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André Oliveira – Eu vi o Papa

O Papa Francisco beijou a imagem de Nossa Senhora Aparecida

Artigo de André Oliveira

E não é que eu vi o Papa? Tá bom, de longe. Mas vi. Vi e ouvi. Ouvi e aprendi. Acolhi. Sorri, chorei. Me emocionei. O Papa estava ali, a alguns metros, distribuindo acenos, gestos, bênçãos e sorrisos. E quantos sorrisos!

Eu fui a Aparecida, mais uma vez fui romeiro e encarei as muitas horas de viagem daqui até a Catedral dedicada a Virgem Santíssima. Muitas horas compensadas por alguns segundos de vista daquele jovem senhor de vestes brancas passando num apressado papamóvel. Eu estava lá!
Depois de uma noite inteira de viagem, chegamos a uma superlotada Aparecida. A fila de muitos quilômetros para entrar na Catedral foi desanimadora. Restava-nos o pátio e os telões. Vamos a eles. Veio a chuva, o frio, mais e mais romeiros e toda a expectativa.

Nem o mau tempo nos tirou a alegria de estar próximo do Santo Padre

Foi às lágrimas

Muitas horas depois o telão mostrou o helicóptero do Papa chegando, seu desembarque da aeronave, a subida ao papamóvel e a passagem pelos fiéis. Passou longe, muito longe de onde eu estava, mas é o Papa entre nós.
Ele foi para a capela dos apóstolos, no interior da Basílica, onde pode contemplar a imagem Aparecida de Nossa Senhora. Depois de alguns minutos de oração pessoal o Santo Padre retirou óculos e secou suas lágrimas. A emoção foi compartilhada. Forte ver aquele homem, como nós, filho, devoto, se rendendo ao Amor de Deus que se revelou através da Virgem de Nazaré.
Veio a Santa Missa, onde Francisco mostrou desenvoltura com os textos litúrgicos em português. Homilia linda! Pregando, como sempre, a humildade e o amor ao próximo. “Que alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida”. Francisco falou também sobre seus pedidos à Mãe de Jesus, o êxito da JMJ. Ele lembrou de sua última vinda ao Brasil, ainda como cardeal, da sua última vinda ao Brasil, na Conferência do Episcopado e disse sobre a importância da igreja sempre bater à casa da Mãe e pedir: ‘Mostrai-nos Jesus’. “Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja”, finalizou.

A homilia do Papa Francisco foi maravilhosa!

Saudou os fiéis

Após a celebração, um momento inesquecível:  O Santo Padre foi à tribuna da Basílica e saudou os fiéis que estavam do lado de fora. “Meus irmãos e minhas irmãs”, disse. Há essa hora, lágrimas já brotavam dos meus e de muitos olhos. Depois, lamentou pelo fato de não falar ‘brasileiro’. Em espanhol, pediu orações a todos nós e anunciou que vai voltar em 2017, ano em que vão acontecer as comemorações pelos 300 anos do encontro da imagem Aparecida no Rio São Francisco. Francisco finalizou abençoando o povo.
Interessante como a melhor parte acabou ficando para o final. Depois que o Santo Padre seguiu sua agenda, fomos passear pelo Santuário. Almoço, compras, enfim, programa de Romeiro. Depois, já aguardando a hora da volta, a movimentação dos seguranças chamou a atenção. Voltamos para as proteções metálicas e conseguimos ouvir dos seguranças que ele passaria novamente por ali. Posicionados, aguardamos Francisco, que não demorou a passar sorrindo, gesticulando e saudando a cada um.
Uma experiência indescritível. Até meu pequeno João Paulo sorriu ao ver o Papa tão próximo. Tenho certeza que nosso outro filho, ainda aquecido no ventre da Tatiana, também foi sorriu silenciosamente. Momentos de paz e de muita alegria por estar no mesmo ambiente com o sucessor de Pedro. Como disse o amigo José Carlos Costa, estávamos na Casa da Mãe, recebendo o seu Filho Jesus na Eucaristia e na presença de Pedro. Uma benção! E que venha 2017.

