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Cantor gospel Eli Soares visita Teresópolis

 

O cantor Eli Soares (segundo da direita para a esquerda) visitou o Diário e gravou participação no Espaço Gospel

O cantor Eli Soares (segundo da direita para a esquerda) visitou o Diário e gravou participação no Espaço Gospel

– Artista ascendente do time da gravadora Universal Music se apresentou pela segunda vez na cidade

A música gospel tem crescido muito nos últimos anos, proporcionando grandes celebridades que disputam palmo a palmo espaço na mídia com os artistas chamados “seculares”. E a cada dia surgem jovens talentosos neste meio, como o mineiro Eli Soares que nesta quinta-feira (18), se apresentou na Igreja Batista Monte Hermom, como parte do novo programa da gravadora Universal Music, que visa levar a música evangélica às igrejas do interior do Brasil e foi recebido com muita alegria pelos teresopolitanos, principalmente pelos “irmãzinhos” jovens, justamente pela sua linguagem moderna, o alto astral característicos, junto com a “pegada black” de suas canções. O artista visitou as instalações do Grupo DIÁRIO e conheceu toda equipe, aproveitando para gravar participação no programa Espaço Gospel para o Canal 4, com entrevista e canções em formato acústico na apresentação de Fabiano Werneck.

Vindo de família evangélica, o jovem cantor se mostrou bastante animado e o astral contagiante inundou os estúdios da Diário TV. Com um simpático staff, cantou, brincou e distribuiu sorrisos. Afinal, há exatamente um ano atrás, o músico era apenas um “ilustre desconhecido” e hoje, desfrutando de uma estrutura que só um artista de uma “major” (grande gravadora) possui, demonstra toda a sua alegria, mantendo a humildade. Mineiro de Belo Horizonte, ele se diz apaixonado pelo Rio de Janeiro. “Eu sou suspeito para falar do Estado do Rio de Janeiro e Teresópolis me encanta pelas suas características, principalmente pelo frio, mais gostoso, mas o povo é tudo a mesma coisa. É um povo amável, carinhoso, envolvente…”, sorri o cantor que inclui a cidade na sua história. “Já é a segunda vez que eu me apresento aqui esta cidade já faz parte da minha história porque estou sendo super bem recebido novamente”, completa o cantor que é tido como “prodígio”, já que ministrava o louvor nos cultos da sua igreja aos sete anos de idade.

Como parte da programação da Universal Music de levar a música gospel de qualidade às igrejas do interior, Eli começa este projeto por Teresópolis na Igreja Monte Hermom. “A Universal tem sido uma grande parceira e um grande instrumento na vida de muita gente porque ela tem conseguido unir o dom, o talento, a carreira aos corações, às pessoas e conseguir propagar e amplificar tudo isso que acontece na minha vida e eu sou um exemplo disso. A Universal tem sido uma grande janela pro Brasil e pro mundo  para mostrar esse talento e começar por Teresópolis é muito bom, porque já tomamos um café top… Fui recebido como se estivesse na minha cidade, na minha casa”, afirma o cantor que tem um estilo bastante similar ao do Thalles Roberto e que vê na sua “agitação” um trunfo para conquistar os jovens. “Eu gosto de cantar o que tem dentro de mim e eu sou ‘220’ (volts) e eu até quando dou entrevista eu sinto vontade de andar, correr, me movimentar e cantar e é isso que eu sinto vontade de passar pras pessoas. Toda essa vida que existe dentro de nós. Essa alegria, que não é uma alegria passageira, uma alegria permanente e que vem de Deus e, na verdade, eu só consigo cantar isso… A gente canta o que a gente está cheio  e eu estou cheio dessa alegria de Deus e é isso que eu quero passar para as pessoas o tempo todo. Como é bom. Como é importante viver isso e ter essa alegria dentro da gente”, completa.

