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Iniciado estudo para nova destinação do lixo

Gases: outro produto gerado pelo aterro continuará sendo tratado pelo município

Gases: outro produto gerado pelo aterro continuará sendo tratado pelo município

– Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos deve ficar pronto em 10 meses

Apresentado em reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) esta semana o cronograma de trabalho e metodologia de elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Teresópolis. A empresa selecionada através de licitação para desenvolver o documento terá um prazo de 10 meses, a partir deste mês, para entregar o projeto, que será custeado com recursos da Agevap (Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul). Tal estudo tem como objetivo apontar, entre outras, soluções para um grave problema no município: o fim do aterro sanitário do Fischer, que só tem mais oito meses de utilização.

“Esta reunião do Comdema é o marco do início do trabalho de confecção do plano, que não trata apenas do lixo urbano, mas também dos resíduos hospitalares, da construção civil e da poda de árvores. A forma de destinação e a localização das centrais coletoras também serão enumeradas”, destacou secretário de Meio Ambiente e presidente do Comdema, André de Mello.

Últimas células de trabalho do aterro já estão bem altas, próximo ao fundo do terreno

Últimas células de trabalho do aterro já estão bem altas, próximo ao fundo do terreno

Uma equipe técnica da Prefeitura, formada por diversas secretarias, irá acompanhar todo o processo. “Esse trabalho vai complementar o plano de saneamento de Teresópolis, que engloba drenagem urbana e tratamento de água e de esgoto. Já estamos providenciando as documentações necessárias para auxiliar nesse diagnóstico, como os levantamentos sobre a coleta seletiva e o aterro sanitário do município”, pontuou o subsecretário de Meio Ambiente e coordenador da equipe técnica da PMT, Leandro Coutinho.

O cronograma de produção do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos engloba três etapas: diagnóstico, prognóstico e institucionalização, com realização de duas oficinas e de uma audiência pública para que a população possa opinar sobre o assunto. “Já tivemos reuniões com a Secretaria de Meio Ambiente, nas quais solicitamos dados importantes para a produção do diagnóstico. Teremos ainda encontros com técnicos que trabalham na gestão dos resíduos sólidos e também com representantes da sociedade civil”, ressaltou o engenheiro sanitarista e ambiental da empresa Alto Uruguai, Robson Resende, pontuando a importância da participação popular na elaboração do projeto.

O engenheiro explicou que, em seguida, será montado o prognóstico do documento, no qual são elencados os programas, projetos e ações a serem implementados para que sejam atingidos os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como as metas para o segmento para os próximos 20 anos. Finalizada esta etapa, é iniciada institucionalização do plano, na qual o texto é aprovado pelos grupos de trabalho e encaminhado para votação e aprovação na Câmara Municipal de Vereadores.

 

O atual sistema de compactação de lixo deve deixar ser aplicado a partir do próximo ano

O atual sistema de compactação de lixo deve deixar ser aplicado a partir do próximo ano

Após a morte do lixão, o fim do aterro

Desde sua implantação em 2008, quando substituiu um horrendo e perigoso lixão, o aterro sanitário do Fischer tinha seu tempo de utilização contado. E se a previsão de vida útil não era das mais longas, catástrofes climáticas registradas nos anos posteriores à criação do local de depósito de resíduos diminuíram ainda mais esse tempo, devido ao aumento considerável de detritos produzidos com destruição de imóveis, bens públicos e objetos pessoais de famílias de várias localidades. Estudos realizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e apresentados ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) apontam que o espaço público deverá ter, obrigatoriamente, suas atividades encerradas em cerca de oito meses. Por isso, a importância do estudo para dar destinação correta às cerca de 140 toneladas de lixo que diariamente e atualmente são despejadas na área de 115 mil metros quadrados, localizada no quilômetro 75 da Estrada Rio-Bahia.

Após o reduzido prazo o município ainda precisará manter uma equipe trabalhando no Fischer, fazendo o tratamento do chorume e gases liberados pela decomposição do lixo, a chamada remediação. Em 2009, administração anterior da Secretaria Municipal de Meio Ambiente falava na busca de outra área para a criação de um novo depósito. Porém, não se trata de uma missão tão fácil: além de grande, o espaço deve ser afastado da zona urbana, próximo a uma grande rodovia, longe de nascentes, entre outras exigências. Além disso, alguns procedimentos são necessários para a instalação de um empreendimento desse tipo, como por exemplo, a impermeabilização da fundação, material para cobertura dos detritos, tratamento do lixiviado (material que, falando a grosso modo, escorre para o solo), a drenagem das águas pluviais, a drenagem e tratamento dos gases, o fechamento da área e a instalação de um sistema de pesagem e controle da entrada de veículos, função importante para se saber a quantidade e tipos de resíduos depositados.

A solução mais viável encontrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi adotar outro sistema de destinação final dos resíduos sólidos, a criação de uma usina terceirizada que trataria o lixo orgânico e destinaria o que pode ser reciclado para a cooperativa de catadores do município. “Uma usina vai tratar todo o material, vai reciclar o resíduo e esse rejeito será envelopado para uma compostagem anaeróbica, podendo assim ser reaproveitado na agricultura, por exemplo”, informou o Secretário.

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Estado quer desmatamento zero na Mata Atlântica

Secretário André Corrêa recebe demais secretários do Meio Ambiente dos estados da Mata Atlântica, ao lado do governador Pezão.

Secretário André Corrêa recebe demais secretários do Meio Ambiente dos estados da Mata Atlântica, ao lado do governador Pezão.