 

 

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Papa Francisco destaca os grandes desafios dos jovens

Em discurso no Palácio Guanabara, o papa Francisco agradeceu a Deus por permitir, na primeira viagem de seu pontificado, o seu retorno “à amada América Latina, e em especial, ao Brasil”.

Papa chega e movimenta o Rio de Janeiro

Em seu discurso na cerimônia de boas-vindas no Palácio Guanabara, o papa Francisco agradeceu a Deus por permitir que na primeira viagem de seu pontificado lhe fosse permitido voltar “à amada América Latina, e em especial, ao Brasil”. Francisco disse ter aprendido que “para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pelo portal de seu imenso coração. Por isso, permito-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês”.

“Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo”, disse o papa Francisco, sob aplausos dos presentes à cerimônia. “Venho em Seu nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração. Desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: a paz de Cristo esteja com vocês”.

“A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço”, Papa Francisco

Agradecimento à Presidente

Depois de agradecer à presidenta Dilma Rousseff pelo discurso de boas-vindas, “que externou a alegria dos brasileiros por minha presença em sua pátria”, e dar seus cumprimentos às demais autoridades, o papa Francisco se referiu aos bispos brasileiros. “Aos quais repousa a tarefa de guiar o rebanho nesse imenso país”. Segundo o papa, “minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do bispo de Roma, de confirmar os seus irmãos na fé em Cristo, de animá-los a testemunhas as razões da esperança que dele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas de seu amor”.

Em seguida, Francisco se referiu ao motivo principal de sua presença no Brasil. “Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

“Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico”, Papa Francisco

Diversidade

 

O papa destacou a diversidade dos jovens reunidos no Rio para a JMJ. “Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico”, disse.

Ainda sobre os jovens, Francisco destacou que “Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade”. O papa disse também ter consciência de que “ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas gerações”.

Para Francisco, a juventude nos impõe grandes desafios. “A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; isso significa tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica”.

Francisco finalizou o discurso propondo “um diálogo de amigos” com a nação brasileira. “na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento”. [Crédito: Agência Brasil]

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Padre Thiago de Freitas de volta à Teresópolis

De volta ao trabalho pastoral, Padre Thiago está provisoriamente servindo na Paróquia de Santo Antônio, no Alto

– Durante período de estudos, sacerdote vivenciou processo de renúncia e de eleição do Papa

 

Ele está de volta! Depois de passar oito meses estudando em Roma, o padre Thiago de Freitas está de volta à Teresópolis. Temporariamente instalado na Paróquia de Santo Antônio, no bairro do Alto, o jovem sacerdote contou que o período de estudos serviu para rever a decisão de sair do país para estudar. O padre passaria de cinco a oito anos estudando e depois trabalharia em funções intelectuais e acadêmicas. “Vi que o dom que Deus me deu através do sacerdócio é para estar próximo do povo, trabalhando com as pessoas. Por isso resolvi voltar”, revela. Durante o período em Roma, Thiago viu de perto todo o processo de sucessão da Igreja Católica, desde a renúncia do Papa Emérito Bento XVI, passando pelo Conclave até o anúncio do novo Papa Francisco. Cinco quilos mais magro, Padre Thiago recebeu a reportagem de O DIÁRIO e falou sobre sua volta, suas experiências em Roma e seu destino na Diocese de Petrópolis.

