Tag Arquivo | "Mochileiro"

Pilatos, beleza e imponência na Serra dos Órgãos

zmochila2b

Turma do CET começa a descida da montanha, que tem trilha de cerca de quatro quilômetros

 

– Montanha de 1.969 metros de altitude fica na divisa de Teresópolis e Petrópolis, no belo Vale do Jacó

Já são 17 anos de trilhas percorridas, muitos cumes conquistados e vias de escaladas “no currículo”. Mesmo assim, ainda há várias montanhas que ainda não consegui “conquistar”. Afinal, nosso município é cercado por três unidades de conservação ambiental e há centenas de opções de lazer para quem pratica esse esporte, sem contar convidativas aventuras em toda a região. Assim, um dos cumes que acabou ficando em segundo plano na minha programação foi o Pilatos, imponente e bonita formação rochosa que se eleva a quase dois mil metros de altitude e fica na divisa de Teresópolis e Petrópolis, na área do Parnaso. Também conhecido como Serrote ou Quebra-Frascos, fica bem próximo a essa localidade teresopolitana, por onde inclusive pode ser acessada. Porém, sua trilha principal tem início na BR-495, próximo ao km 17, já na área do município vizinho.

Presidente do Teresopolitano, Leandrinho mostra o livro de cume. Caderneta está há 21 anos no local

Presidente do Teresopolitano, Leandrinho mostra o livro de cume. Caderneta está há 21 anos no local

E foi para lá que trilhei no último sábado, acompanhado de uma turma boa do Centro Excursionista Teresopolitano, o CET, principal entidade de montanhismo do município e única filiada à Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro. Após anos admirando esse gigante de pedra de diversos bairros de Teresópolis e a partir de outros cumes, finalmente pude ingressar na tão falada trilha – tida como difícil devido a grande declividade em extensão não tão longa.

O início da caminhada é feito próximo a lavouras em uma pequena comunidade no Vale do Jacó, acessada em uma rampa ao lado de uma ponte, em trecho de curva fechada. Ali, é necessária atenção redobrada para manobrar o veículo. Falando nisso, conversando com os produtores rurais, é possível deixar o carro próximo às lavouras para se aventurar sem se preocupar com os perigos da rodovia.

Teresópolis vista do cume do Pilatos. Crescimento desordenado x maravilhas naturais da região

Teresópolis vista do cume do Pilatos. Crescimento desordenado x maravilhas naturais da região

 Vários cumes falsos

O começo da trilha é justamente cortando uma plantação. Em seguida, entram em cena samambaias do mato e capim melado… O caminho já fica íngreme e, se alguém não tiver passado por ali recentemente, muito provavelmente a subida ficará mais lenta devido à necessidade de utilização de um facão para abrir a passagem.

Nesse tipo de terreno e vegetação, se passa por três “falsos cumes”, topos de morro que avistados de baixo se tem a impressão que são o final da caminhada… Mera ilusão. E, no sábado, ainda tivemos outro desafio no começo da empreitada: tempo fechado e chuvisco, tendo a impressão que começaria a chover. Mas, como diz a velha máxima montanhista, “só o cume interessa”. Então, mesmo com o tempo nublado seguimos morro – ou, no caso, morros – acima.

Cores e flores: orquídeas e diversas outras espécies são vistas ao longo de todo o percurso

Cores e flores: orquídeas e diversas outras espécies são vistas ao longo de todo o percurso

 Animal de grande porte na área

Com muitas nuvens, em praticamente toda a subida vimos pouca coisa. Apenas as montanhas mais próximas na direita, no Vale do Jacó, e uma grande formação que se eleva à esquerda da trilha, a “pedra da Divisa”, que parece fazer parte do Pilatos e fica na parte mais alta da Teresópolis-Itaipava, no limite entre os dois municípios.

Mas, se por um lado ainda não era possível contemplar as belezas da nossa região de cima, por outro o clima mais ameno facilitava a subida na trilha que tem bastante inclinação. Outro ponto positivo desse caminho é a grande quantidade de flores, principalmente orquídeas.

Com quase três horas de subida, e uma parada para o lanche, chegamos à parte final e mais bonita da caminhada, a grande crista que leva até o cume do Pilatos. A vegetação rasteira, característica dos campos de altitude, aliada ao clima gelado de um dia que parecia que ficaria encoberto, nos animaram a acelerar para concluir nosso objetivo. Antes de chegar ao topo, mais uma surpresa: em vários pontos há fezes de animal de grande porte, parecendo ser de um felino. É muito bom saber que eles estão conseguindo sobreviver em uma região tão fragmentada e atacada pelo homem, pois, no caso de algumas espécies, nem uma área como a do Parque Nacional da Serra dos Órgãos é suficiente para garantir a sua existência.

Grande turma do Centro Excursionista Teresopolitano comemorou a conquista de mais um cume, agora vencendo o Pilatos

Grande turma do Centro Excursionista Teresopolitano comemorou a conquista de mais um cume, agora vencendo o Pilatos

Cume grande, visual magnífico

São aproximadamente quatro quilômetros até os 1.969 metros de altitude. De lá, nossa região se descortina de maneira maravilhosa. E demos sorte, pois o tempo começou a abrir pouco depois da conclusão da caminhada. Esse cume fica bem próximo a Quebra-Frascos, tendo à direita as montanhas mais conhecidas da Serra dos Órgãos, como as pedras do Sino e Papudo. Para quem nunca esteve por lá, como eu, ver Teresópolis de cima desse ângulo é uma grande experiência. Apesar de tanto tempo no montanhismo, cada novo cume é como fosse minha primeira vez nesse esporte. Dá para compreender o tamanho e os problemas do município, a ação antrópica x a beleza natural e única e que qualquer município gostaria de ter… É até difícil descrever tal sensação, deixando a cargo das fotografias a missão de incentivar o caminhante a conhecer o Pilatos.

Imponente demais! Esse é o Pilatos, formação rochosa que se eleva a quase dois mil metros de altitude. Montanha fica na divisa de Teresópolis e Petrópolis e pode ser acessada através de caminhada

Imponente demais! Esse é o Pilatos, formação rochosa que se eleva a quase dois mil metros de altitude. Montanha fica na divisa de Teresópolis e Petrópolis e pode ser acessada através de caminhada

Após cerca de duas horas aproveitando o local, assinamos o livro de cume e iniciamos a descida. (Tal livreto, aliás, é outro espetáculo à parte: está ali há 21 anos!!! Isso mostra o reduzido número de visitantes e que as pessoas que pisaram naquele cume são realmente montanhistas, respeitando e se preocupando com a manutenção do livro). Na volta, o tempo abriu de fez, descortinando à nossa frente o Vale do Jacó e as belezas do município vizinho… Sensacional e motivou ainda mais meu retorno ao Pilatos. Em breve, pretendo acampar por lá!

Para saber mais sobre essa e outras caminhadas, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, todas as quartas-feiras, a partir das 20h, no número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. A referência é a loja da Sociedade Pró-Lactário. Mais fotos dessa aventura podem ser vistas na página do CET na rede social Facebook.