– André Corrêa se reúne com secretários do meio ambiente em encontro inédito pela preservação do bioma

 

Desmatamento zero e aumento da cobertura vegetal da Mata Atlântica até 2018. Esse foi o tema central do inédito encontro de troca de experiências, realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, entre representantes de 17 estados brasileiros que pertencem a esse bioma. Em reunião realizada no Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o secretário de Estado do Ambiente, deputado estadual André Corrêa, e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, receberam os demais secretários de meio ambiente para debater inciativas, bem sucedidas, de preservação e restauração florestal desse importante ativo ambiental e econômico brasileiro.

Encontro de troca de experiências, realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, entre representantes de 17 estados brasileiros que pertencem a esse bioma

Encontro de troca de experiências, realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, entre representantes de 17 estados brasileiros que pertencem a esse bioma

Dados de monitoramento do Atlas da Mata Atlântica indicam que apesar do Brasil ter tido alta de 9% na devastação do bioma (entre 2011 e 2013), o Estado do Rio é vanguarda na conservação, com desmatamento próximo a zero. “O desafio agora é ampliar a cobertura, que é um desafio difícil. Estamos pensando em criar um fundo de restauração florestal”. Para isso, o secretário André Corrêa revelou que já trabalha na formulação de uma nova modelagem de licenciamento que prevê que a obrigação de plantar se torne uma obrigação financeira. “Esse novo mecanismo irá permitir que se faça uma plantação em maior escala e não mais fragmentada. Essa modelagem já existe para conservação de parques, mas agora estamos trabalhando num modelo para restauração”.

Após o encontro, os secretários participaram do evento Viva a Mata – Encontro Nacional pela Mata Atlântica, no teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, parte do calendário de eventos da SOS Mata Atlântica. A ministra do meio ambiente, Isabella Texeira, abriu a solenidade convidando os municípios e estados para trabalhar juntos no Cadastro Ambiental Rural, um levantamento inédito, que permitirá a restauração florestal em propriedades rurais.

Dados de monitoramento do Atlas da Mata Atlântica indicam que apesar do Brasil ter tido alta de 9% na devastação do bioma (entre 2011 e 2013), o Estado do Rio é vanguarda na conservação, com desmatamento próximo a zero

 

O presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, Pedro Luiz Passos, ressaltou os avanços alcançados na preservação de áreas verdes do Estado do Rio, graças a importantes iniciativas desenvolvidas pelo Secretaria de Estado do Ambiente (SEA). Dentre elas estão: o pagamento por serviços ambientais (PSA) a produtores rurais, o cadastro ambiental rural (CAR), o ICMS Ecológico, os Planos Municipais da Mata Atlântica, a implantação de UPAMs (Unidades de Policiamento Ambiental) e a contratação de guardas-parques.

A diretora executiva da Fundação, Márcia Hirota, acrescentou que o encontro é uma grande oportunidade para se olhar para o futuro, traçar uma agenda estratégica, e criar uma nova história para a Mata Atlântica ao estimular o diálogo entre a sociedade civil, o poder público e a comunidade científica. “O Viva Mata vem permitir uma plataforma para troca de experiências com a criação de metas factíveis e com a participação do movimento ambientalista, de forma que se alcance resultados cada vez mais concretos na conservação”.

Na última semana, a diretora apresentou, no seminário “A Mata Atlântica é aqui”, o novo mapa desse importante bioma, realizado em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que não somente subsidiará todo esforço de proteção de áreas verdes, mas também promoverá a restauração florestal em áreas estratégicas para conservação.

 Estado tem 30,7% de cobertura original

A medição da cobertura remanescente de Mata Atlântica feita pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) passou a contabilizar áreas menores, o que aumentou para 30,7% a área remanescente em relação à cobertura original no estado do Rio de Janeiro. Antes, apenas áreas com mais de três hectares eram contadas. Com o acesso a imagens de satélite de melhor resolução, os técnicos passaram a levar em conta áreas a partir de um hectare no estado.

Segundo o levantamento divulgado esta semana, o estado do Rio tem 18,6% de sua área coberta por remanescentes florestais, 1,2% preenchido por restingas e 0,3%, por mangues. Com o aumento da precisão dos dados, foi possível acrescentar a essas áreas cerca de 10% classificados como vegetação natural e 0,6% de formações naturais não florestais, que incluem refúgios naturais, vegetação de várzea, campos de altitude e dunas. O maior detalhamento na medição, na visão da diretora executiva Márcia Hirota, permite um melhor planejamento do manejo florestal. “É importante para a gente ver como está a situação dessas áreas e como é a interligação delas com outras que estão mais preservadas. É possível ver também as áreas que estão alteradas, mas ainda assim são importantes num contexto regional para a ligação de corredores de mata. Esse olhar, digamos, mais preciso, é justamente para contribuir para esse planejamento da Mata Atlântica.”

A área total incluída no mapeamento soma 435.530 hectares, elevando o total da área de Mata Atlântica no estado para 1,3 milhão de hectares. Na capital, o percentual de área preservada é 29,7%, ou cerca de 34 mil hectares. Quando o levantamento começou, em 1990, considerava apenas áreas com mais de 40 hectares, limite que foi sendo reduzido pelos aprimoramentos técnicos para 25 hectares, 10 hectares, 5 hectares e 3 hectares com o passar dos anos. De acordo com o estudo, o estado do Rio de Janeiro tem ainda 14,3% de seu território coberto por áreas de floresta maiores que 100 hectares. O município de Paraty é o que tem a maior cobertura de Mata Atlântica, com 88,7% de sua área total. Desses, 10,2% puderam ser detectados graças à precisão de 3 hectares.

