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Artigo de Anderson Duarte

Nesta época vemos crescer certa tendência de se estabelecer globalmente um chamado: “consumo consciente”

O que eu faço com a informação que estou consumindo diariamente?

Numa época em que se discute muito a relação do homem com o consumo, vemos crescer certa tendência de se estabelecer globalmente um chamado: “consumo consciente”. Nessa premissa, a sustentabilidade aparece como uma espécie de norteadora das ações. Mas até mesmo o consumo vem adquirindo dimensões inesperadas nesta “modernidade indefinida” em que vivemos, isto porque o seu objeto de consumo não mais se restringe a objetos ou bens, mas extrapolou para o universo simbólico. Como? Simples, hoje, o produto mais negociado do planeta, por exemplo, se chama “informação”.

Uma boa dica é saber a procedência e a credibilidade da fonte desta informação por nós consumida.

Forma sustentável

Sendo assim questionemos: como saber se estamos consumindo conscientemente, ou de forma sustentável, quando o assunto é a informação? Quem garante um ‘produto’ de qualidade nos conteúdos informacionais a nós ofertados? Como vamos garantir a procedência daquilo que tomamos como informação diariamente?
Bom, em primeiro lugar é preciso dizer que, a exemplo do que vemos em manuais do consumidor, em códigos de defesa, e até mesmo na Legislação específica da área, a principal dica é saber a procedência e a credibilidade da fonte desta informação por nós consumida. Normas de vigilância sanitária garantem mercadorias sadias e dentro das regras estabelecidas pela saúde pública e leis de mercado nos permitem uma proporcionalidade de parâmetros de consumo, mas no que tange à informação, um elemento tem sido primordial para garantir ao consumidor o melhor serviço: o Jornalista.


A atividade profissional do jornalista produz interpretação da realidade, indução de intenções, vontades, comportamentos e valores

Bem precioso

Profissionais do mundo inteiro trabalham para levar à sociedade este bem precioso e valorizado chamado informação. Nesta tarefa, a atividade profissional do jornalista produz interpretação da realidade, indução de intenções, vontades, comportamentos e valores. Em cada sociedade, os jornalistas ajudam a produzir cultura, a constituir ou a desconstituir movimentos coletivos, a legitimar ou questionar as relações de poder estabelecidas. São, portanto, profissionais que cumprem uma relevante função social.
Não custa frisar que não há democracia sem liberdade de imprensa e não há liberdade de imprensa sem os jornalistas. Fiz questão de frisar este papel prioritário do jornalista na garantia de uma informação de qualidade para os consumidores mundiais, pois a profissão tem sido nos últimos anos, a mais atacada no Brasil e em muitos outros países de mundo.
Por aqui, por exemplo, a regulamentação da profissão, uma conquista de quase 70 anos, foi arbitrariamente derrubada por uma decisão da Justiça que elimina a exigência da formação de nível superior para o exercício do jornalismo. Mesmo com as tentativas de parlamentares de corrigirem essa discrepância e violência contra uma atividade profissional, o país segue sem uma Lei de Imprensa e sem a garantia legal de um profissional a altura da atividade.
Mas, ao contrário do que esperavam os grandes conglomerados midiáticos mundiais e julgava o “infeliz” ministro Gilmar Mendes, que nos comparou aos padeiros, longe de depreciar os nobres produtores de pão, as empresas mais compromissadas com a qualidade do material produzido permaneceram utilizando o critério como escolha de seus integrantes.

“A informação é tudo aquilo que reduz a incerteza”, Claude Shanon

Compromisso com o profissionalismo

Cito o Grupo Diário como um exemplo deste compromisso com o profissionalismo. Todos os repórteres que hoje compõem nossa redação já passaram ou estão nas cadeiras de uma universidade. Senso crítico, responsabilidade, ética e capacidade técnica não se encontram em livros de receitas culinárias, ao contrário do que imagina o nobre ministro, que por certo não se apropriou bem do direito de ser bem informado. Uma pequena pesquisa nas disciplinas trabalhadas na cadeira da Comunicação Social mostraria ao magistrado que o profissional formado na área é diferenciado e multidisciplinar.
Mas esta é uma questão a ser superada, afinal, tenho fé que nossos parlamentares vão reverter essa anomalia produzida por uma mescla de interesses e soberbas de nosso Judiciário. Voltando a questão da informação, gostaria de deixar uma contribuição muito importante do teórico Claude Shanon, que é autor do livro: “A teoria matemática da comunicação”. Shanon, que constantemente assusta os estudantes de comunicação social do mundo, historicamente alérgicos as questões matemáticas, produziu uma definição de informação bastante interessante que nos mostra a sua importância: “A informação é tudo aquilo que reduz a incerteza”. Portanto senhores, não custa nada repetir nossa dica para garantir que a sua fonte de informação seja fidedigna: saiba quem te oferta tais informações. Até a próxima.

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As instituições políticas precisam ser fortalecidas

A mobilização social nas manifestações, abre mão do vínculo partidário

Artigo de Anderson Duarte

Tenho ouvido de tudo pelas ruas e também nas redes sociais quando o assunto é a onda de manifestações de nossa sociedade por melhorias para o país. Entretanto, considero que um aspecto tem sido discutido excessivamente de forma marginal e superficial. O amplo discurso de apartidarismo desses movimentos deixa bem claro que o que precisa mudar urgentemente são os elementos que compõem essa fundamental dimensão do estado democrático de direito. Já disse isso aqui em algumas oportunidades e vou repetir por ser providencialmente oportuno: “não adianta lutar por mudanças e beneficieis sociais se os poderes constituídos pelo sufrágio não estão preparados para tal, ou não possuem legitimidade para isso”.

Um movimento histórico marca a quebra de um paradigma nacional

Novos nomes

Em suma: se os candidatos apresentados para esses cargos não são bons o suficiente, que novos nomes sejam apresentados, de preferência vindos da própria sociedade. Se os partidos políticos não estão cumprindo o seu papel mobilizador e agregador de valores, que a sociedade tome conta e mude essa conduta. Se os agentes públicos não obedecem aos preceitos constitucionais de cada uma de suas funções, ou adotam postura insipiente quanto ao que lhes é esperado, que o nosso papel fiscalizador seja exercido em sua plenitude.
Senhores! De nada adianta reclamar e pedir agora, se daqui a pouco os mesmos homens que levaram nossa organização social ao caos organizacional instaurado hoje permanecerão na cômoda sombra gerada pela nossa incapacidade de fiscalização e acompanhamento dos seus trabalhos e ações. Quantas vezes você teresopolitano foi a uma sessão ordinária do Legislativo municipal? Você sabe o que os vereadores discutem e aprovam nestes expedientes? Com o advento da Lei da Informação, você teresopolitano requisitou algum dado sobre projetos e realizações do Executivo? Quantas reuniões do Conselho da cidade, do Conselho de saúde e de educação você cidadão foi? O quê o Deputado de sua cidade está fazendo pelo município na dimensão estadual, você já procurou saber? Tudo isso é parte da nossa função nesse sistema chamado sociedade. Não estamos avulsos nesse processo! Somos parte integrante da administração! Sem a sua cobrança esses homens e mulheres aproveitam a falibilidade e intrínseca corruptibilidade do sistema para pouco produzirem ou nada realizar.