 

Postado em Capa, MochileiroComentário (0)

Conhecendo a Pedra do Índio dos Frades em Teresópolis

Os imponentes Morro dos Cabritos e Pedra D´Anta, vistos do cume da Pedra do Índio

Os imponentes Morro dos Cabritos e Pedra D´Anta, vistos do cume da Pedra do Índio

– Montanha fica em uma das regiões mais bonitas da cidade e pode ser acessada por caminhada

 

Capital Nacional do Montanhismo, Teresópolis tem vários points que são “desejo de consumo” de qualquer pessoa interessada em esportes realizados em ambientes naturais. Um desses locais que atraem gente de todo o mundo é o Vale dos Frades, acessado pelo quilômetro 20 da RJ-130, que liga nosso município a Nova Friburgo. Escaladas, caminhadas, cavalgadas, banho de cachoeira… Há muito que se fazer nessa região que já foi cenário de diversas produções televisivas, de comerciais a novelas, além de muitos filmes. Frequento os Frades há muito tempo e, mesmo assim, não ainda consegui visitar todos os cumes das montanhas protegidas pelo Parque Estadual dos Três Picos naquela área. Somente recentemente coloquei mais uma dessas trilhas no meu “currículo”: estive na Pedra do Índio, que fica bem próxima a entrada do vale e oferece excelente vista para a zona rural do município e também as formações rochosas que dão nome à unidade de conservação ambiental. Mas, para ver o mundo de cima desse ponto, encarei uma trilha fechada até os cerca de 1.600 metros de altitude da “cabeça do índio”.

Antes de cruzar o pasto, um pequeno e bonito bosque bem ao lado do rio dos Frades

Antes de cruzar o pasto, um pequeno e bonito bosque bem ao lado do rio dos Frades

A caminhada foi mais uma da extensa programação do Centro Excursionista Teresopolitano, principal entidade de montanhismo na cidade e única filiada à Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (Femerj). A montanha fica à esquerda, tendo acesso por uma rua paralela à principal, logo na entrada. Deixamos os carros ali, atravessando a pequena via que corta diversas plantações. Após uma pequena ponte sobre o Rio Frades, se pega à direita. A estradinha vai cortar um pasto até ficar ao lado do curso d´água, seguindo para a esquerda, já em direção ao Índio.

São cerca de três quilômetros por esse caminho mais aberto, até começar a subida pela crista da montanha. Aí a subida fica um pouco mais difícil, não só pela inclinação do terreno, mas porque o acesso está fechado devido a pouca visitação. A dica é seguir uma cerca, até o ponto onde já se vê a cume. Com o mato fechado, se demora um mais para chegar ao cume. Porém, os arranhões são mínimos e ficam imperceptíveis diante do que se encontrará logo a seguir… Já no lance final de caminhada, se descortina o encantador cenário natural dos Frades, que mesmo após muita agressão promovida pelo homem com desmatamentos para a abertura de pastos – onde hoje se vê muito pouco gado, ainda é muito belo e imponente. Altas montanhas, com seus paredões rochosos aflorados, cercados por remanescentes de floresta onde os animais, de quatro e duas patas, sendo os últimos os piores, ainda não conseguiram chegar.

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano em mais um cume, inédito para quase todos os participantes da caminhada

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano em mais um cume, inédito para quase todos os participantes da caminhada

 Natural x antrópico

Morro dos Cabritos, Anta Maior, Dois Bicos, Seio da Mulher de Pedra, Torres de Bonsucesso, Picos Maior, Menor e Médio, Capacete, Caixa de Fósforos… Muitas montanhas podem ser vistas do cume da Pedra do Índio, todas muito próximas e imponentes, sempre acima dos 1.500 metros de altitude. Elas compõem um cenário que, como citei no começo, serve de inspiração para muita gente. Por outro lado, as grandes propriedades no Vale dos Frades têm campos verdes, de pastos, hoje vazios. Em uma das montanhas, inclusive, foi aberta uma grande estrada que leva até seu cume e segue em direção outro lado do vale… Curioso tal ação ser permitida hoje em dia, visto que a área está protegida pelo PETP.

A caminhada ate o índio é considerada como leve superior, demorando cerca de três horas devido à trilha estar fechada na parte final. Participaram 19 pessoas, entre elas iniciantes que superaram seus limites encarando a parte mais íngreme e fechada da subida e puderam ver os Frades de um ângulo conhecido por poucos. Para ver mais fotos do passeio, acesse a página da coluna na rede social Facebook (Mochileiro – Diário TV). Para participar de eventos como esse, visite uma das reuniões sociais do CET, que acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br

 

Postado em Capa, MochileiroComentário (0)

Caminhada, história e belezas em Sumidouro

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano na antiga estação do trem em Mariana, Sumidouro

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano na antiga estação do trem em Mariana, Sumidouro

– Travessia de 21 km por estradas passa por antigos túneis de trem, uma fazenda da época do café e a gigante cascata do Conde D´Eu

 

Se caminhar é preciso, conhecer lugares novos é essencial àqueles que buscam nos longos caminhos inspiração para enfrentar a labuta diária. No último fim de semana, consegui juntar os dois prazeres. Andar e visitar locais que ainda não faziam parte do meu “currículo” de montanhista e apaixonado pelas belezas naturais. À convite dos amigos Rodrigo Freitas e Danielle Pinheiro, moradores de Nova Friburgo, eu e amigos do Centro Excursionista Teresopolitano conhecemos alguns atrativos de Sumidouro, localizado entre o município dos  nossos guias e Teresópolis. Fizemos uma caminhada de 21 quilômetros a partir da localidade de Mariana, passando por uma pequena estrada do extinto ramal da Estrada de Ferro Leopoldina, onde existem ruínas desse importante capítulo da história do país, conhecendo ainda uma fazenda da época do café e a imponente Cascata do Cond D´Eu, que, com seus 127 metros de queda é a maior do estado do Rio de Janeiro.

Corte feito na rocha para a passagem do trem, mais um trabalho dos escravos

Corte feito na rocha para a passagem do trem, mais um trabalho dos escravos

Saímos de Mariana, onde ainda está de pé a antiga estação de trem, em direção aos três túneis que restaram do extinto ramal da Estrada de Ferro Leopoldina, hoje sem os trilhos. Tal ramal ligava Nova Friburgo a Porto Novo, atual Além Paraíba. São cerca de oito quilômetros por estreitos caminhos, suficientes para a passagem de um carro, onde já se avista de longe a queda d´água. Antes de chegar ao primeiro túnel, chama a atenção um grande corte feito em uma pedra para a passagem do trem, mais um trabalho para os escravos.

Pelo caminho, ainda é possível encontrar pedaços dos grampos que travavam os dormentes da linha férrea. A primeira passagem subterrânea tem 170 metros de extensão, sendo necessária a utilização de lanternas pelo menos até onde “se avista a luz no fim do túnel”. Nos dois acessos do trem, o bonito acabamento impressiona. Impossível não imaginar o trabalho para a sua construção e uma pequena locomotiva passando por ali.

Vista de cima, mais uma das ruínas do ramal Leopoldina, a Ponte Seca

Vista de cima, mais uma das ruínas do ramal Leopoldina, a Ponte Seca

Poucos quilômetros depois, os outros dois túneis, menores, mas tão impressionantes quanto o primeiro. Alguns metros após o último, já se avista, de cima, a Ponte Seca, outro atrativo histórico daquela região. Mesmo de longe, também estimula à imaginação a passagem do trem por aquele trecho onde hoje existem apenas as colunas.

