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Iniciado estudo para nova destinação do lixo

Gases: outro produto gerado pelo aterro continuará sendo tratado pelo município

Gases: outro produto gerado pelo aterro continuará sendo tratado pelo município

– Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos deve ficar pronto em 10 meses

Apresentado em reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) esta semana o cronograma de trabalho e metodologia de elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Teresópolis. A empresa selecionada através de licitação para desenvolver o documento terá um prazo de 10 meses, a partir deste mês, para entregar o projeto, que será custeado com recursos da Agevap (Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul). Tal estudo tem como objetivo apontar, entre outras, soluções para um grave problema no município: o fim do aterro sanitário do Fischer, que só tem mais oito meses de utilização.

“Esta reunião do Comdema é o marco do início do trabalho de confecção do plano, que não trata apenas do lixo urbano, mas também dos resíduos hospitalares, da construção civil e da poda de árvores. A forma de destinação e a localização das centrais coletoras também serão enumeradas”, destacou secretário de Meio Ambiente e presidente do Comdema, André de Mello.

Últimas células de trabalho do aterro já estão bem altas, próximo ao fundo do terreno

Últimas células de trabalho do aterro já estão bem altas, próximo ao fundo do terreno

Uma equipe técnica da Prefeitura, formada por diversas secretarias, irá acompanhar todo o processo. “Esse trabalho vai complementar o plano de saneamento de Teresópolis, que engloba drenagem urbana e tratamento de água e de esgoto. Já estamos providenciando as documentações necessárias para auxiliar nesse diagnóstico, como os levantamentos sobre a coleta seletiva e o aterro sanitário do município”, pontuou o subsecretário de Meio Ambiente e coordenador da equipe técnica da PMT, Leandro Coutinho.

O cronograma de produção do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos engloba três etapas: diagnóstico, prognóstico e institucionalização, com realização de duas oficinas e de uma audiência pública para que a população possa opinar sobre o assunto. “Já tivemos reuniões com a Secretaria de Meio Ambiente, nas quais solicitamos dados importantes para a produção do diagnóstico. Teremos ainda encontros com técnicos que trabalham na gestão dos resíduos sólidos e também com representantes da sociedade civil”, ressaltou o engenheiro sanitarista e ambiental da empresa Alto Uruguai, Robson Resende, pontuando a importância da participação popular na elaboração do projeto.

O engenheiro explicou que, em seguida, será montado o prognóstico do documento, no qual são elencados os programas, projetos e ações a serem implementados para que sejam atingidos os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como as metas para o segmento para os próximos 20 anos. Finalizada esta etapa, é iniciada institucionalização do plano, na qual o texto é aprovado pelos grupos de trabalho e encaminhado para votação e aprovação na Câmara Municipal de Vereadores.

 

O atual sistema de compactação de lixo deve deixar ser aplicado a partir do próximo ano

O atual sistema de compactação de lixo deve deixar ser aplicado a partir do próximo ano

Após a morte do lixão, o fim do aterro

Desde sua implantação em 2008, quando substituiu um horrendo e perigoso lixão, o aterro sanitário do Fischer tinha seu tempo de utilização contado. E se a previsão de vida útil não era das mais longas, catástrofes climáticas registradas nos anos posteriores à criação do local de depósito de resíduos diminuíram ainda mais esse tempo, devido ao aumento considerável de detritos produzidos com destruição de imóveis, bens públicos e objetos pessoais de famílias de várias localidades. Estudos realizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e apresentados ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) apontam que o espaço público deverá ter, obrigatoriamente, suas atividades encerradas em cerca de oito meses. Por isso, a importância do estudo para dar destinação correta às cerca de 140 toneladas de lixo que diariamente e atualmente são despejadas na área de 115 mil metros quadrados, localizada no quilômetro 75 da Estrada Rio-Bahia.

Após o reduzido prazo o município ainda precisará manter uma equipe trabalhando no Fischer, fazendo o tratamento do chorume e gases liberados pela decomposição do lixo, a chamada remediação. Em 2009, administração anterior da Secretaria Municipal de Meio Ambiente falava na busca de outra área para a criação de um novo depósito. Porém, não se trata de uma missão tão fácil: além de grande, o espaço deve ser afastado da zona urbana, próximo a uma grande rodovia, longe de nascentes, entre outras exigências. Além disso, alguns procedimentos são necessários para a instalação de um empreendimento desse tipo, como por exemplo, a impermeabilização da fundação, material para cobertura dos detritos, tratamento do lixiviado (material que, falando a grosso modo, escorre para o solo), a drenagem das águas pluviais, a drenagem e tratamento dos gases, o fechamento da área e a instalação de um sistema de pesagem e controle da entrada de veículos, função importante para se saber a quantidade e tipos de resíduos depositados.

