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Conhecendo a Pedra do Índio dos Frades em Teresópolis

Os imponentes Morro dos Cabritos e Pedra D´Anta, vistos do cume da Pedra do Índio

Os imponentes Morro dos Cabritos e Pedra D´Anta, vistos do cume da Pedra do Índio

– Montanha fica em uma das regiões mais bonitas da cidade e pode ser acessada por caminhada

 

Capital Nacional do Montanhismo, Teresópolis tem vários points que são “desejo de consumo” de qualquer pessoa interessada em esportes realizados em ambientes naturais. Um desses locais que atraem gente de todo o mundo é o Vale dos Frades, acessado pelo quilômetro 20 da RJ-130, que liga nosso município a Nova Friburgo. Escaladas, caminhadas, cavalgadas, banho de cachoeira… Há muito que se fazer nessa região que já foi cenário de diversas produções televisivas, de comerciais a novelas, além de muitos filmes. Frequento os Frades há muito tempo e, mesmo assim, não ainda consegui visitar todos os cumes das montanhas protegidas pelo Parque Estadual dos Três Picos naquela área. Somente recentemente coloquei mais uma dessas trilhas no meu “currículo”: estive na Pedra do Índio, que fica bem próxima a entrada do vale e oferece excelente vista para a zona rural do município e também as formações rochosas que dão nome à unidade de conservação ambiental. Mas, para ver o mundo de cima desse ponto, encarei uma trilha fechada até os cerca de 1.600 metros de altitude da “cabeça do índio”.

Antes de cruzar o pasto, um pequeno e bonito bosque bem ao lado do rio dos Frades

Antes de cruzar o pasto, um pequeno e bonito bosque bem ao lado do rio dos Frades

A caminhada foi mais uma da extensa programação do Centro Excursionista Teresopolitano, principal entidade de montanhismo na cidade e única filiada à Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (Femerj). A montanha fica à esquerda, tendo acesso por uma rua paralela à principal, logo na entrada. Deixamos os carros ali, atravessando a pequena via que corta diversas plantações. Após uma pequena ponte sobre o Rio Frades, se pega à direita. A estradinha vai cortar um pasto até ficar ao lado do curso d´água, seguindo para a esquerda, já em direção ao Índio.

São cerca de três quilômetros por esse caminho mais aberto, até começar a subida pela crista da montanha. Aí a subida fica um pouco mais difícil, não só pela inclinação do terreno, mas porque o acesso está fechado devido a pouca visitação. A dica é seguir uma cerca, até o ponto onde já se vê a cume. Com o mato fechado, se demora um mais para chegar ao cume. Porém, os arranhões são mínimos e ficam imperceptíveis diante do que se encontrará logo a seguir… Já no lance final de caminhada, se descortina o encantador cenário natural dos Frades, que mesmo após muita agressão promovida pelo homem com desmatamentos para a abertura de pastos – onde hoje se vê muito pouco gado, ainda é muito belo e imponente. Altas montanhas, com seus paredões rochosos aflorados, cercados por remanescentes de floresta onde os animais, de quatro e duas patas, sendo os últimos os piores, ainda não conseguiram chegar.

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano em mais um cume, inédito para quase todos os participantes da caminhada

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano em mais um cume, inédito para quase todos os participantes da caminhada

 Natural x antrópico

Morro dos Cabritos, Anta Maior, Dois Bicos, Seio da Mulher de Pedra, Torres de Bonsucesso, Picos Maior, Menor e Médio, Capacete, Caixa de Fósforos… Muitas montanhas podem ser vistas do cume da Pedra do Índio, todas muito próximas e imponentes, sempre acima dos 1.500 metros de altitude. Elas compõem um cenário que, como citei no começo, serve de inspiração para muita gente. Por outro lado, as grandes propriedades no Vale dos Frades têm campos verdes, de pastos, hoje vazios. Em uma das montanhas, inclusive, foi aberta uma grande estrada que leva até seu cume e segue em direção outro lado do vale… Curioso tal ação ser permitida hoje em dia, visto que a área está protegida pelo PETP.

A caminhada ate o índio é considerada como leve superior, demorando cerca de três horas devido à trilha estar fechada na parte final. Participaram 19 pessoas, entre elas iniciantes que superaram seus limites encarando a parte mais íngreme e fechada da subida e puderam ver os Frades de um ângulo conhecido por poucos. Para ver mais fotos do passeio, acesse a página da coluna na rede social Facebook (Mochileiro – Diário TV). Para participar de eventos como esse, visite uma das reuniões sociais do CET, que acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br

 

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Teresopolitanos nas corredeiras do rio Macaé

Poço Verde, um dos mais bonitos e procurados no rio Macaé, no trecho que corta Lumiar

Poço Verde, um dos mais bonitos e procurados no rio Macaé, no trecho que corta Lumiar

– Turma do CET participa de animado rafting em Lumiar, distrito de Nova Friburgo

Nem é preciso dizer que a temática principal da coluna é o montanhismo e suas vertentes, mas, nessa época quente do ano, cachoeiras e outras atividades “com água” são muito bem vindas. Por isso, no último fim de semana embarquei em uma viagem com o pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano para conhecer as corredeiras do rio Macaé, no trecho que corta o distrito de Lumiar, no município vizinho Nova Friburgo. Em um bonito dia de sol e céu azul, fizemos rafting com uma empresa especializada e ainda aproveitamos o dia para se refrescar nas geladas águas daquela região.