Segundo site especializado nas estações ferroviárias criadas no país – estacoesferroviarias.com.br -, o ramal de Sumidouro surgiu da compra da Cia. E. F. do Sumidouro pela Leopoldina, em 1885, logo depois da abertura ao tráfego entre Melo Barreto e a fazenda Bella Joana. Com exceção do pequeno trecho inicial, em Melo Barreto, MG, ele corria todo em território fluminense. Em 1886 ele foi prolongado até a estação nova de Sumidouro, e em 1889 ele chegava a Conselheiro Paulino, na linha do Cantagalo. Os trens de passageiros corriam no trecho entre Melo Barreto e Nova Friburgo, percorrendo um trecho da linha do Cantagalo. A estação de Sumidouro funcionou até 31 de maio de 1967, quando o ramal foi fechado.

 

Fazenda Santa Cruz, da época do café, hoje produz cachaça artesanal e outros derivados da cana

Fazenda Santa Cruz, da época do café, hoje produz cachaça artesanal e outros derivados da cana

Fazenda, cachaça e cascata

Com o objetivo de conhecer a Fazenda Santa Cruz, da época do auge da produção cafeeira do país, voltamos um pouco na estrada dos túneis, pegando um caminho descendo em direção à antiga propriedade rural. Em recuperação, ela impressiona. E não só pela imponência da arquitetura. Por manter parte das senzalas e o que produz hoje: Cachaça artesanal. Um dos alojamentos utilizados pelos escravos foi transformado em adega para receber a produção da fazenda, comercializada também em Sumidouro e municípios vizinhos, como Carmo. Fomos muito bem recebidos pelos funcionários do local, que explicaram o processo de produção do destilado e outros produtos obtidos através da cana plantada na própria fazenda. E, logicamente, o pessoal acabou provando um pouquinho… Mas só um pouquinho, pois faltavam ainda seis quilômetros até a próxima parada, a cascata.

Mais uma hora de caminhada, chegamos à queda de 127 metros se altura, formada pela água do rio Paquequer – Mas não o nosso Paquequer, que deságua no Rio Preto. Não só a altura, mas a força da água, o clima gerado pela cascata… Tudo impressiona e convida a ficar ali por horas, escutando o encontro da água com as rochas, que, aos poucos, vão sendo moldadas pela natureza…

Com 127 metros de altura, a cascata do Conde D´Eu é a maior do estado do Rio, formada pelas águas do rio Paquequer - mas não o nosso Paquequer

Com 127 metros de altura, a cascata do Conde D´Eu é a maior do estado do Rio, formada pelas águas do rio Paquequer – mas não o nosso Paquequer

Porém, ainda tínhamos cinco quilômetros pela frente e, maior parte, morro acima. Chegamos novamente à Mariana por volta das 18h, cansados, mas muito felizes. Contemplamos belezas naturais como a cascata e seu entorno, revivemos parte da história do país e, aliado a tudo isso, tivemos mais um dia de confraternização e muitas risadas.

 O CET

Para saber mais sobre essa e outras caminhadas em nossa região, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, o CET. O clube se reúne todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, ao lado da ponte. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br e mais fotos podem ser vistas na página do Mochileiro – Diário TV na rede social Facebook.

 

Postado em Capa, MochileiroComentário (0)

Para se apaixonar e se preocupar com Teresópolis

Começo da caminhada: trilha em pé, tempo nublado e logo em seguida chuvoso...

Começo da caminhada: trilha em pé, tempo nublado e logo em seguida chuvoso…

– Caminhada até o cume da Serra dos Cavalos mostra lados bom e ruim do município

 

“O tempo estava muito nublado. Mesmo assim, continuamos nossa subida. E o caminho, que já não era fácil na escorregadia subida em meio a voçorocas, ficou ainda pior quando começou a chover. Capas nas mochilas e seguimos montanha acima. Afinal, já estávamos ali mesmo. De repente, a chuva fina deu lugar a um sol tímido em meio a muitas nuvens. E elas foram se dissipando até descortinarem à nossa frente a imponente Serra dos Órgãos, do Escalavrado até a Pedra do Sino. Era a recompensa pela coragem e persistência diante de adversidades que assustariam a grande maioria das pessoas”. O pequeno relato resume o clima da caminhada que fiz com uma turma do Centro Excursionista Teresopolitano até o cume da Serra dos Cavalos, e também serve como analogia ao que acontece com essa montanha, mais vista como um “morro” por apresentar pouquíssimos afloramentos rochosos.

A milionária Granja Comary, o Lago e o bairro do Soberbo, locais que ganharam o mundo com a Seleção

A milionária Granja Comary, o Lago e o bairro do Soberbo, locais que ganharam o mundo com a Seleção

Ela tem uma vista linda para uma das cadeias de montanha mais bonitas do Brasil e permite avistar ainda o maior parque administrado pelo governo estadual, o dos Três Picos, além de diversos fragmentos de Mata Atlântica que sobrevivem à ganância humana. E esse quesito, a mão pesada e inconsequente do homem, é o fator negativo facilmente constatado quando se chega ao cume da Serra dos Cavalos. Ou, melhor dizendo, basta olhar para ela de qualquer canto da cidade para avistar o crescimento populacional de forma descontrolada e que obrigou milhares de pessoas a ocuparem perigosas encostas e causarem danos irreparáveis na busca de recursos e sobrevivência…

E se de extremos vive a Serra dos Cavalos, já encontramos esse grande contraste no início da trilha, que fica nas proximidades do número 226 da Rua Padre Feijó, em Araras, em um barranco onde há um pequeno abacateiro. Se cruzamos humildes residências, muitas tendo dezenas de pedras e objetos pesados para segurar seus telhados, avistamos dali milionária Granja Comary à nossa frente, cenário visto por todo o mundo na última Copa do Mundo, quando esteve por aqui a Seleção de Luís Felipe Scolari.

O bairro vizinho, conhecido como Barroso, também começa a ser visto de cima com poucos minutos de caminhada, evidenciando-se o grande diferencial dos recursos disponibilizados aqueles que vivem ali em relação aos que compartilham terrenos com a CBF…

E o tempo abre... Descortinam-se as maravilhas da nossa região, com uma verdadeira pintura da Serra dos Órgãos

E o tempo abre… Descortinam-se as maravilhas da nossa região, com uma verdadeira pintura da Serra dos Órgãos

 Chove chuva…

A trilha da Serra dos Cavalos é bem curta, menos de dois quilômetros. A primeira parte, porém, é feita por um terreno mais íngreme, marcado por alguns escorregamentos de terra e grandes pontos de erosão, onde há uma espécie de capim e árvores de pequeno porte. A cada metro galgado, a vegetação vai ficando mais escassa, consequência da forte ação antrópica principalmente no lado onde ficam as comunidades que formam o bairro de São Pedro.  E os problemas causados pela ocupação das encostas são facilmente percebidos justamente na diferença da flora, do lado da montanha vizinho à estrada Rio-Bahia para a face já citada…

Mas seguindo os contrastes característicos dessa serra e enfatizados até aqui, à medida que nos assustamos com a grande ocupação humana e crescimento desordenado de Teresópolis, nos apaixonamos pelos novos ângulos das regiões felizmente protegidas pelas unidades de conservação ambiental, Serra dos Órgãos e Três Picos… Olhando em direção a Petrópolis, ficam imponentes montanhas como Pilatos, Tapera e Cantagalo.

