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Vereadores apontam “administração incompetente” como agravante

Saída do Secretário de Saúde Carlos Otavio repercute no Legislativo e edis apontam negligência da secretaria de administração

Saída do Secretário de Saúde Carlos Otavio repercute no Legislativo e edis apontam negligência da secretaria de administração

– Saída da cúpula de comando da secretaria repercute no Legislativo e edis apontam negligência da gestão no setor

Não é a primeira vez que dizemos isso aqui nas páginas do DIÁRIO, e já começa a parecer repetitivo, mas se já estava ruim a situação, ela tem tudo para piorar nos próximos dias. A notícia da debandada da cúpula de comando da secretaria de saúde de nosso município, inclusive com o titular da pasta saindo, repercutiu muito mal entre os vereadores nesta quinta-feira, 03, durante a sessão ordinária do Legislativo. A ponto do próprio líder do governo na Casa, Dr. Carlão, apontar como fato agravador e gerador de muitos dos problemas enfrentados pela área a incompetência da secretaria de administração da gestão Arlei Rosa. O edil foi acompanhado por quase todo o plenário, excetuando-se, claro, a tropa de apoio do executivo na câmara.
Com muita veemência no discurso e, propriedade na fala, o médico e experiente vereador, elencou diversos pontos que podem ter sido agravados pela incompetência ou má intenção do secretário de administração do município. “O secretário Otávio é talvez o homem mais técnico que já passou por essa cidade em nossa história recente. Conhece a Legislação e os caminhos do SUS como ninguém nesse município, mas pecou no campo político. Não teve habilidade para lutar contra a incompetência e má intenção da secretaria de administração. Isso mesmo. Vou exemplificar! Um processo de licitação para a compra de fitas para medição glicêmica, que cada usuário precisa fazer uso de três a cinco vezes por dia, leva em média quatro meses. E essa compra que deveria ser feita pela Saúde, é transferida para a administração, que, por escolha, deixa e fragiliza a secretaria claramente. No jargão policial isso se chama fogo amigo! Os usuários ficam reféns dessa incompetência assumida e descarada. Toda a secretaria sofreu com essa demora nas compras e licitações para a área. Não tínhamos soro, álcool, materiais básicos pela falta de competência da administração. Tenho muito a lamentar pela saída dessas pessoas do quadro da saúde, sobretudo, da Dra. Cláudia, e da Adriana, pessoas ímpares no trato com a saúde pública”, lamentou o vereador, líder da bancada.
Imediatamente após a fala de Carlão, o vereador Claudio Mello, opositor mais ferrenho do governo Arlei, não só apoiou o companheiro de plenário, como questionou o fato da mudança do secretariado da PMT não ter afetado secretários que tiveram aproveitamento pífio a frente de suas pastas. “O que fica claro aqui hoje, depois da fala do Dr. Carlão, líder do Governo nesta Casa, é que a incompetência que tanto falamos aqui nos últimos meses é evidente até para os que apoiam o prefeito. Não há condições de se manter uma estrutura assim, e queria dizer, como um alerta, que o próximo nome da pasta precisa ser pensado com responsabilidade. Não pode se tratar uma estrutura tão importante assim na dimensão política. Não dá para ficar fazendo política com a saúde dos outros, os vereadores tem papel importante nesse momento. O posto de saúde tem que atender porque funciona e não porque o vereador indicou para ser atendido. Precisamos de pessoas com capacidade técnica, e não só na saúde, porque como vimos, outras secretarias mal administradas influenciam diretamente na qualidade de atendimento das demais. Chega de fazer política com a saúde é preciso responsabilidade”, disse o petista que também lembrou do problema das diárias pagas aos motoristas da saúde, segundo o edil, vergonhosa para um município como Teresópolis.
Outro médico e vereador experiente também se pronunciou contra os descasos nas licitações e compras de insumos por parte da administração. Antônio Francisco também foi crítico em suas colocações e lembrou, da mesma forma que Claudio, das diárias pagas aos motoristas da pasta. “Não poderia deixar de falar dessa problemática, que vivenciamos no nosso dia-a-dia. O compromisso em prover os insumos básicos para que os postos e unidades de atendimento funcionem, nem precisa ser lembrado, é uma prerrogativa constitucional daquele que ocupa o cargo e podemos impor a força da Lei para aqueles que não o fazem por má intenção ou interesse escuso. Já os nossos amigos motoristas sofrem, desde janeiro, sem o pagamento das diárias de viagens para transporte de passageiros, pela total incompetência de gestão. Não falta dinheiro para festa e compras absurdas, mas para pagas esses profissionais dedicados o cobertor está sempre curto. Isso é inadmissível e concordo com Claudio Mello quanto à necessidade de profissionalização das secretarias. Não dá para colocar qualquer um em cargos tão importantes”, disse Dr. Antônio Francisco.
Já Serginho Pimentel, que também atua na área de saúde, expôs a fragilidade das ações e da organização da pasta. “Não podemos deixar de criticar a atuação da secretaria de saúde, independente de ser um reflexo da ingerência e má gestão de outra pasta. O que nós vimos nesse tempo foi uma UPA deficiente, uma estagnação completa na ampliação do atendimento, sem contar na desvalorização total dos profissionais”, lamentou Serginho. Ao final das falas, o vereador Da Ponte também externou sua opinião sobre a saída do secretário Carlos Otávio Santana. “Já foi muito tarde! E se voltar o pau vai comer para cima dele!”, finalizou.
Os vereadores também receberam durante a sessão, as cartas de agradecimento dos alunos do 4º ano da Escola Municipal Chiquinha Rolla, do bairro Beira Linha. Cada vereador ganhou um desenho personalizado das crianças, com idade entre 9 e 11 anos, que conheceram de perto o trabalho do Legislativo como parte do projeto “Os Três Poderes”, cujo objetivo é ensinar dentro e fora da sala de aula como funcionam os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A professora Denize Lemos levou as correspondências à Casa Legislativa e os vereadores agradeceram pelo carinho e capricho contido nas cartas. O Projeto foi idealizado pela orientadora pedagógica Bebiana Pereira.