Antes da descida nos botes, o pessoal aproveitou para se refrescar no encontro dos rios

Antes da descida nos botes, o pessoal aproveitou para se refrescar no encontro dos rios

Viagem até Lumiar

São cerca de duas horas de viagem até Lumiar. Próximo a uma pracinha no centro da localidade, fica o estande da firma que contratamos para descer as corredeiras. Com o grupo grande e o rio com o nível um pouco mais baixo do que o normal, o que não permitiria fazer um passeio mais longo, ainda conseguimos um desconto no preço. Da praça, pegamos seis quilômetros de estrada até o encontro dos rios – Bonito e Macaé – onde acontece a prática do esporte que leva gente de toda parte para Lumiar. Nosso guia foi o experiente Heberson Lamblet, o Bel.
Com a grande turma de Teresópolis, um grupo na nossa frente e apenas um bote com cinco lugares, a atividade acabou sendo demorada. Porém, isso não foi problema nenhum: Aproveitamos para um banho nas geladas águas do rio Macaé, e, a cada descida do bote, nos divertíamos com as caras e bocas do pessoal – a grande maioria nunca havia feito rafting.

“Batizado”: No final do passeio, o bote é virado propositalmente no Poço Verde

“Batizado”: No final do passeio, o bote é virado propositalmente no Poço Verde

Encontro de rios

A saída acontece justamente no encontro dos dois rios, onde há um grande volume d´água e uma piscina natural ideal para os novatos aprenderem a usar os remos e os posicionamentos que devem ser feitos quando o bote ganha as corredeiras, embalado pela correnteza e desviando de grandes pedras. Inicialmente, o passeio seria de 1,5km, até as proximidades de um bar. Mas, com o nível do rio baixo, no trecho a partir do Poço Verde os ocupantes tiveram que sair do bote várias vezes… Assim, somente o primeiro grupo fez todo o percurso.
Mas isso não foi problema para o pessoal que encarou cerca de um quilômetro de muitas remadas e adrenalina, do começo ao fim. Do treinamento até a saída do bote, que não para na margem do rio para o desembarque… Ele é tombado propositalmente no meio do Poço Verde, proporcionando risadas de quem está dentro ou fora… Um pouco menos para quem não está com a natação em dia, mesmo com a utilização de todos os equipamentos de segurança, mas vale muito a pena…

Um dos trechos mais emocionantes da descida do rio Macaé, quando velocidade aumenta

Um dos trechos mais emocionantes da descida do rio Macaé, quando velocidade aumenta

Depoimentos

Colhi alguns depoimentos para o Mochileiro da Diário TV, que mostram bem o que pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano achou da atividade: ”Foi muito gostoso, uma sensação muito boa e que pretendo repetir”, frisou Cris Carvalho, que desceu no mesmo bote que o marido, Ledson Chaves. “Delicioso e se Deus quiser a gente volta. Foi uma vez só, mas deu vontade de fazer esse passeio maravilhoso novamente”, completou. ”Foi muito bom, muito divertido mesmo”, enalteceu Felipe Eufrásio. “Fica com gostinho de quero mais, faria tudo de novo”, disse Andréa de Paula. “Foi curtinho, mas intenso, faz uma força legal, muita adrenalina”, relatou o Professor de Educação Física Luciano Mobi.

Instrutor Bel olha a turma encarando a água gelada em um dos momentos de mais emoção

Instrutor Bel olha a turma encarando a água gelada em um dos momentos de mais emoção

O lugar

Lumiar fica no quinto distrito de Nova Friburgo e inserida na APA de Macaé de Cima. O percurso a partir do encontro dos rios tem duração média de 40 minutos de atividade, com corredeiras de classe I ao III+, sendo considerado um dos melhores raftings do estado do Rio de Janeiro.
A empresa que contratamos, a Lumiar Aventura, é certificada pela ABNT – Programa Aventura Segura / Sebrae/ Ministério do Turismo/ Abeta. “Esse passeio é recomendado para pessoas com mais de 15 anos que gostam de participar de atividades ao ar livre como atividades aquáticas e técnicas simples de navegação em corredeiras, caso o rio esteja com seu nível acima do classe III – muda o perfil dos participantes, neste caso, somente maiores e pessoas que já tenham experiência, com espírito de aventura arrojado podem descer. Os condutores de rafting  são treinados a verificar a classificação”, lembra a agência.

Uma das seis descidas do pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano no rio Macaé

Uma das seis descidas do pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano no rio Macaé

Sana

Após um dia todo em Lumiar, partimos para Sana, em Macaé de Cima, outra localidade do estado conhecida por permitir muitas atividades na água. Porém, isso é assunto para a semana que vem: Realizamos um acampamento, tomamos banho de cachoeira e fizemos uma longa caminhada até o Peito do Pombo, curiosa formação rochosa onde duas pedras – uma grande e uma pequena – parecem estar cuidadosamente equilibradas. Para mais informações sobre essas atividades, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, que acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, ao lado da ponte, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br. Tanto o rafting quanto a caminhada em Sana serão destaque no programa Mochileiro da Diário TV (Canal 4 do sistema RCA News) em breve.