Um exemplo triste da promiscuidade entre os poderes constituidos

Mudanças nas esferas de poder

Como efetivamente podemos cobrar mudanças nas esferas de poder se nossas próprias condutas carregam a premissa da incapacidade de exercer nossa função? O brilhante pensamento de Jean-Jacques Rousseau contribui para um entendimento simbólico desse sentimento de impotência por parte da massa: “O homem nasce livre, mas em toda a parte encontra-se acorrentado”. Muito provavelmente essas tais “correntes” seriam as próprias instituições sociais e o encorajamento da rejeição da ordem social. Mas, essas mesmas instituições sociais, em verdade, são os instrumentos reais de libertação ao invés da escravização. Rousseau ainda nos brinda com um pensamento instigador e real, que deveria mexer com a nossa capacidade de controle de nossos destinos: “Se houvesse um povo de Deuses, estes governar-se-iam democraticamente. Mas uma governação de tal perfeição não é apropriada para os seres humanos”.
Não quero dizer que está na sociedade a culpa por todas as mazelas, mas nossa escolha pelo cômodo papel de expectadores tem reflexos claros e concretos. Se não temos aptidão para a vida político partidária temos o dever de contribuir na organização das instituições partidárias. Não adianta renegar os partidos políticos, escrachar os mandatários e os seus assessores e dirigentes partidários! Precisamos fortalecer essas instituições e torna-las mais eficientes a partir de nossa participação. Isso sim é mudança!

Teresópolis tem a triste marca de nenhum centímetro de tratamento de esgoto

Escolha pela parcimônia

Vamos aos exemplos claros dessa nossa escolha pela parcimônia: recentemente aprovamos e colocamos em prática uma das legislações mais eficientes no trato com a retidão dos entes públicos escolhidos pelo sufrágio, a chamada Lei da Ficha Limpa. Entretanto, e ainda assim, continuamos escolhendo pessoas que não podem exercer cargos públicos por simplesmente estarem à margem das nossas Leis e regras sociais, a qual todos estão submetidos. Para simples entendimento: se esse sujeito não foi capaz de seguir aquilo que nossa Lei determina como comportamento ideal e correto, como você pode conferir a ele o direito e dever de administrar nossos destinos, seja no Executivo, ou no Legislativo? Inadmissível não? Mas assim foi em Teresópolis, e as sequelas foram ainda maiores.
Por isso, vivemos sob a égide de um “escolhido sem a plena maioria”, com representação discutível e que para piorar ainda mais, não tem nenhum tipo de fiscalização e pressão por parte do Legislativo Municipal, pelo menos na sua maioria. Um município onde os vereadores participam de inaugurações ao lado do prefeito e que grupos maioritários unanimificam as decisões e votações, seja qual for o assunto, não pode mesmo pensar em produzir democraticamente. A separação dos poderes conceituada pela nossa Constituição não é uma condição ou escolha, ela é necessária para garantir a isonomia e transparência das ações. O comprometimento dessas duas instâncias de poder em Teresópolis é lamentável e deveria ser, por exemplo, acompanhado de perto pela população e denunciado pelos instrumentos legais para tal, como o Ministério Público. Isso é atuar como cidadão.

Vamos às ruas

Vamos às ruas, pedir, insistir por mudanças, por melhorias, pela redução das tarifas do transporte público, mas não custa também acompanhar os mesmos políticos que prometeram essas alterações para conter os ânimos em suas atitudes e ações daqui para frente. Não custa lembrar também que nossa cidade tem o vergonhoso índice de 0% de tratamento de esgoto enquanto municípios vizinhos já se aproximam dos 80% nos últimos anos, e que essa mesma empresa explora o município há décadas sem nenhuma contrapartida, esse pode ser um bom tema para discussão não? Assim senhores, sejamos mais proativos em nosso trato com o município, somos parte da administração e, a parte mais interessada nesse caso. Escolher a inércia nunca é positivo, até a próxima.

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Anderson Duarte: A liquidez dos nossos sentimentos

Violência contra o ser humano. Falta de amor ao próximo

Não são raros os comentários acerca de episódios tristes, sobretudo, no que se refere à violência contra o ser humano e o desrespeito aos princípios da humanidade, que pontuam uma chamada “falta de amor” nos corações das pessoas. Mas, será que nos falta mesmo esse tal amor? Será que este sentimento tão nobre e quase inerente ao nosso caminhar neste planeta está nos deixando aos poucos? Somos, finalmente, produtos industrializados de uma sociedade baseada no consumo e desprendida de valores afetivos? Ou estamos presenciando uma nova forma de relacionamento com esse sentimento? As respostas para esses questionamentos, por mais que possam parecer piegas, tem servido de motivação para diversas publicações no campo da ciência social. Uma delas, do sociólogo polonês Zigmunt Bauman intitulada “Amor Líquido”, tem mexido muito com minha cabeça desde que ingressei no mundo da pesquisa e pode nos ajudar muito nesta discussão sobre a fragilidade do sentimento.

Para Bauman, perdemos a capacidade de valorizar aquilo que é sólido, ou seja, as instituições constituídas através dos tempos como pilares de nossa sociedade. Como a família

Fragilidade

Pois é justamente esse o ponto de partida do raciocínio de Baumam, a fragilidade. Mas para teorizar algo tão simbólico quanto um sentimento, ou uma propriedade da nossa existência é preciso toques de genialidade, abundantes nesse “senhorzinho”, que apesar de não viajar o mundo em busca de respostas, questionou e conceituou uma realidade assustadora para nós.
Para que entendamos com clareza essa fragilidade e liquidez expostas por Baumam, precisamos recorrer ao âmago de sua metáfora social, que é essa noção de liquidez. Para o autor perdemos a capacidade de valorizar aquilo que é sólido, ou seja, as instituições constituídas através dos tempos como pilares de nossa sociedade. Exemplos como a família, o Estado e outros pontos de ancoragem nos dão a clara noção desta dicotomia entre os sólidos e a liquefação dos mesmos. Assim como a chamada “modernidade” liquefez aos poucos esses sólidos que nos norteavam, da mesma forma o fizemos com nossas relações amorosas, em diversos aspectos.
Mas é importante dizer que esse “Amor Líquido” não está somente nas relações amorosas, aliás, é preciso deixar claro que Bauman não se propõe a indicar ao leitor fórmulas de como obter sucesso nas conquistas amorosas, nem como mantê-las atraentes ao longo do tempo, muito menos como preservá-las dos possíveis, e às vezes inevitáveis, desgastes no decorrer da vida a dois.

