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Aposentados e pensionistas cobram salários em Sessão da Câmara

Durante a manifestação os aposentados e pensionistas cobraram ação dos vereadores para cobrar solução para os atrasos de salários

Durante a manifestação os aposentados e pensionistas cobraram ação dos vereadores para cobrar solução para os atrasos de salários

– Vereadores convocam prefeito Arlei Rosa para prestar depoimento na CPI

Numa sessão onde se vivia a expectativa da votação de um pedido de Comissão Processante que implicaria no afastamento do Prefeito Arlei Rosa de suas funções, um manifesto de aposentados e pensionistas acabou agitando os bastidores da Câmara Municipal. Por coincidência ou não, a denúncia, que acabou sendo retirada pelos autores para juntada de documentos, se baseava nos débitos do Executivo Municipal com o fundo de pensão dos servidores, o Tereprev. Sem o principal assunto do dia em pauta, os vereadores tiveram de conviver com o crescente burburinho que vinha da assistência da Casa, que por várias vezes teve a sessão interrompida.

Outro ponto de destaque da sessão foi a convocação do prefeito Arlei Rosa para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito, composta pelos vereadores Serginho Pimentel, Luciano Ferreira e Fabinho Filé, que apura denúncias de enriquecimento ilícito contra o Chefe do Executivo. Arlei terá de prestar depoimento no próximo dia 17 de agosto, segunda-feira, às 16h.

A manifestação que aconteceu nesta terça-feira, 11, foi silenciosa na maior parte do tempo

A manifestação que aconteceu nesta terça-feira, 11, foi silenciosa na maior parte do tempo

Antes mesmo de a sessão ser iniciada, alguns cartazes já chamavam atenção. Os aposentados cobravam um posicionamento dos vereadores quanto à falta dos pagamentos.  Panfletos distribuídos para jornalistas e para pessoas que acompanhavam a sessão pediam o afastamento do Prefeito Arlei, justificando que o peso da má gestão pública está caindo sobre os próprios servidores, que precisam conviver ainda com atraso no recebimento de benefícios, como cartões de transporte e de alimentação. A fórmula de escalonamento adotada pelo Governo Arlei durante o mês de junho também foi lembrado no folheto, que destaca ainda a situação desrespeitosa relacionada aos aposentados, que além de não receber em dia, acompanham apreensivamente a situação do rombo de quase R$ 100 milhões da Tereprev.

 

Utilizando cartazes, os servidores aposentados tentaram chamar atenção dos representantes da população para o problema do atraso no pagamento

Utilizando cartazes, os servidores aposentados tentaram chamar atenção dos representantes da população para o problema do atraso no pagamento

Repasse dos valores

Outro problema que está prestes a explodir e que também foi lembrado relaciona-se ao Plano de Saúde dos Servidores, que tem data de validade até 30 de setembro.

“Pelas denúncias que temos e que foram feitas desde o ano passado, o Prefeito Arlei não repassa o dinheiro do aposentado. Logo a Tereprev não tem dinheiro para nos pagar. Estamos à mercê do Executivo. Temos um instituto que deveria ser independente e sem vínculos com o município para cuidar apenas do repasse. Mas nossa situação está precária”, reclama Dora Veríssimo, representante dos aposentados e pensionistas. “Temos hoje pessoas com problemas de saúde e que dependem do pagamento para a compra de medicações caras, todos têm famílias, filhos. Isso sem contar os servidores, que também estão nessa situação”, completa.

Na opinião de Dora, os vereadores devem afastar o Prefeito Arlei da cadeira de chefe do Executivo. “Infelizmente não tem outra alternativa, necessitamos que os vereadores exerçam suas funções e afastem imediatamente o Prefeito. A questão não é só salarial, é social. A cidade está destruída. O servidor, com essa situação salarial, não está prestando um serviço de qualidade para a população. Você sabe bem que somos movidos pelos nossos salários, precisamos pagar as nossas contas. Quando você tem a preocupação de não ter um prato de comida na mesa para seus filhos, não tem como exercer sua função corretamente. É desumano”, avalia a aposentada, que aponta a ex-diretora da instituição, Rosane Barbosa, como uma das responsáveis pelo quadro atual. “Ela esperou estourar toda essa confusão para se afastar da Tereprev. Entendemos que ela é corresponsável por isso, por ter permitido esse tempo todo que a municipalidade fizesse isso conosco. Agora precisamos de uma solução dos vereadores”, convoca a servidora, que pretende chamar a população para participar de uma campanha visando a diminuição dos salários dos vereadores. “É uma campanha que ganha força em todo país e que tem que vir para cá também. Olha a economia que o município vai fazer para investir em Saúde, Educação e Social. Reduzindo os salários dos vereadores, grande parte dos problemas da cidade será resolvida”, calcula.

 

Faltam concursos públicos

Também presente à movimentação, a representante do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação – Sepe – Rosângela Castro se solidarizou com a situação dos aposentados e alertou para a falta de concurso público na cidade, situação que estaria contribuindo para a crise na gestão. “A grande questão é que não há concurso público na  cidade, então o Governo Municipal contrata terceirizados através do POT (Programa Orientação Trabalho) que não tem garantias trabalhistas. Soube que mais de 300 pessoas foram demitidas e muitas estão há três meses sem receber seus salários”, denuncia. “Então o Sepe está aqui para defender o servidor público da Educação e também para denunciar as mazelas que outras categorias estão passando por conta desse problema que se arrasta. Gostaria de perguntar: Se eu, como servidora pública, cometo algum delito, vou responder um inquérito administrativo e posso ser exonerada. O que está acontecendo com o Governo Municipal? O Prefeito Arlei ainda está governando por quê? O servidor público não agüenta mais, tem que falar, fora Arlei, basta, ninguém agüenta mais”, declara. Citada, a ex-presidente da Tereprev, Rosane Barbosa, não foi encontrada para comentar as declarações.

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Manifestantes distribuem salsicha na Câmara

Com megafone e chapéu de chef, servidores ironizaram o cardápio escolar

Com megafone e chapéu de chef, servidores ironizaram o cardápio escolar

– Mais uma ação do vereador em defesa ao governo Arlei irrita servidores e pais de alunos

Em mais uma sessão da Câmara onde não houve número de vereadores suficiente para evitar que o muito questionado Arlei Rosa continue à frente do governo municipal, o que chamou atenção foi um ato promovido pelos servidores públicos da prefeitura: eles distribuíram salsichas aos presentes na assistência do plenário e aos pedestres que passavam em frente ao prédio público, na Avenida Feliciano Sodré. O ato fez alusão ao cardápio servido nas escolas da rede municipal recentemente e, apesar de proibido e com valor proporcionalmente inverso ao que é pago para a empresa prestadora desse serviço, defendido pelo principal escudeiro do prefeito, o vereador Carlos Gomes, conhecido como Dr. Carlão. Para os manifestantes, aliás, virou “Dr. Salsichão”.  “Ele sai para defender que faz bem para a saúde, mas está enganado. É revoltante, uma pessoa que deveria defender a qualidade de alimentação para nossos alunos falar que salsicha faz bem… Ão, ão, ão, salsicha pro Carlão”, enfatizou o Agente de Creche Rodrigo Mello.

Servidos? Funcionários públicos também levaram o "lanchinho" para o plenário

Servidos? Funcionários públicos também levaram o “lanchinho” para o plenário

Usando um megafone, Rodrigo convidava os passantes a consumir o produto. Outra ênfase dada na manifestação foi que a salsicha distribuída era de qualidade muito superior à encaminhada para os refeitórios das escolas municipais. Também havia molho e guardanapo. Preocupados com a grande possibilidade de continuidade do atraso de pagamentos, os servidores lembraram que “no próximo mês pode não ter nem salsicha”.

