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Investimentos para pesquisas com maconha

Famílias de pacientes que dependem do canabidiol no tratamento de doenças neurológicas comemoram liberação

Famílias de pacientes que dependem do canabidiol no tratamento de doenças neurológicas comemoram liberação

– Cientista comemora liberação de substância presente na planta, que pode garantir novos medicamentos

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de reclassificar o canabidiol, passando a considerá-lo medicamento de uso controlado, e não mais como substância proibida, poderá facilitar o debate sobre os usos medicinais da maconha no Brasil. O canabidiol é uma substância presente na folha da maconha (Cannabis sativa), que é usada para tratamento de doenças neurológicas, de câncer e mal de Parkinson, entre outras enfermidades.

Com a reclassificação, a expectativa é que os estudos científicos sejam ampliados, viabilizando a produção de novos medicamentos. É o que diz o neurocientista da Universidade de Brasília (UnB) Renato Malcher, que considerou a decisão uma vitória política diante de visões conservadoras. Malcher ressaltou que, antes, os estudiosos gastavam tempo e dinheiro à espera de autorização para estudar a substância. Com a decisão da Anvisa, “qualquer cientista pode simplesmente olhar um catálogo na internet e fazer a compra dele [do canabidiol] tendo que lidar apenas com a questão de taxa alfandegária e mais nada. Não precisa mais de uma autorização da Anvisa para poder lidar com uma substância proscrita”.

Estudos com maconha são feitos no Brasil pelo menos desde a década de 1930. Os primeiros destacavam os chamados males da maconha, quais perigos sociais gerados por ela e também os sintomas apresentados pelos usuários. A partir de 1960, a psicofarmacologia e a psicobiologia estudaram a planta com outros vieses, reconhecendo propriedades ansiolíticas e antipsicóticas, dentre outras.

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Anvisa estuda ampliar registro de fitoterápicos no Brasil

Raquel Correa explicou que os clientes são sempre orientados a procurar um médico antes de optar pelo consumo de fitoterápicos

– Produtos que são de uso popular devem passar a ter regulamentação do órgão

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estuda ampliar a lista de registro para os medicamentos fitoterápicos – aqueles que são obtidos a partir de plantas medicinais. A agência aceitará sugestões da sociedade sobre o tema até o dia 22 de julho, mas já está em pauta uma grande novidade que é a inclusão de uma nova categoria com os chamados “produtos tradicionais”. Nesse grupo, a agência concederá registro a produtos que ainda não tenham estudos clínicos confirmando a eficácia e a segurança, mas que já sejam consagrados pelo uso popular.
A lista de fitoterápicos proposta pela Anvisa conta com produtos vegetais que podem ser encontrados na cozinha, como alho, gengibre, e guaraná. A ideia agradou a quem trabalha com a comercialização desse tipo de substâncias, já que o público consumidor é grande, mas não há o respaldo necessário para que a compra e o consumo sejam feitos com uma confiança maior: “Fica melhor tanto para a gente quanto para o pessoal que vai comprar porque muitas das vezes a gente que explicar da melhor forma, mas estando regulamentado eles vão ter mais confiança no produto”, afirmou Raquel Correa, gerente da loja Mundo Verde.

Xaropes e extratos são produtos que estão entre os mais procurados entre aqueles que são feitos de substâncias naturais

Eficácia e segurança

Apesar de compostos por produtos naturais, os fitoterápicos são vendidos em formatos como pílulas ou óleos, e têm que ser submetidos a testes que comprovem a eficácia e a segurança, assim como os medicamentos alopáticos, diferente do que acontece com os produtos tradicionais, porém ambos tem um amplo mercado consumidor.
“Existe uma procura grande, só que a gente como vendedora, primeiramente pede para procura um médico, porque isso é como se fosse um complemento, a gente não pode chegar, vender e falar que vai adiantar, mas vende bastante. A gente procura ajudar da melhor forma possível. O guaraná, por exemplo, tira o cansaço, a gente indica. Geralmente esses alimentos fitoterápicos não são apenas para uma coisa só, então procuramos ajudar da melhor forma possível, sempre alertando ao cliente que ele tem que procurar um médico primeiro”, destacou Raquel.
Essa nova flexibilização analisada pela Anvisa vai de encontro ao que já é praticado através do conhecimento popular e até por profissionais da medicina que acreditam que o histórico de uso tradicional pode ser utilizado como informação de segurança e eficácia dos fitoterápicos. A gerente da loja de produtos naturais contou que, atualmente, a maior procur ocorre por substâncias que atuem para redução de peso. “Tem o da moda, que são sempre os emagrecedores. O pessoal quer emagrecer de qualquer jeito, apareceu na televisão, o vizinho falou que emagrece, o pessoal já está querendo. O bom desses alimentos é que não são só emagrecedores, geralmente baixam o colesterol, triglicerídeos, ajuda o intestino, então é um remédio que serve para várias coisas”.

Lista de produtos regulamentados para a venda como fitoterápicos deve crescer nas prateleiras das lojas especializadas

Proibido

A legislação brasileira proíbe que alimentos sejam vendidos alegando propriedades terapêuticas. No entanto, as mesmas substâncias que estão presentes em um fitoterápico devidamente registrado também estão presentes quando o consumo é feito em forma de alimento. A absorção das substâncias químicas presentes em vegetais é diferente de acordo com a forma com que elas são ingeridas. Quando o produto não é preparado para ser um medicamento, algumas moléculas são grandes de mais e não são aproveitadas na digestão. Por conta dessa incerteza do que pode ser assimilado pelo organismo, especialista não recomendam o consumo de alimentos específicos como um tratamento contra algum mal, embora o efeito benéfico seja possível.
Substâncias químicas presentes nos alimentos podem até causar efeitos colaterais. O alho, por exemplo, que é fitoterápico, costuma causar intolerância com uma frequência relativamente grande.
Depois que terminar a consulta pública, a Anvisa voltará a se reunir para discutir as novas normas que vão regular o registro dos fitoterápicos. De acordo com a assessoria de imprensa da agência, a previsão é de que esse texto seja publicado até o fim do ano.

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