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Mirantes, opção para admirar e conhecer Teresópolis

Visual do Vale do Paraíso: Do Dedo de Nossa Senhora ao Pico do Beija-Flor, no PARNASO

Mochileiro – Marcello Medeiros

– Pontos turísticos permitem ver a cidade de cima e ainda aprender um pouco sobre nossa história

Um dos prazeres de quem sobe uma montanha é admirar visuais únicos, geralmente de cima. No caso das formações rochosas da nossa região, ver Teresópolis de ângulos diferentes, seus atrativos naturais e também sua distribuição em vários bairros… De cada montanha, se tem uma impressão diferente do município. Bom, essa é apenas um dos benefícios obtidos com esse esporte, cujas vantagens poderiam render logicamente mais um grande artigo por aqui… A ideia de hoje é focar no que se admira e mostrar que, devido as caraterísticas da região, não é necessário escalar ou caminhar por uma longa trilha para obter visuais maravilhosos e incomuns. Basta visitar os mirantes localizados em quatro diferentes cantos da cidade para, se ainda não aconteceu com você, se apaixonar pelas belezas de Teresópolis.

Pontinha da Agulha do Diabo, também em foto feita no Mirante do Vale do Paraíso

O magnífico Soberbo

Falando nesse assunto, não dá para começar em outro lugar que não seja o principal deles, o Soberbo. O mirante fica na divisa com Guapimirim e dali se tem a melhor vista para o nosso principal cartão postal, a Serra dos Órgãos. Bem diante dos olhos de centenas de turistas diariamente está a principal montanha da cadeia e a mais importante para a prática desse esporte no país, o Dedo de Deus – afinal de contas, sua conquista, em 08 de abril de 1912, é considerado o marco da escalada brasileira. Além dele, ficam em destaque o Escalavrado, Dedo de Nossa Senhora, Cabeça de Peixe, Santo Antônio e a pontinha do São João.
Olhando para outro lado, avista-se o Parque Estadual dos Três Picos, representado ali pela Pedra do Elefante. Com 1.180 metros de altitude e acessada através de caminhada fácil, a montanha tem um paredão rochoso imponente e que também não escapa das lentes dos fotógrafos, profissionais ou amadores em busca de registrar sua presença em um local tão bonito. E falando em “atrativos” daquele mirante, como não citar o gastronômico? Visitar o Soberbo e não tomar um caldo de cana, acompanhado de um pastel napolitano, é quase não ir lá… “Estou aqui há seis anos e já atendi a gente do mundo inteiro, encantada com as maravilhas desse local”, me relatou Adriana Lopes, uma das proprietárias de barraca que agora estão localizadas próximo ao Terminal Turístico. Antes, elas funcionavam em Kombis junto ao mirante.

Das Torres da Vila Muqui, as montanhas do Parque do Três Picos, com destaque para a Pedra da Ermitage

História e beleza na Granja

Localizado na Alameda Iracema, logo na entrada do bairro Granja Guarani, o Quiosque das Lendas oferece mais do que uma bonita vista para as montanhas que compõem o perfil do Frade – Testa, Nariz, Verruga e Queixo – ou para o Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Futebol, a CBF. Ele faz parte da história do nosso município e foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1988. “Os azulejos foram pintados em 1929 e o mirante ficou pronto em 1930, obra do engenheiro teresopolitano Carlos Niocac os azulejos de pintor português Jorge Colaço. Ele representa bem o desenvolvimento que Teresópolis teve nos anos 30, com o surgimento dos bairros nobres da cidade com a Granja Guarani e o Comary. Aliás, o mirante era atrativo para a venda dos lotes da Granja, a partir dele as pessoas se interessaram pelas chácaras e comprar os o terrenos para construir. Além da questão do desenvolvimento, é muito importante na questão turística, pois apresenta quatro lendas indígenas. A principal é a que conta como apareceu a noite, uma das que as pessoas mais se interessam”, conta o Secretário Municipal de Cultura, Wanderley Peres, que, junto com o Inepac, trabalha a recuperação do mirante e da área no seu entorno.

Da Colina dos Mirantes, o imponente Dedo de Deus poderia ser fotografado desse ângulo… Mas PMT permitiu essas as antenas…

De cima, da colina

“Num festival de beleza, que meu olhar descortina, faz ciranda a natureza entorno desta colina”. Em 1968, o trovador Manoel de Araújo Peres pensava assim, ao descrever o que via de um dos principais pontos turísticos de Teresópolis, a Colina dos Mirantes. O atrativo fica no final da Alameda Nilo Tavares, na Fazendinha, e permite uma vista aérea da cidade e de dezenas montanhas da Serra dos Órgãos, do Dedo de Nossa Senhora a Pedra do Papudo. Dos outros lados, avista-se até o Parque dos Três Picos e o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis. De cima também é possível fotografar um dos pontos do rio Paquequer que anos atrás também era considerado atrativo, a Cascata Guarany.
Porém, apesar de tanto potencial, o local não recebe o carinho que merece há anos. Pichações, lixo e falta de capina são alguns dos pontos negativos. E não bastassem os problemas que se arrastam há tanto tempo, e que já foram denunciados pelo DIÁRIO, a cada dia que passa a situação fica mais complicada: Hoje, quem acessa o mirante não consegue sequer fotografar a montanha mais famosa da Serra dos Órgãos. Tudo isso porque o número de antenas instaladas no local, com a devida autorização do poder público, é cada vez maior. Além da poluição visual, elas ficam na direção do Dedo de Deus, sendo impossível registrar o marco do montanhismo nacional sem “levar junto” bacias de fibra, estruturas de ferro e cabos de aço.

Além de vista para as montanhas e CBF, o Quiosque das Lendas é importante para a história local

Vale: Acesso fácil e vista única

No final da Avenida Delfim Moreira, próximo ao cruzamento com a Rua Wenceslau José de Medeiros, fica o mirante do Vale do Paraíso. O pequeno espaço público garante uma grande panorâmica da Serra dos Órgãos, “bem de frente”, com destaque para montanhas que são vistas de outros locais, como a Agulha do Diabo. Felizmente, hoje o local está limpo e foi pintado recentemente pela Secretaria de Serviços Públicos, a pedido da Secretaria de Turismo.

