Servidores da Prefeitura em Estado de Greve

Segundo Andrea Pacheco, presidente do SindPMT, a paciência e o medo do servidor acabaram: categoria fará manifestação dia 8 de novembro

Segundo Andrea Pacheco, presidente do SindPMT, a paciência e o medo do servidor acabaram: categoria fará manifestação dia 8 de novembro

– Categoria fará paralisação dia 8 de novembro e pode parar por tempo indeterminado

Os servidores públicos de Teresópolis resolveram comprar de vez a briga com o Prefeito Mario Tricano. Depois dos constantes atrasos no pagamento dos salários, das manobras judiciais para evitar pagar os direitos da classe e da tentativa de acabar de vez com direitos como Vale Alimentação e Plano de Saúde, os funcionários públicos decidiram na última assembleia entrar em ‘Estado de Greve’. Uma manifestação foi agendada para o dia 8 de novembro dia em que uma nova reunião entre os servidores pode resultar em uma greve por tempo indeterminado.

Os servidores realizaram uma assembleia na última quarta-feira, 26. O encontro aconteceu na sede do SindPMT, que fica na Rua Fernando Martins. O espaço não foi suficiente para receber toda a demanda e muita gente ficou na calçada e na rua. “O resumo dessa assembleia é que o servidor acordou, acabou a paciência e as pessoas resolveram lutar pelos seus interesses”, garante Andrea Pacheco, presidente do Sindicato. Andrea elogiou a mobilização realizada na terça-feira, 25, dia que os vereadores votariam Projeto de Lei do prefeito que extinguiria benefícios como Vale Alimentação e Plano de Saúde. Manobra do grupo de oposição conseguiu evitar que o documento fosse votado em plenário. “Quando o prefeito manda um projeto que revoga nossos direitos, a categoria acordou e viu que o cara não quer melhorar nada, mas prejudicar a gente, tirando nossos direitos. O servidor não vai aceitar. Estamos todos juntos nessa batalha. Na assembleia recebemos representantes de todas as categorias: Educação, Saúde, Serviços Públicos… Veio médico, dentista, professor, agentes de creche”, comemora a sindicalista.

 

População jogada contra o servidor

Segundo Andrea, a categoria rechaçou na assembleia aquilo que chamou de ‘tentativas do prefeito em jogar a população contra a categoria’. “Eu pergunto ao povo, é justo o servidor, o professor que cuida do seu filho, o médico que atende sua família no posto, trabalhar sem receber? Hoje (ontem) pagaram mais R$ 500 para o servidor. Só recebeu salário integral quem recebe abaixo de R$ 2490. Muita gente de cargos de nível superior estão com o salário aberto. Esses profissionais estão sendo desprezados, maltratados”, aponta.

A representante questiona as declarações que surgem da Prefeitura alegando a falta de recursos do município. “Quando ele (Tricano) fala que não tem dinheiro pra pagar a gente, sabemos que não é verdade. Até porque a Folha está inchada, são 23 secretarias. Mesmo sem ter dinheiro pra pagar o funcionalismo público, ele nomeou um novo secretários e mais dois subsecretários esta semana. Não é normal! Uma pessoa que diz que não tem dinheiro pra pagar, não pode ficar nomeando no meio de uma crise”, afirma. Segundo Andrea, a Prefeitura paga mais de 600 cargos comissionados, além de contratações via Programa Operação Trabalho (POT). “Acabou a paciência. Todos os servidores decidiram em assembleia pela paralisação geral no dia 8 de novembro. A partir de segunda-feira (31) a diretoria vai iniciar a mobilização em todos os locais. Se nossa comissão não for recebida pelo prefeito no dia 8, faremos uma assembleia no local para decidir nossos próximos passos. Tudo indica que será a greve”, prevê a presidente do Sindicato.

 

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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