 

 

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Desmatamento na área do Parque Estadual dos Três Picos

Fiscalização do PETP e Unidade de Polícia Ambiental constataram derrubada de várias árvores

Fiscalização do PETP e Unidade de Polícia Ambiental constataram derrubada de várias árvores

– Fiscalização flagra derrubada de floresta e construção irregular na unidade de conservação ambiental

A já tão agredida Mata Atlântica sofreu mais um impacto: no último fim de semana, a chefia do Parque Estadual dos Três Picos, acompanhada da equipe de fiscalização, flagrou desmatamento na área da grande unidade de conservação ambiental – que protege esse bioma em Teresópolis e outros quatro municípios. Uma grande derrubada de árvores e o início de construção irregular em meio à floresta aconteceram em Canoas, no Terceiro Distrito, próximo à trilha que liga essa localidade ao Subaio, que já faz parte do território de Cachoeiras de Macacu. As equipes do PETP e da UPAM (Unidade de Polícia Ambiental) dos Três Picos receberam denúncias anônimas e, além de registrar o ato criminoso, conseguiram chegar até o apontado autor.

Grande devastação anotada e construção levantada em área da unidade de conservação ambiental

Grande devastação anotada e construção levantada em área da unidade de conservação ambiental

O homem, morador de localidade a alguns quilômetros onde aconteceu a retirada de vegetação, foi conduzido para a 110ª Delegacia de Polícia para ser autuado e prestar esclarecimentos. Diversas árvores foram derrubadas para garantir o acesso a uma área mais plana, onde teve início uma construção, havendo colunas feitas com madeira e um telhado. Também segundo denúncias passadas ao PETP, estaria acontecendo à caça de animais silvestres.

A punição para esse tipo de ocorrência está prevista na Lei n.º 9.605 de 13 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), que determina as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Dos artigos 38 a 53 são citados os crimes contra a flora, que no caso podem render até cinco anos de cadeia por terem sido cometidos no interior de uma unidade de conservação ambiental. São eles: Causar destruição ou dano a vegetação de Áreas de Preservação Permanente, em qualquer estágio, ou a Unidades de Conservação; provocar incêndio em mata ou floresta ou fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocá-lo em qualquer área; extração, corte, aquisição, venda, exposição para fins comerciais de madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal sem a devida autorização ou em desacordo com esta; extrair de florestas de domínio público ou de preservação permanente pedra, areia, cal ou qualquer espécie de mineral; impedir ou dificultar a regeneração natural de qualquer forma de vegetação; destruir, danificar, lesar ou maltratar plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia; comercializar ou utilizar motosserras sem a devida autorização.

 

Derrubada de floresta em área de conservação ambiental pode render até cinco anos de cadeia

Derrubada de floresta em área de conservação ambiental pode render até cinco anos de cadeia

Um grande e importante parque

O Parque Estadual dos Três Picos foi criado pelo Decreto Estadual nº 31.343, de 5 de junho de 2002, em área total aproximada de 46.350 hectares em terras dos municípios de Teresópolis, Guapimirim, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim. Foi ampliado pelo Decreto Estadual nº 41.990, de 12 de agosto de 2009, com um acréscimo de 12.440,90 hectares, nos municípios de Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo e Silva Jardim. A área do PETP é hoje de 65.113,04 hectares. Em 2013, houve uma redefinição dos limites, com a extinção da Estação Ecológica Estadual do Paraíso (EEEP) e da Área de Proteção Ambiental Estadual do Jacarandá e a modificação da Área de Proteção Ambiental da Bacia dos Frades, por meio da Lei Estadual nº 6.573 de 31 de outubro de 2013.

São os seguintes os objetivos de sua criação: assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes; preservar espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção ou insuficientemente conhecidas da fauna e da flora nativas; integrar o corredor ecológico central da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro; assegurar a manutenção das nascentes e dos corpos hídricos que abastecem as cidades circunvizinhas; estimular as atividades de recreação, educação ambiental e pesquisa científica quando compatíveis com os demais objetivos.

Teresópolis tem dois núcleos do PETP, o do Jacarandá, que protege a floresta de mesmo nome, e o mais recente o do Vale da Revolta, acessado no quilômetro 85,5 da Estrada Rio-Bahia, e também vizinho ao Jacarandá. Além desses locais, várias montanhas da nossa região estão protegidas pela unidade de conservação ambiental, desde a Pedra do Elefante, próximo ao mirante do Soberbo, até as Torres de Bonsucesso, já no Terceiro Distrito.

Desmatamentos como o registrado entre Canoas e Subaio causam danos não só à flora, mas também à rica fauna existente no PETP. Um dos exemplos de animal prejudicado com a fragmentação cada vez maior da Mata Atlântica é a Onça-parda (Puma concolor). O predador evita contato com humanos, se alimenta de pequenos moradores da mata, como pacas e quati, e precisa de grandes áreas naturais para sobreviver. Também ocorre grande variedade de artrópodes, peixes, anfíbios e répteis em toda a extensão do parque, que tem esse nome em referência as montanhas localizadas entre Nova Friburgo e Teresópolis. Denúncias sobre ações criminosas na área do Parque dos Três Picos podem ser passadas para os telefones (21) 2649-6847 e 2632-4969.