A solução mais viável encontrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi adotar outro sistema de destinação final dos resíduos sólidos, a criação de uma usina terceirizada que trataria o lixo orgânico e destinaria o que pode ser reciclado para a cooperativa de catadores do município. “Uma usina vai tratar todo o material, vai reciclar o resíduo e esse rejeito será envelopado para uma compostagem anaeróbica, podendo assim ser reaproveitado na agricultura, por exemplo”, informou o Secretário.

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Terceirizados também protestam e fecham entrada do aterro sanitário

Sem poder entrar no aterro para o descarte, empresas que prestam serviço de remoção de entulho deixaram as caçambas em terrenos localizados nas proximidades do Fischer

Sem poder entrar no aterro para o descarte, empresas que prestam serviço de remoção de entulho deixaram as caçambas em terrenos localizados nas proximidades do Fischer

– Sem receber os salários de maio, trabalhadores cruzaram os braços nesta segunda-feira

A crise financeira provocada pela ingestão do Poder Público segue sua trajetória de estragos e destruição. Além da instabilidade que abala a confiança dos servidores da Prefeitura, trabalhadores terceirizados também começam a ser atingidos pela falta de dinheiro nos cofres da Prefeitura. Na manhã desta segunda-feira, 15, operários empenhados no Aterro Sanitário do Fischer, resolveram paralisar as atividades por conta do atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de maio. O protesto provocou o fechamento do acesso ao aterro. Com isso, nas primeiras horas da manhã, formou-se uma enorme fila de caminhões às margens da BR-116. Empresas que prestam serviços de retirada de entulho com caçambas tiveram de abandonar os mobiliários às margens da Rodovia até que a crise fosse resolvida.

Depois de um longo período de negociações os trabalhadores liberaram a entrada dos caminhões para o descarte de entulho no Aterro do Fischer

Depois de um longo período de negociações os trabalhadores liberaram a entrada dos caminhões para o descarte de entulho no Aterro do Fischer

A falta de pagamento revoltou os 19 funcionários contratados pela empresa Mendes e Montorsi, que é a gestora do Aterro. O grupo de operários, até a manhã de ontem, ainda não tinha recebidos os salários referentes ao mês de maio. Revoltados e sem conseguir um posicionamento da empresa sobre seus salários, resolveram cruzar os braços. Eles mantiveram o portão de acesso ao Aterro Municipal, no bairro do Fischer, fechado e posicionaram bancos para que o portão não fosse aberto. Como esse é o único local para descarte autorizado de entulho de obra e de jardim, uma fila de caminhões basculantes e de transporte de caçambas formou-se ao largo da Rodovia. Dois secretários municipais foram chamados para resolver a crise: André de Mello, da pasta de Meio Ambiente; e Marco Da Luz, da Secretaria de Segurança. Após as negociações, os empregados resolveram abrir os portões e permitir a entrada dos veículos de transporte.

Solução provisória: Várias caçambas foram deixadas nas margens da BR-116 pelas empresas que fazem retirada de entulho

Solução provisória: Várias caçambas foram deixadas nas margens da BR-116 pelas empresas que fazem retirada de entulho

Negociação com trabalhadores

O secretário De Melo reconheceu a falta de pagamento e deu detalhes da negociação com os trabalhadores. “A empresa que faz a gestão do aterro, contratada pela Prefeitura, não pagou os funcionários, que esperavam receber até a sexta-feira passada (12). Hoje eles paralisaram o acesso ao aterro. Levamos os representantes até a Secretaria de Fazenda, onde aconteceu a negociação e ficou acertado que o pagamento será feito em uma hora e a atividade vai continuar normalmente”.

Algumas empresas que prestam o serviço de remoção de entulhos através de caçambas encontraram uma solução paliativa. Os mobiliários foram deixados em terrenos vazios nas proximidades do Aterro até que a entrada fosse liberada para a devida destinação do entulho. De Mello garantiu que foi uma medida provisória. “Foi uma situação provisória, eles precisam continuar trabalhando e deixaram as caçambas e vão voltar depois para recolher e fazer o descarte aqui no aterro”, garante.

Os funcionários denunciam que teriam sido coagidos mediante ameaças para reabrir o portão. Porém, nenhum deles quis gravar entrevista para confirmar o problema. Dois representantes foram levados até a Prefeitura para conversar com o secretário de Fazenda, Geraldo Carvalho, sobre a situação. Eles saíram do gabinete do gestor com a promessa de que a Prefeitura pagaria o que deve à empresa gestora e que isso possibilitaria o devido pagamento. Apesar de liberar o acesso ao Aterro, eles permaneceram de braços cruzados até que a crise fosse resolvida.