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As instituições políticas precisam ser fortalecidas

A mobilização social nas manifestações, abre mão do vínculo partidário

Artigo de Anderson Duarte

Tenho ouvido de tudo pelas ruas e também nas redes sociais quando o assunto é a onda de manifestações de nossa sociedade por melhorias para o país. Entretanto, considero que um aspecto tem sido discutido excessivamente de forma marginal e superficial. O amplo discurso de apartidarismo desses movimentos deixa bem claro que o que precisa mudar urgentemente são os elementos que compõem essa fundamental dimensão do estado democrático de direito. Já disse isso aqui em algumas oportunidades e vou repetir por ser providencialmente oportuno: “não adianta lutar por mudanças e beneficieis sociais se os poderes constituídos pelo sufrágio não estão preparados para tal, ou não possuem legitimidade para isso”.

Um movimento histórico marca a quebra de um paradigma nacional

Novos nomes

Em suma: se os candidatos apresentados para esses cargos não são bons o suficiente, que novos nomes sejam apresentados, de preferência vindos da própria sociedade. Se os partidos políticos não estão cumprindo o seu papel mobilizador e agregador de valores, que a sociedade tome conta e mude essa conduta. Se os agentes públicos não obedecem aos preceitos constitucionais de cada uma de suas funções, ou adotam postura insipiente quanto ao que lhes é esperado, que o nosso papel fiscalizador seja exercido em sua plenitude.
Senhores! De nada adianta reclamar e pedir agora, se daqui a pouco os mesmos homens que levaram nossa organização social ao caos organizacional instaurado hoje permanecerão na cômoda sombra gerada pela nossa incapacidade de fiscalização e acompanhamento dos seus trabalhos e ações. Quantas vezes você teresopolitano foi a uma sessão ordinária do Legislativo municipal? Você sabe o que os vereadores discutem e aprovam nestes expedientes? Com o advento da Lei da Informação, você teresopolitano requisitou algum dado sobre projetos e realizações do Executivo? Quantas reuniões do Conselho da cidade, do Conselho de saúde e de educação você cidadão foi? O quê o Deputado de sua cidade está fazendo pelo município na dimensão estadual, você já procurou saber? Tudo isso é parte da nossa função nesse sistema chamado sociedade. Não estamos avulsos nesse processo! Somos parte integrante da administração! Sem a sua cobrança esses homens e mulheres aproveitam a falibilidade e intrínseca corruptibilidade do sistema para pouco produzirem ou nada realizar.