 

 

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Escola do Fischer recebe projeto de educação sustentável

– Parceria com a Universidade Estácio de Sá ainda contou com peça de teatro e oficina de brinquedos

Alunos da Escola Municipal Heleno de Barros Nunes participam de projeto “Educação para uma vida sustentável”

Alunos da Escola Municipal Heleno de Barros Nunes participam de projeto “Educação para uma vida sustentável”

Em uma parceria inédita com a Universidade Estácio de Sá, a Escola Municipal Heleno de Barros Nunes, no Fischer, proporcionou um sábado letivo para seus alunos com o objetivo de falar um pouco mais sobre ecologia, biodiversidade, resíduos, cidadania e outros assuntos importantes para uma vida sustentável. O evento, que faz parte do projeto “Educação para uma vida sustentável”, aconteceu no último sábado, 11, e apresentou peça de teatro e oficina de brinquedos para os estudantes.
“Esse projeto veio ao encontro de nossas expectativas em relação ao Fischer, já que inserimos no planejamento pedagógico o tema que é constantemente trabalhado, com o objetivo de educar para transformar”, explicou a diretora Rosangela de Rezende Ligneul. Coordenados pela Professora Roberta Rollemberg e pela Professora Ana, os alunos da Universidade Estácio de Sá, de vários cursos, apresentaram para os alunos da Escola Municipal Heleno de Barros Nunes uma peça de teatro alusiva ao tema “Vida Sustentável”, bem como uma oficina de brinquedos feita exclusivamente com materiais recicláveis. “A reciclagem de garrafas pet é muito legal. Com elas podemos fazer muitos brinquedos, como o pessoal da Estácio nos ensinou. É importante para a nossa saúde cuidarmos do meio ambiente”, observou a aluna Aniem Eufrázio Crispin Gonçalves, de 10 anos.

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Queimar lixo é crime e rende multa pesada ao infrator

– Secretaria de Meio Ambiente pede apoio de denúncias para coibir ato que pode causar incêndio

Fiscalização do Meio Ambiente foi checar denúncias sobre fogo e fumaça no bairro de Agriões por conta de uma fogueira provocada por um morador

Fiscalização do Meio Ambiente foi checar denúncias sobre fogo e fumaça no bairro de Agriões por conta de uma fogueira provocada por um morador

Nem mesmo as notícias sobre os inúmeros incêndios que estão acontecendo em Teresópolis e região estão inibindo a perigosa prática que algumas pessoas tem de colocar fogo em lixo, uma atitude que pode justamente dar origem a uma grande tragédia. A Secretaria de Meio Ambiente pede que a população denuncie qualquer atitude de alguém que esteja colocando fogo em qualquer tipo de material próximo à vegetação, pois essa atitude é considerada crime e rende multas pesadas não só a quem provocar o fogo, como também ao proprietário do terreno. Nesta terça, um morador do bairro de Agriões juntou lixo próximo a uma vegetação e fez duas fogueiras, assustando toda vizinhança da região tanto pela fumaça quanto pela possibilidade de causar um incêndio de grandes proporções. Em meio a muito calor, as pessoas tiveram que fechar as janelas das casas para evitar a entrada da fumaça, com medo de intoxicar até crianças pequenas. O problema levou sujeira e mau cheiro a roupas que estavam nos varais. A fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente foi acionada e em minutos chegou ao local, mas por sorte o fogo não se alastrou. Em Petrópolis, por exemplo, um incêndio de grandes proporções se iniciou a partir de uma fogueira como essa.
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a fiscalização recebe denúncias diárias e tem uma atuação durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. Neste período seco, em que há muitos focos de incêndio, os fiscais tentam coibir através as ações irregulares através de notificação e multa. Por ser um crime ambiental, além de multa, se houver o flagrante da ação, a pessoa será conduzida à Delegacia. “Na lei de danos ambientais está especificada a multa de acordo com o dano ambiental, pode ir desde R$ 500,00 até 50 mil UFIR, podendo chegar, dependendo do terreno em propriedades rurais até 250 mil UFIR que é uma multa de aproximadamente R$ 500 mil. Se for pego em flagrante, pode ser levado à delegacia, o que normalmente não acontece porque quando a chega o incêndio já se alastrou e a gente não tem uma pessoa responsável e sim o dono da propriedade. O dono é o responsável e tem que manter seu terreno intacto de forma a não acontecer incêndios”, explicou o Secretário de Meio Ambiente André de Mello.

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Inea começa a trabalhar no assoreado Rio Meudon

Secretário de Meio Ambiente André de Mello e vice-prefeito Márcio Catão acompanham a retomada do programa ‘Limpa Rio’

Secretário de Meio Ambiente André de Mello e vice-prefeito Márcio Catão acompanham a retomada do programa ‘Limpa Rio’

– “Programa Limpa Rio” atende comunidades mostradas recentemente pelo jornal O DIÁRIO

