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“A Igreja está em paz esperando o novo Papa”

Padre Jorge Luiz: ‘Para nós católicos é uma transição tranquila’

– Padre Jorge Luiz, decano de Teresópolis, fala sobre momento de transição da Igreja Católica

 

Em tempos de transição dentro da Igreja Católica, provocados pela renúncia do Papa Bento XVI, Teresópolis também vive ares de mudança. O Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, escolheu o padre Jorge Luiz Pacheco de Medeiros, pároco da Matriz de Santo Antônio, para desempenhar a função de Decano da nossa cidade. O sacerdote também comentou sobre o processo de mudança vivido pela igreja e falou sobre os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude, quando o sucessor de Bento XVI estará no Brasil para o encontro com os jovens de todo o planeta.
Segundo o Padre Jorge, a nova função vai representar muito trabalho. “Todos os cargos na igreja são de serviço, de trabalho, servir a Deus, a Igreja e ao povo. Decano é uma função que coordena as pastorais do nosso Decanato Pio X.

“Todos os cargos na igreja são de serviço, de trabalho, servir a Deus, a Igreja e ao povo”, ensina o novo Decano de Teresópolis

Ligação direta com o bispo

 

Uma ligação direta com o bispo para que o Reino de Deus cresça e o anúncio do Evangelho possa chegar a todas as pessoas”, explica o padre, que também será incumbido de organizar os encontros dentro da cidade, reuniões diocesana, acompanhamento do plano pastoral. “Vou dar seguimento ao trabalho desenvolvido pelo Padre Mário Coutinho (Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Barra). Já estive conversando com ele e tomando bons conselhos. Também do nosso querido Monsenhor Antônio Carlos (Matriz de Santa Teresa), que sempre me aconselhou para o trabalho”, revela.
Segundo o Decano, a igreja vive em paz o momento de mudança no Trono de Pedro. “A igreja está em em paz e na esperança da eleição do novo Papa. O nosso querido Santo Padre Papa Beto XVI, que nos conduziu sempre na verdade e na Justiça, seguindo o que Jesus Cristo nos pede ontem, hoje e sempre. A turbulência, as confusões e dúvidas vem de fora, de quem não conhece bem a doutrina da Igreja, o Catecismo, o Direito Canônico e a própria doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, que até hoje seguimos e aprendemos dentro da sucessão dos apóstolos: ontem Pedro, hoje Bento e amanhã o sucessor que vai conduzir a Igreja”, explica.

“Para nós católicos é uma transição até mais tranqüila do que se o Papa por acaso morresse de repente, pelo seu estado de saúde, e nos deixasse órfãos.”, afirma Padre Jorge Luiz

Transição

Segundo o sacerdote, os católicos estão vivendo bem o momento da transição. “Para nós católicos é uma transição até mais tranqüila do que se o Papa por acaso morresse de repente, pelo seu estado de saúde, e nos deixasse órfãos. Mas ele sabiamente, humildemente, viu que suas condições físicas não permitiam mais que ele conduzisse esse grande rebanho, com perfeição, dando tudo como ele deu até agora. Então viu que existe a necessidade de uma nova pessoa, um novo Papa, com mais vigor físico para fazer as viagens pelo mundo todo”, justifica. O decano lembra de uma entrevista concedida por Bento XVI, antes de ser nomeado Papa, quando falou a um jornalista que o Papa poderia renunciar se houvesse necessidade, baseando-se no Código de Dirieto Canônico e na visão teológica.
De acordo com o Padre Jorge, a Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 22 a 26 de julho no Rio de Janeiro, poderá ser a primeira visita internacional do novo Papa. “Provavelmente teremos a graça de receber a primeira visita fora de Roma, ao exterior, do novo Papa, que virá ao Brasil para nos conduzir pelos caminhos da verdade, da justiça, do amor a Deus e ao próximo”, calcula.
Ao abordar a Jornada Mundial da Juventude, Padre Jorge fala em continuidade. “Estamos trabalhando muito para a Jornada aqui em Teresópolis. Precisamos da ajuda de todos. Vamos acolher três mil peregrinos vindos de todas as partes do Mundo. Vai ser um momento de crescimento espiritual e econômico para a nossa cidade, afinal serão muitos turistas que virão e isso será bom para todos”, finaliza.