Parte final da caminhada, tendo ao fundo as imponentes montanhas da Serra dos Órgãos

Parte final da caminhada, tendo ao fundo as imponentes montanhas da Serra dos Órgãos

 Um novo olhar, uma nova visão

Em condições normais, com tempo bom e trilha sem tantos pontos de erosão, se faria o caminho até o cume da Serra dos Órgãos em cerca de meia hora. Levamos um pouco mais, mas não nos importamos com o relógio. Afinal, nos momentos que “São Pedro resolveu colaborar”, paramos para fotografar e eternizar em nossas memórias as imagens da Serra dos Órgãos vistas daquele ângulo…

Após a primeira parte, mais em pé, o caminho é feito todo pela crista da montanha. A altitude do cume é de 1.430 metros. De lá, destaque para a vista para a Pedra da Ermitage, já no Parque dos Três Picos (cujas montanhas símbolo também poderiam ser vistas caso o tempo não tivesse fechado novamente).

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano e a Pedra da Ermitage, já na área do Parque Estadual dos Três Picos

Turma do Centro Excursionista Teresopolitano e a Pedra da Ermitage, já na área do Parque Estadual dos Três Picos

Bom, no começo do texto, citei a abertura do tempo como “a recompensa pela coragem e persistência diante de adversidades que assustariam a grande maioria das pessoas”. E, após percorrer uma trilha que havia feito 10 anos atrás e perceber que Teresópolis continua crescendo desordenadamente, lembrei também que temos também bons de exemplos de conservação ambiental e trabalhos visando a melhoria da qualidade de vida que algumas pessoas que sobrevivem nas encostas da Serra dos Cavalos, como a interdição e retirada dessas famílias e encaminhamento para programas sociais, por exemplo. Mas ainda é pouco. Espero que venha logo a recompensa diante de tamanhas dificuldades que passam não só os moradores desses morros, mas para todos que acreditam em uma Teresópolis melhor.

 Como participar

Para ver mais fotos dessa excursão e entender porque já estou com vontade de voltar, visite a página da coluna na rede social Facebook: Mochileiro – Diário TV. Para participar de caminhadas como essa, se associe ao Centro Excursionista Teresopolitano. As reuniões sociais acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, ao lado da ponte, na Várzea.

 

 

 

 

 

 

Postado em Capa, MochileiroComentário (0)

Baixo nível de água nos Frades impressiona

Se banhar na queda de uma cachoeira é energizante. No caso dos Frades atualmente, nem tanto

Se banhar na queda de uma cachoeira é energizante. No caso dos Frades atualmente, nem tanto

– Em pleno verão, queda principal está quase seca. Situação pode implicar no abastecimento da cidade futuramente

 

Um dos cartões postais de Teresópolis, a Cachoeira dos Frades está irreconhecível e não lembra nada o cenário que já foi destaque em diversas produções de cinema e televisão. Em pleno verão, o nível de água do rio de mesmo nome está muito abaixo do normal, deixando a queda principal da cachoeira com cerca de 10% do que era visto normalmente nessa época do ano. Hoje, quem visita o Vale dos Frades tem procurado outros pontos da região para se refrescar, visto que o poço formado com a água do atrativo turístico está cerca de um metro abaixo do que era tradicionalmente registrado nos meses mais quentes e chuvosos.

Recentemente, voluntários do Padrão Águias realizaram mutirão de limpeza no atrativo turístico

Recentemente, voluntários do Padrão Águias realizaram mutirão de limpeza no atrativo turístico

E a falta de chuvas fortes nos últimos anos pode ser o principal motivo para a redução drástica do volume d´água. Quem frequenta a localidade no Terceiro Distrito tem percebido a diminuição no corpo da cachoeira a cada ano. O liquen acumulado nas laterais dos dois únicos pequenos filetes d´água – que sequer permitem o banhista a sentir a sensação energizante de uma cachoeira – mostram que há bastante tempo o ponto turístico não é o mesmo.

Na última quarta-feira, foi gravada na localidade uma edição do “Mochileiro”, da Diário TV, com o objetivo de registrar as belezas do Vale dos Frades e incentivar a sua visitação e conservação. Com as imagens capturadas pelas lentes do programa, é possível fazer um comparativo com registros de poucos anos atrás, da mesma época do ano, o que assustam ainda mais: no lugar do grande véu, que descia de altura de cerca de 30 metros e tomava conta de quase todo o paredão, criando uma grande e atrativa piscina natural, há quase que apenas somente rochas e um poço onde é possível ver o fundo. Confira na Diário TV este programa inédito em breve no Canal 4.

Postado em Banner principal, Capa, CidadeComentário (0)

O desconhecido e magnífico Pico do Beija-Flor

Visto já do meio da trilha, o poquíssimo conhecido Pico do Beija-Flor, na Serra dos Órgãos

Visto já do meio da trilha, o poquíssimo conhecido Pico do Beija-Flor, na Serra dos Órgãos

– Mochileiro faz caminhada até montanha pouquíssimo visitada na Serra dos Órgãos

 

São dezesseis anos de montanhismo, boa parte praticada de forma bastante intensa e, mesmo assim, há alguns locais que ainda não tive o prazer de pisar em nossa região. Um desses, que só fui acrescentar em meu “currículo” recentemente é o Pico do Beija-Flor, na Serra dos Órgãos, a mais proeminente montanha quando se olha em direção a Cascata dos Amores, a partir do bairro do Alto. São 1.933 metros de altitude, com grande cobertura vegetal de Mata Atlântica. Imponente, diferente, misterioso. E pouquíssimo visitado. E, se quase ninguém frequenta, a natureza se encarrega de tomar seu lugar, transformando os poucos mais de quatro quilômetros de extensão da trilha em uma verdadeira batalha.

Vista das do cume, montanhas Quebra-Frascos e Pilatos - na divisa entre Teresópolis e Petrópolis

Vista das do cume, montanhas Quebra-Frascos e Pilatos – na divisa entre Teresópolis e Petrópolis

 

Fiz a caminhada no último dia 30, a convite do amigo Waldemiro Telles, que do alto dos seus 71 anos inspira os montanhistas teresopolitanos há bastante tempo. Também participaram Kleber Pereira, outro setentão com muita disposição, e o camarada Edmilson Mello, o mais novo da turma. Dos quatro, apenas Telles conhecia o percurso e, mesmo assim, por um acesso diferente que fizemos.

Pegamos a trilha de um local conhecido como “Mosteiro”, no final da estrada Ministro Gama Filho, no Jardim Serrano. Pouco depois que ela vira um trilho que segue em direção a Quebra-Frascos, se pega à esquerda por um local destruído por uma grande queimada recentemente. Assim, já no começo, fica evidente o contraste da cobertura vegetal do topo da montanha com os locais onde o homem conseguiu alcançar – e destruir.