Foi retomado em Teresópolis nesta terça-feira, 26, o “Limpa Rio”, programa do Governo do Estado que promove o desassoreamento e limpeza de corpos hídricos. Realizada pelo Instituto Estadual do Ambiente, o INEA, a ação preventiva está sendo realizada no Rio Meudon, na altura da UPA – Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas Nathan Garcia Leitão, no Bom Retiro, e será levada aos bairros Pimenteiras e Fischer. “A proposta é aumentar a capacidade de vazão da água na temporada de chuva, evitando transbordamento e diminuindo a probabilidade de cheias”, informa release divulgado nesta segunda-feira. A grave situação do Rio Meudon foi mostrada recentemente pelo jornal O DIÁRIO que, na mesma semana, também atentou para a necessidade de nova limpeza no Paquequer.
A cargo do INEA – Instituto Estadual do Ambiente, órgão da Secretaria de Estado do Ambiente, o programa “Limpa Rio” beneficiou recentemente o Rio Paquequer, no centro da cidade, e também os cursos d’água que cortam Posse, Campo Grande, Caleme e região. “Nesta fase, a Prefeitura definiu com o INEA os trechos dos rios que ainda não foram desassoreados para receber a limpeza. Depois, faremos uma revisão dos outros locais já atendidos para ver a necessidade do retorno do serviço, como a Ilha do Caxangá, no Alto, e o centro da cidade. O objetivo é chegarmos em outubro com os rios limpos para receber o volume de água do verão”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, André de Mello.
Inicialmente, frente de trabalho da Prefeitura faz a limpeza da faixa marginal de proteção, para que equipe do INEA atue com máquina na retirada do excesso de resíduos do leito do rio. “Recentemente fizemos o plantio de mudas na margem do Rio Meudon, em frente à UPA, e para que a máquina não estrague as plantas, elas estão sendo replantadas no lado oposto, para que nenhuma se perca. Depois da limpeza do rio naquele trecho, as mudas voltarão para o lugar onde estavam”, esclareceu De Mello.
O ‘Limpa Rio’ tem caráter preventivo, emergencial, itinerante e permanente, e é executado de acordo com as demandas das prefeituras. De acordo com levantamento do Governo do Estado, desde 2008 o programa melhorou as condições de 639 rios, córregos e canais de 74 municípios fluminenses, beneficiando cerca de três milhões de pessoas.

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Projetos ambientais geram economia de água

Projetos AmbientaisÁgua economizada equivale ao consumo diário de uma cidade como Brotas, que tem 23 mil habitantes

A fábrica da Volkswagen do Brasil em São Carlos, referência em gestão ambiental no Grupo Volkswagen, conquistou nos últimos doze meses avanços significativos em preservação dos recursos naturais e consumo consciente. A unidade implementou diversos projetos para redução do consumo de água e energia elétrica, sob a coordenação de um comitê interno composto por executivos e empregados de todas as áreas da unidade. Considerando apenas as duas ações de maior impacto, a fábrica conquistou uma economia de mais de 4,4 milhões de litros de água por ano. Esse volume equivale ao consumo diário de uma cidade como Brotas (a 65 km de São Carlos), de 23 mil habitantes.”As ações que desenvolvemos com foco em sustentabilidade mostram que as questões ambientais estão inseridas no negócio da empresa e são de grande importância para a companhia. As ações propostas pelo comitê trazem ganhos significativos no que diz respeito a economia dos recursos naturais, nos possibilitando crescer de forma sustentável”, disse Andreas Hemmann, gerente executivo da fábrica de São Carlos.
A iniciativa que proporcionou maior economia de água consistiu na troca de mais de duzentas torneiras convencionais por torneiras automáticas, entre outras melhorias implementadas nos sanitários da fábrica. A ação gerou uma economia de 2,9 milhões de litros de água por ano.Outro projeto de destaque, realizado em parceria com a Engenharia de Manufatura, consiste na captação da água de chuva para ser utilizada na torre de resfriamento, que é usada para reduzir a temperatura das máquinas no processo produtivo. O processo começa com a captação da água de chuva por meio das calhas do prédio da fábrica. Essa água é filtrada, passa por uma caixa dágua de armazenamento, depois segue para a torre de resfriamento e, a partir desse ponto, é utilizada nas áreas produtivas.
Depois de todo esse circuito, a mesma água ainda passa por um processo de drenagem, para manter a concentração ideal de sais minerais, e é novamente aproveitada para a lavagem dos racks que armazenam os motores produzidos pela fábrica. Com o reaproveitamento de água nesses dois processos, a unidade economiza cerca de 1,54 milhão de litros de água por ano.Também foram realizadas ações referentes à economia de energia elétrica, como a substituição dos motores utilizados em máquinas do processo produtivo por motores novos de alta eficiência energética, que geraram uma economia de energia de 20% por máquina.

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Coleta seletiva colabora com o aterro sanitário

A reciclagem é uma ação simples e diminui o volume de lixo que vai para os aterros sanitários

A reciclagem é uma ação simples e diminui o volume de lixo que vai para os aterros sanitários

– Meio Ambiente tem meta de reduzir em pelo menos 5% o volume de material descartado no local

 

Reduzir a quantidade de lixo produzido não é só uma obrigação, mas uma necessidade atualmente. Em tempos de consciência ambiental, muitas pessoas já colocaram a coleta seletiva em suas rotinas. A prática, além de contribuir para a manutenção da natureza, contribui para a ampliação da vida útil do aterro sanitário, espaço para onde é enviado o lixo produzido pela cidade. Teresópolis possui um programa de coleta seletiva que atende a pelo menos 16 regiões.
André de Mello, secretário de Meio Ambiente de Teresópolis fala sobre o projeto que é realizado na cidade. “Se alguém tem dúvidas com relação ao dia da coleta seletiva, é só entrar em contato com a gente. Cada bairro possui um dia para coleta, geralmente um dia antes da coleta urbana. É importante colocar o lixo no local somente no dia em que o caminhão for passar para que não seja descartado no caminhão que coleta o material urbano diariamente. Existem rotas planejadas para o 1º, 2º e 3º Distritos, nos dois últimos, a gente atende nas escolas, no 2º Distrito existem 12 em parceria com uma ONG”, explica.