Desvio de verbas da tragédia é falta de amor?

Falta de amor?

Talvez essa forma líquida de se amar possa, de certa forma, ampliar nossa sensação de inexistência do mesmo. Por isso, talvez seja ponto passivo no senso comum afirmar que quando vemos situações de adversidades e abusos afirme-se que a falta do amor se fez ali. Afinal não é uma falta de amor desviar verbas destinadas às vítimas de uma tragédia, não seria total ausência de amor achar que o dinheiro público lhe pertence, não se constitui um exemplo claro de falta de sentimento usar um cargo público para enriquecer ilicitamente?
Sem dúvidas essa foi a produção de Bauman que mais me deixou apreensivo, isto porque definitivamente tudo lá exposto pelo mestre é exatamente como o mundo, as pessoas, o consumo, e a vida tem se apresentado nestas últimas décadas. Aquele conhecido sentimento de que: “tudo agora faz sentido”, que você tem quando alguém te dá uma informação valiosa? Foi exatamente o senti ao ler essa obra.
Mas, como disse, o texto fala de um amor além do mundo marital ou conjugal, ele expõe a xenofobia, as mazelas do preconceito, ao desapego as instituições que fundaram nossa sociedade, e principalmente, mostra como o amor, ou a falta de, pode causar tanto estrago.

Consumimos cada vez mais rápido, fácil e descartavelmente, portanto saciamos nosso desejo tão facilmente e rapidamente, contudo por pouco tempo, afinal, precisamos consumir mais para sermos felizes.

Consumo

O ponto capital da obra, o “consumo” é talvez o principal meio de entendermos essa nova forma de se agir e pensar do ser humano. Consumimos cada vez mais rápido, fácil e descartavelmente, portanto saciamos nosso desejo tão facilmente e rapidamente, contudo por pouco tempo, afinal, precisamos consumir mais para sermos felizes. Enquanto isso, novos desejos surgem, mais necessidades são criadas, e precisamos desesperadamente consumir, consumir, consumir.
Bauman defende a ideia de que esse processo de liquefação dos laços sociais não é um desvio de rota na história da civilização ocidental, mas uma proposta contida na própria instauração da modernidade. A globalização, palavra onde estão contidos os prós e os contras da vida contemporânea e suas consequências políticas e sociais pode ser um conceito meio difuso, mas ninguém fica imune aos seus efeitos.
Mas voltando ao ponto inicial de nossa conversa, o amor entre as pessoas, podemos afirmar que nesse cenário amplamente exposto, o amor também passa a ser vivenciado de uma maneira mais insegura. Na verdade, nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, nunca os casais se sentiram tão ansiosos e prontos para rever, ou reverter o rumo da relação.

Insatisfeitos, mas persistentes, homens e mulheres continuam perseguindo a chance de encontrar a parceria ideal

Parceria ideal

Insatisfeitos, mas persistentes, homens e mulheres continuam perseguindo a chance de encontrar a parceria ideal, abrindo novos campos de interação. Daí a popularidade dos pontos de encontros virtuais, nestas maravilhas da interatividade onde a intimidade pode sempre escapar do risco de um comprometimento, porque nada impede o desligar-se. Para desconectar-se basta pressionar uma tecla; sem constrangimentos, sem lamúrias, e sem prejuízos. Num mundo instantâneo, é preciso estar sempre pronto para outra. Não há tempo para o adiamento, para postergar a satisfação do desejo, nem para o seu amadurecimento. É mais prudente uma sucessão de encontros excitantes com momentos doces e leves que não sejam contaminados pelo ardor da paixão, sempre disposta a enveredar por caminhos que aprisionam e ameaçam a prontidão de estar sempre disponível para novas aventuras.
Bauman mostra que estamos todos mais propensos às relações descartáveis, a encenar episódios românticos variados.

As redes sociais são ferramentas de aproximação das pessoas

Tecnologia da comunicação

A tecnologia da comunicação proporciona uma quantidade inesgotável de troca de mensagens entre os cidadãos ávidos por relacionar-se. Mas nem sempre os intercâmbios eletrônicos funcionam como um prólogo para conversas mais substanciais, quando os interlocutores estiverem frente a frente. Os habitantes circulando pelas conexões líquidas da pós-modernidade são tagarelas a distância, mas, assim que entram em casa, fecham-se em seus quartos e ligam a televisão… “a solidão por trás da porta fechada de um quarto com um telefone celular à mão pode parecer uma condição menos arriscada e mais segura do que compartilhar um terreno doméstico comum”.
Portanto, percebemos que não foi o amor que nos abandonou, não foi a insensibilidade que tomou conta da humanidade, nem mesmo a maldade nos corações que imperou, mas o mundo que mudou. Mas como sempre aconteceu na história, o poder da escolha e da mudança não nos abandonou. Podemos escolher o que queremos, podemos agir como queremos e não como convém a sociedade. Amar não precisa ser descartável, sentir não precisa ser efêmero, cuidar não é um privilégio dos apaixonados. Não deixemos liquefazer o que há de melhor em nós mesmos! Até a próxima.

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Os Apóstolos da “Nova Era” estão entre nós?

O Apóstolo Valdemiro esteve em Teresópolis e “agitou” a cidade no feriado de Corpus Christi

Artigo de Anderson Duarte

Antes de mais nada, queria deixar bem claro que o artigo de hoje não é um questionamento a fé de ninguém, muito menos uma crítica as religiões e crenças que atuam em nosso país, apenas uma discussão acerca da prática e conduta de determinadas nomenclaturas cristãs. Vamos discutir e tentar entender, como sempre embasados em conhecimentos teóricos e algumas experiências, como se dão esses fenômenos da religiosidade moderna. Como formador de opinião e agente da comunicação em nossa cidade, não posso deixar de colocar algumas questões que foram levantadas durante a visita do excêntrico Apóstolo Valdemiro Santiago à nossa cidade e como elas impactam nossa realidade.

A venda do banquinho fez sucesso entre os fiéis

Caos no trânsito

Ouvi de tudo durante o movimentado feriado desta quinta-feira, pessoas revoltadas com o caos promovido no trânsito e nos arredores da Praça Olímpica, moradores descontentes com o dia inteiro de atividades, assim como moradores empolgados nas janelas com essa mesma movimentação. Pessoas felizes por estarem participando de um evento comandado pelo símbolo de sua fé, outras tantas questionando essa prerrogativa e importância autoinstituída do homem envolto a tantas polêmicas. Essas eram apenas opiniões, de quem gosta e de quem não gosta deste tipo de ação.