Nos bairros, mais mirantes

Devido a característica do município, não é necessário procurar “mirantes oficiais” para ver a cidade de cima. De muitos bairros se consegue fotografias maravilhosas da terra de Teresa e suas belezas naturais, principalmente se tratando das diferentes formações rochosas. Um desses locais é o Recanto dos Artistas, onde mora o amigo Edson Brasinha. Na semana passada, ele nos recebeu para mostrara vista da sua varanda. “A cada manhã a primeira coisa que faço é abrir a cortina para ver o visual… Estou há 10 anos aqui, mas a cada manhã é um visual diferente… É sensacional… Já fiz imagens com a cidade encoberta e vai abaixando a neblina até vão aparecendo o Dedo de Deus e outras montanhas”, conta.
O ponto mais alto da Vila Muqui, onde ficam as torres de televisão e empresas de celular, é outra dica para ver Teresópolis e suas belezas e, recomendo, aguardar o final de tarde para registrar as cores quentes de um pôr do sol! Bom, todas essas maravilhas serão destaque no programa Mochileiro produzido para a DIÁRIO TV (Canal 4 do Sistema RCA News) que será levado ao ar a partir do início do mês de setembro.

 

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Travessia Petrópolis x Teresópolis em apenas um dia

Subida conhecida como “Isabeloca”, supostamente em homenagem à Princesa Isabel

Mochileiro – Marcello Medeiros

– Grupo do CET faz percurso de 33 km para comemorar aniversário de 70 anos de dois montanhistas

As trilhas que ligam Teresópolis a Petrópolis, cortando as montanhas mais altas da Serra dos Órgãos, são procuradas por gente de todo o Brasil e até do exterior. A travessia entre os dos municípios é considerada uma das mais bonitas do país e seus 33 quilômetros de extensão são sonho de consumo de muitos caminhantes, que na grande maioria das vezes os percorrem em dois ou três dias. Já alguns poucos ousam atravessar as formações rochosas em apenas um dia. No último sábado, 13, um grupo do Centro Excursionista Teresopolitano optou mais uma vez em fazer o trajeto em tempo menor e, além do fato de se percorrer as trilhas em cerca de 12 horas, a excursão teve um outro diferencial: Foi uma comemoração pelos 70 anos de dois montanhistas do CET, Waldemiro Telles e Ivo Salvador de Albuquerque.
A ideia da “festa na montanha” foi do amigo Telles, que há cerca de dez anos vem me falando desse projeto, que já havia sido colocado em prática na própria família. Em 2004, seu irmão, José Telles, comemorou os 70 anos da mesma maneira! “Foi muito legal fazer a travessia com o mano, em um tempo muito bom de caminhada, principalmente para a idade dele. Desde então, decidi que também comemoraria meus 70 com uma trilha como a travessia, que é um desafio mesmo para pessoas mais novas”, me relatou Telles no começo da nossa caminhada, devidamente registrada para o programa Mochileiro da DIÁRIO TV.

Visual da travessia que atrai gente de todo o mundo: A Serra dos Órgãos vista por trás

Experiência

Esta foi a 13ª travessia feita pelo experiente montanhista, que percorre o trajeto desde 1997. A mais rápida aconteceu no dia 09 de junho de 2004, quando fez os 33 quilômetros em 7h33 (tempo de cronômetro, sendo 8h40 em tempo de relógio). Na ocasião, ele estava acompanhado do Sargento do Corpo de Bombeiros Márcio Fragoso, que não poderia deixar de participar da empreitada do último sábado. ”Estou sem palavras por estar aqui. Esta é a minha quinta travessia com ele e, por incrível que pareça, foi com o Telles que registrei o meu recorde de menor tempo nessa trilha. Não foi com ninguém mais novo ou da minha idade, foi com ele, que veio puxando um ritmo e a partir do quarto abrigo da Pedra do Sino começou a correr. Esse entusiasmo, essa vitalidade, tudo isso me motivou e ainda me motiva. Não poderia ficar de fora dessa caminhada para prestigiar uma verdadeira celebridade das montanhas”, relatou Fragoso ao programa Mochileiro.

“Estou andando há horas. O peso da mochila aumenta cada vez mais. Meus pés estão cansados e minhas pernas funcionam como por instinto. Mas estes são meros detalhes que apenas complementam as belezas que se materializam diante de mim. O fino ar destas montanhas possui mesmo um raro efeito: Prova que o prazer não está apenas na chegada, mas também no caminho trilhado. Caminho que nos transforma em observadores da vida”

Eu e os aniversariantes da montanha, os setentões Ivo Salvador e Waldemiro Telles

 

 Muita história para contar

O aniversário pelos 70 foi em janeiro, em pleno verão. Então, decidimos realizar a “brincadeira” em abril. Porém, o tempo ruim e outros contratempos acabaram adiando a excursão. E enquanto o projeto Telles não saía do papel, outro amigo completou a mesma idade. Ivo Salvador de Albuquerque é outro apaixonado pelas montanhas e que pratica esse esporte desde muito novo. Só para se ter uma ideia, viu a inauguração da estrada Rio-Teresópolis, em 1959, do cume do Dedo de Deus. Em plena subida Isabeloca, um dos trechos mais íngremes da travessia Petrópolis x Teresópolis, me falou sobre a importância do montanhismo na sua vida e deu uma dica para os mais novos, aqueles que acham que é impossível fazer uma caminhada tão longa em apenas 12 horas… “Sou um apaixonado pelas montanhas e vou fazer isso até quando Deus me permitir. É muito bom estar aqui comemorando os 70 anos em plena travessia, com tantos amigos. Para quem acha que não dá, é porque nem tentou. A dica é se movimentar, literalmente correr atrás”, brincou “seu Ivo”, outra pessoa que fico feliz em fazer parte do grupo de amigos.