"Se alguém tem dúvidas com relação ao dia da coleta é só entrar em contato com a gente”, disse André de Mello

“Se alguém tem dúvidas com relação ao dia da coleta é só entrar em contato com a gente”, disse André de Mello

Em todo o país

Existe em todo o país, uma meta de redução dos rejeitos descartados em aterros sanitários. Por se um volume muito grande no que diz respeito ao contexto nacional, os estados resolveram determinar índices locais: “Existe uma lei, a 12.305, que determina que todo município descarte somente rejeitos nos aterros sanitários, mas é uma meta muito ousada do governo federal, que todos já viram não que vai ter como cumprir, principalmente na região norte e nordeste. Dentro desse contexto os estados estão fazendo um plano segmentado. O estado do Rio já fez o seu, vai publicar ainda essa semana e vai distribuir para os municípios onde são apresentadas metas a curto, médio e longo prazo. A meta a curto prazo é que no ano de 2014 todos os municípios consigam alcançar 5% de redução dos resíduos nos aterros sanitários. Estamos mobilizando a associação de catadores, estamos tendo apoio irrestrito do INEA, pois eles estão vindo aqui toda semana, temos o BNDES e um promessa de caminhões e galpões para destinar esse trabalho. Estamos correndo atrás de parceiros para chegarmos a esse 5%”.

Os ecopontos estão distribuídos em bairros da zona urbana e também no interior

Os ecopontos estão distribuídos em bairros da zona urbana e também no interior

Ecopontos

Uma das formas de descartar corretamente o material é nos Ecopontos: “O grande motivo de retirarmos um Ecoponto do lugar, é porque eles estão depredados, e as pessoas começam a jogar ali dentro o rejeito e não mais o resíduo reaproveitável. Associações de moradores e donos de condomínios pedem que retiremos porque acaba sendo depósito de lixo, atraindo ratos, moscas e até põem fogo nesses Ecopontos. A gente recupera o equipamento e acaba colocando em outro ponto. É fundamental a colaboração da população, porque isso é um benefício dela. Se mandarmos menos lixo para o aterro, vamos aumentar a vida útil deste espaço, vamos trazer dignidade para as pessoas que vivem dessa renda. A prefeitura não fica com nenhum benefício desse material que é coletado, ele vai direto para a associação de catadores, onde 10 famílias trabalham e é muito importante que haja esse cuidado, esse é nosso apelo fundamental”. Confira a matéria completa em nossa edição impressa.

 

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Metodologias criativas para transformação socioambiental

 

Trabalho de exercício de percepção ambiental, realizado em um local bastante propício para tal, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Trabalho de exercício de percepção ambiental, realizado em um local bastante propício para tal, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos

– PARNASO recebe curso de educação ambiental focado em pedagogia social e cultura nativa

 

Ouvir mais, participar da vida das comunidades, mudar atitudes e percepções. Esses foram alguns dos temas em debate no último sábado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que recebeu a primeira das cinco etapas do curso “Metodologias criativas para transformação socioambiental”, realizado pelo Grupo de Educação para o Meio Ambiente (GEMA) e pela Câmara Técnica de Cultura e Educação Ambiental do Conselho Consultivo do PARNASO. Através de uma visão transcultural da educação ambiental crítica e emancipatória, da pedagogia social, cultura nativa e arte-educação, as aulas ministradas pela Pedagoga Gleice Máira e pela Psicóloga Silvia Rocha trabalham a formação de educadores sócios ambientais, que, muito mais do que servir à conservação ambiental, podem contribuir com o desenvolvimento das comunidades.

Grupo que participou do primeiro módulo do curso, Terra - Arquétipo do Guerreiro. Para os outros, as inscrições já estão abertas

Grupo que participou do primeiro módulo do curso, Terra – Arquétipo do Guerreiro. Para os outros, as inscrições já estão abertas

Primeira etapa

A primeira etapa foi o módulo Terra – Arquétipo do Guerreiro, que trabalhou liderança e maestria pessoal, poder da presença, pedagogia social tendo com missão a educação ambiental, além da prática de Joseph Cornell, “Brincando e aprendendo com a natureza”. Após vivências de grupo com temáticas nativas, promovendo o fortalecimento pessoal e a troca de experiências entre os participantes, foi trabalhada a parte da pedagogia social – que consiste em fundamentar as práticas de educação escolar com a educação popular, educação sóciocomunitária e práticas de educação não escolares.
Sílvia Rocha é Psicóloga formada pela UERJ, especialista em Psicologia Analítica de Jung (IBMR), Arteterapeuta, Terapeuta Psicocorporal e Consultora Organizacional em Desenvolvimento de Equipes. Há 13 anos pesquisa e vivencia as Culturas Nativas. Atualmente é psicóloga da ONG Lar Tia Anastácia, no Rosário, Psicóloga Clínica e educadora do GEMA. Gleice Máira é Pedagoga especializada em Arteterapia na Educação e Saúde, Pedagogia Social e Educação Ambiental. Há 20 anos desenvolve projetos socioambientais voltados para mobilização e desenvolvimento social e institucional através de metodologias participativas atuando na elaboração de políticas públicas de meio ambiente e espaço de gestão compartilhada. Há 15 anos coordena os projetos do GEMA.