 

Vista muito interessante do Nariz/Verruga do Frade, destacando sua imponente chaminé

Vista muito interessante do Nariz/Verruga do Frade, destacando sua imponente chaminé

Depois do Mosteiro, a grande “lasqueira”

São cerca de 20 minutos até o topo do morro conhecido como Mosteiro, de onde se avista, um pouco abaixo, a Pedra dos Cadetes. Com a destruição causada pelo fogo, fica mais fácil andar no quesito vegetação e muito mais difícil quando se pensa em todo o mal causado pela ação antrópica.

Na parte mais alta do Mosteiro, felizmente o fogo foi contido pela chuva e, dali em diante, o que seria a trilha que leva até o cume do Beija-Flor começa a desaparecer. A cada metro percorrido, a floresta fica mais fechada e temos que usar mais o facão. Mas não há como reabrir todo o caminho, apenas uma passagem que permita seguir a exploração montanha acima.

O acesso é feito por uma longa crista, com grande desnível. Para se ter uma ideia, do começo ao final são cerca de 800 metros de diferença em relação à altura. Isso, aliado à inexistência de um caminho, fez com que percorrêssemos os 4,4 quilômetros em cinco horas… Muito acima do tempo normal para essa distância, mesmo com o grande desnível.

 

Da crista, olhando para nossa Teresópolis, cada vez mais populosa. Ao fundo, encoberto, está o Parque Estadual dos Três Picos

Da crista, olhando para nossa Teresópolis, cada vez mais populosa. Ao fundo, encoberto, está o Parque Estadual dos Três Picos

Marcas de guerra, no corpo e na alma

Como disse no começo, enfrentamos uma verdadeira batalha para chegar ao cume do Pico do Beija-Flor – como brinquei com o pessoal, esse “beija-flor” deve ser de uma espécie muito rara tamanha a dificuldade para chegar até ele -, pois a trilha estava muito fechada. Em alguns momentos, confesso que pensei que não seria possível concretizar o desejo de chegar aos 1.933 metros de altitude e ver nossa região de um ângulo completamente diferente.

Ganhamos muitos arranhões nos braços e pernas – e, na volta, eu ainda torci o tornozelo. Porém, as marcas que realmente ficarão por muito tempo são as lembranças do visual a partir do cume daquela montanha. É lindo demais, para qualquer lado que se olhe.

De frente para a crista, nossa cada vez mais populosa Teresópolis e ao fundo, o Parque Estadual dos Três Picos. Para a esquerda, a Serra de Petrópolis e as montanhas que ficam na divisa dos dois municípios, também bastante imponentes: Quebra-Fracos, Pilatos, Tapera, Cantagalo… Mas é olhando para a direita que registrei na minha memória uma cena que esperava há muitos anos, a parte alta da Serra dos Órgãos de um ângulo que nunca havia visto. Nariz e Verruga do Frade – avistando a face onde fica a sua grande chaminé, Pedra das Cruzes, São João e Papudo, além do menor cume dessa cadeia, a Agulha Bonatti. Entre o elas e o Beija-Flor, um vale verdíssimo que protege a nascente do rio de mesmo e destaca a beleza da Mata Atlântica.

 

Kleber, Telles, Edmilson e Eu. Ao fundo, o lindo visual para a parte mais alta da Serra dos Órgãos, da Verruga do Frade até a Pedra do Papudo. Abaixo, Mata Atlântica exuberante e apaixonante

Kleber, Telles, Edmilson e Eu. Ao fundo, o lindo visual para a parte mais alta da Serra dos Órgãos, da Verruga do Frade até a Pedra do Papudo. Abaixo, Mata Atlântica exuberante e apaixonante

Turma boa da montanha

A felicidade em pisar naquele topo foi tão grande que, apesar de tamanha dificuldade para chegar lá, já penso em retornar. Dessa vez, para registrar também para a TV, o que não fiz no dia 30 justamente por conta das condições da trilha.

Para ver mais fotos dessa grande e bonita aventura, acesse a página do Mochileiro – Diário TV no Facebook. Para informações sobre essa e outras caminhadas, escaladas e pedaladas na nossa região, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano. Todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br

 

 

Postado em Banner principal, Capa, MochileiroComentário (0)

Morro dos Cabritos acessado por caminhada

Quase dois quilômetros depois da cachoeira, a vista face acessada por caminhada

Quase dois quilômetros depois da cachoeira, a vista face acessada por caminhada

Mochileiro: Montanha é conhecida pelas escaladas, mas trilha também é fantástica

 

Considerado um dos cartões postais do Vale dos Frades, o imponente Morro dos Cabritos é conhecido por suas grandes vias de escaladas – que trazem para Teresópolis escaladores de todo o estado. Além dessas rotas paredes acima, a montanha de 1.810 metros de altitude, que fica nos limites do Parque Estadual dos Três Picos, também pode ser acessada através de caminhada, uma trilha relativamente curta mas com grande desnível. Eu tive o prazer de conhecer esse trajeto em companhia de amigos do Centro Excursionista Teresopolitano e relato hoje essa aventura em um dos locais mais bonitos do nosso município.

Apesar do “paredão”, nessa face subida é feita através de caminhada

Apesar do “paredão”, nessa face subida é feita através de caminhada

Nosso guia foi o experiente Waldemiro Telles, de 68 anos, ex-Diretor de Caminhadas do CET, que aceitou meu convite para encarar essa subida. Minha ideia era repor o livro de cume da montanha: na semana anterior, eu havia escalado a via Mario Arnaud e constatei que o caderninho onde são registrados os nomes de que esteve por lá e suas impressões da escalada havia “desaparecido”. Como não queria fazer a longa escalada novamente, pensei em conhecer a caminhada e aproveitar para “cumprir essa missão”. Também toparam participar dessa José Henrique Soares, Diretor Financeiro do CET, e Samuel Silva.

Saímos da Várzea por volta das 7h50, encarando quase uma hora de viagem até o início da caminhada. Depois de sair da Teresópolis-Friburgo, são aproximadamente nove quilômetros na estrada do Vale dos Frades, com muita poeira e alguns buracos. A entrada da trilha fica em um pasto no lado da montanha, depois do sítio Canaã. A referência é uma pequena ponte de concreto onde há um sistema de captação de água na direita.

Já no começo do pasto, deve-se pegar um rio seco na direita e subir por ele até encontrar uma parede, que deve ser contornada pela direita. Depois, o caminho passa para a parte de cima dela e segue por uma laje de pedra. Dali em diante, há várias pequenas trilhas abertas por bois que podem confundir o caminhante. A dica é seguir em direção ao final da crista da montanha, na esquerda. Bem próximo a base da parede, a trilha se divide em duas: o caminho é pela direita, pois a esquerda leva a outra montanha, a Anta Maior.