 

Chegando a uma gravadora grande

Eli Soares batalhou muito na sua igreja, como todo músico que vem de baixo no mundo gospel, e chega a uma grande gravadora considerando um sonho, mas também uma grande responsabilidade. Todos da sua cidade acreditavam que ele, com o seu talento, iria “acontecer”. Depois de muita batalha, ele chega na Universal. “Esse momento que eu estou vivendo é lindo e muito singular. Na verdade, tudo é muito novo, mas é uma responsabilidade muito grande também fazer parte de uma gravadora tão grande como é a Universal e de carregar a música cristã também. Carregar a mensagem cristã através das canções. Na verdade eu vejo mais como responsabilidade mesmo e me sinto muito honrado mesmo de estar vivendo isso tudo, de alcançar tanta gente com uma palavra positiva, uma palavra de Deus para as pessoas e acho que isso  é o nosso maior foco. Este momento é maravilhoso e todos os dias eu agradeço a Deus por estar tocando muito, ralando muito e tudo isso é fruto de muito trabalho e de uma semente que a gente vem plantando ao longo da vida”, completa o cantor que convida a todos a curtirem a sua página no Facebook: www.facebook.com/elisoarsbh; Segui-lo no Twitter: @EliSoaresBH e no Instagram: @EliSoaresBH, além de inscrever-se no seu canal  do YouTube: www.youtube.com/Elisoul1

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Dia da Voz é comemorado no mundo inteiro no dia 16 de abril

“É importante termos um dia para pensarmos sobre esta função tão importante que Deus nos deu, de comunicação”, diz a fonoaudióloga Thaís Braga

“É importante termos um dia para pensarmos sobre esta função tão importante que Deus nos deu, de comunicação”, diz a fonoaudióloga Thaís Braga

– Data serve para se lembrar dos cuidados que devemos ter com a forma mais importante da comunicação

 

No dia 16 de Abril é comemorado o dia Mundial da Voz. A data é unanimemente reconhecida pelos profissionais e é consenso de que a população em geral está muito mais alerta às alterações da voz, e que tem permitido o diagnóstico precoce de novas doenças e o objetivo é mesmo de dar visibilidade à voz. Ela, que é a principal ferramenta da comunicação,  muitas vezes, é maltratada e – quando usada incorretamente – maltrata os nossos ouvidos, sendo que muita gente vive da sua voz. Desde os óbvios comunicadores do rádio, apresentadores e repórteres da televisão ou mesmo os locutores do comércio, aeroporto, até os professores, advogados, políticos, entre muitos outros que se servem da voz diariamente como o seu equipamento principal e em um dia como hoje, muitos alertas surgem, como forma das pessoas terem conscientização para cuidar bem da voz, com dicas e exames, além da procura saudável de profissionais como os fonoaudiólogos e os diversos cursos que ajudam o profissional tirar o melhor da sua voz.

A fonoaudióloga atende a diversas idades e a profissionais que vivem de suas vozes

A fonoaudióloga atende a diversas idades e a profissionais que vivem de suas vozes

O Dia Mundial da Voz é mais uma data comemorativa como tantas outras, mas ela vem para chamar a atenção para a prevenção, enquanto hoje se multiplicam as agressões que podem comprometer a voz. “É importante termos um dia para pensarmos sobre esta função tão importante que Deus nos deu, de comunicação”, explica a fonoaudióloga Thaís Braga, especialista na função e que atende a diversos profissionais que se utilizam da voz. “É como o jogador de futebol que tem que cuidar da sua saúde muscular. Nós que trabalhamos com a voz temos que ter o mesmo cuidado para que nós tenhamos sempre a capacidade de nos comunicarmos com efetividade e possamos transmitir os nossos recados da maneira mais adequada possível”, afirma a profissional.

 

O cantor Maurício Gielman é o representante de Teresópolis no The Voice On Line. “A voz é a minha vida!”

O cantor Maurício Gielman é o representante de Teresópolis no The Voice On Line. “A voz é a minha vida!”

Quanto às dicas para aqueles que querem passar a viver deste instrumento, a fonoaudióloga afirma que são muito simples. “As pessoas que se interessarem em usar a voz de maneira profissional, primeiro elas tem que conhecer como é o funcionamento da sua voz, para que ela possa saber quais são as suas limitações, as suas capacidades e, por isso a pessoa que queira começar a cantar, por exemplo, o ideal é procurar uma aula de canto e – principalmente – não extrapolar a sua voz, evitar gritar, enfim, ter carinho com ela e obviamente procurar um fonoaudiólogo para que desempenhe as suas funções, aprender a respiração, enfim, saber se ela está preparada para exercer esta função”, ensina Thaís, que recomenda aos locutores, políticos, advogados, que busquem na fonoaudiologia uma forma mais eficaz de comunicação. Thaís Braga atende na Av. Lucio Meira, 260/303.