Mas nossa discussão, como disse, não estará baseada no campo da fé, nem mesmo da prática religiosa, mas sim nas questões concernentes a organização social. As primeiras questões que queria levantar estão justamente no nome do poderoso religioso. Quem são os apóstolos, pastores, bispos, presbíteros e muitos outros cargos hoje presentes no mundo cristão? Qual a origem e a função destes cargos? Como um religioso pode chegar a ser um Apóstolo? Eles tem o mesmo peso e importância que o grupo de doze homens que seguiam Jesus Cristo, originalmente chamados assim? A Bíblia traz essa ordem hierárquica em suas escrituras? Questões que muitos atentos se fizeram quando o nosso visitante ilustre chegou foi justamente de onde ele tirou esse título, nome, cargo, seja lá o que for.

Vendedores de chapéus credenciados circulavam pela Praça Olímpica

Autoridade eclesiástica

Bom, depois de muita pesquisa, consulta a amigos teólogos e entendidos na área, cheguei a conclusão que muitos utilizam algumas nomenclaturas bíblicas numa espécie de busca por autoridade eclesiástica, ou suposto poder espiritual, não possuindo compromisso com o real significado do título e dos nomes na Bíblia. O uso prático nas escrituras bíblicas, em comparação aos dias atuais, nem sempre condiz com essa atuação no campo da realidade. Os equívocos em relação a desarmonia bíblica criada por esses homens da religião são notórios. No caso de Valdemiro Santiago, tudo é possível, visto que ele mesmo criou a Igreja Mundial depois que saiu dos quadros da Igreja Universal do Reino de Deus. Seu critério ao escolher o “apóstolo” para anteceder toda e qualquer citação ao seu nome, portanto, tem como origem a sua própria vontade. Mas o título ou termo Apóstolo parece mesmo ser o mais almejado nos dias de hoje, visto que tem sido usado recorrentemente por nomenclaturas protestantes, mas, nem sempre com a “vocação apostólica” que se espera.

Tanto na idade média, quanto na era moderna, não é possível encontrar registro do uso do termo apóstolo

O enviado

O apóstolo, em seu significado léxico, representa “o enviado” e o termo foi usado originariamente por Jesus Cristo aos escolhidos para a pregação e propagação do Evangelho e denota, por si só, a missão de percorrer os lugares mais distantes aonde ainda não chegara a mensagem de Salvação. Em breve pesquisa pela história da Igreja, tanto na idade média, quanto na era moderna, não é possível encontrar registro do uso do termo apóstolo, uma vez que os próprios apóstolos de Cristo, os doze originais, não levantaram novos apóstolos, mas pastores e líderes na igreja. Entretanto, também é propagado que os apóstolos dos nossos dias podem ser considerados missionários, pelo sua significação primária e pela missão de propagar o evangelho. Mas não podemos vedar os olhos para a notada inversão dos significados do termo, principalmente pelo seu mais importante signo: a liderança de vidas cristãs. Por que usar o título “Apóstolo” e não apenas missionário? Simples: poder!

O blog Badarts publicou as fotos do local como ficou depois da passagem do “Apóstolo” por Teresópolis

Comércio

Senhores, independente do comércio em volta do evento, que também é identificado, por exemplo, em Aparecida, capital da fé católica em nosso país, e não obstante aos desvaneios de milagres e curas atribuídas ao religioso, nossa sociedade não pode estar alheia aos fenômenos de propagação de mensagens e de multidões. Um homem como esse, por exemplo, com um projeto de poder pode representar a alteração de nossa rotina de vida diretamente. Não precisamos fazer um exercício de memória tão grande assim para lembrar do quanto pode ser negativa a mão da fé e das práticas religiosas na política de um país e, consequentemente, na vida das pessoas. Uma religião com projeto de poder é sempre passível de cautela em sua avaliação enquanto condutora espiritual. Talvez seja por isso que o palco do evento dessa quinta-feira estava tão cheio de políticos de nosso estado e cidade. Até a próxima!

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“Les vaincus”: Como destruir uma história centenária

 

“vou propor aos leitores de O DIÁRIO o inverso: uma fórmula do fracasso. Como não seria suficientemente eloquente e convincente em qualquer outra área que não a minha, vamos tratar de um veículo de comunicação”

Muita gente ganha a vida hoje em dia prometendo e propagando uma tal receita infalível para o sucesso. Palestras, livros e até programas de televisão apresentam os caminhos mais fáceis para o cidadão comum obter o tão perseguido êxito profissional e, é claro, o objetivo máximo destas receitas que é o ganho financeiro. Como são vários os especialistas nessa área, inclusive em nossa cidade, vamos fazer o contrário, ou seja, vou propor aos leitores de O DIÁRIO o inverso: uma fórmula do fracasso. Como não seria suficientemente eloquente e convincente em qualquer outra área que não a minha, vamos tratar de um veículo de comunicação. Para garantir que minha vida não seja fácil vou tomar como exemplo um meio centenário e que tinha a liderança de vendas e audiência como fiéis companheiros de décadas. Isso posto comecemos como nosso trabalho de desconstrução.

“Chamaremos de “Les vaincus”, homenageando assim os jornais franceses que foram fundamentais na propagação dos ideais da revolução francesa e mudaram o rumo da organização social mundial por esse desprendimento”

Grande abrangência

Então já sabemos que nosso meio de comunicação é um Mass Media, ou seja, com grande abrangência e circulação em seu contexto regional. Tendo em vista essa simples característica podemos constatar que para tal o meio precisou de tempo e constância em suas publicações para conseguir esse posto. Conhecido e portador do maior patrimônio de um meio de comunicação, a credibilidade, o processo de derrocada deste veículo então não será tão simples assim.

Mas precisamos de um nome para esse objeto de estudo e apreciação, então chamaremos de “Les vaincus”, homenageando assim os jornais franceses que foram fundamentais na propagação dos ideais da revolução francesa e mudaram o rumo da organização social mundial por esse desprendimento. Mas esse nobre posicionamento da imprensa francesa nada tem haver com nosso amigo, que precisa ser desastroso, para que nossa teoria da destruição seja exitosa.

“Com o tempo a publicação começa a priorizar questões que não são necessariamente as mais importantes para o interesse público e concentra seus esforços nos interesses econômicos e políticos do próprio meio e de seus proprietários”

Credibilidade

Então “Les vaincus”, precisa lutar contra a sua credibilidade, que o faz vender bem e ser propagado. Nossa primeira atitude então será despreocuparmos com a qualidade daquilo que é publicado, nossa primeira ação em rumo ao descrédito. Com o tempo a publicação começa a priorizar questões que não são necessariamente as mais importantes para o interesse público e concentra seus esforços nos interesses econômicos e políticos do próprio meio e de seus proprietários.