Durante oito meses de estudos, Padre Thiago viu de perto o momento de sucessão na Igreja Católica

Volta antecipada

Em princípio eu ficaria em Roma estudando Letras Clássicas por cerca de cinco anos, com possibilidade de fazer um doutorado, chegando a sete ou até oito anos. Mas, parei para pensar se essa era a proposta de Deus. Não só estudar, mas o que viria depois, porque a proposta seria ajudar na Igreja como professor em universidade, seminários, ajudando a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) com tradução de textos do latim para o português. Seria um trabalho mais intelectual, acadêmico. O contato pastoral com o povo seria mais reduzido e restrito aos finais de semana. Pude pensar se realmente esse era o dom que Deus me deu dentro do sacerdócio. Nunca vou deixar de ser padre, mas se realmente esse seria o dom. Em princípio pensava que sim, mas vi que realmente o dom que Deus me deu é estar próximo do povo, trabalhando com as pessoas na Paróquia, como eu fazia antes, então por isso resolvi voltar”

Estudando com os amigos do Brasil

Transição na Igreja

“Foi uma experiência realmente única, uma coisa que a gente não consegue nem expressar. De fato, quando estava lá, comentava que quando voltasse ao Brasil, ou quando fosse idoso, poderia contar que em 2013, quando o Papa Bento renunciou, eu estava lá. O dia da renúncia foi estranho, nunca esperávamos que aquilo fosse acontecer. Mas estar ali mostrava todo um carinho de Deus comigo, poder experimentar aquilo. Ver a riqueza da Igreja, a condução de Deus diante de tantas questões, a possibilidade do papa brasileiro, vietnamita… E veio um Papa argentino, que ninguém esperava e que está fazendo esse trabalho maravilhoso. O fato de você estar inserido na Igreja, ver que não é somente aquela comunidade, aquele território, mas que é um mundo inteiro que se expressa em diversas línguas, formas, mas que é uma única Igreja. Você está ali, naquilo tudo, participar, ouvir e se alegrar por pertencer a Deus, de estar no caminho de Deus, foi algo único”

“Nós temos que aprender com a renúncia”, Pe. Thiago de Freitas

Lição

“Nós temos que aprender com a renúncia. Acolhi isso no meu coração. A disponibilidade. A renúncia do Papa mexeu muito comigo. Para onde Deus me chama? Isso me motivou muito, ver que a disponibilidade no serviço de Deus faz a diferença para todos”

Experiência

“No dia da eleição do Papa Francisco não tivemos aula na universidade. Combinamos então passar o dia na praça (de São Pedro). Ficamos lá no dia da eleição e vimos a fumaça preta da manhã. Levamos nosso lanche e ficamos bem perto da janela. Vimos a fumaça branca, ouvimos o ‘Habemus Papam’ e recebemos a bênção do novo Papa. Nós ficamos debaixo de chuva, cantamos e ficamos animados. Vários repórteres do mundo inteiro queriam fazer entrevista com a gente. Depois veio a expectativa. Havia muita oração e estávamos lá, cantando e rezando o terço. Depois teve a Missa da Eleição que participei. Depois vi todas as pessoas acorrendo até o Papa, querendo ver de perto. Antes o Papa Bento na sua última audiência, quando vi a praça lotada. Humanamente foi cansativo, mas valeu a pena estar ali e viver todo aquele momento da Igreja”.

O Padre Thiago estava presente na primeira Missa do Papa Francisco

Aguardando

“O bispo Dom Gregório me disse que, com a saída do Padre Diego da Paróquia de Santo Antônio, eu viesse ajudar o Padre Jorge, que está precisando. Vou ficar aqui até que seja designado um novo trabalho para mim. Não vou voltar para minha antiga Paróquia, de São Cristóvão. Mas tem todas as outras da Diocese, seja em Teresópolis, Petrópolis, ou um serviço no Seminário. Enfim, não sabemos. Dom Gregório não deu prazo, mandou ficar aqui, ajudar o Padre Jorge nas celebrações, no atendimento das confissões, visita aos doentes, enfim fazendo o que é preciso”.

 

 

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Dilma encontra com o Papa

O Papa Francisco confirmou a sua presença na Jornada Mundial da Juventude este ano no Rio de Janeiro  [Foto: Ag/BR]

Papa diz a Dilma que combate às drogas depende de empenho conjunto e reforço de valores para a juventude

O papa Francisco disse hoje (20) à presidenta Dilma Rousseff que é necessário empenho conjunto para combater as drogas e reforçar os valores e os princípios para a juventude. Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado. Na conversa, o papa lembrou que a construção do futuro depende da juventude. “[O papa] falou sobre a importância da juventude na construção do futuro da humanidade e que a Igreja [Católica], como uma instituição secular, tem no jovem um foco muito grande”, disse a presidenta, após o encontro com o papa, no Vaticano.