 

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Dom Gregório Paixão comenta renúncia do Papa

Dom Gregório Paixão, bispo Diocesano: “É tempo de esperança, vamos nos unir e colocar o coração diante de Deus”

– Bispo da Diocese de Petrópolis pede que fieis orem pelo Papa que saiu e pelo seu sucessor

O Mundo foi surpreendido na manhã desta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, quando o Papa Bento XVI, líder da Igreja Católica, anunciou sua renúncia ao trono de sucessor de Pedro. O Papa alegou a idade avançada para sua decisão, também ligada a problemas de saúde. O anúncio foi feito durante a reunião do Consistório, quando o Papa leu o teor de sua carta de renúncia (em anexo).

A decisão surpreendente foi comentada pelo Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão. O sacerdote é o responsável pela condução do rebanho católico em Petrópolis, Teresópolis, Magé, Guapimirim, Areal, Três Rios e São José do Vale do Rio Preto.

O Papa Bento XVI se despede do Vaticano no dia 28 de fevereiro [Foto: Agência Brasil]

Surpresa

A líder religioso também se disse surpreso com a notícia. “Hoje fomos pegos de surpresa por uma notícia vinda do Vaticano. O Papa Bento XVI por causa de questões ligadas a sua saúde resolveu renunciar ao trono petrino, ou seja, a partir do dia 28 de fevereiro, o caminho vai estar aberto para que um novo Papa seja eleito. Portanto o Papa Bento XVI renunciou a sua função, ao seu ministério. Não renunciou, porém aquilo que o seu coração pedia. Ou seja, humildemente ele disse que rezaria pela igreja, reconhecendo a sua limitação para que um outro irmão possa conduzir a igreja de Jesus Cristo”.

Dom Gregório Paixão ressalta a humildade do Papa Bento XVI

Tempo de esperança

Ainda na declaração, divulgada pela Pastoral da Comunicação da Diocese, o bispo convidou os fiéis a orar pelo Papa Bento e pelo seu substituto. “Eu convido a você a se unir a oração do Papa Bento XVI, que nos dá um exemplo de humildade, de oração, de alguém que movido por sua consciência, depois de um longo passo de meditação e de entrega total a Deus, resolveu renunciar. Vamos nos unir, porque é um tempo de esperança, vamos colocar o nosso coração diante de Deus, pedindo que Ele mande um novo Sumo Pontífice, conforme o seu próprio coração, para o bem de toda a igreja. Nós da Diocese de Petrópolis nos unimos nesse momento, através de um profundo hino de louvor a Deus, pedindo pelo Papa Bento XVI, que renuncia ao seu ministério, ao mesmo tempo, pedindo para aquele que vai ser indicado pelo Senhor para conduzir a igreja de Jesus Cristo. É tempo de esperança, de oração, de nos colocarmos diante do Senhor pedindo por aquele que vai ser enviado também como bom pastor para toda a igreja”, finalizou.

 

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Papa Bento XVI renuncia

O Papa Bento XVI se despede do Vaticano no dia 28 de fevereiro [Foto: Agência Brasil]

O papa Bento XVI anunciou que deixa o pontificado no dia 28 de fevereiro deste ano. A renúncia é a primeira de um papa na era moderna. Em comunicado divulgado  no dia 11 de fevereiro pelo Vaticano, o papa Bento XVI justificou sua decisão alegando idade avançada e disse ter consciência da gravidade de seu ato. O alemão Joseph Ratzinger, 85 anos, assumiu o comando da Igreja Católica em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II. Aos 78 anos, Ratzinger foi um dos cardeais mais idosos a ser eleito papa. Ele assumiu o posto em meio a um dos maiores escândalos enfrentados pela Igreja Católica em décadas – a denúncia de abuso sexual de crianças por clérigos.

Leia, abaixo, a íntegra do discurso em que Bento XVI anuncia, em um encontro com altas autoridades eclesiásticas, que deixa o pontificado:

“Caríssimos irmãos,

Convoquei-vos para este consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os padres cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

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