O cantor e o seu instrumento

Em uma banda, o único músico que não carrega um instrumento palpável é o cantor. O seu instrumento, na verdade é a voz. Maurício Gielman é um cantor de Teresópolis que já passou por bandas que deixaram muita saudade como a Cálice e hoje integra a Sabbotage e ainda tem uma bela carreira solo. Ele foi convidado para integrar o The Voice On Line, uma espécie de The Voice que acontece na internet e que poderá ser classificatória para o programa da TV que leva o mesmo nome. Tudo a ver com Maurício, que é “todo voz”: “Pra mim o Dia da Voz é pra mim porque ela é tudo na minha vida. Eu dependo única e exclusivamente da minha voz. Ela é o meu emprego… Portanto eu tenho muito carinho com ela”, afirma a fera que tem também o seu jeito de cuidar da voz para ela não falhar na hora H. “Boa alimentação, boas noites de sono e – principalmente – cantar as músicas dentro do tom”, afirma a fera que está concorrendo no The Voice On Line. “O The Voice foi uma surpresa porque foi um post de um amigo na minha página que me filmou cantando e um diretor do The Voice viu e me convidou para concorrer na versão on line e estamos na batalha lá. Vamos ver no que vai dar, né?”, completa com humildade o cantor que já fez a trilha sonora de muitos namoros e muito teresopolitano dançar nas noites da cidade. Que o Dia Mundial da Voz sirva para as pessoas se conscientizarem de cuidar da sua ferramenta número 1 da comunicação.

 

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Sesc Teresópolis recebe o show de Arthur de Paula

Arthur de Paula se apresenta no próximo dia 21 com o show “Voz, Violão e Novas Canções”, no Sesc Café

– Cantor teresopolitano faz apresentação na cidade após shows na França e Argentina

Apesar da pouca idade, o cantor e compositor Arthur de Paula, mostra em seu trabalho toda a tenacidade e criatividade que é pertinente aos jovens. O músico, que iniciou sua carreira aos nove anos, já tem um currículo de dar inveja aos veteranos, e após uma temporada de shows no exterior, o filho de Teresópolis, volta ao berço para apresentar o espetáculo “Voz, Violão e Novas Canções” no Sesc Café Teresópolis neste sábado. As canções autorais tem mistura de gênero e grande “pegada” de MPB, um boa pedida para o fim de semana na serra.

Em uma conversa descontraída com a equipe de O DIÁRIO Arthur falou um pouco sobre suas influências consistentes, por traz do jeito de menino. “Comecei aos 10 anos, aprendendo a tocar com meus irmãos, especialmente com o mais velho, que me ensinou a tocar violão. Tive professores, mas sempre fui apaixonado por música, porque minha mãe já ouvia música o tempo todo, tinha uma caixa de som em cada cômodo da casa. E isso me despertou muito interesse, comecei tocando violão, guitarra e já nos primeiros acordes que aprendi já comecei a compor. lembro que minha primeira música tinha dois acordes, mas eu já tinha esse interesse em composição”, explica.

 