Um exemplo triste da promiscuidade entre os poderes constituidos

Mudanças nas esferas de poder

Como efetivamente podemos cobrar mudanças nas esferas de poder se nossas próprias condutas carregam a premissa da incapacidade de exercer nossa função? O brilhante pensamento de Jean-Jacques Rousseau contribui para um entendimento simbólico desse sentimento de impotência por parte da massa: “O homem nasce livre, mas em toda a parte encontra-se acorrentado”. Muito provavelmente essas tais “correntes” seriam as próprias instituições sociais e o encorajamento da rejeição da ordem social. Mas, essas mesmas instituições sociais, em verdade, são os instrumentos reais de libertação ao invés da escravização. Rousseau ainda nos brinda com um pensamento instigador e real, que deveria mexer com a nossa capacidade de controle de nossos destinos: “Se houvesse um povo de Deuses, estes governar-se-iam democraticamente. Mas uma governação de tal perfeição não é apropriada para os seres humanos”.
Não quero dizer que está na sociedade a culpa por todas as mazelas, mas nossa escolha pelo cômodo papel de expectadores tem reflexos claros e concretos. Se não temos aptidão para a vida político partidária temos o dever de contribuir na organização das instituições partidárias. Não adianta renegar os partidos políticos, escrachar os mandatários e os seus assessores e dirigentes partidários! Precisamos fortalecer essas instituições e torna-las mais eficientes a partir de nossa participação. Isso sim é mudança!

Teresópolis tem a triste marca de nenhum centímetro de tratamento de esgoto

Escolha pela parcimônia

Vamos aos exemplos claros dessa nossa escolha pela parcimônia: recentemente aprovamos e colocamos em prática uma das legislações mais eficientes no trato com a retidão dos entes públicos escolhidos pelo sufrágio, a chamada Lei da Ficha Limpa. Entretanto, e ainda assim, continuamos escolhendo pessoas que não podem exercer cargos públicos por simplesmente estarem à margem das nossas Leis e regras sociais, a qual todos estão submetidos. Para simples entendimento: se esse sujeito não foi capaz de seguir aquilo que nossa Lei determina como comportamento ideal e correto, como você pode conferir a ele o direito e dever de administrar nossos destinos, seja no Executivo, ou no Legislativo? Inadmissível não? Mas assim foi em Teresópolis, e as sequelas foram ainda maiores.
Por isso, vivemos sob a égide de um “escolhido sem a plena maioria”, com representação discutível e que para piorar ainda mais, não tem nenhum tipo de fiscalização e pressão por parte do Legislativo Municipal, pelo menos na sua maioria. Um município onde os vereadores participam de inaugurações ao lado do prefeito e que grupos maioritários unanimificam as decisões e votações, seja qual for o assunto, não pode mesmo pensar em produzir democraticamente. A separação dos poderes conceituada pela nossa Constituição não é uma condição ou escolha, ela é necessária para garantir a isonomia e transparência das ações. O comprometimento dessas duas instâncias de poder em Teresópolis é lamentável e deveria ser, por exemplo, acompanhado de perto pela população e denunciado pelos instrumentos legais para tal, como o Ministério Público. Isso é atuar como cidadão.

