônio do teresopolitano é a situação da quadra de esportes. Há cerca de duas semanas, grande árvore tombou no local, danificando a cerca de proteção. Com o impacto, a estrutura de ferro ficou contorcida e avançou cerca de um metro para a área onde acontecem jogos esportivos diversos. Dessa forma, a coluna de metal hoje é um perigoso obstáculo para os atletas.

Outro problema que se agrava porque as secretarias de Obras e Serviços Públicos não são atuantes – lembrando que apenas um funcionário daria conta da manutenção e prevenção, é um grande desnível causado pela retirada de parte do piso na área onde anteriormente ficava uma quadra. Dezenas de tijolinhos sumiram, assim como uma calha. Os pequeninos, que costumam passar horas pedalando ou andando de skate, só para citar, devem ter atenção redobrada para não levar um grande tombo.

Bem perto desse cada vez maior buraco estão os mastros. No lugar das bandeiras, mais problemas. Os cabos de aço que eram utilizados para hastear os pavilhões municipal, estadual e federal foram retirados do seu lugar e enrolados na estrutura, criando uma perigosa cerca que pode representar perigo para os pequenos, principalmente nos horários de menor incidência de luz.

Na outra extremidade da grande área aberta, mais uma situação que pode representar uma visita ao médico. Um dos postes de iluminação foi retirado – Ou caiu, ou foi destruído… Não se sabe exatamente o que houve, visto que a PMT não se pronuncia – e os quatro parafusos concretados no piso para fixa-lo ficaram à mostra, assim como os fios que conduziam energia elétrica para a lâmpada.

Perigo: Poste de iluminação pública "desapareceu", mas parafusos concretados e fiação continuam na grande área aberta

Perigo: Poste de iluminação pública “desapareceu”, mas parafusos concretados e fiação continuam na grande área aberta

Vândalos contribuem para o caos

E se o reeleito governante municipal e seus secretários – que recebem salário mensal de R$ 13 mil – mostram que não estão preocupados com a conservação da nossa principal área de lazer, muitos vândalos estão contribuindo com a sua depredação. Há pichações em todos os cantos da praça, desde as “profissionais”, com os indecifráveis rabiscos feitos por bandidos armados com latas de spray, até inscrições feitas com material escolar. Paredes, bancos, monumentos… Vários pontos receberam a marca do desrespeito com o próximo. Na parede do prédio anexo ao espaço, um marginal utilizou tinta na cor preta para pedir a namorada em casamento.

Brinquedos estão desmontando

Em agosto passado, O DIÁRIO ouviu o arquiteto urbanista Ricardo Wagner Ribeiro, que reconheceu que a ampliação dos problemas passa necessariamente pela falta de manutenção. Na ocasião, Wagner atestou a qualidade dos brinquedos utilizados e relatou que teve acesso ao projeto original de reforma da praça, que não foi respeitado pela construtora. “Quando a gente fala em mobiliário urbano, a gente precisa de manutenção. Não tem jeito, a questão do vandalismo, de pessoas que destroem. Quando você tem uma praça aberta, essa questão é primordial”, afirma. “Olhei esse mobiliário da área infantil e vi que foi desenvolvido para isso, embora tenha a aparência frágil. Mas a escolhas das correntes, os pontos de fixação dos balanços, com graxetas de lubrificação. Porém, alguns assentos de madeira dos balanços já quebraram. Alguns que tinham encosto já estão destruídos”, detalha. Atualmente, nenhuma das gangorras está no local e apenas um dos balanços maiores pode ser utilizado.

Prefeito foge das responsabilidades

Mais uma vez O DIÁRIO buscou posicionamento do município em relação aos danos causados na Praça Olímpica. Porém, apesar dos contatos feitos via Assessoria de Comunicação, nenhuma resposta foi dada até o fechamento desta edição. O silêncio, e consequente mais um desrespeito ao cidadão teresopolitano, tem sido prática comum no governo municipal.

 

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Jornalista, Editor do jornal O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, Marcello Medeiros atua na imprensa teresopolitana desde 1995. Atualmente, também assina a coluna “Mochileiro”, no próprio jornal, e apresenta programa homônimo na DIÁRIO TV.

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