 

 

 

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Aterro sanitário só tem três anos de vida útil

Vista de cima, a área de 115 mil metros quadrados. Aterro recebe lixo de Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto, Carmo e Sumidouro

– Depósito de entulhos da Tragédia diminuiu tempo de utilização do antigo lixão em nove anos

 

O número de habitantes é cada vez maior: Já são quase 170 mil, segundo dados do IBGE, mas Teresópolis não foi preparada para esse aumento populacional. E o crescimento desordenado do município vem gerando problemas no trânsito, pois faltam vagas para estacionamento e trafegar em alguns horários nas ruas centrais requer muita paciência, nos cemitérios, visto que os campos-santos não têm mais sepulturas disponíveis, os bairros cresceram verticalmente e até a destinação final do que não tem mais utilidade está comprometida. Localizado no quilômetro 75 da Estrada Rio-Bahia, no Fischer, o aterro sanitário tem apenas pouco mais de três anos de vida útil. Diariamente, o local recebe cerca de três toneladas de lixo e, até a semana passada, 10 toneladas de entulhos no mesmo período. Porém, devido o grande aumento do número de detritos em pouco tempo, o despejo de restos de material de construção foi vetado até a conclusão do estudo do de estabilidade do solo.

Parte dos entulhos será reaproveitada pela prefeitura para calçamento de vias no interior

Depósito de entulhos

Quando o aterro foi inaugurado, em 2008, a previsão era que seu tempo de vida útil fosse de 12 anos. Porém, estudos topográficos recentes mostram a drástica redução dos anos que a área poderá ser utilizada. O principal agravante para a situação foi o depósito dos entulhos a partir da Tragédia de 2011, material em grande quantidade, como restos de casas e estabelecimentos comerciais, o que acontecia recentemente. “Devido a estabilidade do terreno, da suspeita de não estar estável, começou a ser feita uma avaliação técnica que vai ter a duração de um mês. Então precisamos desse laudo, precisamos concluir o estudo para liberar o depósito novamente. Mas faremos de maneira diferente. Vamos liberar desde que o resíduo de obra esteja limpo, sem latas de tinta e canos de pvc, por exemplo, para que esse material possa ser reaproveitado pelas secretarias de Obras e Agricultura no calçamento de ruas no Segundo e Terceiro Distritos”, explica o Subsecretário de Meio Ambiente, Tenente Coronel André de Mello.
Até que o laudo seja liberado, e sendo descartada a possibilidade de desabamento, os entulhos estão sendo depositados em um terreno na localidade de Canoas, no Terceiro Distrito. “Até a gente acertar essa solução de conseguir um lugar para o entulho ser reaproveitado e fechar a parceria com as secretarias, estamos liberando o bota-fora de Canoas, um terreno autorizado por nós já há algum tempo, com a devida licença ambiental”, lembra De Mello, que procura outros terrenos para criar novos aterros para o município. “É difícil, pois não pode ter rios próximos, não pode ter nascentes próximas, tem que ser próximo de uma rodovia. Então é difícil achar um local em Teresópoli um lugar grande, um para o aterro de inerte, para os entulhos, e um outro para o aterro sanitário, já que a vida útil do Fischer está acabando e vamos passar isso para o consórcio que vai assumir toda essa responsabilidade”, completa.

“É difícil encontrar outro local para criar aterros. É preciso ser longe de rio e nascente e perto de uma rodovia”, lembra De Mello

Renda revertida

Outra solução para diminuir a quantidade de detritos no atual aterro é ampliar o serviço de coleta seletiva. Hoje, a cooperativa de catadores trabalha em um galpão na Rua Darcy Menezes de Aragão e possui três caminhões e 10 associados, pessoas que fazem parte de programa da Secretaria de Desenvolvimento Social. Toda a renda é revertida para essas pessoas. Os caminhões de coleta seletiva passam nos seguintes bairros: Segunda-feira – Tijuca, Parque São Luiz, Bom Retiro e Cascata dos Amores; Terça – Alto, Fátima, Araras, Ingá, Comary e Beira-Linha; Quarta – Granja Guarani, Agriões e Fazendinha; Quinta – Panorama, Centro (Feliciano Sodré) e Jardim Europa; Sexta – Meudon, Jardim Meudon, Quinta da Barra, Barra e Golfe. Sábado – Ecopontos e grandes geradores. Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas no 2742-7763.


