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Artigo de Anderson Duarte

Nesta época vemos crescer certa tendência de se estabelecer globalmente um chamado: “consumo consciente”

O que eu faço com a informação que estou consumindo diariamente?

Numa época em que se discute muito a relação do homem com o consumo, vemos crescer certa tendência de se estabelecer globalmente um chamado: “consumo consciente”. Nessa premissa, a sustentabilidade aparece como uma espécie de norteadora das ações. Mas até mesmo o consumo vem adquirindo dimensões inesperadas nesta “modernidade indefinida” em que vivemos, isto porque o seu objeto de consumo não mais se restringe a objetos ou bens, mas extrapolou para o universo simbólico. Como? Simples, hoje, o produto mais negociado do planeta, por exemplo, se chama “informação”.

Uma boa dica é saber a procedência e a credibilidade da fonte desta informação por nós consumida.

Forma sustentável

Sendo assim questionemos: como saber se estamos consumindo conscientemente, ou de forma sustentável, quando o assunto é a informação? Quem garante um ‘produto’ de qualidade nos conteúdos informacionais a nós ofertados? Como vamos garantir a procedência daquilo que tomamos como informação diariamente?
Bom, em primeiro lugar é preciso dizer que, a exemplo do que vemos em manuais do consumidor, em códigos de defesa, e até mesmo na Legislação específica da área, a principal dica é saber a procedência e a credibilidade da fonte desta informação por nós consumida. Normas de vigilância sanitária garantem mercadorias sadias e dentro das regras estabelecidas pela saúde pública e leis de mercado nos permitem uma proporcionalidade de parâmetros de consumo, mas no que tange à informação, um elemento tem sido primordial para garantir ao consumidor o melhor serviço: o Jornalista.


A atividade profissional do jornalista produz interpretação da realidade, indução de intenções, vontades, comportamentos e valores

Bem precioso

Profissionais do mundo inteiro trabalham para levar à sociedade este bem precioso e valorizado chamado informação. Nesta tarefa, a atividade profissional do jornalista produz interpretação da realidade, indução de intenções, vontades, comportamentos e valores. Em cada sociedade, os jornalistas ajudam a produzir cultura, a constituir ou a desconstituir movimentos coletivos, a legitimar ou questionar as relações de poder estabelecidas. São, portanto, profissionais que cumprem uma relevante função social.
Não custa frisar que não há democracia sem liberdade de imprensa e não há liberdade de imprensa sem os jornalistas. Fiz questão de frisar este papel prioritário do jornalista na garantia de uma informação de qualidade para os consumidores mundiais, pois a profissão tem sido nos últimos anos, a mais atacada no Brasil e em muitos outros países de mundo.
Por aqui, por exemplo, a regulamentação da profissão, uma conquista de quase 70 anos, foi arbitrariamente derrubada por uma decisão da Justiça que elimina a exigência da formação de nível superior para o exercício do jornalismo. Mesmo com as tentativas de parlamentares de corrigirem essa discrepância e violência contra uma atividade profissional, o país segue sem uma Lei de Imprensa e sem a garantia legal de um profissional a altura da atividade.
Mas, ao contrário do que esperavam os grandes conglomerados midiáticos mundiais e julgava o “infeliz” ministro Gilmar Mendes, que nos comparou aos padeiros, longe de depreciar os nobres produtores de pão, as empresas mais compromissadas com a qualidade do material produzido permaneceram utilizando o critério como escolha de seus integrantes.

“A informação é tudo aquilo que reduz a incerteza”, Claude Shanon

Compromisso com o profissionalismo

Cito o Grupo Diário como um exemplo deste compromisso com o profissionalismo. Todos os repórteres que hoje compõem nossa redação já passaram ou estão nas cadeiras de uma universidade. Senso crítico, responsabilidade, ética e capacidade técnica não se encontram em livros de receitas culinárias, ao contrário do que imagina o nobre ministro, que por certo não se apropriou bem do direito de ser bem informado. Uma pequena pesquisa nas disciplinas trabalhadas na cadeira da Comunicação Social mostraria ao magistrado que o profissional formado na área é diferenciado e multidisciplinar.
Mas esta é uma questão a ser superada, afinal, tenho fé que nossos parlamentares vão reverter essa anomalia produzida por uma mescla de interesses e soberbas de nosso Judiciário. Voltando a questão da informação, gostaria de deixar uma contribuição muito importante do teórico Claude Shanon, que é autor do livro: “A teoria matemática da comunicação”. Shanon, que constantemente assusta os estudantes de comunicação social do mundo, historicamente alérgicos as questões matemáticas, produziu uma definição de informação bastante interessante que nos mostra a sua importância: “A informação é tudo aquilo que reduz a incerteza”. Portanto senhores, não custa nada repetir nossa dica para garantir que a sua fonte de informação seja fidedigna: saiba quem te oferta tais informações. Até a próxima.

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