Na página do jornal O DIÁRIO na rede social Facebook, os internautas se posicionaram em relação à manifestação e posicionamento daqueles que foram eleitos para representar o povo. “O Secretário de Educação disse ontem em entrevista no RJ que os professores não têm o direito de parar e terão que pagar a paralisação. E o direito de receber? As contas não vencem? Estão comendo só salsichas? Mesmo que fosse, tem que pagar a salsicha. Os vereadores que não fazem nada, estão sem pagamento?”, enfatizou a internauta Mara Lucia. “A Câmara é o circo, e nós somos os palhaços… Quem sabe assim o povo não acorda da próxima vez e não vota novamente nessa corja!”, completou a leitora Letícia A. “No dia que o Dr. Salsichão falou da merenda, foi visto comendo camarão em um restaurante especializado. Assim é fácil falar que é tranquilo comer salsicha. Enquanto esses salsicheiros ficam defendendo o prefeito, a população é quem paga”, relatou o internauta Cláudio M.

 

Nutricionistas x Salsichas

A matéria prima desta reportagem é apontada como uma das grandes vilãs da alimentação, principalmente quando se fala na formação dos jovens. Monick Tavares (CRN 08100558) e Natália Coelho (CRN 09100003) foram ouvidas em momentos e locais diferentes. Mesmo assim fizeram um coro, mostrando que são contrárias ao uso da carne processada na alimentação. “A salsicha é uma vilã na alimentação de qualquer pessoa. Tem níveis de nitrito e de nitrato muito altos. Esses produtos são usados para dar aquela coloração avermelhada e aumentar a vida útil. Esses elementos atrapalham o processo de oxidação das células, fazendo com que o organismo deixe de absorver as vitaminas ‘A’ e ‘E’, importantes para o desenvolvimento”, condena Monick.

“A salsicha não é um alimento recomendado para ser ingerido com frequência. Ela é feita de sobras, daquilo que a indústria não pôde aproveitar. Além disso, têm vários aditivos químicos, entre eles o nitrito e o nitrato, que são utilizados para dar cor, sabor e conservar. O nitrito em especial é convertido em nitrosamina, que é uma substância cancerígena. Não é legal consumir todos os dias”, confirma Natália.

As duas profissionais foram questionadas sobre a opção do uso desse produto na merenda escolar. “Não é interessante utilizar na merenda escolar. Primeiro porque é nesse período que estão sendo criados os hábitos alimentares. Segundo, as vitaminas que acabam sendo diminuídas influenciam no crescimento e na regulação de defesas naturais do organismo, complicando a saúde”, opina Monick. “Na minha opinião não deveria ser utilizada na merenda escolar. O Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE – tem como pressuposto promover a educação nutricional e hábitos saudáveis das crianças. Não dá pra promover um hábito saudável oferecendo salsicha para as crianças”, completa Natália. “Eu costumo explicar que, quando se compara a salsicha com o frango cozido, a salsicha tem oito vezes mais gordura e 38 vezes mais sódio. Esses dois elementos estão envolvidos na gênese de diversas doenças. Além do câncer, em se tratando de gordura saturada, temos casos de obesidade infantil crescendo na nossa população. Também problemas de hipertensão arterial, desenvolvimento de doenças crônicas. Se queremos desenvolver hábitos saudáveis, não é ideal o uso de salsichas, principalmente se for com uma frequência muito grande”, recomenda.

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Servidores mantém rotina de manifestações na Prefeitura

Mais uma vez o movimento tomou parte da Avenida Feliciano Sodré e contou com adesão dos motoristas, que voltaram a promover um buzinaço em apoio aos servidores

Mais uma vez o movimento tomou parte da Avenida Feliciano Sodré e contou com adesão dos motoristas, que voltaram a promover um buzinaço em apoio aos servidores

– Categoria realiza novo ato público e movimento permanece ‘Até que o último servidor receba’

Cartazes, faixas, palavras de ordem, músicas e muita gritaria. A terça-feira foi mais um dia de mobilização para os servidores da Prefeitura de Teresópolis. Apesar de mais de 90% da categoria ter recebido seus proventos, a manifestação não perdeu força e mobilizou centenas de funcionários públicos em frente à sede do Poder Executivo do município.

O movimento seguiu o que foi deliberado durante a assembleia geral que a categoria realizou na última segunda-feira, 15, no Ceac. Os servidores decidiram pela paralisação da última terça-feira e a manutenção da rotina de meia paralisação, principalmente nas escolas, creches e centros de educação infantil. A proposta é de que o movimento só termine depois que o último servidor do município receber seu salário de março. Um balanço divulgado pela representação do SindPMT no ato de ontem dava conta de que 4% dos servidores ainda não tinham recebido seus salários, assim como 10% dos aposentados e pensionistas. A informação serviu principalmente para mostrar que os servidores vão manter o foco nos protestos, especialmente pela expectativa de novos atrasos no pagamento dos salários dos próximos meses.

 

Nova manifestação

Mais uma vez os manifestantes tomaram parte da Avenida Feliciano Sodré e contaram com apoio da população. Motoristas que passavam de carro, como nos dias anteriores, buzinavam em solidariedade aos servidores.

O professor Alfredo Bittencourt que tem sido um porta voz da categoria, confirmou a decisão do grupo em manter o que foi decidido na assembleia. “Estamos esperançosos de que a Prefeitura consiga resolver isso o mais breve possível, não só para que a gente possa parar esses atos, até porque isso não é bom pra gente. Nós gostaríamos de cumprir a jornada de trabalho normal, o nosso dever como trabalhadores. Porém, somos obrigados a fazer isso para que nenhum servidor fique sem receber”, confirma.

Alfredo aponta que os próximos passos do movimento serão definidos em uma nova assembleia, marcada para a próxima segunda-feira, 22, no Ceac. “Vamos nos organizar para o que pode estar por vir. Infelizmente temos percebido que essa crise não é conjuntural, mas estrutural. O governo, em virtude dessa mobilização, se movimentou e está conseguindo pagar os salários”, detalha. Segundo o professor, outros assuntos também serão debatidos durante a reunião, como a suspensão dos planos de saúde e o atraso no carregamento dos vales transporte e alimentação. “Pretendemos discutir essas demandas e manter a mobilização. Até porque o final do mês já se aproxima e estamos com medo do que o que aconteceu esse mês venha a se repetir. Queremos continuar pressionando a Prefeitura”, afirma.

 

Sindicato vai avisar

Os servidores aguardam a comunicação oficial por parte do Sindicato, que vai avisar a categoria quando 100% da folha salarial tiver sido quitada. Com isso, nova mobilização e manifestação estão previstas para essa quinta-feira. Escolas, creches e CMEIs também só deverão funcionar em meio expediente.

Questionada sobre a situação do salário dos servidores, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura enviou nota dizendo que “… foram depositados em conta corrente nesta terça-feira, dia 16, os vencimentos do mês de maio dos funcionários municipais que recebem até R$ R$ 5 mil, totalizando a quitação dos salários de 96% dos servidores ativos. O pagamento dos salários dos professores atingiu 100% do Magistério Municipal também nesta terça. Além disso, de acordo com o Teresópolis Prev (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Teresópolis), estarão disponíveis nesta quarta-feira, 17, os proventos e pensões de maio dos servidores inativos que recebem até R$ 4.500, contabilizando 91% da folha do instituto”.

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Servidores municipais vão para a rua mais uma vez

Teresópolis de luto! Manifestantes lembraram dos problemas que se arrastam há anos

Teresópolis de luto! Manifestantes lembraram dos problemas que se arrastam há anos

MANIFESTAÇÕES CONTINUAM

– Funcionários públicos cobram salários atrasados, pedem saída de Arlei Rosa e questionam vereadores

Situação infelizmente comum desde a Tragédia de 2011, e amplificada após o início da gestão Arlei Rosa, Teresópolis registrou nesta terça-feira mais uma manifestação. Com salários atrasados e benefícios prejudicados, servidores públicos municipais, ativos e inativos, ocuparam a Avenida Feliciano Sodré para cobrar um posicionamento dos vereadores mais do que em relação aos seus vencimentos, mas uma possível solução para a crítica situação que chegou o município devido à péssima administração municipal. O protesto aconteceu durante sessão da Câmara que votaria mais um pedido de Comissão Processante contra o prefeito, que assumiu o Palácio Teresa Cristina por duas vezes mesmo sem ter sido eleito em nenhuma delas.