Travessia Petrópolis x Teresópolis, considerada a mais bonita do Brasil, está no percurso

A diferença para o antigo lixão

Até meados de 2008, quem passava pelas proximidades do quilômetro 75 da Estrada Rio-Bahia tinha que fechar os vidros do carro por causa do cheiro insuportável de podre que vinha do lixão do Fischer. Hoje, mesmo bem próximo a área onde é depositado tudo que é descartado pelos teresopolitanos, o “aroma” não é dos piores. Isso porque a área foi transformada no Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos do Município, com o tratamento do lixo sendo feito de uma maneira completamente diferente de como foi praticado na cidade até então. Depois de separado, o material é enterrado e compactado e não fica a céu aberto sendo revirado e transformado em uma “montanha de restos”. Além disso, o chorume, o líquido que escorre do lixo, inclusive de material em decomposição, é tratado antes de ser jogado em um córrego vizinho ao local. Outra mudança radical foi o remanejamento dos catadores de lixo. Eles formaram uma associação e foram empregados no sistema de coleta seletiva.
Instalado numa área de 115 mil metros quadrados, o primeiro aterro sanitário consorciado do Estado do Rio de Janeiro tem capacidade para absorver, além dos detritos de Teresópolis, o lixo de São José do Vale do Rio Preto, Carmo e Sumidouro. A proposta do aterro consorciado é do Governo do Estado, dentro do Pacto pelo Saneamento, criado para erradicar os lixões no Rio de Janeiro e levar coleta e tratamento de esgotos a 80% da população num prazo de dez anos.
Seguindo o Programa Estadual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, a Secretaria Estadual do Ambiente investiu cerca de R$ 5 milhões na construção do empreendimento, utilizando recursos do FECAM – Fundo Estadual de Conservação Ambiental. O aterro sanitário está todo impermeabilizado, para evitar a contaminação do subsolo, e o lixo é coberto assim que chega. Um dos maiores causadores do efeito estufa, o gás metano produzido pelos detritos é canalizado e queimado.

Contra desabamentos

No lugar das montanhas de lixo de antes, campos gramados nos setores que, pelo menos por enquanto, não serão mais utilizados. Além disso, foram construídos taludes, cortes no terreno, com inclinação para que não aconteçam desabamentos. O aterro também conta com estação de tratamento de chorume, o líquido que escorre do lixo, grande parte devido a decomposição do material orgânico. Com a diminuição do lixo a céu aberto, o número de urubus que se alimentam das sobras é menor a cada dia, pois há muito pouco para ser “disputado” por eles.

 

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No bairro de Fátima, lixo vai parar dentro do rio

Ao lado das réguas que servem para medir o nível do rio há muito lixo

– O DIÁRIO registra mais uma via pública onde falta de educação e fiscalização geram montanha de problemas

 

Teresópolis, cidade privilegiada pela natureza. Cercada por três unidades de conservação ambiental que atraem gente do mundo inteiro interessada no contato direto com o pouco que sobrou da Mata Atlântica. Já o teresopolitano, que deveria valorizar e trabalhar pela conservação das florestas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida local, está no caminho inverso. Nas últimas semanas, encontramos em vários bairros lixões clandestinos que contribuem para a degradação ambiental, disseminação de doenças graças a proliferação de seus vetores e até escorregamento de terra devido a ocupação de encostas com sacolas e entulhos. Depois da Quinta da Barra, Vila Muqui, Tijuca e Pimenteiras, estivemos nesta quinta-feira na Rua Beira-Rio, localizada entre os bairros de Fátima e Beira-Linha. Nesse ponto, o lixo depositado de forma irregular é um problema antigo. Além de dificultar a passagem de pedestres e veículos, a “montanha de detritos” está indo parar dentro do nosso principal curso d´água, o Paquequer.

Pelo visto, alguém que faz o conserto de televisores “se livrou do seu problema”

Dos bairros próximos

De acordo com vizinhos do “lixão”, mesmo com a prefeitura fazendo a coleta do material, quando a situação fica bastante crítica, o ato criminoso continua se repetindo, semana após semana. “A prefeitura vem e limpa tudo, retira os entulhos, limpas margens do rio e deixa o local habitável. Porém, logo em seguida começa tudo de novo. E o pior é que não são somente moradores da vizinhança que estão fazendo essa bagunça. Vem gente de bairros próximos se livrar dos restos de obra e material de jardinagem. Outro dia discuti com um homem que mora perto da delegacia e que teve a cara de pau de dizer que se deixasse o entulho na sua calçada seria multado pela prefeitura e que por isso resolveu jogar aqui”, relatou a reportagem do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV o funcionário de um estabelecimento comercial localizado perto da “lixeira”.