Mas o que ele precisa mesmo é de um proprietário descompromissado com os rumos dele. Que tal providenciarmos um político de mandato? Melhor ainda, que tal um prefeito em atividade? O ideal, já que desta forma poderemos usar os seus conteúdos para propagar única e exclusivamente as ações do governo, ou melhor, do prefeito, que também é o dono do “Les vaincus” agora. Perfeito!

“Como está dando certo, que tal ampliarmos a atuação deste meio de comunicação para outras mídias? Isso, rádio e Televisão! Assim os ‘estragos’ seriam ainda maiores”

Qualidade da publicação

 

Agora não precisamos mais nos preocupar com a qualidade daquilo que era publicado até então, já que a produção passa a ser apenas uma desculpa para estampar na capa a figura do dono, do veículo e da cidade. Como está dando certo, que tal ampliarmos a atuação deste meio de comunicação para outras mídias? Isso, rádio e Televisão! Assim os “estragos” seriam ainda maiores.

A essa altura nosso plano funciona muito bem, a venda já não é nem de perto aquilo que já foi um dia, a importância daquilo que é dito e replicado por “Les vaincus” já não tem o mesmo impacto, enfim, se nosso veículo fechasse suas portas hoje, poucos, bem poucos consumidores sentiriam falta. Os profissionais pouco importam agora, aliás, outra boa estratégia, afastar os bons profissionais e os mais competentes para que o risco de algo de qualidade seja publicado sem querer! Mas não é o suficiente, estratégia das melhores é trazer o que há de pior para a rotina de “Les vaincus”. Condenados pela Justiça, de preferência os que cumprem pena; desiquilibrados; incompetentes; frustrados eleitorais, enfim a ‘fina flor’ da incompetência e do desserviço.

“Pronto? Ainda não! Agora, o dono de “Les vaincus” precisa adotar outra postura, ele começa a passar, descaradamente, por cima de qualquer linha ética e conduta responsável que o veículo possa ter tido algum dia “

Tem dono

Agora “Les vaincus” é visto como um meio de comunicação que tem dono, que não se preocupa com aquilo que é veiculado e, o melhor de tudo em nossa estratégia de destruição, que não goza daquela credibilidade que o fez líder e tão importante para a região. A essa altura, ninguém mais acredita naquilo que é noticiado por “Les vaincus”.

Pronto? Ainda não! Agora, o dono de “Les vaincus” precisa adotar outra postura, ele começa a passar, descaradamente, por cima de qualquer linha ética e conduta responsável que o veículo possa ter tido algum dia para usar e abusar das primeiras páginas para atacar, elogiar e manipular os seus interesses com seus desafetos e aliados políticos. Isso posto temos uma perfeita fórmula descrédito e destruição de uma imagem centenária.

Agora sim, “Les vaincus” nada mais é que um panfleto, limitado a circular em bares, consultórios, repartições públicas e fundos de gaiola, fadado a distribuição gratuita e aos comentários negativos acerca daquilo que ele estampa em suas páginas. O saudosismo das pessoas que pegam “Les vaincus” e lembram da época em que ele fazia algum tipo de diferença  em nossa sociedade é mesmo a prova de que nosso plano deu certo. Agora só falta algum veículo de comunicação tentar provar que estamos errados. Até a próxima.

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Essa tal de contrapartida funciona mesmo?

A FIFA trouxe a competição para o país e determinou mudanças que se configurariam em benefícios futuros para a população das cidades, da mesma forma com o COI no caso das competições multidesportos.

Artigo de Anderson Duarte

Quase todo mundo já ouviu falar de uma tal de “contrapartida” nos processos públicos de obras e de outras realizações. Exemplos desse conceito são as recentes intervenções nas cidades sedes das duas grandes competições que nosso país recebe nos próximos anos, a Copa do Mundo e a Olimpíada. Em resumo, a FIFA trouxe a competição para o país e determinou mudanças que se configurariam em benefícios futuros para a população das cidades, da mesma forma com o COI no caso das competições multidesportos. Um tal de “legado” deixado por essas intervenções seria o ponto crucial desses benefícios da “contrapartida” dada pelo país e pelos estados nos investimentos milionários que fizeram durante esse período. Polêmicas, desmandos e corrupções a parte, o sistema como um todo é até bem interessante e produz efeitos positivos para a organização social e o desenvolvimento de regiões inteiras.

Um exemplo são verbas carimbadas para uma determinada construção, como a UPA, que recebe 80% de recursos transferidos de entes governamentais e o restante, 20% de recursos próprios da municipalidade.

UPA é um exemplo

Outra dimensão da contrapartida é feita entre os próprios entes públicos governamentais, nesse aspecto um financiamento dado pelo governo federal, por exemplo, para que um município desenvolva alguma obra ou mudança em seu sistema de préstimo social e cidadão, tem como contrapartida uma pequena parte desse montante de responsabilidade da própria cidade. Um exemplo são verbas carimbadas para uma determinada construção, como a UPA, que recebe 80% de recursos transferidos de entes governamentais e o restante, 20% de recursos próprios da municipalidade.

Mas existe outra modalidade de contrapartida, e nessa gostaria de me debruçar hoje, que tem sido empregada em demasia pelos municípios brasileiros nesse “espetáculo” de crescimento econômico que vivemos nas últimas décadas. Nesse segmento que vamos nos debruçar agora, serviços são explorados nas cidades por empresas e órgãos que oferecem contrapartidas sociais e estruturais como resposta ao ganho que recebem nesta exploração. Exemplos são fartos, pelo menos no conceito, não muito na execução dessas parcerias, como a CEDAE, a AMPLA e recentemente a CEG.

Não gostaria de ser repetitivo nas críticas aos contratos empregados nas explorações dos serviços públicos em nosso município, melhor, na falta deles, mas não posso deixar de comentar o fato de nossa cidade estar sendo explorada há décadas sem nenhum tipo de contrapartida dos exploradores. Nesse sentido, a moderna e eficiente pragmática das contrapartidas não tem eficácia nenhuma. O governo precisa impor os seus interesses “públicos” e não privados-partidários como entendem alguns governantes, para que o processo todo seja proveitoso, para a população e tão somente para ela.

Por que não aproveitaram a inserção da CEG em nossa cidade para propor como contrapartida da exploração do serviço, a implantação do cabeamento subterrâneo em nossa avenida principal, que se desdobra em cinco nomenclaturas em sua extensão total?

Uma das maiores empresas da América Latina

Quanto à chegada da CEG em Teresópolis, apenas um questionamento: por que não aproveitaram a inserção de uma das maiores empresas do setor na América Latina em nossa cidade para propor como contrapartida da exploração do serviço, a implantação do cabeamento subterrâneo em nossa avenida principal, que se desdobra em cinco nomenclaturas em sua extensão total? Tida como impossível por governos municipais essa não seria uma missão infinitamente mais possível para aqueles que dominam a possuem a tecnologia e recursos para tal? Uma sede de corpo de bombeiros no interior, uma dúzia de reformas em praças e um ou outro evento cultural não seriam muito pouco para uma intervenção tão drástica no sistema público teresopolitano? E o impacto ambiental? Enfim, por que nossa administração pública não utilizou a contrapartida como forma eficiente de desenvolvimento urbano sustentável?