CET em mais um cume: Samuel, Eu, José Henrique e Waldemiro Telles

CET em mais um cume: Samuel, Eu, José Henrique e Waldemiro Telles

 

Depois de aproximadamente uma hora, a subida é feita pela crista da montanha, ao lado de grandes blocos de pedra. Essa parte é uma das mais puxadas e onde o caminhante deve ter atenção redobrada, pois o capim deixa o íngreme caminho escorregadio. Além disso, o visual fantástico para os Três Picos, Capacete e grande parte do Vale dos Frades pode deixar a pessoa desnorteada…

Fizemos a trilha semipesada em 3h25. São apenas três quilômetros de subida, mas, como disse no início, o desnível do início para o final é muito grande e faz com que o trajeto pareça muito mais difícil do que se imagina. No “cume da caminhada”, hora de tentar chegar ao outro lado, onde terminam as vias de escalada. Depois de muita luta com uma vegetação fechada e capim de quase dois metros de altura, acabamos desistindo. Além do acesso complicado, não havia tempo suficiente para abrirmos uma pequena trilha e voltarmos antes do anoitecer. De um cume a outro, a distância é de quase um quilômetro, segundo analisamos.

De qualquer maneira, apesar de não ter conseguido concluir a “missão do livro”, valeu muito a pena conhecer mais esse acesso ao Cabritos, de onde avista-se também a Serra dos Órgãos, bem longe, e duas das Torres de Bonsucesso. Bem frente a nossa caminhada, fica o Pico Maior dos Frades, de onde descem duas nascentes. No verão, são verdadeiras cachoeiras na parede desa montanha!

 

Postado em Capa, Esportes, MochileiroComentário (0)

Um passeio pelas belezas e problemas da Guanabara

Peixe, Dedo de Deus, Dedo de Nossa Senhora e Escalavrado: Nossa serra  vista bem de longe, do lado norte da Baía de Guanabara

– Navegação a partir do Rio Magé é uma experiência de “vida e morte” de um dos locais mais bonitos do estado

Uma das metas do governo estadual para as Olímpiadas de 2016 é despoluir 80% das águas da Baía de Guanabara, visto que algumas competições acontecerão no local. Porém, o objetivo está longe de ser cumprido. Basta olhar com um pouco mais de carinho para ela, que recebe a água de cerca de 50 rios e, também, muito lixo e material sedimentoso que vem causando a sua poluição e assoreamento. No último fim de semana, participei de um passeio saindo de Magé e atravessando a Baía até a Ilha de Paquetá, constatando que, apesar de tantas belezas e a força da própria natureza em se manter de pé, as agressões ambientais são muitas.
Fui convidado a fazer parte da visita técnica pelos amigos Bruno Bittencourt e Karine de Moraes, do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Serra dos Órgãos, que organizaram a empreitada que seria guiada pelo Engenheiro Agrônomo José Luiz Natal Chaves, que também é professor de Gestão Ambiental do Unifeso. Além de nós, participaram Francisco Melo Junior e sua namorada Bianca, o estudante de medicina Diego Filho e o também Engenheiro Agrônomo Marcio Mendes. Nosso barco saiu do canal Magé, um dos muitos daquele município que deságua na Baía de Guanabara.
Aliás, já no começo da aventura vivemos o primeiro problema gerado pela degradação ambiental no local: Chegamos às 6h em Magé, mas a maré já havia começado a baixar e não era possível a saída do barco porque o canal está totalmente assoreado e ficaríamos presos antes mesmo de chegar à Baía. “Precisa de dragagem, urgente… Não tem mais como viver assim, estamos sofrendo muito para chegar ou para sair do mar. Antes dava muito camarão, muita tainha, muito robalo… E hoje não tem quase mais nada porque está assoreada e em lugar que havia um metro d´água, hoje não tem um palmo”, nos relatou o pescador Antonio Damasceno, o Tuninho, de 64 anos, que há mais de 50 anos trabalha naquela região.
Sem a possibilidade de navegação, tivemos que retornar somente às 12h, quando a maré começou a subir novamente. Ainda assim, esperamos mais uma hora até que houvesse condições de o antigo barco sair. Mas, logo nos primeiros metros após o local da partida, já percebemos que a viagem valeria a pena. Atravessamos o manguezal, admirando as curiosas árvores adaptadas para sobreviverem nesse ecossistema, com suas raízes aéreas, que se aprofundam na lama até conseguirem se firmar para suportar a entrada das marés altas e enxurradas dos rios. Trata-se da Rhizophora mangle, popularmente conhecida como mangue-bravo ou vermelho. O manguezal se desenvolve nos estuários e foz dos rios e é considerado um berçário de muitas espécies animais, como crustáceos, peixes e moluscos. Nesse trecho, porém, em contraste com a beleza das árvores e aves como garças e biguás, já avistamos muito lixo flutuando e claramente se percebe a poluição da água, com a presença de óleo.
Na saída para a Baía de Guanabara, bambus enfincados na água, com grandes pedaços de plástico na ponta, servem de orientação para os pescadores e alerta para outro grave problema, o assoreamento. Eles pontuam os locais que podem passar sem ter seus motores ou as próprias embarcações danificadas no material sedimentoso que se acumula no local. O assoreamento é um processo natural comum, porém bastante ampliado devido à ação antrópica nos rios de toda a região. Com a exclusão da cobertura vegetal, seja de grandes árvores da Mata Atlântica ou da mata ciliar, a vegetação que fica nas margens dos cursos d´água, o solo fica desprotegido, é arrastado e depositado nos fundos dos rios e, consequentemente, vai parar na Baía. Com esse aumento do processo deposicional, percebe-se o avanço do manguezal em diversos pontos.
Driblando as adversidades ampliadas drasticamente pela mão pesada do homem, navegamos por cada de 1h30 até a Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Ficamos por lá apenas por cerca de meia hora, com o objetivo seguir viagem em direção a outros locais interessantes, com os rios Suruí e Suruí mirim, em Magé. Ao longo de todo esse percurso, tanto na ida quanto na volta, cruzamos diversos “currais de pesca”, montados com bambus com o objetivo de “prender os peixes”, que posteriormente são capturados com rede.

Começo do passeio, cortando o canal Magé. Depois de horas esperando a maré subir, saímos em direção a Baía

Começo do passeio, cortando o canal Magé. Depois de horas esperando a maré subir, saímos em direção a Baía

Um grande dia na Baía
A Baía de Guanabara é cercada pelas cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói, Magé e outros municípios menores. Olhando para o norte, avistamos a nossa fantástica Serra dos Órgãos, em um ângulo bem incomum do Dedo de Deus. Devido suas proporções, uma tarde é pouco para navegar e ver tanta coisa. Mas, mesmo assim, valeu o passeio, o primeiro de muitos que pretendo fazer naquela região.
Nos depoimentos colhidos com alguns integrantes do grupo para o programa Mochileiro da Diário TV (Canal 4 do Sistema RCA News), que vai ao ar em breve, dá para ter uma do sentimento daqueles que buscam conhecer um pouco mais sobre nossas belezas e problemas que as comprometem.
“Esse tipo de oportunidade que nós temos, de fazer visitas técnicas como a que fizemos, é interessante porque podemos ver exatamente a situação real que as coisas se encontram. Se por lado tem uma Baía degradada, vemos claramente a força da natureza de tentar recuperar essa degradação. É um passeio extremamente proveitoso e, além disso, a companhia fez com que o evento se tornasse muito mais agradável. Por isso, espero poder participar de outros eventos como esse, que reforçam a relação entre as pessoas e mostram a grande necessidade de se reagir a situações como vemos na Baía de Guanabara”, relatou nosso guia, José Luiz.
“Gostei muito. Sou de fora, sou de Goiás, e é uma realidade muito diferente. Agora, andei mais de 1200 quilômetros para vir para cá e tem gente daqui que não conhecesse essa beleza e esse processo de falta de cuidado com a natureza. Então, acho que todos deveriam ter essa oportunidade de entrar pelo manguezal e curtir a Baía”, completou o estudante de medicina Diego Filho.
“Realmente é uma emoção, uma aventura totalmente diferente do que estamos acostumado. É muito bonito, ver inclusive nossa serra de outros ângulos, coisas que não se vê de lá, e também esse impacto muito grande. Vemos de perto que temos que mudar muita coisa, esperando que essa vivência, essa experiência ajude as pessoas tentar mudar isso”, lembra o contador Francisco Mello Jr.