Móveis velhos, restos de obra, materiais plásticos… Tudo que não serve mais é jogado na rua. Porém, diferente do que pensam os “porquinhos”, esse lixo não vai simplesmente “desaparecer“

Lixo de todo o tipo

Pedaços de telha, tijolos, latas, garrafas, pedaços de televisores, forros de pvc, tênis velhos… Lixo de todo o tipo vem sendo amontoado na Beira Rio. E, justificando nome da via pública, ao lado fica o Paquequer. O nosso principal rio, que começa a sofrer com a ação antrópica logo depois de cruzar a ponte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, também está com as margens tomadas pelos detritos. Aos poucos, o lixo vai escorregando para água e será arrastado, contribuindo mais do que com a poluição, ampliando o efeito das enchentes em outros pontos. A situação é tão crítica que perto dali, na Rua Guaporé, até uma árvore foi transformada em depósito de lixo, estando nela penduradas sacolas, embalagens de pizza e até um pequeno móvel.
Muita gente desconhece, mas esse tipo de prática é considerada crime ambiental e pode render até três anos de cadeia, além de multa de até R$ 1 mil, segundo a Lei 9605/98. Porém, a dificuldade de fiscalização faz com que o delito continue sendo praticado em diversos bairros. Para ajudar no combate aos vândalos que estão contribuindo com a decadência do município, basta denunciar através dos telefones 2742-7753, Secretaria Municipal de Ambiente, 2742-8445, Secretaria de Posturas e 0800-282-5074, Ouvidoria Municipal.

Pedaços de televisores, forros de pvc, sacolas… Tudo é jogado nas margens do Paquequer

Prefeitura quer punir autores

Através da Assessoria de Comunicação, a Prefeitura informou nesta quarta-feira que todo sábado retira de quatro a cinco caminhões de lixo de jardim e de móveis velhos, descartados inadequadamente neste trecho da Rua Beira Rio e que vem buscando alternativas para identificar e punir os autores dessa prática prejudicial ao meio ambiente e à ordem pública.
A Prefeitura informou também que, além da coleta domiciliar que é feita três vezes por semana nesta região, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos mantém um serviço diferenciado de recolhimento de lixo, para atender as pessoas que não têm condição financeira para contratar uma caçamba e descartar corretamente entulhos de obras, móveis velhos e lixo de jardim. O agendamento da coleta diferenciada, para pessoas sem condição financeira para contratar caçamba, pode ser feito de segunda a sexta, das 12h às 18h, pelo telefone (21) 3643-2690.

Restos de material de jardinagem também fazem a montanha de detritos crescer

O lixo “não some”

A tabela de tempo de decomposição de materiais é um poderoso instrumento de sensibilização que, invariavelmente, faz, ou pelo menos deveria fazer, as pessoas pensarem na sua responsabilidade individual com relação ao lixo. O site www.lixo.com.br mostra uma relação de quanto demora para um produto “desaparecer” do ambiente, lembrando que na maioria dos casos os materiais sequer podem voltar ao seu ciclo natural, além de disponibilizar bastante informações sobre o descarte de resíduos, um problema de responsabilidade de todos nós. “O fato é que o lixo continua existindo depois que o jogamos na lixeira e devemos portanto verificar todas as possibilidades de reintroduzi-lo na cadeia produtiva da reciclagem ou de aumentar o seu ciclo de vida”, lembra o site.

Outros bairros

Na Quinta da Barra, a Rua Lupcínio Rodrigues, na parte mais alta do bairro, vem sendo transformada em um depósito clandestino de entulhos, principalmente. Anteriormente, o final da via pública recebia “apenas” lixo doméstico. Hoje, devido a falta de iluminação pública e moradores nas proximidades, tudo que não serve mais em obras ou limpeza de terrenos está no “bota fora”.
Na Vila Muqui, o “point” dos criminosos é a estrada das Torres de TV. Na penúltima curva, antes do campo de futebol e as repetidoras de emissoras um barranco foi transformado em depósito. Na Tijuca, o problema está nas ruas Viriato Correa e Felizardo Ribeiro. Entre Pimenteiras e Panorama, a situação é vergonhosa: A Rua Professora Carmem Gomes, que encontra a Rua Guandu, passando atrás dos quartéis da PM e Corpo de Bombeiros, tem grande quantidade de lixo em ambos os lados, dificultando até a passagem de veículos.

 

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Crime ambiental: Três lixões clandestinos na Vila Muqui

Além dos restos de material de construção, pedaços de móveis velhos vão para a rua

– Em dois dos locais, encostas podem ceder devido a grande quantidade de entulhos

 

Na edição da última quinta-feira, O DIÁRIO denunciou um crime ambiental que ganha cada vez mais proporções na Quinta da Barra. Anteriormente um lixão clandestino, o final da Rua Lupicínio Rodrigues está sendo utilizado como “bota fora” de entulhos e terra, situação que coloca em risco as residências localizadas na via abaixo, a Antônio Maria. Nesta terça-feira, saímos às ruas novamente para mostrar outro bairro onde situação semelhante continua acontecendo com frequência, a Vila Muqui. Nesse caso, encontramos três locais onde os criminosos estão depositando de forma irregular materiais que não têm mais utilização – pelo menos para essas pessoas. Em um dos pontos, inclusive, a passagem de pedestre chegou a ser parcialmente interditada em decorrência de um deslizamento de terra.