Vamos às ruas

Vamos às ruas, pedir, insistir por mudanças, por melhorias, pela redução das tarifas do transporte público, mas não custa também acompanhar os mesmos políticos que prometeram essas alterações para conter os ânimos em suas atitudes e ações daqui para frente. Não custa lembrar também que nossa cidade tem o vergonhoso índice de 0% de tratamento de esgoto enquanto municípios vizinhos já se aproximam dos 80% nos últimos anos, e que essa mesma empresa explora o município há décadas sem nenhuma contrapartida, esse pode ser um bom tema para discussão não? Assim senhores, sejamos mais proativos em nosso trato com o município, somos parte da administração e, a parte mais interessada nesse caso. Escolher a inércia nunca é positivo, até a próxima.

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“Administração parou, mas vai deslanchar daqui para frente”

“A Prefeitura está trabalhando muito, nós não paramos, mas, como estamos na vigência de uma gestão nova, com orçamento novo, vários contratos acabaram vencendo nesse período.”

– Prefeito expõe dificuldades em organizar gestão e aponta burocracia como principal entrave para realizações

 

Nesta quinta-feira, 25, a bancada do Jornal Diário, na Diário TV canal 4, recebeu novamente o prefeito Arlei que expôs as principais dificuldades enfrentadas por sua gestão para organizar a administração municipal e apontou o excesso de burocracia como principal entrave para as realizações do seu mandato. Arlei anunciou a reforma do Prédio anexo à Câmara, a construção de uma creche em Vargem Grande e o asfaltamento do bairro do Alto, como ações para as próximas semanas. O prefeito reconheceu que os primeiros quatro meses de sua gestão foram marcados pela pouca produtividade, mas alegou a preocupação com a qualidade nas realizações como um “mal necessário” nesse processo.
Arlei começou respondendo sobre as expectativas e cobranças conferidas a ele depois de sua vitória no pleito, bem como o cumprimento de promessas de campanha.

“Peço paciência. É que muitos desses processos de licitação e tomadas de preço demandam tempo e algumas chegam a levar mais de 45 dias só na divulgação de editais e todos esses processos.”

“Nós não paramos”

“A Prefeitura está trabalhando muito, nós não paramos, mas, como estamos na vigência de uma gestão nova, com orçamento novo, vários contratos acabaram vencendo nesse período. A partir daí estamos precisando realizar um novo planejamento para rever esses contratos, programar as licitações que precisam ser feitas, contratar os serviços necessários, organizar o emprego consciente do dinheiro público nesses contratos e garantir a manutenção dos serviços e implementos necessários para que as secretarias de governo funcionem. O que nossa população precisa entender nesse momento e que peço paciência nesse sentido é que muitos desses processos de licitação e tomadas de preço demandam tempo e algumas chegam a levar mais de 45 dias só na divulgação de editais e todos esses processos. Muita coisa já foi feita, mas com muito cuidado para não atropelar nenhum processo prioritário, nem para cometer erro na aplicação da verba. Acho que esses primeiros quatro meses foram muito engessados mesmo, foi muito parado, ou seja, progredimos pouco nesse período, mas também tenho certeza que muita coisa boa vem por aí.

“Muitas obras vão começar, e posso citar uma delas, que é a construção de uma Creche, na localidade de Vargem Grande, que já pudemos assinar o contrato com a empresa que venceu a licitação e que devem começar as obras já na próxima semana.”

– Início de obras na cidade

“Muitas obras vão começar, e posso citar uma delas, que é a construção de uma Creche, na localidade de Vargem Grande, que já pudemos assinar o contrato com a empresa que venceu a licitação e que devem começar as obras já na próxima semana. Outra boa notícia foi uma parceria entre o governo do estado e nossa cidade, firmada na ocasião do retorno da seleção brasileira para nossa cidade, em que asfaltaremos com obra de qualidade um longo trecho do soberbo até o início da subida da Casa e Vídeo, e também parte do acesso da CBF, que já iniciou. Essa obra também vai ser muito benéfica para nossos visitantes que terão uma avenida de primeira qualidade. Essa foi uma promessa do Pezão para nossa cidade e que está sendo cumprida. Também posso citar a reforma do Prédio anexo a Câmara de Vereadores que também já está licitada e aprovada por todas as instâncias. Lá teremos a reforma do prédio da frente, que vai receber algumas secretarias e desonerar os gastos com aluguel, e também a demolição da parte de trás que é realmente a parte que tem problema estrutural e vai precisar ser derrubada para não representar risco para a população. Nesse empreendimento uma firma venceu a disputa para a reforma e outra para a demolição que começam já nas próximas semanas”, anunciou o prefeito.