Um dos canais do rio Magé, de onde partimos. Nessa hora, maré começava a descer novamente

Um dos canais do rio Magé, de onde partimos. Nessa hora, maré começava a descer novamente

História
A Baía de Guanabara foi descoberta em janeiro de 1502, pelo explorador português Gaspar de Lemos, quem a nomeou Rio de Janeiro, acreditando efetivamente que era um rio. Os indígenas, entretanto, denominavam-na, em tupi-guarani, como iguaá-Mbará (iguaá=enseada do rio, e mbará=mar ) e de Guanabara ( “seio de onde brota o mar” ) pelos Tamoios. Ela é a resultante de uma depressão tectônica formada no Cenozoico entre o bloco da Serra dos Órgãos e diversos maciços costeiros menores. Constitui a segunda maior baía, em extensão, do litoral brasileiro, com uma área de aproximadamente 380km2.

Postado em Colunistas, MochileiroComentário (0)

Teresopolitanos nas corredeiras do rio Macaé

Poço Verde, um dos mais bonitos e procurados no rio Macaé, no trecho que corta Lumiar

Poço Verde, um dos mais bonitos e procurados no rio Macaé, no trecho que corta Lumiar

– Turma do CET participa de animado rafting em Lumiar, distrito de Nova Friburgo

Nem é preciso dizer que a temática principal da coluna é o montanhismo e suas vertentes, mas, nessa época quente do ano, cachoeiras e outras atividades “com água” são muito bem vindas. Por isso, no último fim de semana embarquei em uma viagem com o pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano para conhecer as corredeiras do rio Macaé, no trecho que corta o distrito de Lumiar, no município vizinho Nova Friburgo. Em um bonito dia de sol e céu azul, fizemos rafting com uma empresa especializada e ainda aproveitamos o dia para se refrescar nas geladas águas daquela região.

Antes da descida nos botes, o pessoal aproveitou para se refrescar no encontro dos rios

Antes da descida nos botes, o pessoal aproveitou para se refrescar no encontro dos rios

Viagem até Lumiar

São cerca de duas horas de viagem até Lumiar. Próximo a uma pracinha no centro da localidade, fica o estande da firma que contratamos para descer as corredeiras. Com o grupo grande e o rio com o nível um pouco mais baixo do que o normal, o que não permitiria fazer um passeio mais longo, ainda conseguimos um desconto no preço. Da praça, pegamos seis quilômetros de estrada até o encontro dos rios – Bonito e Macaé – onde acontece a prática do esporte que leva gente de toda parte para Lumiar. Nosso guia foi o experiente Heberson Lamblet, o Bel.
Com a grande turma de Teresópolis, um grupo na nossa frente e apenas um bote com cinco lugares, a atividade acabou sendo demorada. Porém, isso não foi problema nenhum: Aproveitamos para um banho nas geladas águas do rio Macaé, e, a cada descida do bote, nos divertíamos com as caras e bocas do pessoal – a grande maioria nunca havia feito rafting.

“Batizado”: No final do passeio, o bote é virado propositalmente no Poço Verde

“Batizado”: No final do passeio, o bote é virado propositalmente no Poço Verde

Encontro de rios

A saída acontece justamente no encontro dos dois rios, onde há um grande volume d´água e uma piscina natural ideal para os novatos aprenderem a usar os remos e os posicionamentos que devem ser feitos quando o bote ganha as corredeiras, embalado pela correnteza e desviando de grandes pedras. Inicialmente, o passeio seria de 1,5km, até as proximidades de um bar. Mas, com o nível do rio baixo, no trecho a partir do Poço Verde os ocupantes tiveram que sair do bote várias vezes… Assim, somente o primeiro grupo fez todo o percurso.
Mas isso não foi problema para o pessoal que encarou cerca de um quilômetro de muitas remadas e adrenalina, do começo ao fim. Do treinamento até a saída do bote, que não para na margem do rio para o desembarque… Ele é tombado propositalmente no meio do Poço Verde, proporcionando risadas de quem está dentro ou fora… Um pouco menos para quem não está com a natação em dia, mesmo com a utilização de todos os equipamentos de segurança, mas vale muito a pena…

Um dos trechos mais emocionantes da descida do rio Macaé, quando velocidade aumenta

Um dos trechos mais emocionantes da descida do rio Macaé, quando velocidade aumenta

Depoimentos

Colhi alguns depoimentos para o Mochileiro da Diário TV, que mostram bem o que pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano achou da atividade: ”Foi muito gostoso, uma sensação muito boa e que pretendo repetir”, frisou Cris Carvalho, que desceu no mesmo bote que o marido, Ledson Chaves. “Delicioso e se Deus quiser a gente volta. Foi uma vez só, mas deu vontade de fazer esse passeio maravilhoso novamente”, completou. ”Foi muito bom, muito divertido mesmo”, enalteceu Felipe Eufrásio. “Fica com gostinho de quero mais, faria tudo de novo”, disse Andréa de Paula. “Foi curtinho, mas intenso, faz uma força legal, muita adrenalina”, relatou o Professor de Educação Física Luciano Mobi.

Instrutor Bel olha a turma encarando a água gelada em um dos momentos de mais emoção

Instrutor Bel olha a turma encarando a água gelada em um dos momentos de mais emoção

O lugar

Lumiar fica no quinto distrito de Nova Friburgo e inserida na APA de Macaé de Cima. O percurso a partir do encontro dos rios tem duração média de 40 minutos de atividade, com corredeiras de classe I ao III+, sendo considerado um dos melhores raftings do estado do Rio de Janeiro.
A empresa que contratamos, a Lumiar Aventura, é certificada pela ABNT – Programa Aventura Segura / Sebrae/ Ministério do Turismo/ Abeta. “Esse passeio é recomendado para pessoas com mais de 15 anos que gostam de participar de atividades ao ar livre como atividades aquáticas e técnicas simples de navegação em corredeiras, caso o rio esteja com seu nível acima do classe III – muda o perfil dos participantes, neste caso, somente maiores e pessoas que já tenham experiência, com espírito de aventura arrojado podem descer. Os condutores de rafting  são treinados a verificar a classificação”, lembra a agência.

Uma das seis descidas do pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano no rio Macaé

Uma das seis descidas do pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano no rio Macaé

Sana

Após um dia todo em Lumiar, partimos para Sana, em Macaé de Cima, outra localidade do estado conhecida por permitir muitas atividades na água. Porém, isso é assunto para a semana que vem: Realizamos um acampamento, tomamos banho de cachoeira e fizemos uma longa caminhada até o Peito do Pombo, curiosa formação rochosa onde duas pedras – uma grande e uma pequena – parecem estar cuidadosamente equilibradas. Para mais informações sobre essas atividades, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, que acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pró-Lactário, número 555 da Avenida Lúcio Meira, ao lado da ponte, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br. Tanto o rafting quanto a caminhada em Sana serão destaque no programa Mochileiro da Diário TV (Canal 4 do sistema RCA News) em breve.