Lance em escadinhas improvisadas na rocha, na montanha conhecida como “Elevador”

Subidas e descidas

Saímos de Teresópolis por volta das 5h, iniciando nossa caminhada a partir da portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Bonfim, em Petrópolis, às 7h. Dali até a primeira parada, o morro do Queijo, uma hora de subida. Depois fizemos paradas mais curtas no Ajax (para abastecer os cantis), Pedra do Açú (após 2h55 de caminhada, hora de um lanche reforçado), Morro do Marco e Morro da Luva… Como se percebe, a travessia é um verdadeiro “sobe e desce” de montanhas, tendo como cenário de fundo, a partir do Açu, as formações rochosas mais famosas do PARNASO: Do Escalavrado a Pedra do Sino, com destaque para o Dedo de Deus e o Garrafão. Elas são vistas de ângulo incomum, digamos, “ao contrário”. As altitudes variam entre 1.050 (portaria Petrópolis) e 2.190 (no Açú, sendo que alguns subiram no morro do Cruzeiro, em frente, a 2.232).
Chegamos ao quarto abrigo da Pedra do Sino após 6h22 de caminhada (cronômetro). No local, hora de juntar o grande grupo – 24 pessoas – para programar o restante da caminhada, a descida pela trilha do Sino e, também, cantar parabéns para os amigos Ivo e Telles. “Foi uma vitória para a gente chegar aqui comemorando o aniversário deles com a travessia em um dia. Se chegar lá, aos 70, também quero comemorar assim”, relatou José Henrique Gomes, que faz parte da diretoria do CET. “Foi muito show mesmo. Há dez anos o Telles me convidou para fazer essa caminhada e agora chegou o dia, sendo um passeio muito prazeroso”, completou Fátima Lemgruber, a “Mudinha”.

Grupo de caminhantes já no Abrigo 4 da Pedra do Sino, após mais de seis horas de caminhada

Um exemplo

Para o também Sargento do Corpo de Bombeiros Fábio Pimentel, a disposição dos setentões é um grande exemplo. “Ao participar dessa caminhada, eu tinha três metas. A primeira, como Bombeiro, é que é fundamental fazer essa atividade, essa manutenção. Segunda, porque realmente eu gosto e a terceira era para descobrir qual é a fonte da juventude. Foi ótimo, sem palavras”, disse, apoiado pelo colega de quartel, Cláudio Ribeiro. “É gratificante, é motivador, um exemplo para todos nós”.
Participaram da caminhada, por ordem de idade: Waldemiro Telles (70), Ivo Salvador (70), Kleber Martins (69), Alfredo Castinheira (57), Fátima Lemgruber (48), Paulo Cesar (48), Claudio Ribeiro (47), José Jorge (47), José Henrique Gomes (44), Ledson Chaves (42), Marcio de Castro (41), Emerson Soares (40), Cristiane de Carvalho (40), Fabio Pimentel (38), Licínio Carvalho (37), Marcio Fragoso (36), Fabiano Basílio (34), Marcello Medeiros (33), Bruno Eduardo (33), Luciana Oliveira (32), José Cerqueiro (26), Maicon Rocha (26), Raphael Rios (21) e Felipe Eufrásio (19).
Os primeiros a chegar a estrada da Barragem, já em Teresópolis, o fizeram por volta das 18h30. Os últimos, às 19h40. Assim, a caminhada, em tempo de relógio, levou 12h40. Em cronômetro, 9h21. O tempo poderia ter sido menor ainda não fosse um verdadeiro “congestionamento” no trecho conhecido como cavalinho, um trepa-pedra quase chegando a Pedra do Sino. Porém, meia hora a mais ou a menos não interferiram no grande objetivo da excursão: Comemorar o aniversário de dois grandes amigos de montanha em uma das travessias mais bonitas do Brasil! Em breve, esse “caminhadão” será destaque no programa Mochileiro produzido para a DIÁRIO TV (Canal 4 do Sistema RCA News).

 

 

 

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Nosso lixo pode ser extraordinário

Além da mudança no pensamento das pessoas, o filme nos leva a pensar sobre como tratamos o nosso lixo e as nossas próprias vidas.

Artigo de Marcello Medeiros

Por recomendação dos amigos Edson Carreiro e Rosa Amélia, na semana passada assisti “Lixo Extraordinário”. O documentário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: O Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. Eles acabam inseridos na produção dos trabalhos, e, ao final, não conseguem mais imaginar suas vidas em meio aos restos. Além da mudança no pensamento das pessoas, o filme nos leva a pensar sobre como tratamos o nosso lixo e as nossas próprias vidas.