Nossa reportagem através do quadro Diário Comunidade tem sido acionada com recorrência nos últimos meses quanto ao grave problema da falta de iluminação pública pelos bairros da cidade

Falta de iluminação

Dentro dessa preocupação com os processos licitatórios, nossa reportagem através do quadro Diário Comunidade tem sido acionada com recorrência nos últimos meses quanto ao grave problema da falta de iluminação pública pelos bairros da cidade. Nesse sentido, a alegação do poder público tem sido o atraso no processo de escolha da empresa que presta tal serviço, fato explicado pelo prefeito. “A iluminação pública tinha um contrato que acabou em outubro do ano passado, por questões eleitorais, ou seja, obedecendo as leis eleitorais, não fomos autorizados pela procuradoria do município a realizar a disputa em processo licitatório. Em janeiro, demos inicio ao processo de organização desta disputa, mas em virtude do tempo estendido necessário neste tipo de licitação, bem como o fato de uma das empresas ter pedido a impugnação da primeira disputa, tivemos um atraso no processo que já é demorado por si só. Em breve teremos esse problema solucionado”, explica Arlei.

“A iluminação pública tinha um contrato que acabou em outubro do ano passado, por questões eleitorais, ou seja, obedecendo as leis eleitorais, não fomos autorizados pela procuradoria do município a realizar a disputa em processo licitatório.”

– Reaquecimento da economia teresopolitana

Questionamos ao prefeito quanto as pretensões do governo no que tange ao trabalho de reaquecimento da economia municipal. Depois de muitos episódios que contribuíram para os prejuízos econômicos como catástrofes, escândalos políticos e depreciação de espaços públicos turísticos, perguntamos ao Chefe do Executivo o que está sendo pensado para essa importante área da organização do município, que é a economia. Seu principal foco neste momento são as ações na área do turismo. “Vamos intensificar o trabalho de revitalização e reforma dos pontos turísticos da cidade nos próximos meses. Esse é um compromisso que assumo e que tenho como prioridade de ação para os próximos meses. Praça Olímpica, Ferinha do Alto, Mirantes, Lago Yaci, todos esses locais já tem projetos e com planejamentos para busca de recursos federais que possam ajudar essa mudança. Com atrações turísticas bem estruturadas o nosso visitante tem oportunidade de gostar do viu e voltar mais vezes, sem contar com o poder de atração que ganham esses espaços quando são revitalizados. Muitos eventos também na Cultura e no Turismo vão ajudar a reaquecer nossa economia atraindo os turistas e os visitantes que precisamos”, disse.

“Vamos intensificar o trabalho de revitalização e reforma dos pontos turísticos da cidade nos próximos meses”

Valorização dos produtos agrícolas

O prefeito também falou do recente fenômeno econômico da valorização dos produtos agrícolas e como nosso produtor se portou nesse período. “O nosso produtor agrícola hoje está feliz com a valorização dos seus produtos e vejo como um benefício que também acaba sendo positivo para a nossa cidade, já que os produtores com possibilidade de lucrar mais acabam também consumindo mais e aqui na cidade, realimentando nossa economia. Tivemos alguns contratempos com a questão das estradas atingidas pela chuva, onde não conseguimos atuar na recuperação como deveríamos, mas tenho consciência que a partir de agora poderemos focar nos benefícios daquelas regiões sem os problemas das chuvas fortes que felizmente já passaram. Nossas equipes da secretaria de agricultura estão muito empenhadas em trazer mais segurança, conforto e tranquilidade para os nossos produtores que são muito importantes para nossa economia local”, explicou Arlei.