Carreira solo

Com pouco mais de dez anos de carreira, Arthur já mostra experiência, especialmente no que diz respeito às apresentações e às parcerias: “Cantei no Coro da Casa de Portugal, que foi muito interessante porque eu era o mais novo de todos, depois toquei com o Gen Lumen, uma banda que fez bastante shows em São Paulo e Região dos Lagos, e já morando no Rio, comecei a trabalhar com um grupo chamado ‘Dá no Coro’, que foi um grupo super importante para mim, fiquei com eles por dois anos em locais como o CCBB, Carlos Gomes, tive a oportunidade de ir para a Argentina, onde participamos de alguns festivais, fomos para a Patagônia e ano passado estivemos na França, Normandia e fizemos uma turnê por lá também. Foi um sucesso e isso foi muito bacana. Esse ano estou me dedicando mais a minha carreira solo, estou com algumas composições mais consolidadas e umas outras parcerias”. Ao longo de 2011 e 2012 o grupo vocal “DÁ NO CORO”, dirigido pelo maestro Sérgio Sansão fez várias apresentações no Rio de Janeiro. Entre outros espaços, Teatro João Caetano, Centro Cultural da Justiça Federal, Escola SESC Rio, Sala Baden Powell, Jardins do Éden, Rede Zona Sul, Parque das Ruínas, Centro de Referência da Música Carioca Artur da Távola, e outros. Durante a permanência no grupo, gravou o CD “Vozes do Brasil” e diversos clipes. A música “Linha de Passe”, composta por João Bosco e Aldir Blanc.
Depois de diversas apresentações em grupo, Arthur agora se dedica à sua carreira solo, e apresenta neste final de semana no Sesc Café o “Projeto Voz, Violão e Novas Canções”. “São todas composições minhas, feitas a partir de três parcerias, com Luis Carlos Sá, da dupla Sá Rodrix & Guarabira; com o Márcio Borges, que é parceiro do Lô Borges e do Milton Nascimento e de tantos outros; além do Murilo Antunes que fez muita coisa com o Flávio Venturini. É um show de voz e violão, minhas músicas”, conta.
O trabalho de Arthur possui grande diversidade de estilos, o que talvez explica a facilidade de identificação do público com as canções, mas sempre com uma “quedinha” para o lado da MPB: “Tenho muita coisa na minha bagagem, porque sempre gostei de ouvir todo tipo de música, reggae, blues… mas o mais forte das minhas composições é a MPB, essa mistura de Novos Bahianos, Gilberto Gil, Lô Borges, o pessoal do Clube da Esquina… Coloquei tudo isso no liquidificador e acabou saindo a minha música”.
O jovem músico e compositor convida a todos os teresopolitanos para conferirem a apresentação. “Para mim é um prazer tocar no Sesc de Teresópolis, porque eu nasci aqui e assisti muitos shows bons aqui, e convido a todos a participarem no dia 21 de setembro às 21h”.

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Morre o cantor e compositor de blues Ricardo Werther

Ricardo Werther é considerado o melhor vocalista de blues do Brasil

– Teresopolitano de coração, melhor cantor de blues do Brasil lutava há dois anos contra o câncer

 

O cantor e compositor Ricardo Werther faleceu na noite desta segunda-feira (18), em decorrência de um câncer, em uma luta que vinha travando durante dois anos, junto com a sua família em idas e vindas do hospital e campanhas que envolviam todo o meio musical do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de uma comunidade na rede social Facebook, onde os fãs, amigos e familiares puderam ajudar de alguma forma, inclusive com orações em um conjunto de forças e energias em favor daquele que era considerado por crítica, público e até pelos colegas de palco como o melhor cantor de blues do Brasil. Teresopolitano de coração, Ricardo se foi novo, aos 48 anos e deixa a esposa Renata Faria e duas filhas, além de uma grande quantidade de fãs por todo o Brasil e o respeito de seu meio até fora do país.

Suas performances ao vivo chamavam a atenção pela energia no palco

Tristeza para o Brasil

Ricardo Werther começou na música muito novo e nos deixou ainda muito novo. Aos quarenta e oito anos, logo depois de lançar “The turning point”, que em 2010, estabeleceu um novo ponto de vista do blues, rock, funk no Brasil. Nos sites especializados, as notas e criticas eram todas “exclamadas”: “Ricardo Werther está no topo. O melhor entre os melhores!” , exclamava André Cristóvão, considerado o melhor guitarrista de blues vivo do país. E não é para menos. O músico e amigo Cristiano Perdigão deu a noção da perda de Ricardo. “É uma tristeza para o Brasil, para os músicos brasileiros. Um talento incrível e um profissional exemplar e essa doença, infelizmente, pegou o cara numa hora incerta e ele foi um guerreiro, porque pode lutar até agora e se sustentar, mesmo com todas as dificuldades que a doença impõe”. Cristiano ainda falou do legado que o músico deixa para todos. “O que ele deixa é uma música de muita qualidade, um exemplo de empenho, profissionalismo e de pai de família… Fica a homenagem ao grande Ricardo Werther, com a certeza de que o blues ficou mais blues”, completa o guitarrista e empresário.