“Não podemos esquecer, porque eles também, com sua ausência, votaram pela manutenção do prefeito", destacou Alfredo Bittencourt

“Não podemos esquecer, porque eles também, com sua ausência, votaram pela manutenção do prefeito”, destacou Alfredo Bittencourt

Com panelas, apitos e muitos cartazes, os funcionários públicos fizeram bastante barulho por quase três horas. E, motivados por eles, motoristas que passavam pela avenida promoveram um buzinaço contra o ex-vereador Arlei, que assumiu a prefeitura após o falecimento do vice-prefeito Roberto Pinto, o Robertão, que entrou no lugar do afastado Jorge Mario, e em seguida devido a Mario Tricano ter tido candidatura impugnada por ser ficha suja.

O principal motivador de mais um movimento contra o governo municipal foi o grande atraso no pagamento dos servidores, que vem recebendo através de escalonamento desde o início do mês. Apenas parte do funcionalismo viu dinheiro na conta. Assim, teve início também paralisação dos serviços públicos, com funcionamento em meio expediente. O Sindicato dos Servidores Municipais se fez presente, colhendo assinaturas do ponto dos funcionários e informando que o movimento irá continuar até que todas as categorias sejam atendidas.

Situação infelizmente comum desde a Tragédia de 2011, e amplificada após o início da gestão Arlei Rosa, Teresópolis registrou nesta terça-feira mais uma manifestação

Situação infelizmente comum desde a Tragédia de 2011, e amplificada após o início da gestão Arlei Rosa, Teresópolis registrou nesta terça-feira mais uma manifestação

Uma das representantes dos aposentados, Ednar Fontes, que já fez parte do sindicato dos servidores, utilizou o microfone para mostrar sua indignação devido à falta de compromisso com o pagamento dos salários. “A Saúde sempre foi guerreira, servidores sempre guerreiros… Estou aposentada e os aposentados vão morrer de fome… A prefeitura está fazendo apropriação indébita com o dinheiro do Tereprev”, destacou.

Alessandro Silva, que tem filho em creche do município, ficou indignado com a situação causada, segundo ele, por incompetência daqueles que deveriam promover a saída do apontado como principal responsável pelo caos município. “Hoje meu filho vai deixar de estudar por causa dos vereadores. Estava em casa assistindo e resolvi vir para cá. Vi que eles vão ali, sentam e fazem chacota coa nossa cara. Eles não tiram o prefeito porque não querem, porque são incompetentes. Até quando vamos acreditar nesses palhaços aí?”, enfatizou.

Já a professora Célia Pinho atentou para outra situação gravíssima, a dos pacientes da diálise que há quase dois anos são levados para receber atendimento médico em outro município. “Enquanto brigo por salário, minha prima faz hemodiálise e briga pela vida. Está nessa luta bastante tempo, lutando pela vida”, disse, bastante emocionada.

Qualidade da merenda servida na rede municipal também foi motivo de reclamação

“Salsicha pro Carlão”

Outro questionamento foi em relação à qualidade da merenda servida nas escolas municipais, sobrando para o grande defensor de Arlei Rosa na Câmara: “ão, ão, ão, salsicha pro Carlão”, gritaram os manifestantes, mostrando diversas salsichas.

E, no final da sessão, mais uma decepção: a Comissão Processante não foi aprovada porque apenas oito vereadores compareceram e, destes, dois ficaram do lado do prefeito. Mas, além de Carlão e Anjinho, aqueles que faltaram ao serviço foram lembrados pelos servidores municipais.

“Não podemos esquecer, porque eles também, com sua ausência, votaram pela manutenção do prefeito. É muito cômodo ficar em casa fazendo churrasco! Se o servidor não vem trabalhar, leva falta… E o vereador? Falto o Habib, esse que tinha que vender esfirra e sumir de Teresópolis… O Dedê da Barra… Pessoal que vota no Dedê, não esqueça disso… O Luciano de Vargem Grande… Quem vota nele também não pode esquecer disso. Aliás, no ano que vem quando alguém falar que vai votar nesses personagens, temos que lembrar disso…. Por último, esse Serginho Pimentel, está na conta dele também… Além dos dois que estavam presentes e contribuíram para a manutenção dessa desordem em Teresópolis, Dr. Carlão e Anjinho… A população na vai esquecer e permitir que esqueçam. A Câmara, em particular  esses seis, não estão refletindo o que a sociedade está vivendo e sentindo”, destacou o professor Alfredo Bittencourt.

E, se os vereadores não fizeram sua parte, a professora Rosângela Castro perguntou quem estava a favor de o prefeito deixar o cargo para qual nunca foi eleito. E a resposta foi unânime, com todos levantando as mãos e gritando “sim!”. “Temos que falar todo dia no local de trabalho… Vamos para a rua, é a rua que vai tirar esse prefeito”, gritou.

Com muitas faixas e cartazes, servidores tiveram apoio dos motoristas na Feliciano Sodré

Com muitas faixas e cartazes, servidores tiveram apoio dos motoristas na Feliciano Sodré

 Nota oficial sobre pagamentos

Através de nota oficial publicada em seu site, a Prefeitura de Teresópolis informou que liberou nesta terça-feira, dia 16, os salários relativos a maio dos professores, totalizando 100% do Magistério Municipal. “Informa ainda que ainda nesta terça serão depositados em conta corrente os vencimentos dos servidores municipais que ganham até R$ 4.410. O escalonamento teve início no dia 3 de junho, com a liberação dos vencimentos para 50% dos funcionários públicos municipais ativos e de 87% dos aposentados e pensionistas do município. No dia 10,um grupo de 1.049 profissionais do Magistério Municipal teve os valores depositados em conta corrente, e no dia 11, foram liberados os proventos e pensões referentes ao mês de maio dos servidores inativos que recebem até R$ 4.050,00”, informou a PMT.

Ainda segundo a nota, a situação vem acontecendo por conta da redução no repasse de recursos aos Estados e Municípios. Outro complicador são os sequestros judiciais, inclusive, de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Ou seja, a retirada, das contas do Município, de valores que estavam reservados prioritariamente para o pagamento do salário do funcionalismo.

 

 

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Paralisação meio turno geral até o último funcionário receber

No Ceac, cerca de seiscentas pessoas lotaram o auditório e conclamaram a união irrestrita da categoria, de quem recebeu e quem ainda não tinha previsão

No Ceac, cerca de seiscentas pessoas lotaram o auditório e conclamaram a união irrestrita da categoria, de quem recebeu e quem ainda não tinha previsão

– Movimento completa uma semana em Teresópolis com movimentação na Calçada da Fama e convocação para sessão da Câmara hoje

 

A mobilização dos servidores da Prefeitura de Teresópolis completou uma semana nesta segunda-feira, 15. Ao contrário da semana anterior, dessa vez a concentração para os atos de protesto contra o atraso dos salários de maio aconteceu na Calçada da Fama, na Várzea. Além de escolher o ponto central pela visualização que o movimento ganharia, a mudança de local serviu também como estratégia para reunir o maior número possível de servidores antes da assembleia que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresópolis – SindPMT – realizaria no Ceac, ao lado da Matriz de Santa Teresa, na Praça Baltazar da Silveira. Na reunião ficou decido que até que o último servidor municipal receba seu salário, toda a categoria vai permanece unida e em paralisação.