“Tenho sofrido muito como prefeito com o fato de não conseguirmos construir nenhuma casa até o momento, e esse é nosso objetivo para as próximas semanas”

– Construção das Casas Populares em Teresópolis

Na semana passada mostramos que o TCE-RJ autorizou a Secretaria de Estado de Obras a tocar a licitação com vistas à elaboração de projeto executivo e execução de obras de infraestrutura para implantação de moradias na Fazenda Ermitage. O valor estimado no edital é de R$ 27.943.092,77.  Entretanto, entraves burocráticos nos processos de desapropriação e regularização do terreno têm atrasado a continuidade do processo licitatório e, consequentemente, o início das obras.
“Na verdade todo esse processo começou ainda em 2011 com a desapropriação da Fazendo Ermitage e vem se estendendo até os dias de hoje. Mas posso garantir que desde que assumi a prefeitura tenho me empenhado em buscar as soluções para aquela ação por considerar pontual para nossa cidade. Entretanto, alguns entraves, que normalmente não são bem entendidos pela população como um todo, acabam dificultando muito esse processo. Recentemente tivemos um laudo do DRM que exigia uma obra de estrutura nas construções mais intensa que a prevista pelo projeto inicial. Isso quer dizer que a licitação inicial não previa todo essa demanda a mais criada com a intensificação das estruturas dos prédios. Isso demandou uma nova licitação, que já está pronta e aprovada pelo TCE e que deve se iniciar o mais brevemente possível. O que é importante dizer nesse momento é que as mudanças foram provocadas justamente pela nossa percepção, através da secretaria de Defesa Civil e Meio Ambiente, que provocou o DRM a exigir uma estrutura de fundações mais eficiente e profunda. Não queremos que aconteça aqui o que se repetiu em cidades que tiveram essas obras no que se refere a qualidade destas construções. Queremos que esse condomínio seja o melhor já construído nesses moldes. Tenho sofrido muito como prefeito com o fato de não conseguirmos construir nenhuma casa até o momento, e esse é nosso objetivo para as próximas semanas, afinal a preocupação com a qualidade precisa estar em sintonia com a velocidade das obras. Essa obra está demorando muito, mas tenho certeza que será feita com muita qualidade. Já demorou muito para entregarmos essas casas”, finalizou Arlei.
A Prefeitura também realizou um levantamento de todos os equipamentos públicos disponíveis num raio de 2,5 quilômetros da Fazenda Ermitage, a fim de garantir aos futuros moradores o acesso a transporte, escolas e postos de saúde, entre outros serviços.

“A cidade cresceu e dentro das nossas pretensões de obras para a região central vamos ter que ordenar a nova identidade visual que pretendemos para a Várzea com essas mudanças práticas e eficientes que esperamos.”

– Reorganização do espaço urbano do Centro da cidade

Para finalizar a entrevista, questionamos o prefeito quanto aos seus projetos e planejamentos para a necessária organização do centro urbano de Teresópolis. Como vimos ao longo deste ano, a grande quantidade de veículos nas ruas tem sido um problema para a organização do trânsito e suas consequências. “Em primeiro lugar acho que temos que organizar a nossa cidade. Já possuíamos na secretaria de segurança um estudo anterior com dados e estatísticas para elaborar essa reformulação da nossa mobilidade. Ainda assim vamos licitar um novo estudo com dados mais atualizados para reformularmos por completo o nosso sistema de tráfego. A cidade cresceu e dentro das nossas pretensões de obras para a região central vamos ter que ordenar a nova identidade visual que pretendemos para a Várzea com essas mudanças práticas e eficientes que esperamos. Como não vamos perder tempo para iniciar a obra de reforma de todo o Centro, também não vamos poupar esforços para realizar essa reorganização do sistema de mobilidade urbana e organização do solo. Contamos também muito com a nossa população, a quem mais uma vez peço paciência e fé em nosso trabalho”, exclamou Arlei

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ANDERSON DUARTE: Por que resolver os problemas?