Postado em MochileiroComentário (0)

A montanha que “divide” Teresópolis e Petrópolis

 

Em foto antiga – propositalmente, para mostrar o lindo e extinto espelho d´água da barragem do Triunfo – a imponente Pedra da Tapera

Em foto antiga – propositalmente, para mostrar o lindo e extinto espelho d´água da barragem do Triunfo – a imponente Pedra da Tapera

– Turma do CET percorre trilha que leva ao cume da Pedra da Tapera, chegando aos 1.746 metros de altitude

Ela é imponente e pode ser vista de diversos bairros. Uma grande formação rochosa, um pouco arredondada, que compõe um bonito cenário em conjunto com as montanhas que ficam mais próximas. Essa é a Pedra da Tapera, que tem 1.746 metros de altitude e fica localizada entre os municípios de Teresópolis e Petrópolis. Aliás, por aqui ela é conhecida como Tapera e, pelos nossos “vizinhos”, como Pedra do Carneiro. Outra denominação é pedra Azul, tanto que um sítio localizado na Estrada Teresópolis-Itaipava, onde fica seu acesso, tem esse nome.

A quase imperceptível entrada da trilha, assim que se começa a descer em direção a Petrópolis

A quase imperceptível entrada da trilha, assim que se começa a descer em direção a Petrópolis

Trilha íngreme

Recentemente, o pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano percorreu a curta, mas bastante íngreme, trilha que leva até o cume da montanha, que apesar de ficar em bastante evidência do bairro do Caleme não tem acesso por essa localidade. A dica é, saindo de Teresópolis, marcar 10 quilômetros a partir do hotel Alpina. À esquerda haverá duas grandes calhas de captação de água e pouco depois um lugar para deixar o veículo – coisa rara na BR-495. O início da trilha fica pouco depois que se começa a descer em direção a Itaipava, quase em frente onde há uma pequena queda d´água. Porém, não é fácil de achar. Como o local é pouco frequentado, está sempre fechado.
Aliás, o caminho que leva até o cume é curto, apenas dois quilômetros. Porém, justamente pelo fato de não ser muito utilizado, há vários trechos onde a vegetação cobre a passagem e não é possível progredir sem “gastar um facão”. Além disso, a maior parte da trilha é muito em pé, o que é fácil de entender vendo como é a formação rochosa e a pequena distância percorrida da estrada até seu topo, havendo grande desnível.

Natureza: Registro na trilha, que desde 2008 é protegida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Natureza: Registro na trilha, que desde 2008 é protegida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Visual logo no início

Logo após a primeira parte da trilha, antes mesmo de se alcançar montanha pretendida, já se tem uma excelente vista para a cidade de Petrópolis e formações rochosas como a Maria Comprida, que deitada em meio um vale verde e com dezenas de outros cumes tem grande destaque. Bem perto de nós, porém, outra coisa chama muita atenção – mas de forma negativa. As grandes marcas deixadas pela Tragédia de 2011 no Vale do Cuiabá, principal localidade atingida pelas enxurradas da madrugada de 12 de janeiro naquele município. Aliás, de cima também registramos o condomínio popular construído pelo governo estadual para as famílias que perderam seus lares. Enquanto isso, por aqui não vimos nenhum tijolo em pé ainda….

Pedra do Cantagalo, outra montanha localizada entre os municípios de Petrópolis e Teresópolis

Pedra do Cantagalo, outra montanha localizada entre os municípios de Petrópolis e Teresópolis

Trilha que segue

Depois de cortar muitas samambaias do mato e encarar encostas íngremes e por vezes escorregadias, chegamos ao cume da Pedra da Tapera. Gastamos 1h30 até a comemoração entre todos os participantes, a 1.746 metros de altitude. No montanhismo, aliás, muito mais do que chegar ao cume é importantíssimo e recompensador fazê-lo ao lado de amigos e pessoas que realmente compartilham o mesmo gosto que nós e não encaram essas empreitadas por modinha, como vejo muito por aí. Além de mim, 21 pessoas tiveram o prazer de ver o mundo de cima daquele lugar. Difícil citar todas, mas, nesse tempo todo de montanhismo – são 16 anos, sendo 10 escrevendo sobre o assunto por aqui – não dá para não falar de amigos que fiz na montanha e cuja amizade pretendo levar por centenas de cumes e também vida a fora, como José Henrique Gomes, Leandro Nobre, Lédson Chaves, Cris Chaves, Ivo Salvador, Maicon Rocha… Apenas alguns dos muitos que estiveram por lá nesse dia, sem esquecer também daqueles que junto percorri trilhas ou vias de escalada ao longo dos últimos anos. E do ponto mais alto da Pedra da Tapera, Teresópolis se revela. Todo seu esplendor, suas belezas naturais e bairros que parecem interagir com a natureza – ficando escondidas desse ângulo as muitas mazelas causadas pelo homem. Bem ao fundo desse visual que tem quem olha para o lado do nosso município, estão as principais montanhas do Parque Estadual dos Três Picos, além da Mulher de Pedra.

Turma do CET na Pedra da Tapera. Grupo animado percorreu a trilha de dois quilômetros e ainda passou um pouco do cume, descendo em um vale em direção ao Triunfo, para fazer a bonita foto

Turma do CET na Pedra da Tapera. Grupo animado percorreu a trilha de dois quilômetros e ainda passou um pouco do cume, descendo em um vale em direção ao Triunfo, para fazer a bonita foto

Pedra do Papudo

Na outra ponta, avistamos uma das formações rochosas mais altas da Serra dos Órgãos, a Pedra do Papudo. Falando no Parnaso, aliás, a Pedra da Tapera passou a fazer parte dos limites dessa unidade de conservação a partir de 2008. Bem pertinho de nós fica a antiga represa do Triunfo, no Caleme, abandonada pela Cedae há três anos e cujo espelho d´água (em imagem que você vê em foto antiga nessa coluna) poderia ser muito útil para o abastecimento não só desse bairro, mas de diversas outras localidades.

Capacete e os Três Picos, bem aproximados em registro feito do cume da Tapera

Capacete e os Três Picos, bem aproximados em registro feito do cume da Tapera

Programa

Bom, neste fim de semana, se São Pedro deixar, o pessoal do CET estará em outro cume daquela região, a Pedra do Triunfo. Ela fica bem ao lado da Tapera e também merece uma visita. Eu, infelizmente, não poderei comparecer devido a outros compromissos. Porém, de coração, estarei mais uma vez nessa montanha que é apenas uma das dezenas que atraem gente de todo mundo para cá e que deveria ser mais valorizada pelo teresopolitano. Para cima, sempre! Para mais informações sobre essas caminhadas, o e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br

Postado em MochileiroComentário (0)

Diario TV

Carregando...

Facebook

Twitter Diário TV

Assine nossa newsletter

Loading...Loading...