Círculo permite melhor visualização e troca de experiências entre todos os participantes, que assim se tornam um só

Círculo permite melhor visualização e troca de experiências entre todos os participantes, que assim se tornam um só

Ainda dá tempo

Quem não participou da etapa do último sábado pode se inscrever nos módulos seguintes: Água – Arquétipo do curador, em 30 de novembro, Luz e sombra, com os temas reciprocidade e reconhecimento, água e floresta, bacia hidrográfica em conto de fadas – confecção de livro interativo; Fogo – Arquétipo do visionário, dezembro 2013, temas criatividade e visão compartilhada, PRAXIS da Educação Ambiental crítica e transformadora, e caminhando com Edgar Morin e Paulo Freire; Módulo Ar – Arquétipo do Mestre, Janeiro de 2014, com contação de histórias – heranças ancestrais, metodologias participativas e educação ambiental transformadora, mapeamentos e diagnósticos; Módulo Homem – que provavelmente ocorrerá em fevereiro do próximo ano e cujos temas ainda serão. Mais informações podem ser obtidas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos ou no GEMA, pelo telefone (21) 2556-0689 e e-mail gleice.gema@uol.com.br.

Mais sobre o GEMA

O Grupo de Educação para o Meio Ambiente é uma associação civil, de direito privado, de caráter socioambiental, educacional, sem fins lucrativos, que conta com uma equipe interdisciplinar. Fundado em 2001 em São Paulo, O GEMA se tornou uma organização de abrangência nacional, estendendo em 2002 sua atuação ao interior do Estado do Rio de Janeiro, indo atuar em Barra de São João, Distrito de Casimiro de Abreu, RJ. Em poucos anos a organização difundiu suas atividades em toda Mesorregião da Baixada Litorânea e Norte Fluminense, através do desenvolvimento de programas/projetos de intervenção na realidade socioambiental a partir do fortalecimento dos indivíduos e de suas organizações, com o objetivo de: Promover o desenvolvimento da educação ambiental crítica, transformadora, que contribui para emancipação do sujeito, através das ações de sensibilização, formação e difusão de metodologias envolvendo ensino formal e não formal, de formar e facilitar a elaboração e implementação de políticas públicas que promovam a construção de uma sociedade sustentável e uma participação cidadã efetiva e qualificada nos espaços de gestão.
“Conquistamos nosso espaço no cenário socioambiental do interior do RJ e o respeito e reconhecimento de importantes profissionais da área, graças a sua atuação junto as comunidades e o desenvolvimento de um trabalho com seriedade, amor, comprometimento com seus ideais e suas lutas… pela melhoria da qualidade de vida das gerações futuras através da reflexão dos hábitos diários do hoje; para resgatar e estimular os valores de cidadania, estimular o dialogo e a cooperação dentro das comunidades; valorizar a pluralidade sociocultural, contribuindo para unir de forma solidária diferentes segmentos sociais,  resgatando e estimulando assim também, a integração homem-natureza”, informa o texto de apresentação do grupo no blog http://gemaambiental.blogspot.com.br.

 

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Água e cidadania em debate no Parque Nacional

No terceiro dia, Breno Herrera, ex-chefe da APA Guapimirim, debateu o tema “O Futuro da Água”

No terceiro dia, Breno Herrera, ex-chefe da APA Guapimirim, debateu o tema “O Futuro da Água”

– Quinta edição do Encontro de Educação Ambiental recebeu público de vários municípios

 

O artigo 225 da Constituição Federal estabelece o “meio ambiente ecologicamente equilibrado” como direito de todos os brasileiros. Porém, não é preciso pensar muito para constatar que a realidade é muito diferente disso. Que parcela da população é abastecida com água potável? Quantos dos brasileiros contam com saneamento básico em seus municípios? Que cidades fazem a destinação correta dos resíduos sólidos, evitando assim a degradação ambiental e a proliferação de doenças, por exemplo? São muitas questões que pelas óbvias respostas percebe-se claramente que estamos muito longe de atender o disposto em tal citação da Constituição Federal. Visando mitigar essas situações através da conscientização da população, despertando também a consciência política, fundamental para se compreender que é necessário fazer sua parte e cobrar a quem de direito, aconteceu nos dias 03, 04 e 05 de outubro o 5º Encontro de Educação Ambiental da Serra dos Órgãos, realizado na sede Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Em todos os dias de evento, grande número de pessoas – mais de 100/dia – esteve presente, entre profissionais da área, estudantes, professores e interessados em debater o tema “Água & Cidadania” e, assim, contribuir de alguma maneira para resolver problemas que afetam o dia a dia de todos nós e podem comprometer bastante as nossas futuras gerações.

Alunos do colégio Chiquinha Rolla apresentam o “Biomapa”. Projeto de formação de jovens gestores foi destaque

Alunos do colégio Chiquinha Rolla apresentam o “Biomapa”. Projeto de formação de jovens gestores foi destaque

Projetos em andamento

Após a recepção e entrega dos kits, além do café da manhã, a abertura do encontro foi feita pelo chefe da unidade de conservação ambiental, Leandro Goulart. “Com muita alegria recebemos todos vocês em nossa casa, vendo tantas pessoas interessadas em discutir temas de grande relevância para a sociedade”, destacou o Analista Ambiental, que falou ainda de um dos projetos em andamento no parque e que vai de encontro à idéia que seria discutida durante três dias. “Este é um ano muito legal para o parque, pois também estamos com o Caminhos da Serra do Mar, que, mais de uma trilha de longa duração, vai contribuir para a conservação ambiental e mais especificamente para a recuperação de corpos hídricos que encontramos ao longo desses caminhos”, pontuou. Logo em seguida, o responsável pelo setor de educação ambiental do PARNASO, Marcus Gomes, falou sobre o histórico e importância do encontro. “Esse é o resultado de muito trabalho, de muitas discussões na Câmara Técnica de Educação Ambiental do CONPARNASO. È muito bom ver esse auditório cheio”, frisou.