Administração completamente despreparada e descomprometida com as melhorias da infraestrutura

Sabe aquela expressão: “criando dificuldades para vender facilidades?”, muito conhecida pelos caminhos escusos da burocracia política e do jeitinho corrupto de cada dia, em muitas administrações públicas pelas terras tupiniquins, essa pode ser a real justificativa para uma situação vivida por nossa administração recentemente. Até o mais animado e confiante dos teresopolitanos deve estar se perguntando nesse momento: por quê? De que serve continuar pensando na cidade? Pra quê buscar soluções? Com que motivação vamos imaginar mudanças e projetar desenvolvimento? Um verdadeiro baque na esperança e autoestima de nossa cidade foi o que representou na última semana a apresentação, quase “alternativa e marginal” do complexo estudo produzido pela empresa Coppetec, ligada a UFRJ, sobre a situação do transporte público em nosso município.

Como chegamos a esse valor?

Quase 90% de insatisfação

Mais do que se desesperar pela situação caótica do setor em Teresópolis, o que nenhum usuário questiona nesses últimos anos, aliás, número esse comprovado pela própria pesquisa que mostrou quase 90% de insatisfação dos cidadãos que precisam do serviço, o resultado dessa extensa pesquisa mostra uma administração completamente despreparada e descomprometida com as melhorias da infraestrutura. Isso mesmo! Nosso governo, simplesmente não tem a reestruturação do transporte público como prioridade, fato comprovado pela negativa de recebimento do relatório final por parte do Governo Arlei Rosa.
Com a justificativa de um cancelamento do contrato em virtude da tragédia, e da necessidade de se cumprir com o restante do pagamento do projeto, os fatos, tecnicamente reportados ali no documento, sequer chegaram aos ouvidos dos secretários e ao conhecimento do Prefeito, que inclusive estava no dia seguinte, inaugurando um “totem” de informações turísticas. Será que o valor de R$ 2,90, está contido nestas informações ali registradas? Pois os visitantes da esmagadora maioria das capitais brasileiras estranhariam o valor, muito superior ao praticado em suas cidades, que como disse, são capitais de estados de nossa federação.

O estudo do trânsito não foi sequer recebido pelo governo

Empresas mal organizadas

Como chegamos a esse valor? Por que nosso cidadão precisa arcar com os prejuízos de empresas de ônibus mal organizadas? Como o Governo ainda não criou um órgão para fiscalizar o serviço na cidade? Que estudo foi feito pelo município para estipular essa tarifa, visto que uma das maiores autoridades do setor no país apontada R$ 1,97 como valor máximo para nossa passagem, e mesmo com as inúmeras distorções apresentadas? Essas e muitas outras perguntas estão sendo respondidas no teor do complexo estudo, desenvolvido pelos melhores profissionais da área em nosso estado. No entanto, nosso governo negou-se a receber o mesmo.
Dificuldades financeiras? Impossibilidade legal para se cumprir esse compromisso? Pouco provável não? Aliás, em se considerando a antecedência da divulgação de uma série de atrações musicais para os próximos meses, fica difícil imaginar qualquer tipo de problema em relação a liberação de verbas e tudo mais.

A bilhetagem única e eletrônica é assim um problema tão difícil de ser resolvido?

Descompromisso

Só posso concluir que essa negativa represente o descompromisso com a implantação da série de mudanças apresentadas no estudo. Será que uma tarifa mais justa seria assim tão ruim para o cidadão? A bilhetagem única e eletrônica é assim um problema tão difícil de ser resolvido? Instituir um órgão regulador que fiscalize, por exemplo, o cumprimento do serviço público ou as prerrogativas previstas da legislação do setor é uma tarefa tão complicada? Por que o poder público não quer discutir o assunto?
Questionamentos! Foi o que restou! E o Legislativo? Por que deixou que o serviço permanecesse tantos anos sem um contrato ou uma licitação devida em atividade? Como os vereadores nunca pressionaram o Executivo para legalizar o setor, que funciona sem concessão e sem nenhuma regulação legal? A quem interessa a desorganização? E aí imaginei a seguinte resposta: Não me venha com essa coisa de resolver os problemas! Até a próxima.

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