Servidor mostra durante as manifestações que o problema do atraso dos salários atingiu uma grande fatia do funcionalismo, inclusive os agentes da Guarda Municipal

Servidor mostra durante as manifestações que o problema do atraso dos salários atingiu uma grande fatia do funcionalismo, inclusive os agentes da Guarda Municipal

Nem a chuva e o frio do final da tarde de ontem afugentaram os servidores, que confeccionaram faixas e cartazes com frases de efeito alusivas ao movimento e às denúncias de enriquecimento ilícito que pesariam contra o prefeito Arlei Rosa. No Ceac, cerca de seiscentas pessoas lotaram o auditório e conclamaram a união irrestrita da categoria, de quem recebeu e quem ainda não tinha previsão. No final dos trabalhos foi confirmada uma nova assembleia da classe para próxima segunda-feira, 22, onde serão reavaliadas as condutas do governo Arlei, bem como a expectativa de acompanhamento da folha de pagamentos do próximo ano. Em diversos momentos da assembleia, manifestantes mais exaltados gritavam “Fora Arlei”, e como tem acontecido sempre, foram apoiados pelo grupo positivamente.

“Terê na lhama”: faixa criada pelos servidores serviu para recordar as denúncias contra o Prefeito Arlei, que teria montado um sítio com animais exóticos, inclusive lhamas

“Terê na lhama”: faixa criada pelos servidores serviu para recordar as denúncias contra o Prefeito Arlei, que teria montado um sítio com animais exóticos, inclusive lhamas

 – Novo local de protestos

A mudança do local da manifestação foi decidida por votação na assembleia realizada pelo movimento na noite da última sexta-feira, 12. No mesmo dia a categoria deliberou por realizar uma paralisação total nesta terça-feira, 16, em todo o serviço público do município. Além de alcançar um público maior, a opção pela Calçada da Fama visou também reunir um significativo número de servidores, especialmente os que estão em desacordo com os atos do Sindicato.

“Nosso movimento completa uma semana de manifestações e amanhã (hoje) alcançamos 11 dias de atraso no pagamento dos salários”, comenta o professor Rui Costa, que participou dos protestos. “Trazer a manifestação para cá, além de proporcionar mais visibilidade é também o local mais próximo da assembleia. Também porque na Prefeitura não estamos sendo recebidos pelo Prefeito, então resolvemos mudar”, detalha. O professor Rui comemora o fato de a população entender os motivos das manifestações, especialmente os pais de alunos do município, obrigados a mudar sua rotina por causa das paralisações parciais. “Essa é a parte mais importante. Isso que fazemos aqui é por causa dos alunos. Sabemos que é um transtorno para os pais, alunos e também para nós. A paralisação, a greve, é a última instância, quando tentamos de tudo e não conseguimos um diálogo. É bom que os pais entendam que a culpa não é dos professores, não é nossa, estamos aqui numa reação a agressão que é ficar sem salários”, explica. Uma chuva fina começou a cair sobre os manifestantes, mas não tirou o ímpeto do movimento. Organizados debaixo de marquises, com palavras e ordem e cantos ensaiados, o grupo fez bastante barulho e chamou atenção de quem passava pela principal calçada da cidade.

Os manifestantes chamaram atenção dos vereadores, que garantiram apoio ao movimento e à causa do atraso do pagamento

Os manifestantes chamaram atenção dos vereadores, que garantiram apoio ao movimento e à causa do atraso do pagamento

 – Entenda a mobilização e as suas causas

Os servidores públicos de Teresópolis se organizaram a revelia do SindPMT em uma série de manifestações. O processo se desencadeou no dia 8 de junho, quando o grupo começou a se organizar através das redes sociais para um protesto na frente da sede do Executivo Municipal. A cada dia o movimento ganhou força e contou com mais adesões. A organização não fez estimativas sobre a quantidade de participantes ou de escolas parcialmente paralisadas, mas a mobilização que se viu mostra que muitos servidores resolveram cruzar os braços e participar dos protestos.

A Prefeitura chegou a liberar o pagamento dos profissionais de Educação que ganham salários até R$ 4600. O gesto não tirou a força do movimento, mostrando que, apesar da adesão dos funcionários da Secretaria de Educação, havia também uma grande participação dos funcionários públicos de outras secretarias, como Saúde e Segurança Pública. Representações do movimento foram criadas para cobrar ações de apoio da Câmara Municipal e também para interceder junto ao gestor da Educação quanto ao possível corte de ponto do funcionalismo. Os vereadores tentaram, sem sucesso, localizar o Prefeito Arlei para uma reunião com a categoria e mostraram solidariedade aos servidores. Toda a crise foi acompanhada à distância pelo SindPMT, cuja diretoria alegou impedimentos legais para organizar e ainda que não foi procurada pela organização para participar.

 

 

 

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Servidores municipais marcam paralisação para próxima terça-feira

Novos protestos nesta sexta-feira em frente ao prédio da Prefeitura fizeram parte da luta dos servidores

Novos protestos nesta sexta-feira em frente ao prédio da Prefeitura fizeram parte da luta dos servidores

– Categoria mantém mobilização e confirma participação em assembleia do Sindicato

 

No quinto dia de mobilização em protesto contra a falta de pagamento dos salários de parte dos servidores da Prefeitura, a categoria voltou a ocupar trecho da Avenida Feliciano Sodré, na Reta. O grupo, aparentemente reduzido em relação aos dias anteriores, contou novamente com a solidariedade dos motoristas que passavam pela Avenida e que interagiam com o já folclórico cartaz “buzine para o prefeito ladrão”.

Os servidores ocuparam parte da Avenida Feliciano Sodré e foram saudados pelas buzinas dos motoristas que passavam pela Reta

Os servidores ocuparam parte da Avenida Feliciano Sodré e foram saudados pelas buzinas dos motoristas que passavam pela Reta

A movimentação dos servidores começou na última segunda-feira, 8, quando um grupo de aproximadamente 100 pessoas se mobilizou através das redes sociais para se manifestar. A essa altura a Prefeitura só tinha quitado os salários cujo teto não ultrapassava os R$ 2.350, o que equivaleria, segundo a própria administração, a 50% dos funcionários. O protesto contra o atraso nos salários ganhou status de evento sindical após a realização de uma assembleia dentro da Prefeitura. Ficou marcada nova reunião no dia seguinte e participação efetiva da categoria na reunião ordinária da Câmara Municipal. Na terça, 9, o dia começou na sede do Legislativo e seguiu com mobilização na porta da Prefeitura, terminando com nova assembleia e deliberações. O número de participantes triplicou em relação ao dia anterior. Depois os servidores seguiram em passeata até a sede do Sindicato para exigir o envolvimento da representação nos atos que aconteciam. No mesmo dia a Prefeitura conseguiu pagar parte dos servidores da pasta de Educação, especialmente aqueles cujo teto não ultrapassava os R$ 4.600.

A quarta-feira, 10, também contou com mobilização na frente da Prefeitura e assembleia. Uma comissão foi escolhida para representar os servidores na reunião da Câmara no dia seguinte. Nova caminhada aconteceu até a sede do Sindicato.

Na quinta, 11, o grupo de servidores escolhido para representar a categoria participou da reunião da Câmara e conversou com os vereadores. Porém a conversa pouco contribuiu para a movimentação da categoria, uma vez que questões como o pedido de agendamento de uma reunião com o prefeito e a projeção sobre a data de para o pagamento não foram respondidas. A tarde houve mobilização na Prefeitura e assembleia, onde ficou decidida a manutenção do movimento e nova concentração na sede do Executivo.