O Papa irá visitar também a Aparecida do Norte depois da JMJ [Foto: Ag/BR]

 

Combate às drogas

Dilma disse que Francisco ressaltou que é fundamental, para o combate às drogas, reforçar valores e princípios. “Conversamos sobre a questão das drogas e do crack, o reforço de valores, princípios e símbolos para a juventude”, destacou ela. Ao se dirigir aos cardeais, no último dia 15, o papa pediu que eles usem a sabedoria, que apenas o tempo e a idade ensinam, para conquistar fiéis. Na ocasião, improvisando o discurso aos cardeais, Francisco lembrou que o conhecimento e a sabedoria são aprimorados com o passar dos anos. “Ser idoso é a sabedoria da vida, levemos essa sabedoria aos jovens”, disse, na semana passada.

A Presidente do Brasil foi recebida com muita alegria pelo Pontífice [Foto: Ag/BR]

Nossa Senhora de Aparecida

A presidenta acrescentou que o papa confirmou que participará da Jornada Mundial da Juventude, nos dias 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. “Ele [o papa] disse que espera uma presença grande dos jovens [durante a jornada]”, contou ela. Segundo Dilma, o papa disse que pretende, depois da jornada, visitar Aparecida (SP) – onde está a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, considerada uma das maiores do mundo, construída em homenagem à santa de mesmo nome encontrada por pescadores no interior de São Paulo. “Ele [o papa] disse que vai a Aparecida, depois [da jornada]. Ele até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, e me deu um livro do que eles [os bispos latino-americanos] fizeram em 2007”, contou a presidenta, lembrando da recomendação de Francisco de que ela “não leia o livro todo”. “’Você não precisa ler tudo porque você pode se aborrecer, então você pega o índice e vai nos assuntos que te interessa’, ele me disse”, contou Dilma, entre sorrisos, demonstrando o bom humor de Francisco. A presidenta se disse impressionada como o papa se comporta como uma pessoa normal. “Ele [Francisco] é o primeiro muitas coisas: é o primeiro Francisco, primeiro jesuíta, primeiro latino-americano e primeiro argentino”, acrescentou Dilma, informando que percebeu bastante entusiasmo no papa. [Agência Brasil]

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Conclave começa no Vaticano

Podem ser feitas até 33 votações seguidas. No caso de não haver consenso, a decisão seguinte é entre os dois mais votados [Ilustação: Agência Brasil]

– Começa a busca pelo sucessor do Papa Bento XVI

O conclave, que decidirá quem será o sucessor do papa emérito Bento XVI, ocorrerá apenas na tarde de amanhã (12), mas os cardeais estarão concentrados nas primeiras horas do dia. Há uma missa, da qual os 115 cardeais com direito a voto participam, seguida de uma espécie de procissão para o juramento relativo ao processo eletivo até o início da assembleia. Não há prazo fixado para o fim do conclave.

A expectativa dos vaticanistas – especialistas em Vaticano – é que a escolha do sucessor de Bento XVI seja rápida, pois há um desejo de consenso entre os eleitores. O conclave que elegeu o papa João Paulo II, em 1978, durou três dias, e o do papa emérito Bento XVI, em 2005, dois dias.

O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, de 63 anos, é apontado pela imprensa italiana, como um dos três favoritos ao posto máximo da Igreja Católica

Votação à tarde

No primeiro dia do conclave, nesta terça-feira, haverá apenas uma votação à tarde. A previsão é que a fumaça branca, no caso de eleito o papa, ou escura, se não houver consenso, seja emitida pela chaminé da Capela Sistina, na Praça São Pedro, no fim da tarde ou começo da noite. Os fiéis e curiosos que estiverem no local terão visão privilegiada.