Senhores, o que quero dizer é que a contrapartida é salutar, viável e proveitosa para os municípios e administrações públicas, mas precisa ser acompanhada de politicas públicas. Ou seja, não dá para pensar isoladamente ações de compensação! Precisamos pensar nossa cidade e a maneira como estamos explorando os nossos recursos naturais. A contrapartida funciona, mas precisa ser pensada como política pública e não partidária. Até a próxima.

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Artigo de Anderson Duarte

 

Nossa sociedade começa a entrar em um crítico período onde as forças político-partidárias dão as caras em busca do convencimento

Prepare-se, pois vai começar a luta pelo convencimento!

 

Todos os dias somos convencidos de que atitudes, gestos, consumos e sentimentos nos fazem mais felizes, plenos e realizados. Tomar um bom café da manhã é indício de um dia mais produtivo e salutar; ser cordial é uma premissa da recíproca cordialidade; praticar o amor é condição sine qua non de ser amado! Esses são exemplos de convencimentos que nos são impostos pela nossa condição social e contexto de convívio. Mas, nossa sociedade começa a entrar em um crítico período onde as forças político-partidárias dão as caras em busca do convencimento e propagação de ideias, realizações e obras, nem sempre tão afirmativas quanto os exemplos diários que acabamos de expor.

“Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação”, Sartre

Improdutividade e despropósito

É nesse período que antecede mais um pleito em que os “senhores da verdade e portadores das soluções dos problemas sociais” acabam tomando as ruas e buscando o seu convencimento. Aliás, essa tentativa se constitui em um dos mais flagrantes cíclicos movimentos da improdutividade e despropósito. Com isso, gostaria de lançar, para nossa reflexão, duas frases de Sartre, que nos remetem a essa análise necessária do cenário pregado por nossos pretensos candidatos.
Na primeira, o poeta e filósofo francês, magistralmente, conceitua a máscara da incipiência espalhada por muitos agentes atuantes nessa classe: “Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação”. A inoperância de agentes políticos, que efetivamente podem mudar e realizar algo, talvez seja um dos maiores problemas de nossa sociedade e, em especial, nas regiões de franco desenvolvimento como Teresópolis.
Ao dizer que a passividade é por si só uma escolha, ou uma atitude, que como todas elas, possui reflexos e consequências, Sartre diagnostica um mal de nossa classe política atual, personificado na desculpa dos entraves burocráticos. Afinal, quem nunca ouviu de um político de mandato a alegação de que os entraves burocráticos engessam as ações em prol da população? Discurso muito conhecido não? Mas essa comodidade de esperar o tempo passar tem consequências diretas nas realizações e benfeitorias sociais.
Portanto senhores, quando um político de mandato, ou que já tenha passado por lá, lançar uma proposta ou uma possível solução para determinado problema questione o fato do mesmo não ter feito ou tentado fazer enquanto esteve por lá.

Por que o senhor não fez tudo isso enquanto lá esteve?

Tiveram a chance e não realizaram

Vou dar dois exemplos, sem citar nomes, de agentes públicos que tiveram a chance e não realizaram. O primeiro ocupou por duas oportunidades o cargo máximo do Executivo municipal, pouco, ou quase nada produziu em termos de legado, uma ou outra escola e reformas pontuais que nada mais são que obrigações do cargo que ocupava, e hoje figura constantemente em seus veículos de comunicação – que lhe servem e aos seus interesses – propagando soluções e oscilando entre oposição ou situação, dependendo da adimplência dos empenhos da prefeitura. Pergunte a este político: por que o senhor não fez tudo isso enquanto lá esteve? Por certo teremos os entraves burocráticos entre as alegações do dito administrador. Fato.

Quando o oportunismo político se alia ao descaso, o resultado é um é um péssimo serviço prestado à população

Ex-prefeito inoperante

Nosso segundo exemplo talvez seja ainda mais nocivo que o nosso ex-prefeito inoperante, não pelo estrago propriamente dito em termos de atraso desenvolvimentista, mas pela constância dessa omissão de ações. O que dizer de um parlamentar que, além de representar o poder do legislador, ocupa por quase duas décadas posições importantes dentro do organismo governamental estatal e ainda assim, depois de tanto tempo, ainda cobra ações efetivas e soluções para problemas estruturais? Como pode esse homem público falar em déficit habitacional em nosso município se quando esteve diretamente no comando desta pasta nenhum projeto para buscar a solução deste problema, que custa vidas a cada solstício de verão, saiu do papel ou esboçou tal ação? Como um parlamentar, que deveria trabalhar para o desenvolvimento regional e bem estar social do seu estado através de projetos eficientes e competência legislativa, passa pelas cadeiras do parlamento por quase duas décadas e ainda tem a coragem de questionar o empobrecimento e fraqueza econômica do interior? Desculpe-me caro parlamentar, sua ineficiência e incipiência durante todos esses anos é que ocasionaram no completo atraso e subdesenvolvimento da nossa região. Nenhum Executivo consegue desenvolver projetos eficientes sem o apoio das Casas Legislativas, que se solidarizam com as responsabilidades dos governos no momento em que precisam fiscalizar, mas, sobretudo, quando tem a obrigação de produzir condições para esse desenvolvimento.

Temos consciência de que quase tudo precisa mudar, mas devemos acreditar nessa mudança e trabalhar por ela!

Sem promessas, ilusões e discursos prontos

Sartre, em nossa segunda reflexão afirma: “O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem como o que poderia ter”. Nossa potencialidade é importante e juntamente com nossos erros podem nos render bons frutos, mas dependemos da consciência de que a tal Utopia de uma sociedade justa, próspera e moderna, não está morta como dizem por aí. Precisamos acreditar, mas como a consciência de pensarmos e agirmos ativamente por essas mudanças, sem promessas, ilusões e discursos prontos.
Gostaria de finalizar nossa reflexão de hoje com Zygmunt Bauman, que mais uma vez brilhantemente disse: “Para que a Utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que “nós, seres humanos, podemos fazê-lo”, crença esta articulada com a racionalidade capaz de perceber o que está errado com o mundo, saber o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los. Em suma, potencializar a força do mundo para o atendimento das necessidades humanas existentes ou que possam vir a existir”.
Senhores, já sabemos que as coisas não estão funcionando do jeito que estão, temos consciência de que quase tudo precisa mudar, mas devemos acreditar nessa mudança e trabalhar por ela! Um primeiro passo importante para essa mudança pode ser não mais tomar como verdade as desculpas técnicas deflagradas pela classe política, afinal, cometer erros é tão grave quanto evitar estes erros pela inoperância. Até a próxima e muita atenção naqueles que tentam te convencer com desculpas.