A transformação do lixão do Fischer em Aterro Sanitário já foi um grande avanço

Um grande avanço

Apesar da transformação do lixão do Fischer em Aterro Sanitário, o que já foi um grande avanço, Teresópolis ainda tem muito que mudar em relação a destinação correta dos seus detritos. Implantada na gestão de Flávio Castro na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a coleta seletiva foi bastante elogiada. Graças a ela, muitas pessoas, assim como em Jardim Gramacho, deixaram de revirar lixo no Fischer e passaram a trabalhar em um galpão, já com o material selecionado. Esse grupo aumento sua fonte de renda e, mais do que isso, ganhou dignidade. Hoje, porém, não sei como está a coleta seletiva. Não tenho visto mais as centrais coletoras ou anúncio de ampliação para outros bairros. Onde moro, por exemplo, a Muqui, o caminhão que busca o lixo separado de acordo com o material nunca chegou.

Alguns moradores da Tijuca e Quinta da Barra contribuem para a diminuição da qualidade de vida

Lixões clandestinos

Outro ponto a ser discutido é a criação de lixões clandestinos, assunto denunciado pelo jornal O DIÁRIO algumas vezes e que até agora a prefeitura não deu nenhuma solução. Vale da Lua, Tijuca e a própria Vila Muqui tem locais que vem sendo utilizados irregularmente para o despejo de lixo doméstico e restos de obras. Próximo às torres de televisão, um barranco está completamente tomado pelos entulhos. Como resultado, pode ceder e, junto com o barro, pedaços de telha, vasos sanitários e outros objetos, levar a vida dos moradores da comunidade abaixo.

Nosso lixo também pode ser extraordinário. E não precisamos ser nada “extraordinários”.  Basta cada um fazer sua parte. Não adianta jogar o lixo na rua, no mato ou no rio e colocar a culpa nos políticos. E não adianta os políticos colocarem a culpa na chuva e não fazerem sua parte. Vivemos a maior tragédia climática do país, que teve sua proporção aumentada por culpa do homem. Será que queremos passar por um novo “12 de janeiro”?

 

 

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Em Teresópolis, a vidraça virou pedra mais uma vez

 

“Em Teresópolis, porém, a situação é inversa: Algumas pessoas passam de vidraça a pedra e se acham no direito de atacar quem hoje estava em seu lugar, ‘com toda a autoridade'”.

Diz um ditado antigo que a pessoa deve passar de pedra a vidraça para saber como é sofrer algum tipo de questionamento ou, na pior das hipóteses, até agressão. Em Teresópolis, porém, a situação é inversa: Algumas pessoas passam de vidraça a pedra e se acham no direito de atacar quem hoje estava em seu lugar, “com toda a autoridade”. O problema é que, enquanto “autoridade” e vidraça, não fizeram aquilo que era esperado. Ao contrário, no lugar de “proteger bem a nossa propriedade”, ou seja, nosso município, tais vidraças passaram quatro anos – em alguns casos, até muito mais – cheias de buracos e em alguns casos parecem ter sido retiradas e colocadas no canto, para qualquer tipo de coisa entrar ou sair pelas largas janelas do poder público.

“Ainda fico revoltado”

Apesar de conhecer bastante esse tipo de gente, confesso que ainda me dou ao direito de ficar revoltado quando vejo ex políticos abrindo suas grandes bocas para criticar a maneira que a cidade vem sendo administrada atualmente, em diversos setores. Longe de defender os que aí estão. Pelo contrário. Acho que ainda há muito que ser feito e os que estão chegando por enquanto tiveram poucas atitudes que venham me fazer acreditar que serão tão diferentes. O que me revolta e – por que não? – enoja, é que tais pessoas tiveram até mais de um mandato para trabalhar como representantes do povo e pouco ou nada fizeram e agora aparecem em alguns meios de comunicação como grandes salvadores da pátria…
Cabe ao povo, no ano que vem, pois aposto que alguns desses arriscarão uma vaguinha para deputado, lembrar que tais pessoas já tiveram todas as oportunidades para atuar em prol da população, pois para tal que os elegemos, e só lembraram dos seus “direitos”, esquecendo-se completamente dos DEVERES.

 

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O mundo que queremos versus a vida que levamos

Parque Municipal Sta. Rita. As unidades de conservação são muito importantes para a manutenção da qualidade de vida do teresopolitano

Artigo de Marcello Medeiros

No frio e chuvoso fim de semana, passei por três situações diferentes, mas que, de alguma maneira, têm muita coisa a ver. Essa coincidente e relacionada triangulação começou na sexta-feira. Estava na prefeitura quando ouvi um senhor “revoltado” por “existirem parques demais em Teresópolis”. “Agora tudo é parque”, disse ele, balançando o topete. “Tinha é que acabar com isso e sair rasgando essas florestas todas”, completou, mostrando a total ignorância em relação a importância das unidades de conservação para a manutenção da qualidade de vida do teresopolitano, além de outros benefícios diretos e indiretos.

Agora, qual o motivo de alguém, com tanta informação disponível e depois de Teresópolis passar pela maior catástrofe natural do país, dar uma declaração dessas? A resposta é fácil: O interesse pessoal em detrimento do resultado coletivo. Tal pessoa costumava “rasgar” nossas florestas com sua motocicleta, causando danos irreparáveis no pouco que sobrou da Mata Atlântica, e teve seu lazer reduzido com a criação de unidades de conservação como o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis e Parque Estadual dos Três Picos… Bom, nem preciso comentar mais nada, né?