 

O quinto dia de mobilização reuniu um número menor de servidores do que nos outros dias de manifestações

O quinto dia de mobilização reuniu um número menor de servidores do que nos outros dias de manifestações

Mais um dia de luta

Nova mobilização aconteceu nesta sexta-feira, 12, na porta da Prefeitura. Depois do tradicional barulho e da já esperada adesão dos motoristas, os servidores voltaram ao hall do prédio para nova Assembleia. Depois de propostas serem apresentadas, defendidas e combatidas, a categoria votou por manter o sistema de meia paralisação na próxima segunda-feira, dia 15. A novidade é o local da mobilização. Eles vão se encontrar às 16h na Calçada da Fama, na Várzea e querem aproveitar a oportunidade para conversar com a população sobre o movimento e ganhar novas adesões. Depois, seguem para a assembleia que o SindPMT realiza no Ceac, ao lado da Matriz de Santa Teresa. Também ficou decidido que os servidores farão uma paralisação total na próxima terá-feira, 16.

Ao final do dia de movimentação, o professor Alfredo Bittencourt, que normalmente é quem coordena as assembleias na Prefeitura, fez uma avaliação de mais um dia de protestos. “Entendemos que essa luta não é só dos servidores que ainda não receberam seus salários, mas de todos nós. Hoje ainda existem alguns que não receberam, mas amanhã podem ser todos. Há uma crise econômica na Prefeitura e percebemos que o cobertor é curto. Se cobre a cabeça, os pés ficam de fora. Essa não é uma situação conjuntural, mas estrutural”, analisa.

O professor Alfredo mostra preocupação com o que vai acontecer nos demais meses do ano. Por conta disso, ele e seus colegas defendem um enxugamento das contas da Prefeitura. “Nossa mobilização continua por dois grandes motivos: Primeiro, queremos que todos os servidores recebam, não uma parte. Segunda-feira é dia 15 e nossos salários costumam sair no final do mês. Daqui a pouco vence mais um mês. Os que não receberam passam por dificuldades. Segundo, queremos a solução da crise, com a Prefeitura enxugando suas contas, cumpra suas obrigações e nós tenhamos nossos salários em dia”, aponta.

O manifestante comenta a importância dos servidores participarem da assembleia de segunda-feira: “Gostaria de fazer um chamado aos servidores, sindicalizados ou não, que estejam na assembleia. Nosso sindicato está omisso, não assume suas responsabilidades e não está colocando sua estrutura a serviço da luta dos servidores. Estamos aqui à revelia da representação. Essa assembleia vai ser uma oportunidade para colocar o sindicato no seu rumo, de representar os servidores. A postura nesse episódio e em outros nos faz pensar que eles não estão ao lado dos servidores, mas sim da Prefeitura”, conclui.

 

 

 

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A luta continua! Servidores mantém meia paralisação nesta sexta-feira

Servidores e vereadores reunidos no Salão Azul da Câmara: categoria saiu da mesma forma que entrou, ou seja, sem nenhum posicionamento

Servidores e vereadores reunidos no Salão Azul da Câmara: categoria saiu da mesma forma que entrou, ou seja, sem nenhum posicionamento

– Categoria mantém mobilização e se programa para comparecer em massa na assembleia do SindPMT

O quarto dia de movimentação dos servidores municipais que reivindicam o recebimento dos salários da categoria referentes ao mês de maio começou com uma reunião na Câmara dos Vereadores. Os representantes do movimento, escolhidos durante a assembleia realizada na tarde anterior na Prefeitura, permaneceram a manhã inteira na assistência do Legislativo e acompanharam toda a reunião, interferindo em alguns momentos com protestos. Porém, apesar de tanta espera, o encontro com os legisladores pouco acrescentou ao movimento, que saiu de lá sem conseguir agendar a pretendida reunião com o Prefeito e nem mesmo uma notícia sobre o pagamento dos salários. Na assembleia que aconteceu na parte da tarde, os funcionários públicos do município voltaram a se reunir na porta da Prefeitura para mais uma manifestação pública, que voltou a ganhar grande adesão da população, comprovada através das buzinas dos automóveis que passavam pela Reta e que apoiavam a movimentação.

A comissão escolhida para representar o movimento foi composta pelos servidores Rosyanne Ribas (Educação), Robson Melo (Segurança), Monique Rapuano (Saúde), Ana Paula Leite (Saúde), Doralice Veríssimo (aposentados), Cristina Mosqueira Educação e Juliana Reis (Creches).  Eles foram recebidos pelos vereadores Maurício Lopes, Carlão, Fabinho  Filé, Cláudio Melo, Da Ponte e José Carlos Estufa. Dedê e Luciano Ferreira chegaram a entrar na sala, mas ficaram poucos minutos e se retiraram.

O caixão com a foto do Prefeito Arlei e as cruzes com as imagens dos Vereadores também foram levados para a porta da Câmara Municipal

O caixão com a foto do Prefeito Arlei e as cruzes com as imagens dos Vereadores também foram levados para a porta da Câmara Municipal

 Reunião com os vereadores

De imediato os servidores cobraram aos edis sobre os pedidos deixados na última reunião: um encontro com o Prefeito Arlei e notícias sobre o pagamento da categoria. Carlão, que é líder do Governo, disse não ter nenhuma notícia para os funcionários público e comunicou que houve novo sequestro no caixa da Prefeitura, desta vez, relacionado aos precatórios da Praça Olímpica. A representante Rosyanne Ribas pediu aos vereadores um posicionamento concreto a favor dos servidores e que abraçassem a causa da categoria, principalmente porque, no caso da educação, pais e responsáveis por alunos já estariam questionando as paralisações.

Questionado sobre o paradeiro do Prefeito Arlei, que essa semana não teria comparecido nem um dia no seu gabinete, o vereador Carlão disse ter falado pela manhã com Arlei por telefone, mas ficou sem respostas quando perguntado sobre o pedido de reunião. Já o presidente Maurício Lopes explicou que sua assessoria tentou inúmeras vezes um contato com o Prefeito, porém sem sucesso. Cláudio Melo interveio na colocação e destacou a gravidade do fato de o Prefeito não atender os chamados do presidente da Câmara para uma reunião com os servidores. “Não atender esses chamados da presidência dessa Casa nesse momento de crise, quando os trabalhadores invadem a prefeitura para reivindicar salários, é um desrespeito ao Poder Legislativo”, destacou.

Como nos dias anteriores, a categoria voltou a se reunir em frente a Prefeitura e tomou metade da Avenida Feliciano Sodré

Como nos dias anteriores, a categoria voltou a se reunir em frente a Prefeitura e tomou metade da Avenida Feliciano Sodré

Nos momentos seguintes, os representantes dos servidores relataram dramas individuais de colegas que estão sem salários. Desde pessoas que não têm dinheiro para o coletivo até casos de pessoas sem alimento em casa. Situações de assédio moral também foram relatadas aos vereadores, que pediram uma relação de chefes que seriam responsáveis pelas ameaças para tomada de providências. Por fim, mediante a notícia de um novo pedido de afastamento do Prefeito Arlei, os servidores cobraram um posicionamento dos vereadores quanto ao afastamento. Dos sete presentes, seis acenaram com a possibilidade: Cláudio Melo, Antônio Francisco, Fabinho Filé, Da Ponte, José Carlos Estufa e Maurício Lopes. Coerente com seu posicionamento de líder do Governo, Carlão disse que não poderia contar com seu voto contra Arlei e que o mesmo só se daria no momento em que as denúncias fossem verdadeiramente comprovadas.

Depois dos protestos e manifestações, nova assembleia foi organizada no hall da Prefeitura para deliberar sobre os novos passos do movimento

Depois dos protestos e manifestações, nova assembleia foi organizada no hall da Prefeitura para deliberar sobre os novos passos do movimento

De volta às ruas

Na parte da tarde os servidores voltaram a se concentrar na porta da Prefeitura para nova manifestação. Assim como nos dias anteriores, não faltaram palavras de ordem e músicas, com especial destaque para a canção “Vou Festejar”, cujo refrão foi cantado em coro: “Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. O caixão funerário com a foto do Prefeito Arlei e as cruzes com as fotos dos vereadores e da presidente do Sindicato também voltaram a compor o cenário. Mesmo tendo que enfrentar o engarrafamento provocado por metade da pista fechada, a grande maioria dos motoristas que passavam, buzinavam em apoio aos servidores reunidos. O apoio não vinha só de carros particulares, mas de ônibus, caminhões, veículos de empresas e até de concessionárias prestadoras de serviço.