Em caso de ausência de consenso, devem ocorrer até duas votações por dia durante o conclave. Cada um dos eleitores escreve o nome de seu escolhido em uma cédula de papel, em tamanho retangular e disfarçando a letra. Após a votação de todos, as cédulas são contadas. Três cardeais fazem o papel de escrutinadores, registrando os votos, e três cumprem a tarefa de revisão dos votos. Depois, as cédulas são costuradas e levadas para o forno para serem queimadas.

O cardeal italiano Angelo Scola é apontado como um dos favoritos pelos jornais de seu país

Dois terços dos votos

Para a eleição do papa, são necessários dois terços dos votos dos

 

presentes, no caso 77 cardeais.  Se em três dias não houver consenso, a votação deverá ser suspensa por 24 horas para orações e reflexão. Depois, são promovidos mais sete dias de votações até completar um total de 34 (votações).

Porém, se mesmo depois de 34 votações não for alcançado o consenso, é feita uma eleição entre os dois candidatos que mais receberam votos. O escolhido deve dizer se aceita ser papa. Em caso positivo, ele é apresentado aos fiéis na Praça São Pedro.

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Iniciam as reuniões para a escolha do sucessor do Papa

Papa Bento XVI

Bento XVI autorizou a antecipação do conclave, por intermédio do documento denominado motu próprio

Agência Brasil – No primeiro dia sem papa, os cardeais iniciam o processo informal das conversas prévias para a escolha de quem vai substituir Bento XVI, de 85 anos. A partir de hoje (1º), o decano (o mais antigo) do Colégio de Cardeais, Angelo Sodano, de 85 anos, começa a organizar a fase preliminar ao conclave. A primeira reunião de cardeais preparatória do conclave, que vai eleger o sucessor do papa, está marcada para segunda-feira (4). Mas ainda não é o começo da cerimônia de substituição.

A reunião foi confirmada pelo arcebispo de Nápoles (Itália), o cardeal Crescenzio Sepe. A partir desta primeira reunião de cardeais é possível anunciar a data de início do conclave, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. A estimativa é que o rito comece no final da próxima semana. O prazo é dado para que todos os cardeais, que são eleitores, estejam presentes no Vaticano.

O Conclave está sendo antecipado por autorização do Papa Bento

Antecipação

Em 25 de fevereiro, às vésperas de deixar o pontificado, Bento XVI autorizou a antecipação do conclave, por intermédio do documento denominado motu próprio (por iniciativa própria). Tradicionalmente o Vaticano determina que o conclave comece no período de 15 a 20 dias, depois do início da sé vacante – expressão que designa que o lugar do papa está vago. A finalidade é permitir que todos os cardeais estejam presentes na eleição do sucessor e guardem o luto – em geral o papa é escolhido quando há morte daquele que está no pontificado.

Do latim, a palavra conclave significa com chave e é a reunião na qual os cardeais, que votarão na eleição para o novo papa, ficam enclausurados até a definição do sucessor. O grupo de eleitores é mantido isolado, sem contato externo. Há toda uma supervisão e um esquema de segurança para que isso ocorra. Do total de 209 cardeais, 115 estão aptos a votar.

A reunião foi confirmada pelo arcebispo de Nápoles (Itália), o cardeal Crescenzio Sepe

Menos de oitenta

Os cardeais que votam são aqueles que têm menos de 80 anos, dos quais cinco são brasileiros. Podem faltar apenas aqueles que justificarem a ausência ao Vaticano. O voto é manual e individual. Os cardeais escrevem a mão, em um papel retangular, o nome do escolhido, sendo que são orientados a disfarçar a letra. O papel é dobrado duas vezes e depositado em uma urna que fica no altar.

Não há prazo definido para o período de conclusão do conclave. A eleição do novo papa só ocorre se houver dois terços favoráveis do total de eleitores presentes. É possível fazer até 33 eleições. Caso não ocorra consenso, após esse número, é feita a eleição entre os dois mais votados.