No último dia, evento ecumênico abençoou as águas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

No último dia, evento ecumênico abençoou as águas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Preparação

Nos dois primeiros dias do evento, a psicóloga Silvia Rocha trabalhou a dinâmica do grupo, realizando ações visando a interação entre os participantes e a preparação para os temas que seriam debatidos. A primeira mesa de debate teve como tema “Participação Social na Gestão das Águas”, com palestras do Engenheiro Agrônomo Paulo Leite, Engenheira Florestal Erika Mello e Adacto Otoni, Engenheiro Civil e Assessor de Meio Ambiente do CREA/RJ. Otoni destacou, entre outros, a importância da sustentabilidade ambiental nas obras de tratamento da água e outros temas relacionados, como a preservação das bacias hidrográficas. “Não é fazer obras milionárias. É fazer obras que atendam as reais necessidades de cada localidade. É pensar em proteger as bacias e não só fazer alargamento de calha de rio”, enfatizou.
Ainda no primeiro dia, a parte da tarde foi reservada para a apresentação dos seguintes trabalhos: “Saneamento básico em Teresópolis”, de David Miller; “Microbacia do Bonfim”, Robson Silva; “Programa agenda Água na Escola”, Gema. “Biossistemas integrados: visão sistêmica da água e do saneamento”, Francisco Pontes; “Revitalização do Manancial Boa União, um berçário de vida”, Padrão Águias; e “Saberes e Fazeres em Educação Ambiental na Região Serrana do Estado do RJ”, da UFRJ. Todos os trabalhos foram bastante elogiados, pela qualidade técnica e iniciativas que abordaram, mas dois deles tiveram grande resposta do público: O de formação de jovens gestores ambientais, através da abordagem de estudantes, e a recuperação do manancial de Boa União, o resultado de um trabalho voluntário da brigada verde Aventureiros Águia que deu vida novamente a um bonito espelho d água na localidade do Segundo Distrito, garantindo o abastecimento daquela comunidade e, mais do que isso, despertando nos moradores daquela região a importância da conservação ambiental e união de esforços pelo bem comum. No final do primeiro dia aconteceu a apresentação da peça teatral “Do início ao final do mundo”, do Instituto Ambiente em Movimento.

“Não é fazer obras milionárias. É fazer obras que atendam as reais necessidades de cada localidade”, pontuou o Professor Adacto Otoni

“Não é fazer obras milionárias. É fazer obras que atendam as reais necessidades de cada localidade”, pontuou o Professor Adacto Otoni

Oficinas e filmes

Na sexta-feira, o tema foi “Educação Ambiental para Gestão Participativa das Águas”. Os palestrantes e formadores da mesa de debates foram os integrantes do programa “Elos de Cidadania”, que através de trabalho nas escolas públicas – preferencialmente estabelecimentos de ensino onde ocorre algum grave impacto ambiental ou a comunidade nela inserida não é contemplada com projetos do tipo – evidencia a importância da estratégia da educação ambiental na formação para a participação e exercício do controle social na gestão ambiental como prática da cidadania. Alguns projetos desenvolvidos em escolas de Teresópolis e região foram destacados, como os que foram pensados após a maior catástrofe natural do país, em 2011. O trabalho do Elos foi tão bem recebido pelo público que o número de perguntas e o tempo estipulado para o debate foram maiores do que o dia anterior. Na parte da tarde, foram realizadas seis oficinas: “Olhares e Sensações”, da UFRJ; “O Livro”, do GEMA; “Resíduos Sólidos”, com Maurício Mynssen; “Experimentos com a água”, de Tatiana Guillon; “Mosquitérica”, do Sesc; e “Mini Reserva da Biosfera”, com Mukti Claussen. Foram temas distintos, onde cada um pôde se encontrar na idéia que gostaria de trabalhar dentro da temática do evento.

Professora e alunos do Curso de Ciências Biológicas do UNIFESO no 5º Encontro de Educação Ambiental do PARNASO

Professora e alunos do Curso de Ciências Biológicas do UNIFESO no 5º Encontro de Educação Ambiental do PARNASO

Perguntas e debates

A primeira mesa de debate do último dia, o sábado, envolveu a palestra do Analista Ambiental Breno Herrera, ex-chefe da APA Guapimirim, com o tema “O Futuro da Àgua”. A interferência do homem no ciclo hidrológico também gerou muitas perguntas e debates, como a situação da Baía da Guanabara e o Comperj. Às 11h, a roda de diálogo “Água e espiritualidade” foi outro diferencial do evento, envolvendo representantes de três religiões na discussão da importância desse bem que todos nós necessitamos para viver. E antes da avaliação final aconteceu uma prática ecumênica abençoando as águas do Parque Nacional, às margens da piscina natural. Além de toda essa grande programação, durante os três dias aconteceu exibição de filmes com temas ambientais, como “História da Água Engarrafada” e “O Homem”. No kit distribuído aos participantes, a organização do 5º Encontro de Educação Ambiental da Serra dos Órgãos distribuiu uma ficha onde foi possível opinar sobre o evento e dar opiniões para a realização do próximo, que deve acontecer na mesma época do ano que vem. “E espero ver todos vocês aqui de novo, trazendo idéias e todo esse sentimento para discutir temas tão importantes para a conservação do meio ambiente”, destacou Marcus Gomes.

 

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