Para finalizar o dia de trabalho, uma nova assembleia foi realizada no hall da Prefeitura visando avaliar o dia de movimento e deliberar os próximos passos. Inicialmente foi feito um relato sobre a reunião com os vereadores e a falta de respostas quanto ao problema dos salários.

Chamou atenção a questão do assédio moral. Foi relatado na assembleia que a Secretaria de Educação, que normalmente recolhe o ponto dos professores no início do mês, teria pedido que as escolas antecipassem o envio dos relatórios, o que segundo as lideranças, caracterizaria o assédio, já que esse pedido foi enviado via e-mail para as diretoras das escolas. Por isso, uma comissão foi eleita pelos servidores para procurar a SME e exigir um comprometimento dos gestores quanto a situação do ponto daqueles que aderiram ao movimento.

No final da reunião, ficou decidido em votação que a categoria mantém a meia paralisação nesta sexta-feira, situação que atinge principalmente as escolas do município. Nova assembleia está agendada para acontecer no final da tarde.

 

 

 

 

 

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Prefeitura libera salários de parte dos professores de Teresópolis

Os servidores incitaram motoristas que passavam pela Avenida Feliciano Sodré a participar do protesto. A resposta foi imediata

Os servidores incitaram motoristas que passavam pela Avenida Feliciano Sodré a participar do protesto. A resposta foi imediata

– Novo escalonamento do Executivo não esvaziou terceiro dia de reivindicações da categoria

 

Depois de dois dias inteiros de pressão e de muito barulho, a Prefeitura de Teresópolis cedeu e liberou o pagamento de parte dos servidores públicos. Dessa vez o escalonamento só atingiu os funcionários lotados na Secretaria de Educação, especialmente aqueles que têm salários cujos valores são abaixo dos R$ 4600. A ação estratégica do Poder Público não foi suficiente para esvaziar a assembleia dos servidores que foi marcada para acontecer nesta quarta-feira, 10, na Prefeitura. Mesmo com os salários depositados, os professores voltaram para a rua e se juntaram aos demais servidores das pastas de Saúde, Desenvolvimento Social, Cultura, Segurança Pública, entre outras.

Da mesma forma que aconteceu nos dias anteriores, os servidores tomaram meia pista da Reta para realizar seu protesto contra o atraso nos salários

Da mesma forma que aconteceu nos dias anteriores, os servidores tomaram meia pista da Reta para realizar seu protesto contra o atraso nos salários

A decisão de liberar parte dos salários foi divulgada pela Assessoria de Comunicação do Executivo na noite de terça-feira, 9. Em nota, a Prefeitura informou que faria o pagamento do grupo específico de servidores seria depositado na quarta-feira, 10. O texto relata que o pagamento foi possibilitado pelo repasse relativo ao Fundo de Participação dos Municípios, que consequentemente possibilitou a devolução dos recursos para a conta do Fundeb, antes desfalcada por um sequestro judicial.

Confira a nota na íntegra. “A Prefeitura de Teresópolis informa que será efetuado nesta quarta-feira, 10, o pagamento do salário referente ao mês de maio dos funcionários do Magistério Municipal que recebem até R$ 4.600, totalizando 1.049 profissionais. A previsão é de que o pagamento dos salários dos demais servidores municipais seja feito nos próximos dias.(…) Recursos do Fundeb (…) haviam sofrido sequestro judicial. Com o repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), ocorrido nesta terça, dia 9, no final da tarde, tais recursos foram devolvidos para a conta do Fundeb, possibilitando o pagamento dos profissionais da Educação, na faixa salarial citada acima. O repasse do FPM pode ser verificado no Portal da Transparência da União”.

Funcionários da Saúde também participaram do movimento, que envolveu representantes de diversas secretarias municipais

Funcionários da Saúde também participaram do movimento, que envolveu representantes de diversas secretarias municipais

Assembleia na Prefeitura

Uma das últimas deliberações dos manifestantes, que realizaram assembleia no final da tarde de terça-feira no hall da Prefeitura, foi a de fazer nova concentração e manifestação em frente à sede do Executivo no dia seguinte. O encontro ficou agendado para as 16h. Novamente centenas de servidores se juntaram na frente da Prefeitura para protestar. As palavras de ordem e gritos de guerra ganharam volume e ecoaram nas buzinas dos veículos que passavam pela afunilada Avenida Feliciano Sodré. Em dado momento, um carro forte que tentou estacionar para abastecer a agência bancária que funciona na Prefeitura, serviu de pano de fundo para novos gritos, como “Oba, o nosso dinheiro chegou”, ou ainda “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí”.

Outro ponto forte da manifestação foi a chegada de um caixão funerário. O objeto trazia a foto do prefeito Arlei Rosa e ainda treze cruzes, simbolizando os 12 vereadores e também a presidente do SindPMT, Andrea Pacheco.

Um carro forte que chegava para abastecer a agência bancária da Prefeitura acabou fazendo parte dos protestos. Os servidores cantaram “Oba, nosso dinheiro chegou...”

Um carro forte que chegava para abastecer a agência bancária da Prefeitura acabou fazendo parte dos protestos. Os servidores cantaram “Oba, nosso dinheiro chegou…”

Já dentro da Prefeitura os servidores realizaram nova assembleia para deliberar sobre os novos passos do movimento de protesto. Depois de considerações e sugestões, foi aprovado por maioria absoluta a continuidade da situação de meia-paralisação nas escolas, creches e Centros de Educação Infantil. O grupo também vai voltar à Câmara Municipal para acompanhar novamente a reunião dos vereadores e pretende realizar nova assembleia, no final da tarde, na Prefeitura. Uma comissão composta por funcionários de diversas secretarias municipais foi eleita por aclamação para representar a categoria em possíveis reuniões com vereadores ou mesmo com o Prefeito.

O terceiro dia de protestos terminou com nova passeata acontecendo pelas principais avenidas do centro da cidade. A caminhada começou na Prefeitura e só terminou na sede do SindPMT, à Rua Heitor de Moura Estevão, na Várzea.

Antes da assembleia que apontou os novos passos do movimento, o caixão que representou o enterro foi colocado em local de destaque dentro da Prefeitura

Antes da assembleia que apontou os novos passos do movimento, o caixão que representou o enterro foi colocado em local de destaque dentro da Prefeitura

 Sindicato convoca assembleia

Alegando impedimentos legais para participar da movimentação dos servidores, a representação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresópolis – SindPMT – publicou edital nesta quarta-feira, 10. O documento convoca a categoria para uma Assembleia na próxima segunda-feira, dia 15, no Centro de Atividades Comunitárias – Ceac – ao lado da Matriz de Santa Teresa. Os assuntos em pauta para discussão dos servidores são os atrasos constantes no pagamento dos salários, vales-alimentação, vales-transporte e do Fundo de Pensão do Servidor Público.  Nesta quinta-feira, 10, a presidente da representação, Andrea Pacheco, prometeu dar entrevista ao DIÁRIO para falar sobre a situação dos servidores e sobre a movimentação que acontece de forma paralela às ações do Sindicato.