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Somos ou não corruptos em nossas ações ou omissões?

 

 

Senhores, a corrupção é uma via de múltiplas mãos, não de via dupla como dizem alguns teóricos

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto”. Rui Barbosa, autor dessa sentença quase hipodérmica, nunca esteve tão atualizado. A verdadeira enxurrada de escândalos de corrupção em nosso país tem proporcionado um questionamento quase cruel sobre nossa real posição nesse mundo. Mas o problema talvez esteja justamente na expressão utilizada pelo mestre, quando cita o “ver”, ao invés do “agir”, a própria ideia do texto é remetida a um posicionamento passivo.

Inércia e covardia

Como já disse aqui em algumas vezes, não temos mais o cômodo direito de levantar as égides da indiferença e da desinformação como justificativas da nossa inércia e de nossa covardia.

Senhores, a corrupção é uma via de múltiplas mãos, não de via dupla como dizem alguns teóricos. Na verdade, além do corruptor e do corruptível existe outra figura nesse processo que pode ser tão decisiva quanto, ou seja, aquele que deixa a corrupção acontecer, ou não se impõe aos sistemas corruptos. É difícil se posicionar sendo apenas mais um cidadão na multidão? Sim! Extremamente! Mas quem disse que mudar uma vida de sistema equivocado seria fácil?

Não se pode imaginar um cidadão que deposita seu voto em alguém que é condenado por crime, acusado de muitos outros ou que simplesmente nada fez enquanto esteve no poder por justificativa de falta de opções, ou então porque esse sujeito ‘roubava’, mas realizava

Falta de opções

Vamos aos nossos exemplos locais novamente! Aqui em Teresópolis não se pode imaginar um cidadão que deposita seu voto em alguém que é condenado por crime, acusado de muitos outros ou que simplesmente nada fez enquanto esteve no poder por justificativa de falta de opções, ou então porque esse sujeito ‘roubava’, mas realizava.

Este sofisma instaurado e transvestido de revolta possibilita a perpetuação destes canalhas no poder. Outro mestre do pensamento moderno, Martin Luther King conceituou bem esse afastamento da sociedade dos processos decisórios. King disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”.

Poder que emana do povo

A Democracia, em sua concepção prima, significa o “poder que emana do povo”. Percebe a diferença? Ao contrário do que temos hoje, em que as pessoas são sempre as últimas a saberem das mudanças ou nunca questionadas por essas intervenções, nossa instituição mãe é concretamente o sistema em que as pessoas participam da vida política. Afinal, para que servem os instrumentos democráticos como as eleições, os plebiscitos e os referendos? São ferramentas de participação ativa, chances de nós colocarmos em prática nossa liberdade de expressão e de manifestarmos nossas opiniões. Se percebermos essa dinâmica poderemos afastar o tal sentimento de impotência enraizado em nossa sociedade.

A atriz e escritora Elisa Lucinda talvez seja a responsável por um dos desabafos mais brilhantes dos últimos tempos sobre a problemática da crise ética em que nos embrenhamos

Corrupção corporativa

Se não fiscalizarmos os recursos que seriam utilizados na saúde, educação, segurança, geração de empregos e em inúmeras outras áreas acabam nos intermináveis ralos da corrupção corporativa de nossas instituições públicas e privadas – lembra que a corrupção é múltipla? Não adianta só crucificar o gestor público e esquecer-se dos privados que oferecem a corrupção ou pactuam com ela. E tudo começa mesmo pelo voto consciente, coerente, com envolvimento político.

A atriz e escritora Elisa Lucinda talvez seja a responsável por um dos desabafos mais brilhantes dos últimos tempos sobre a problemática da crise ética em que nos embrenhamos. Sua sensibilidade no texto “Só de sacanagem”, impressiona e deveria ser apropriada pela maioria dos brasileiros que querem ver a realidade de sua sociedade diferente da que hoje deixamos para nossos filhos. Vou tomar a liberdade de reproduzi-la neste nosso espaço por entender que deve mesmo ser replicada tão importante mensagem, leia com o coração as próximas linhas, elas foram feitas para quebrar paradigmas e romper zonas de segurança.

O Brasil tem jeito

Na bagagem da impunidade

“Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. ‘Não roubarás! ‘, ‘Devolva o lápis do coleguinha’, ‘Esse apontador não é seu, minha filha’. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem! Dirão: ‘Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!

E eu vou dizer: ‘Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos’. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal. Dirão: ‘É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!’ E eu direi: ‘Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!’ Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!”. Até a próxima.

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ARTIGO: ANDERSON DUARTE

“Cuidado para a incipiência não te tornares insipiente”

 

Nada mais trágico para uma democracia que a falta de discordância e questionamento. Nesse sentido, toda unanimidade em um processo democrático acaba por soar preocupante. Sem o questionamento e sem a contestação, aquilo que se inicia de forma incipiente (perdoe o pleonasmo) tende fervorosamente a acabar como insipiente. Não respeitar o oposto e captar para si todos e quaisquer argumentos pode ser interpretado como uma maneira de tornar invisíveis e inócuos os princípios constitucionais do controverso e do confrontante.
Não podemos considerar que as medidas intransigentes e hipodérmicas possam vir a se configurar positivas e nunca se deve entender que os fins justificam os meios em se tratando de processos políticos. Essa afirmação é por si só contraditória e nociva. O que importa nas tomadas de decisões e no amadurecimento de projetos e proposições é o simples fato de se ter a multiplicidade de entendimentos para que este esperado fim seja de acordo com a necessidade social daquela medida e não há como fugir desse processo. Impor motivos e motivações, baseados em impressões e entendimentos próprios ou de grupos determinados, não é praticar a democracia, é atuar em prol de segmentos.

“garantir a governabilidade”

Sempre que me perguntam a respeito dos novos destinos da política em nosso município respondo deixando uma nova dúvida: “vai depender, e muito, da maneira como os eleitos vão encarar o agir político”. Evitar o enfrentamento, fugir de entrevistas, compor maiorias para impedir os contraditórios, unir os poderes de forma escancarada, não me parecem práticas novas, mas sim repetições de equívocos já vivenciados em nosso município.
Muita gente gosta de falar em “garantir a governabilidade” quando se trata do relacionamento entre Legislativo e Executivo, mas posso afirmar, sem medo de errar, que o que garante essa tal de governabilidade pregada pelos discursos ensaiados, não é o bom relacionamento, mas a boa prática política e administrativa. Bom relacionamento entre vereador e prefeito só serve para a troca de favores entre os mesmos. Uma aprovação de projeto aqui, um asfaltamento de uma via acolá, e nosso cidadão segue como se um “Déjà vu” o guiasse para um filme desagradável. O que se espera dos dois poderes é respeito mútuo e foco nas questões sociais concernentes aos seus cidadãos.