Contraste na parte alta da Muqui: Natureza x o que está sendo retirado de obras

Denúncia

A utilização de terrenos baldios como depósitos de detritos nesse bairro já foi denunciada pelo DIÁRIO anos atrás. Porém, apesar de promessas de fechamento dessas áreas, nada foi feito até então. Motivados por um leitor, voltamos à estrada das Torres de TV. “Lendo a matéria da Quinta da Barra, achei pertinente lembrar que no bairro onde moro, a Muqui, a situação é semelhante e só piora a cada dia. Estão usando dois barrancos para jogar restos de obra e ninguém faz nada. Deveriam pelo menos cercar esses locais para evitar que parem os caminhões e despejem entulhos. Além disso, muita gente fica jogando sacolas, mesmo existindo a coleta da prefeitura”, relatou o leitor Marcos.
Nas proximidades das antenas de repetidoras de emissoras de televisão e de empresas de telefonia de celular, em uma curva à direita, a quantidade de lixo é cada vez maior. Sacolas de lixo, garrafas, eletrodomésticos usados, peças de carro, latas e, logicamente, restos de material de construção. O já fragmento de Mata Atlântica sofre ainda mais e, no período de chuvas fortes, pode ser levado montanha abaixo e atingir residências. Assim, quem acha que está se livrando do seu problema ao despejar o que não interessa mais em qualquer lugar, na verdade está contribuindo para um “problema de verdade” e que pode atingir, principalmente, pessoas que não têm nada a ver com essa história – moradores da Rua Felipe Nery Siqueira.

Acesso as torres de TV e de empresas de celular pode ser obstruído por entulhos e lixo

Restos de material de construção

Além da encosta que fica abaixo da via pública, o lado direito de quem sobe também está sendo utilizado como “bota fora” de restos de material de construção. Telhas quebradas, pedaços de tijolos e janelas velhas estão misturadas a partes de móveis velhos e sacolas plásticas. O material contribui para a obstrução da via pública e, em temporais, pode ser arrastado estrada abaixo.
A falta de educação ambiental e a dificuldade de fiscalização desse tipo de crime faz com que algumas pessoas não utilizem apenas locais ermos, como é o caso da estrada das Torres de TV, para virarem as caçambas de seus caminhões ou descarregarem as malas de seus carros ou carrinhos de mão com materiais que não lhes interessam mais. Próximo ao número 300 da Rua Felipe Nery Siqueira, em um local que já ficou interditado parcialmente devido a escorregamento de terra, a quantidade de entulhos e sacolas é enorme. Tanto que está sendo criado um aterro na margem do barranco, que fica maior a cada dia. O problema é que todo esse material, junto a sacolas e pedaços de móveis, pode ir parar na rua de baixo, a Tabelião Luís Bessa, atingindo residências e também comprometendo a própria Felipe Nery Siqueira, única passagem do ônibus que atende a comunidade. “Isso é uma vergonha, tio”, disse um estudante ao presenciar o trabalho da reportagem.

Rua Felipe Nery Siqueira: Trecho que já esteve interditado por barreira corre grande risco

Poluição abundante

E se já não bastassem os dois locais citados, quase saindo do bairro encontramos mais um terreno baldio que vem sendo utilizado como depósito de lixo. Em frente ao número 320 da Rua Fernando Martins, a três minutos do Centro, há lajotas, pedaços de telha, terra, sacos de cimento… Tudo que não serve mais em alguma obra e está agora contribuindo para a poluição visual e “atrativo” para outros inconsequentes ambientais, que estão aproveitando os montes de materiais de construção para depositar suas sacolas plásticas. Estas, por sua vez, atraem ratos, baratas…
Segundo a Prefeitura, para quem joga lixo nesses terrenos ou em via pública a multa equivale a R$ 1.000,00 e pode dobrar em caso de reincidência e a fiscalização é feita pela a equipe do Controle Urbano. Além disso, os donos dos terrenos também são responsáveis pela preservação do seu patrimônio e são obrigados a cercar e murar, ficando sujeito as penalidades da lei, que no caso são 500 UFIR. Denúncias de despejo de lixo podem ser feitas na Ouvidoria, pelo telefone 0800 282 5074, ou nas Secretarias de Posturas (2742-8445) e Meio Ambiente (2742-7763)

A poucos minutos do Centro, mais um lixão clandestino – agora na Rua Fernando Martins

Lei 9605/98, Seção II, dos Crimes contra a Flora

– Art. 38. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção.
Pena – detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena será reduzida à metade.
– Art. 38-A. Destruir ou danificar vegetação primária ou secundária, em estágio avançado ou médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: (Incluído pela Lei nº 11.428, de 2006). Citado por 882
Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. (Incluído pela Lei nº 11.428, de 2006). Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena será reduzida à metade. (Incluído pela Lei nº11.428, de 2006).
– Art. 39. Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente, sem permissão da autoridade competente: Citado por 317
Pena – detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

 

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Nosso lixo pode ser extraordinário

Além da mudança no pensamento das pessoas, o filme nos leva a pensar sobre como tratamos o nosso lixo e as nossas próprias vidas.