 

 

 

 

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Servidores vão parar meio expediente nesta quarta-feira

Professores levaram cartazes para a assistência da Câmara, desafiando os vereadores a aderir à causa dos servidores que ainda não receberam seus salários

Professores levaram cartazes para a assistência da Câmara, desafiando os vereadores a aderir à causa dos servidores que ainda não receberam seus salários

– Categoria cobra ação dos vereadores e pede reunião com Prefeito Arlei Rosa

 

O segundo dia de protestos e manifestações por conta dos atrasos nos salários de parte dos servidores municipais, começou com atividades nas escolas da rede municipal de ensino. Os professores e funcionários que participaram da movimentação no dia anterior foram às escolas para convencer os colegas de cruzar os braços e participar da movimentação em frente à Câmara Municipal. Aliás, a sessão ordinária do Legislativo também foi marcada pela presença dos funcionários na assistência. A categoria queria uma reunião com os vereadores para cobrar um posicionamento sobre a questão do atraso e da falta de previsão para a entrada do dinheiro dos servidores. Uma assembleia realizada no final da tarde na porta da Prefeitura deliberou para a manutenção do movimento e da paralisação parcial do funcionalismo. A falta de diálogo com o Prefeito pesou na decisão dos servidores.

O segundo dia das manifestações dos servidores começou na porta da sede do Legislativo, onde cartazes foram espalhados em um varal de reivindicações

O segundo dia das manifestações dos servidores começou na porta da sede do Legislativo, onde cartazes foram espalhados em um varal de reivindicações

Logo na tentativa de abertura da sessão da Câmara, os professores mostraram que não seriam meros coadjuvantes da reunião. O atraso de alguns vereadores em se apresentar no plenário, que chega a ser corriqueiro no dia a dia dos edis, provocou adiamento do início dos trabalhos por falta de quorum. Só havia seis vereadores em plenário: Maurício Lopes (PSL), Da Ponte (PSDB), Fabinho Filé (PMDB), Antônio Francisco (PP), Serginho (PRP) e Cláudio Melo (PT). A ação regimental gerou protestos entre os que estavam assistindo, tanto que rapidamente outros três, Dedê (PTN), Carlão (PMDB) e José Carlos Fita (PSDC), trataram de entrar e tomar seus lugares, possibilitando o início dos trabalhos após a segunda chamada. Os outros três membros da atual legislatura, Habib Tauk(PMN), Ângelo Gallo (PSD) e Luciano Ferreira (PSL), faltaram.

Cláudio Melo se solidarizou com os servidores públicos e criticou as ações do SindPMT

Cláudio Melo se solidarizou com os servidores públicos e criticou as ações do SindPMT

 Sessão interativa

Em sua primeira intervenção, o presidente Maurício Lopes saudou os representantes do funcionalismo presentes e informou que uma comissão de representantes seria recebida após a Sessão no Salão Azul da Casa. Também explicou que não poderia ser concedida a palavra durante a sessão por razões regimentares. Logo na apresentação do primeiro encaminhamento, que tratava sobre incentivos à implantação da disciplina de Educação para o Trânsito nas escolas do município, o líder do Governo, Vereador Carlão, ao defender o projeto, acabou incitando respostas da assembleia, uma vez que com a aprovação, colocava mais carga sobre as escolas do município. Ao tentar falar, foi interrompido várias vezes por protestos e vaias. Carlão chegou a chamar os professores presentes de ‘mal educados’, citação que causou ainda mais agito na assistência da Casa.

Alheio às discussões em plenário,  vereador Dedê da Barra consulta notícias sobre o Legislativo na edição do DIÁRIO

Alheio às discussões em plenário, vereador Dedê da Barra consulta notícias sobre o Legislativo na edição do DIÁRIO

Seguindo o rito, o secretário da Mesa Diretora, Vereador Antônio Francisco, leu um ofício do Sindicato dos Servidores do Município de Teresópolis – SindPMT. O documento pedia providências do legislativo quanto ao problema dos atrasos dos servidores e cobrava um atuação dos vereadores quanto ao caso.

Cláudio Melo, recebendo a palavra em pedido ‘pela ordem’, sugeriu que todas as moções previstas para o dia fossem retiradas pelos autores para que pudessem ouvir os representantes dos professores. O petista aproveitou a oportunidade para criticar o SindPMT e sugerir aos manifestantes que montassem uma chapa própria para ‘tomar’ a direção da representatividade do funcionalismo.

A sugestão de retirar as moções e projetos foi acatada pela Mesa Diretora, que após manter os procedimentos legais, inverteu a pauta e concedeu a fala aos líderes da casa e depois finalizou a sessão.

Nos encontros e reuniões realizados durante o dia, faixas e cartazes foram colocados em pontos estratégicos da Sede do Executivo Municipal

Nos encontros e reuniões realizados durante o dia, faixas e cartazes foram colocados em pontos estratégicos da Sede do Executivo Municipal

Vereadores recebem servidores

Servidores e vereadores reuniram-se no Salão Azul da Câmara. A reunião foi conduzida pelo vereador Fabinho Filé, que é membro da Comissão de Educação e Cultura da Casa juntamente com o vereador Antônio Francisco. O terceiro membro, Luciano Ferreira, não compareceu à sessão. Os representantes dos funcionários cobraram um posicionamento oficial dos vereadores quanto a situação do atraso dos salários e pediram que os edis interviessem para que acontecesse uma reunião da categoria com o Prefeito Arlei. A cobrança recaiu de forma mais intensa sobre o líder do Governo na Casa, Vereador Carlão, e sobre o presidente da Mesa, Maurício Lopes. Carlão disse aos representantes que ‘daqui a pouco ia ver isso’. Ele foi interrompido pela professora Rosyanne Ribas: “O senhor me desculpe, mas essa questão do ‘daqui a pouco’ pra gente não ‘rola’ mais. Temos que nos organizar para amanhã. O que precisamos é que o senhor pegue o seu telefone e ligue agora e nos dê uma resposta. A fome não espera. Tem gente sem alimento em casa. Tem um grupo lá embaixo esperando uma resposta”, desabafou. Já Maurício Lopes pediu a sua assessoria que tentasse um contato com o gabinete para agendar a conversa. Porém, depois de alguns minutos, a resposta que chegou foi de que não localizaram o prefeito. Maurício Lopes também garantiu que a situação do funcionalismo seria estudada pela Procuradoria da Câmara. “Uma vez que a Procuradoria do município talvez tenha deixado a desejar nessa questão dos seqüestros que aconteceram nas contas da Prefeitura e que deixaram os servidores sem salários”, declarou.

Alunos das escolas municipais se solidarizaram com os professores e participaram das manifestações em defesa dos servidores da Prefeitura

Alunos das escolas municipais se solidarizaram com os professores e participaram das manifestações em defesa dos servidores da Prefeitura

 Reunião com Prefeito?

Os manifestantes, que a essa altura ocupavam as calçadas e parte da pista de rolamento da Avenida Feliciano Sodré, caminharam até a Prefeitura e fizeram uma rápida assembleia no hall do prédio do Executivo. O professor Alfredo Bittencourt passou os detalhes da reunião aos colegas e a categoria decidiu por permanecer na Prefeitura até que fosse atendida pelo Prefeito.

“Nós ficamos indignados por conta do atraso dos nossos salários. Viemos ontem (segunda, 8) para cá para tentar conversar com o prefeito e ter uma solução. Para nossa surpresa o Prefeito não estava na casa e só fomos recebidos pela Procuradora Rosilda Barbosa, que falou apenas que não há previsão para o pagamento. Nos reunimos aqui e resolvermos manter o movimento hoje (ontem)”, detalha o professor. “Nós pedimos que os vereadores agendassem uma reunião urgente com o Prefeito, ele precisa nos receber, esclarecer e apresentar ao funcionalismo uma solução para esse problema”, explica. “No nosso entendimento, a prioridade da prefeitura hoje deveria ser a solução dessa situação. O que não pode é ter escolas fechadas, professores sem trabalhar e protestando aqui na Prefeitura”.