Seu álbum “The turning point” é um marco do estilo no país

Festivais em benefício do seu tratamento

Sendo um homem “multimídia” e absolutamente carismático, Ricardo “moveu montanhas”. No Rio de Janeiro e em São Paulo, os músicos de blues estabeleceram a “Werther Week”, ou a Semana Werther, onde músicos de renome como Blues Etílicos, Gaspa (Ira!), entre outros se revezavam em palcos com shows beneficentes para o tratamento do “guerreiro”. Nas redes sociais, sobretudo no Facebook, a movimentação em prol do cantor era imensa, sendo criada inclusive uma comunidade. Um de seus amigos que participaram desta movimentação, Leonardo Rodrigues, o Léo Coalhada, músico e empresário estava triste com a perda do amigo. “É a perda de um amigo, de um músico, teresopolitano de coração. Sei que não serve de consolo, mas descansou, porque estava travando uma luta muito grande contra essa doença há um bom tempo, mas a gente tem que lembrar das coisas boas. Tem que lembrar do legado dele de musicalidade, cultura.”, afirma o empresário que lembra com carinho da participação de Ricardo no Chef em Casa, programa que apresenta na Diário TV. “Nós pudemos rir, cozinhar, conversar sobre a cultura culinária, musical, tudo que ele sempre carregava consigo com muito brilho”, comenta Coalhada, para depois completar. “Hoje o céu está em festa. Hoje o céu tem blues. Fica ruim pra gente que fica sem o amigo, mas nós sabemos que ele está ‘passando o som’ para um grande espetáculo lá em cima que, um dia, vamos participar juntos”, completa emocionado Léo Coalhada, já saudoso do músico e amigo.

O amigo empresário e músico Léo Coalhada: “Ele está passando o som no céu para, um dia no futuro, nos encontrarmos em um grande espetáculo”

No Facebook

Depois de duas cirurgias complicadas em 2011, com retirada de tumor, e outra internação em 2012, em que ficou um mês no hospital, Ricardo voltou a ser internado de urgência no dia 18 de março. Nos últimos meses seu organismo debilitado não absorvia os nutrientes das refeições e seu estado se agravou. No Facebook, centenas de mensagens procuraram lhe incutir força e coragem nos últimos meses. Há dias seu irmão Beto Werther postou uma mensagem de que o fim estava próximo. O velório aconteceu às 10h no Cemitério Carlinda Berlim, o Caingá, e o enterro foi às 15h. É a segunda baixa significativa do rock brasileiro em alguns meses, depois do falecimento de Celso Blues Boy, que também morava em Teresópolis e se foi em agosto do ano passado.

Com fãs por todo o Brasil e até no exterior, Ricardo vai deixar saudade

Um guerreiro de currículo

Ricardo começou o seu convívio com a música acompanhando as avós violinistas e violoncelistas em saraus e igrejas, travando assim um primeiro contato com a música clássica. Com o passar dos anos, descobriu o jazz através de seu pai, Mario Werther – conhecido musicólogo e divulgador desse estilo musical através de programas de rádio e eventos no país nos anos 50 e 60 – onde aprendeu a admirar a musicalidade de mestres como Miles, Coltrane, Monk, Mingus, Gillespie e vocalistas como Jimmy Rushing, Joe Williams, Mel Tormè e Jimmy Witherspoon.
A convivência com diversos músicos no fim dos anos 80, fez com que Werther despertasse o interesse no blues elétrico de Chicago e o blues/rock dos anos 60 e 70, formando em 1992, a banda Big Allanbik. Com ela, gravou quatro discos e alcançou o reconhecimento nacional e internacional, integrando a primeira turnê de uma banda de blues brasileira nos EUA. Lá, se apresentou em casas de renome como o Blue Note em Nova York, o Buddy Guy’s Legends em Chicago e o Tobacco Road em Miami, juntamente com músicos do quilate de Duke Robillard e Lonnie Brooks.
Pelo Brasil, Ricardo se apresentou em casas de shows como o Metropolitan no Rio e Palace em São Paulo, além dos mais importantes festivais com artistas consagrados mundialmente, como B.B. King, Steve Winwood, Robert Cray e Eric Burdon. Juntamente com Johnny Rivers, cantou para um público de aproximadamente 70.000 pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Por tudo isso, Ricardo Werther é considerado pelo público e crítica como um dos mais importantes vocalistas deste país.

 

 

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