Artigo de Marcello Medeiros

Por recomendação dos amigos Edson Carreiro e Rosa Amélia, na semana passada assisti “Lixo Extraordinário”. O documentário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: O Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. Eles acabam inseridos na produção dos trabalhos, e, ao final, não conseguem mais imaginar suas vidas em meio aos restos. Além da mudança no pensamento das pessoas, o filme nos leva a pensar sobre como tratamos o nosso lixo e as nossas próprias vidas.

A transformação do lixão do Fischer em Aterro Sanitário já foi um grande avanço

Um grande avanço

Apesar da transformação do lixão do Fischer em Aterro Sanitário, o que já foi um grande avanço, Teresópolis ainda tem muito que mudar em relação a destinação correta dos seus detritos. Implantada na gestão de Flávio Castro na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a coleta seletiva foi bastante elogiada. Graças a ela, muitas pessoas, assim como em Jardim Gramacho, deixaram de revirar lixo no Fischer e passaram a trabalhar em um galpão, já com o material selecionado. Esse grupo aumento sua fonte de renda e, mais do que isso, ganhou dignidade. Hoje, porém, não sei como está a coleta seletiva. Não tenho visto mais as centrais coletoras ou anúncio de ampliação para outros bairros. Onde moro, por exemplo, a Muqui, o caminhão que busca o lixo separado de acordo com o material nunca chegou.

Alguns moradores da Tijuca e Quinta da Barra contribuem para a diminuição da qualidade de vida

Lixões clandestinos

Outro ponto a ser discutido é a criação de lixões clandestinos, assunto denunciado pelo jornal O DIÁRIO algumas vezes e que até agora a prefeitura não deu nenhuma solução. Vale da Lua, Tijuca e a própria Vila Muqui tem locais que vem sendo utilizados irregularmente para o despejo de lixo doméstico e restos de obras. Próximo às torres de televisão, um barranco está completamente tomado pelos entulhos. Como resultado, pode ceder e, junto com o barro, pedaços de telha, vasos sanitários e outros objetos, levar a vida dos moradores da comunidade abaixo.

Nosso lixo também pode ser extraordinário. E não precisamos ser nada “extraordinários”.  Basta cada um fazer sua parte. Não adianta jogar o lixo na rua, no mato ou no rio e colocar a culpa nos políticos. E não adianta os políticos colocarem a culpa na chuva e não fazerem sua parte. Vivemos a maior tragédia climática do país, que teve sua proporção aumentada por culpa do homem. Será que queremos passar por um novo “12 de janeiro”?

 

 

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Municípios fazem parceria para tratar lixo

Prefeito Arlei Rosa entre os prefeitos das cidades que integram o Consórcio Serrana I, o Superintendente de Políticas de Saneamento da SEA, e membros da diretoria executiva

– Prefeito Arlei é eleito presidente do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos

Em reunião realizada na Prefeitura de Teresópolis, na última terça-feira, foi escolhido para presidir o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos – Serrana I, o Prefeito de Teresópolis, Arlei de Oliveira Rosa e para vice-presidente, o Prefeito da cidade do Carmo, Odir Gonçalves Ribeiro. Durante a reunião foi designado os membros da diretoria executiva e também assinado o primeiro termo aditivo ao contrato, autorizando o ingresso do Governo do Estado, consolidando a implementação do consórcio. O encontro reuniu, além dos prefeitos, representantes dos municípios associados e o Superintendente de Políticas de Saneamento da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Victor Zveibil.
A implantação do consórcio firmado entre os municípios de Teresópolis, Carmo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto  objetiva o tratamento e a gestão integrada dos resíduos sólidos produzidos pelas quatro cidades e despejados no Aterro Sanitário do município. A iniciativa atende ao Programa Pacto pelo Saneamento – Lixo Zero, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

Reunião do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos elege Prefeito Arlei para presidente, designa membros da diretoria executiva e aprova a integração do Governo do Estado

Reduzindo custos

Além de reduzir os custos de operação do Aterro Sanitário, a oficialização do consórcio intermunicipal estreita ainda mais a parceria entre as quatro cidades em outras iniciativas ambientais, e também rende para Teresópolis e os outros três municípios o aumento do repasse de recursos do ICMS Verde.
Para o Prefeito Arlei, além do compromisso assumido junto ao Ministério Público, a cidade será beneficiada com mais recursos para a administração do aterro. “O município de Teresópolis, que já recebe o lixo dessas outras três cidades, terá agora, através do consórcio, que estipula um contrato de rateio, ainda mais condições de zelar pela manutenção do Aterro Sanitário”, salientou Arlei.
Segundo o Superintendente de Políticas de Saneamento da SEA, Victor Zveibil, o papel do Estado dentro dos consórcios é de reforço e sustentação. “Por ser um processo novo no Brasil, o Estado vem para apoiar tanto tecnicamente quanto nos processos formais e também ajudar com recursos nos aspectos da operacionalização do sistema de resíduos sólidos”, explicou.