O professor, que tem destacada atuação à frente da movimentação, explica que não foi feito um balanço oficial sobre a adesão ao movimento. “Infelizmente nosso movimento conta principalmente com a base dos professores. Nosso Sindicato não cumpre seu papel como deveria. De nos representar. Nenhum de nós é diretor do sindicato, mas sim professores concursados que querem voltar a trabalhar. O que percebemos aqui é que as principais escolas da cidade, as que atendem o segundo seguimento da região urbana, estavam com o professores aqui. Não quantificamos o número de escolas que pararam ou de profissionais que não foram dar aula”, explica.

Depois da sessão ordinária, vereadores receberam os representantes dos servidores no Salão Azul da Casa e ouviram cobranças para atuar em defesa da categoria

Depois da sessão ordinária, vereadores receberam os representantes dos servidores no Salão Azul da Casa e ouviram cobranças para atuar em defesa da categoria

 Movimento continua

Os manifestantes mantiveram a vigília o dia inteiro na frente do prédio da Prefeitura. No final da tarde aconteceu uma assembleia para deliberar os próximos passos do movimento. A categoria, reunida no hall da Prefeitura, votou inicialmente pela decisão de dar ao encontro status de evento oficial do Sindicato, já que a representação oficial da categoria não compareceu ao evento. A proposta foi aprovada por unanimidade. Depois o microfone foi aberto para que os participantes pudessem propor os passos seguintes, já que a exigência de ser recebido pelo prefeito não foi cumprida, assim como os salários não foram depositados. Dessa maneira foi proposta uma paralisação parcial, de meio expediente, atingindo principalmente as escolas, que funcionariam nos dois turnos até o horário do recreio. A outra proposta foi de paralisação total. Em votação, os servidores optaram pela proposta de parar parcialmente nesta quarta-feira. Com isso, os profissionais vão aproveitar a ida às escolas para convencer os colegas a aderir o movimento.

Por fim, encerrando o evento, os participantes foram em caminhada até a sede do SindPMT, Rua Heitor de Moura Estevão, na Várzea, para cobrar uma ação oficial da representação. Os servidores cercaram a sede e encerraram a manifestação cantando o refrão da música “Vou Festejar”, que diz… “Você pagou com traição, a quem sempre te deu a mão”.

 

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Servidores públicos, sem salários, prometem cruzar os braços

Sevidores estenderam um varal de reivindicações em frente ao prédio da Prefeitura de Teresópolis durante a manifestação de ontem

Sevidores estenderam um varal de reivindicações em frente ao prédio da Prefeitura de Teresópolis durante a manifestação de ontem

– Categoria participa de manifestação na Prefeitura e cobra pagamento de maio

 

Uma manifestação que começou pelas redes sociais ganhou força e mobilizou uma grande número de pessoas nesta segunda-feira, 8. Os participantes, a maioria professores da rede municipal de Educação, fizeram muito barulho e cobraram um posicionamento oficial do Poder Público quanto ao atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de maio e que deveriam ter sido depositados até a última sexta-feira, dia 5. Uma representação dos manifestantes foi recebida por uma representante do primeiro escalão do Governo Arlei Rosa, que por sua vez teria confirmado a falta de qualquer previsão para pagamento. A Prefeitura depositou na semana passada os salários de parte do funcionalismo, contemplando apenas os que recebem até R$ 2.350, o que equivaleria a aproximadamente 50% da categoria. Os professores, que não foram prejudicados em semelhante situação de atraso no mês de abril, desta vez foram atingidos em cheio pelo problema.

A manifestação começou a ganhar corpo por volta de 16h30. Os organizadores estenderam faixas com palavras de ordem e estenderam um varal onde foram colocados vários cartazes, sempre cobrando um posicionamento do poder público quanto ao pagamento dos salários. O SindPMT, que alegou impedimentos legais para organizar qualquer movimento semelhante, também foi alvo de críticas.

Manifestação pelo atraso de selários de servidores

Manifestação pelo atraso de selários de servidores

 Casa do Povo

Depois de alguns minutos gritando do lado de fora, os participantes resolveram entrar na Prefeitura. De forma pacífica, caminharam até o hall do palácio Thereza Christina, onde continuaram entoando palavras de ordem e suas reivindicações.

Uma comissão composta por cinco representantes dos manifestantes foi recebida pela Procuradora Geral do Município, Rosilda Barbosa, em seu gabinete de trabalho. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a conversa. A reunião durou poucos minutos e os professores saíram do mesmo jeito que entraram, ou seja, sem qualquer posicionamento da Prefeitura quanto ao pagamento dos seus vencimentos. “Ela não falou nenhuma novidade pra gente. Nós sabíamos que não há previsão de pagamento. Ela justificou o problema alegando que houve sequestro das verbas do Fundeb e até pediu que a gente desse uma solução”, relata Rosângela Alves de Castro, uma das organizadoras do manifesto. “Nós não temos que dar solução, estamos sem salários e o prefeito foi eleito para buscar soluções. Eles têm que pagar e nós temos que receber. E por que a diferenciação? Tem funcionário que recebeu e outros, não. Tem gente com duas matrículas que está sem dinheiro algum. Essa luta vai continuar e com muita força”, garante.

Os manifestantes cobraram um posicionamento da Prefeitura quanto ao pagamento dos salários referentes ao mês de abril e que deveriam ter sido depositados até o último dia 5

Os manifestantes cobraram um posicionamento da Prefeitura quanto ao pagamento dos salários referentes ao mês de abril e que deveriam ter sido depositados até o último dia 5

 Sem dinheiro para pagar

Depois da conversa relâmpago, os manifestantes voltaram para o lado de fora da Prefeitura. A essa altura crescia o número de participantes e a adesão da população, demonstrada através das buzinas dos carros, que apoiavam o movimento dos servidores. Mediante a falta de um posicionamento oficial, os participantes deliberaram por cruzar os braços nesta terça-feira, 9. A liderança orientou os participantes a comparecerem aos postos de trabalho e incentivar os colegas a aderir à paralisação. Depois, prometem se reunir novamente no prédio do Executivo, para fazer a assinatura simbólica do ponto. Em seguida, vão para a Câmara Municipal, onde pretendem ser recebidos pela Comissão de Educação da Casa para cobrar uma posição oficial dos vereadores quanto ao problema do funcionalismo.

A diretoria do SindPMT, que alega impedimentos legais para convocar paralisações ou greves, também foi alvo de ataques

A diretoria do SindPMT, que alega impedimentos legais para convocar paralisações ou greves, também foi alvo de ataques

“Os professores que não receberam não vão trabalhar. É um aviso para a população de Teresópolis. Não é justo a gente ficar sem salários. Temos contas vencendo, juros sobre juros e muitos aqui não fizeram as compras para casa. Não são só professores, mas servidores da Saúde, da Guarda Municipal, agentes de creche… Muita gente sem salários. A Câmara, que deveria estar do nosso lado, vota em manter o Prefeito. Fingindo que está ao nosso lado, mas não está. Eles escolheram seu lado”, aponta Rosângela. Ela, que se declara oposição à atual diretoria do Sindicato dos Servidores, lamenta ainda a falta de apoio da representação ao movimento. “A presidente só maltrata a gente nas assembleias. Ela não cumpre deliberações”, afirma.

Na última sexta-feira, 5, a presidente do SindPMT, Andrea Pacheco, acompanhada de representantes do jurídico da representação, alegou não poder tomar parte de movimento, já que a legislação impede que haja qualquer ação sindical sem que haja um atraso real de pelo menos 30 dias no pagamento dos salários. A diretoria vai agendar nos próximos dias uma assembleia para reunir a categoria, ouvir as reivindicações e tomar decisões sobre formas de se manifestar.

A reportagem tentou, através da Assessoria de Comunicação, ouvir um representante da Prefeitura sobre as reivindicações. Porém, a informação prestada foi de que não haveria qualquer posicionamento oficial do Governo Arlei Rosa sobre a situação dos servidores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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