Comissões Permanentes da Casa

Ao Executivo cabe administrar e ao Legislativo fiscalizar e legislar, sendo que essa última prerrogativa foi completamente negligenciada nos últimos anos. E para garantir essa retomada do poder de produção legislativa, algumas ferramentas seriam fundamentais, como as Comissões Permanentes da Casa, por exemplo, que servem para deliberar, analisar e compor com elementos pertinentes, os projetos e proposições que advenham dos gabinetes dos edis. Nesses ambientes os vereadores discutiriam assuntos de acordo com a área de cada projeto, mas essa discussão precisaria ser efetiva e não figurativa, para que os efeitos fossem positivos.

A esperança que reacende a nossa chama de resiliência é abalada quando nos confrontamos com situações de desiquilíbrio e falta de transparência como a que respiramos atualmente. Que nossa esperança não seja ceifada novamente pela insipiência da unanimidade. Até a próxima.

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ARTIGO: Anderson Duarte

A desculpa é muito conhecida e aplicada pela maioria dos prefeitos, ou seja, é preciso cumprir os muitos “acordos de campanha”

Sem profissionalismo e competência não há realizações possíveis

 

Nesta segunda-feira, 1º de abril e dia internacional da mentira, o brasileiro acordou com uma notícia que, apesar da torcida para não ser verdade, infelizmente é um fato comprovado por números e estatísticas. Uma pesquisa realizada pelo IBGE revela que mais de cem mil servidores estaduais pelo país não fizeram concurso público para atuarem na máquina. Essa constatação evidencia o grande problema da administração pública atual que é a lotação de profissionais sem conhecimento técnico em áreas que necessitam de competência para romper a precariedade da maquina pública. Posso afirmar que em nossa cidade esse é um “câncer” a ser vencido, caso contrário, nada poderá ser feito!
A desculpa é muito conhecida e aplicada pela maioria dos prefeitos, ou seja, é preciso cumprir os muitos “acordos de campanha”, aqueles que viabilizam a vitória nas urnas. Em Teresópolis não foi diferente, mas bem que poderia ser, afinal, a desculpa do êxito no pleito sequer aconteceu por aqui. Mas como não foi, os danos para a eficiência da administração são visíveis e impossíveis de serem corrigidos sem a utilização de pessoas capacitadas para essas funções, tão precárias. É apenas uma questão de escolha: o interesse eleitoral em detrimento do interesse da população, que precisa se sujeitar a receber um serviço público de terceira, por possuir profissionais de quinta comandando as suas execuções diariamente. Não podemos generalizar, mas também não há como eximir os personagens dessa história da culpa, afinal, as exceções fazem parte da mesma trama.

Os danos para a eficiência da administração são visíveis e impossíveis de serem corrigidos sem a utilização de pessoas capacitadas para as funções

“Empregando” amigos

Senhores! Nenhuma empresa contrata um profissional sem a compatível envergadura e habilidade para a função que lhe confere. Isso é fato! Não há como negar! Só gostaria de entender como os administradores públicos, que possuem recursos para investir em mão de obra especializada e eficiente, abrem mão dessa prerrogativa para “empregar” amigos, correligionários e aliados de campanha e ainda assim pregam uma tal eficiência no governo? Na verdade a resposta eu já conheço, mas queria que fosse apenas mais uma das pegadinhas de primeiro de abril.
Nomear cidadãos despreparados para funções públicas simplesmente por obedecer critérios políticos e partidários é o mesmo que admitir que se administra uma máquina pública apenas pensando nos interesses pessoais, fato incontestavelmente inconstitucional e antidemocrático. Que me desculpem os prefeitos que adotam essa prática, mas não há outra palavra para explicar a contratação de profissionais sem a capacitação esperada e exigida pelo mercado para determinadas funções que o desrespeito completo e irrestrito pela população que os elegeram.

Nenhuma empresa contrata um profissional sem a compatível envergadura e habilidade para a função que lhe confere

Um sistema de favor

O que podemos entender hoje, do jeito que está a situação da máquina administrativa, é que mesmo a nossa Constituição tornando obrigatório o ingresso por meio de processo seletivo, o serviço público continua sendo um sistema de favor e tutela no acesso ao emprego público. A mesma contratação de servidores sem concurso público, que historicamente possibilitou a manipulação do eleitorado brasileiro pelos governantes que garantiam no emprego uma maneira eficiente de manter o eleitorado fiel e submisso, continua presente e fortalecida em “compromissos eleitorais obedecidos”.
Não existem novidades! Os contratos temporários de trabalho e a distribuição de cargos comissionados, principalmente na esfera pública municipal, possibilitaram a manutenção do sistema de favor e as relações de clientelismo estão ainda mais fortalecidas, mesmo em plena “democracia”. Para encerrar gostaria de reproduzir uma passagem muito popular na internet e em programas de treinamento, mas que nossa ajuda a compreender melhor essa farra dos cargos que vivemos e o outro lado da questão, que é a falta de um serviço prestado com competência.

Os contratos temporários de trabalho e a distribuição de cargos comissionados, principalmente na esfera pública municipal, possibilitaram a manutenção do sistema de favor

Qual o valor real?

“Um navio carregado de ouro atravessava o oceano pacífico quando o motor subitamente enguiçou. Imediatamente o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo. Ele trabalhou durante uma semana, porém sem resultados. Chamaram então o melhor engenheiro naval do país, que trabalhou por três dias inteiros, sem descanso, mas também nada conseguiu. A empresa proprietária do navio mandou então buscar o maior especialista do mundo naquele tipo de motor. Ele chegou, olhou detidamente a casa das máquinas, escutou o barulho do vapor, apalpou a tubulação e, abrindo a sua valise, retirou um pequeno martelo proferindo uma única martelada em uma válvula vermelha que estava meio solta, guardando em seguida a ferramenta. O homem mandou ligar o motor, que funcionou logo na primeira tentativa. Dias depois chegaram as respectivas contas ao escritório da empresa de navegação. Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou 700 dólares. O engenheiro naval cobrou, por três dias de trabalho, 900 dólares. Já o especialista, por sua vez, cobrou dez mil dólares pelo serviço. Atônito com esta última conta, o diretor financeiro da empresa enviou um telegrama ao especialista, perguntando “Como você chegou a esse valor por cerca de um minuto de trabalho e uma única martelada?” O especialista então enviou os seguintes detalhes do cálculo à empresa: uma martelada: US$1, saber onde bater o martelo: US$ 9.999”.
Senhores, o que vale mesmo não é dar a martelada, mas sim, saber onde bater o martelo! Enquanto o Poder Público não fizer dessa sua conduta administrativa vamos continuar recebendo marteladas nos dedos diariamente. Até a próxima!

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