Um grupo de produtoras agroecológicas do interior de São Paulo ganhou todo o maquinário necessário, além de veículos, dinheiro para investir, uma logomarca e um site, para promover o crescimento da associação e a produção de orgânicos naquela região

Decepções e satisfação

Falando em duas rodas, vamos a segunda parte da história. No sábado à tarde saí para pedalar, visto que o tempo fechado não permitiu que aproveitasse o fim de semana da maneira que, como já é sabido, me é comum: Nas montanhas. Depois de uma molhada pedalada até o bairro do Soberbo, passava pela Várzea quando presenciei um homem cometendo mais um crime contra nossa outrora tranquila Teresópolis. Ele abriu a janela do ônibus e jogou fora as embalagens do seu lanche, uma garrafa e uma bolsa plástica. Na maior cara de pau e, pior do que isso, fez cara feia quando o repreendi e joguei o lixo no seu devido lugar, o lixo.

Depois de duas decepções seguidas, cheguei em casa e, enquanto me preparava para tomar banho, liguei a TV. Em exibição, o programa do Luciano Huck. Quando trocaria de canal, percebi que o tema era alimentos orgânicos, o que acabou despertando minha atenção. E, ainda bem, não mudei de emissora. Em um quadro chamado “Mandando Bem”, que não cheguei a ver como funciona, um grupo de produtoras agroecológicas do interior de São Paulo ganhou todo o maquinário necessário, além de veículos, dinheiro para investir, uma logomarca e um site, para promover o crescimento da associação e a produção de orgânicos naquela região. A espontaneidade, a felicidade das senhoras agraciadas, a gratidão pela oportunidade recebida… Tudo isso me emocionou, me fez rir junto com elas… E, alheio a busca da audiência, parabenizo a iniciativa da produção do programa, que, com ações assim, contribuem com o crescimento do país!

Nesse encontro de histórias desencontradas, percebe-se que, como falo sempre aqui, cabe a cada um de nós melhorar o lugar que vivemos. Não adianta querer fugir da responsabilidade e achar que ela é só do poder público. Citando o francês Marcel Proust, “a verdadeira viagem da descoberta não consiste em buscar novas paisagens, mas em ter novos olhos”.

 

 

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Marcello Medeiros: A vidraça virou pedra, mais uma vez

Algumas pessoas passam de vidraça a pedra e se acham no direito de atacar quem hoje estava em seu lugar “com toda a autoridade”

Diz um ditado antigo que a pessoa deve passar de pedra a vidraça para saber como é sofrer algum tipo de questionamento ou, na pior das hipóteses, até agressão. Em Teresópolis, porém, a situação é inversa: Algumas pessoas passam de vidraça a pedra e se acham no direito de atacar quem hoje estava em seu lugar, “com toda a autoridade”. O problema é que, enquanto “autoridade” e vidraça, não fizeram aquilo que era esperado. Ao contrário, no lugar de “proteger bem a nossa propriedade”, ou seja, nosso município, tais vidraças passaram quatro anos – em alguns casos, até muito mais – cheias de buracos e em alguns casos parecem ter sido retiradas e colocadas no canto, para qualquer tipo de coisa entrar ou sair pelas largas janelas do poder público.

Confesso que ainda me dou ao direito de ficar revoltado quando vejo ex políticos abrindo suas grandes bocas para criticar a maneira que a cidade vem sendo administrada atualmente, em diversos setores

Há muito a ser feito

Apesar de conhecer bastante esse tipo de gente, confesso que ainda me dou ao direito de ficar revoltado quando vejo ex políticos abrindo suas grandes bocas para criticar a maneira que a cidade vem sendo administrada atualmente, em diversos setores. Longe de defender os que aí estão. Pelo contrário. Acho que ainda há muito que ser feito e os que estão chegando por enquanto tiveram poucas atitudes que venham me fazer acreditar que serão tão diferentes. O que me revolta e – por que não? – enoja, é que tais pessoas tiveram até mais de um mandato para trabalhar como representantes do povo e pouco ou nada fizeram e agora aparecem em alguns meios de comunicação como grandes salvadores da pátria…

Cabe ao povo, no ano que vem, lembrar que tais pessoas já tiveram todas as oportunidades para atuar em prol da população. No entanto…

Direitos e deveres

Cabe ao povo, no ano que vem, pois aposto que alguns desses arriscarão uma vaguinha para deputado, lembrar que tais pessoas já tiveram todas as oportunidades para atuar em prol da população, pois para tal que os elegemos, e só lembraram dos seus “direitos”, esquecendo-se completamente dos DEVERES.
Em tempo: Tem um ex vereador que não pode nem pensar em pisar em algumas comunidades. No Morro do Tiro, por exemplo, os moradores não acharam nada bonito terem votado nele em 2008 e serem esquecidos nos quatro anos seguintes. Bom, nesse caso o resultado já foi dado nas últimas eleições… Mas, de qualquer maneira, não recomendo que ele passe por lá.

 

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Abertura Oficial da Temporada de Montanhismo

Mais uma vez nosso município foi representado pelo Centro Excursionista Teresopolitano

Aberta oficialmente a temporada de montanhismo
– Montanhistas e principais clubes do Estado lotam a 26ª edição da ATM, realizada na Urca

A Praça General Tibúrcio, na Urca, Rio de Janeiro, foi palco da 26ª edição da Abertura da Temporada de Montanhismo, tradicional evento que marca o início do período ideal para a prática desse esporte. No último fim de semana, representantes dos principais clubes de montanhismo do Estado – e também dois de fora, de Minas Gerais e Nordeste – participaram da confraternização. Foram montados stands para as entidades divulgarem por onde andam e suas regiões, stands para lojas e unidades de conservação como os parques dos Três Picos e Serra dos Órgãos, além da realização de um campeonato de escalada e, logicamente, os participantes aproveitaram o dia de sol para caminhar ou escalar no maior centro urbano para a prática desses esportes no país. Também houve exibição de filmes, palestras, workshops e sorteio de brindes.