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“A Igreja está em paz esperando o novo Papa”

Padre Jorge Luiz: ‘Para nós católicos é uma transição tranquila’

– Padre Jorge Luiz, decano de Teresópolis, fala sobre momento de transição da Igreja Católica

 

Em tempos de transição dentro da Igreja Católica, provocados pela renúncia do Papa Bento XVI, Teresópolis também vive ares de mudança. O Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, escolheu o padre Jorge Luiz Pacheco de Medeiros, pároco da Matriz de Santo Antônio, para desempenhar a função de Decano da nossa cidade. O sacerdote também comentou sobre o processo de mudança vivido pela igreja e falou sobre os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude, quando o sucessor de Bento XVI estará no Brasil para o encontro com os jovens de todo o planeta.
Segundo o Padre Jorge, a nova função vai representar muito trabalho. “Todos os cargos na igreja são de serviço, de trabalho, servir a Deus, a Igreja e ao povo. Decano é uma função que coordena as pastorais do nosso Decanato Pio X.

“Todos os cargos na igreja são de serviço, de trabalho, servir a Deus, a Igreja e ao povo”, ensina o novo Decano de Teresópolis

Ligação direta com o bispo

 

Uma ligação direta com o bispo para que o Reino de Deus cresça e o anúncio do Evangelho possa chegar a todas as pessoas”, explica o padre, que também será incumbido de organizar os encontros dentro da cidade, reuniões diocesana, acompanhamento do plano pastoral. “Vou dar seguimento ao trabalho desenvolvido pelo Padre Mário Coutinho (Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Barra). Já estive conversando com ele e tomando bons conselhos. Também do nosso querido Monsenhor Antônio Carlos (Matriz de Santa Teresa), que sempre me aconselhou para o trabalho”, revela.
Segundo o Decano, a igreja vive em paz o momento de mudança no Trono de Pedro. “A igreja está em em paz e na esperança da eleição do novo Papa. O nosso querido Santo Padre Papa Beto XVI, que nos conduziu sempre na verdade e na Justiça, seguindo o que Jesus Cristo nos pede ontem, hoje e sempre. A turbulência, as confusões e dúvidas vem de fora, de quem não conhece bem a doutrina da Igreja, o Catecismo, o Direito Canônico e a própria doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, que até hoje seguimos e aprendemos dentro da sucessão dos apóstolos: ontem Pedro, hoje Bento e amanhã o sucessor que vai conduzir a Igreja”, explica.

“Para nós católicos é uma transição até mais tranqüila do que se o Papa por acaso morresse de repente, pelo seu estado de saúde, e nos deixasse órfãos.”, afirma Padre Jorge Luiz

Transição

Segundo o sacerdote, os católicos estão vivendo bem o momento da transição. “Para nós católicos é uma transição até mais tranqüila do que se o Papa por acaso morresse de repente, pelo seu estado de saúde, e nos deixasse órfãos. Mas ele sabiamente, humildemente, viu que suas condições físicas não permitiam mais que ele conduzisse esse grande rebanho, com perfeição, dando tudo como ele deu até agora. Então viu que existe a necessidade de uma nova pessoa, um novo Papa, com mais vigor físico para fazer as viagens pelo mundo todo”, justifica. O decano lembra de uma entrevista concedida por Bento XVI, antes de ser nomeado Papa, quando falou a um jornalista que o Papa poderia renunciar se houvesse necessidade, baseando-se no Código de Dirieto Canônico e na visão teológica.
De acordo com o Padre Jorge, a Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 22 a 26 de julho no Rio de Janeiro, poderá ser a primeira visita internacional do novo Papa. “Provavelmente teremos a graça de receber a primeira visita fora de Roma, ao exterior, do novo Papa, que virá ao Brasil para nos conduzir pelos caminhos da verdade, da justiça, do amor a Deus e ao próximo”, calcula.
Ao abordar a Jornada Mundial da Juventude, Padre Jorge fala em continuidade. “Estamos trabalhando muito para a Jornada aqui em Teresópolis. Precisamos da ajuda de todos. Vamos acolher três mil peregrinos vindos de todas as partes do Mundo. Vai ser um momento de crescimento espiritual e econômico para a nossa cidade, afinal serão muitos turistas que virão e isso será bom para todos”, finaliza.