Prefeito Arlei, presidente, e Prefeito Odir Gonçalves, da cidade do Carmo, vice-presidente do Consórcio Serrana I, assinam o termo aditivo autorizando o ingresso do Governo do Estado e consolidando a implementação do Consórcio Serrana I

Importância da reciclagem

O Subsecretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, André de Mello, falou da importância da reciclagem neste processo. “Todo município é responsável pelo lixo que produz e, a partir de agora, através do contrato de rateio estabelecido pelo consórcio, cada município terá custos contabilizados pela quantidade de resíduos despejados no aterro. Daí a importância da reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, reduzindo custos de produção. Outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado. Por isso é importante reciclar. Quanto menos lixo for despejado menos o município vai ter que pagar. O importante agora é reciclar mais para pagar menos”, concluiu.

Registro de 2007: Lixo sendo revirado, cheiro ruim, insetos e pessoas convivendo no mesmo espaço

Todos os lixões do estado devem ser fechados até 2014

A meta do Governo do Estado é erradicar, até 2014, todos os lixões municipais, com as 92 cidades fluminenses passando a descartar seus resíduos sólidos em aterros sanitários ou em centrais de tratamento de resíduos (CTRs), com plantas de aproveitamento energético – ou seja, transformando em energia o gás metano gerado pela decomposição do lixo.
Um dos eixos principais de atuação para a erradicação dos lixões municipais até 2014 – como determina a Lei Nacional de Resíduos Sólidos – é o Programa Lixão Zero, que, coordenado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), integra o Pacto pelo Saneamento e faz parte do Plano Guanabara Limpa. Com a conclusão de etapas importantes de execução do Lixão Zero, o Governo do Estado já havia conseguido, em 2012, um grande avanço: erradicar todos os lixões dos 15 municípios do entorno da Baía de Guanabara.

Separação do material que é reciclado ou que pode causar grandes danos, como as pilhas, também é possível

Melhor qualidade das águas da baía

A execução do Programa Lixão Zero tem sido importante para se avançar na melhoria da qualidade das águas da baía, reforçando as iniciativas do Governo do Estado para se atingir a meta de sanear 80% da Baía de Guanabara até 2016 – um dos compromissos assumidos com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização das Olimpíadas do Rio.
Em 2007, a situação dos lixões era dramática: dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, 76 descartavam seus resíduos em lixões e 12, em locais remediados e controlados. Apenas quatro cidades destinavam seu lixo adequadamente para aterros sanitários. À época, do total de 13.738 toneladas de lixo produzidas diariamente por mais de 15 milhões de habitantes do estado, apenas 4% do lixo era reciclado; 41% descartados em lixões; 36% em locais controlados; e apenas 9% em aterros sanitários.
No primeiro ano da nova administração estadual, em 2007, o Governo do Estado assumiu o compromisso de reverter esse quadro dramático, lançando o Pacto pelo Saneamento com a audaciosa meta de erradicar todos os lixões municipais até 2014.

Com a transformação do lixão do Fischer em um aterro sanitário, grande melhoria é visível

Questão prioritária

Pela primeira vez, uma administração estadual assumia essa questão com prioritária. Os resultados desde então têm sido expressivos: Em 2010, 30 municípios fluminenses já depositavam seus resíduos sólidos em locais ecologicamente corretos – o que representava, porém, apenas 11% da quantidade total do lixo gerado no estado; equivalente a 1.931 toneladas de resíduos sólidos despejados diariamente em aterros sanitários.
Com o avanço das ações no setor implementadas pelo Governo do Estado, o quadro continuou a apresentar melhoras: um ano depois, em 2011, 43 cidades fluminenses já destinavam 39,2% dos resíduos sólidos do estado em aterros sanitários, ou seja, 6.010 toneladas de lixo por dia.
Em 2012, 58 cidades do Estado do Rio de Janeiro passaram a destinar 92,91% de seus resíduos sólidos em aterros sanitários, ou seja, 14.216,73 toneladas de lixo por dia. A projeção é de que no final de 2013, 82 cidades estejam descartando 14.626,66 toneladas de seus resíduos sólidos em local ecologicamente correto.

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