Desafio de Boulder: No feminino, Bianca Castro (RJ) foi a grande campeã, seguida de Patrícia Antunes e Raíssa Dias. No masculino, os três primeiros foram Jean Ouriques, Miguel Osório e Pedro Henrique Soares

Representação

Mais uma vez, nosso município esteve representando em tão importante evento pelo pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano, único clube local filiado à organizadora da ATM, a Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro. “Não poderíamos deixar de estar aqui. É o local onde estão os principais clubes do Estado e onde temos a oportunidade de divulgar as belezas de Teresópolis, que tem centenas de opções de escalada e caminhada”, destaca Leandro Nobre, Diretor Social do CET.
Kika Bradford, 2ª Vice-Presidente da Femerj, falou sobre o sucesso do evento, que atraiu grande público durante todo o dia. “O esporte vai crescendo e a gente tem que crescer junto, mostrar que os montanhistas são conscientes e que estamos aí para somar. A ATM é um reflexo disso”, frisou.
Presidente da Federação, Delson Queiroz destacou também a importância dos clubes para a organização do esporte. “Eu sempre gosto de destacar que os clubes são fundamentais para a força do montanhismo do Rio de Janeiro. Temos várias conquistas tanto quanto a organização como no acesso às montanhas e, assim, a Femerj tem destaque a âmbito nacional.

Representantes dos principais clubes de montanhismo do Estado – e também dois de fora, de Minas Gerais e Nordeste – participaram da confraternização

Grande força

E a Federação tem essa força na Confederação graças a organização e participação dos clubes. Assim, pedimos que as pessoas participem dos clubes, mesmo que não possam participar das reuniões sociais, mas se filiando e contribuindo”, atentou.
O crescimento e organização do esporte mostrados na ATM 2013 também foram destacados pelo Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha. “O montanhismo vem crescendo quantitativa e qualitativamente e o resultado está aí, em um evento com um nível de organização desses, com apoio da Prefeitura do Rio. Hoje a Femerj tem uma interlocução excelente tanto com a Prefeitura, como com o Inea, Icm-Bio… Ou seja, os montanhistas estão representados por uma entidade que goza de respeito e admiração de diversos setores”, parabenizou Ilha, um dos escaladores que mais contribuiu para o desenvolvimento da escalada e montanhismo no Brasil.

Representantes dos principais clubes de montanhismo do Estado – e também dois de fora, de Minas Gerais e Nordeste – participaram da confraternização

Desafio de boulder

Entre as atrações do evento, o Desafio 5.10 ATM de Boulder, uma competição aberta a atletas de todo o Brasil. Foram 62 inscritos nas duas categorias, masculina e feminina. Os atletas competiram no modelo festival, onde somam pontos ao escalar as vias quantas vezes quiser, sendo consideradas para a pontuação apenas suas seis melhores tentativas.
No feminino, Bianca Castro (RJ) foi a grande campeã, seguida de Patrícia Antunes e Raíssa Dias. No masculino, o pódio foi composto por Jean Ouriques (MG) em primeiro lugar. Miguel Osório ficou com o segundo lugar e Pedro Henrique Soares levou o terceiro. Os primeiros lugares foram premiados com um voucher da Five Ten Brasil, produtos de escalada e medalhas. A classificação geral pode ser vista no site  da Femerj, http://www.femerj.org/sobre-a-femerj/diretoria/departamento-de-competicoes/330. Na próxima semana, o programa Mochileiro, da Diário TV, mostra a cobertura feita no evento.

 

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Artigo de Marcello Medeiros

Nesses 33 anos, posso dizer que passei por bastante coisa que hoje me ajuda a tocar a minha vida de uma maneira melhor

Viva e deixe viver…

Da infância ao final dos nossos dias passamos por diversas situações que vão moldando nossas vidas. Muitas delas são inevitáveis, temos que passar por elas. Mas, nesses casos, podemos utilizá-las como aprendizado. E também há muitos momentos em nossas vidas que acabam sendo mais difíceis por nossa culpa, exclusivamente porque nós criamos situações que acabam gerando tempestades em momentos que poderiam ser de sol.

Sei que ainda tenho muito que aprender – e procuro fazer isso diariamente, mas, nesses 33 anos, posso dizer que passei por bastante coisa que hoje me ajuda a tocar a minha vida de uma maneira melhor. Fui, voltei… Caí, levantei… E sei que ainda posso cair muitas vezes até o fim da minha existência… Mas sei também que não posso desanimar, deixar de acreditar que o melhor está por vir. Não podemos ficar presos ao passado ou achar que se deu errado uma vez será sempre assim.

Diante dos próprios olhos

Conheço várias pessoas que dizem enxergar longe, mas que não conseguem ver o que está diante dos próprios olhos. “Não adianta conquistar o mundo, se você não puder tomar conta do seu quintal”. Devemos realmente viver, amar e ser armados, valorizar o que merece ser valorizado e não se importar com quem não tem o mínimo de importância.

Para mim, a vida é como dirigir um carro: Você tem que olhar sempre para frente, mas sem esquecer os retrovisores. Antes de mudar “de faixa”, é necessário olhar nos espelhos e verificar se realmente é possível. Acelerar ou reduzir, de acordo com a pista. Frear, quando for necessário. E parar… Bom… Não precisamos parar nunca (a não ser para abastecer!). Basta levar conosco quem amamos e procurar sempre um bom caminho.

 

 

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