 

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Dom Gregório Paixão comenta renúncia do Papa

Dom Gregório Paixão, bispo Diocesano: “É tempo de esperança, vamos nos unir e colocar o coração diante de Deus”

– Bispo da Diocese de Petrópolis pede que fieis orem pelo Papa que saiu e pelo seu sucessor

O Mundo foi surpreendido na manhã desta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, quando o Papa Bento XVI, líder da Igreja Católica, anunciou sua renúncia ao trono de sucessor de Pedro. O Papa alegou a idade avançada para sua decisão, também ligada a problemas de saúde. O anúncio foi feito durante a reunião do Consistório, quando o Papa leu o teor de sua carta de renúncia (em anexo).

A decisão surpreendente foi comentada pelo Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão. O sacerdote é o responsável pela condução do rebanho católico em Petrópolis, Teresópolis, Magé, Guapimirim, Areal, Três Rios e São José do Vale do Rio Preto.

O Papa Bento XVI se despede do Vaticano no dia 28 de fevereiro [Foto: Agência Brasil]

Surpresa

A líder religioso também se disse surpreso com a notícia. “Hoje fomos pegos de surpresa por uma notícia vinda do Vaticano. O Papa Bento XVI por causa de questões ligadas a sua saúde resolveu renunciar ao trono petrino, ou seja, a partir do dia 28 de fevereiro, o caminho vai estar aberto para que um novo Papa seja eleito. Portanto o Papa Bento XVI renunciou a sua função, ao seu ministério. Não renunciou, porém aquilo que o seu coração pedia. Ou seja, humildemente ele disse que rezaria pela igreja, reconhecendo a sua limitação para que um outro irmão possa conduzir a igreja de Jesus Cristo”.

Dom Gregório Paixão ressalta a humildade do Papa Bento XVI

Tempo de esperança

Ainda na declaração, divulgada pela Pastoral da Comunicação da Diocese, o bispo convidou os fiéis a orar pelo Papa Bento e pelo seu substituto. “Eu convido a você a se unir a oração do Papa Bento XVI, que nos dá um exemplo de humildade, de oração, de alguém que movido por sua consciência, depois de um longo passo de meditação e de entrega total a Deus, resolveu renunciar. Vamos nos unir, porque é um tempo de esperança, vamos colocar o nosso coração diante de Deus, pedindo que Ele mande um novo Sumo Pontífice, conforme o seu próprio coração, para o bem de toda a igreja. Nós da Diocese de Petrópolis nos unimos nesse momento, através de um profundo hino de louvor a Deus, pedindo pelo Papa Bento XVI, que renuncia ao seu ministério, ao mesmo tempo, pedindo para aquele que vai ser indicado pelo Senhor para conduzir a igreja de Jesus Cristo. É tempo de esperança, de oração, de nos colocarmos diante do Senhor pedindo por aquele que vai ser enviado também como bom pastor para toda a igreja”, finalizou.

 

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Papa Bento XVI renuncia

O Papa Bento XVI se despede do Vaticano no dia 28 de fevereiro [Foto: Agência Brasil]

O papa Bento XVI anunciou que deixa o pontificado no dia 28 de fevereiro deste ano. A renúncia é a primeira de um papa na era moderna. Em comunicado divulgado  no dia 11 de fevereiro pelo Vaticano, o papa Bento XVI justificou sua decisão alegando idade avançada e disse ter consciência da gravidade de seu ato. O alemão Joseph Ratzinger, 85 anos, assumiu o comando da Igreja Católica em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II. Aos 78 anos, Ratzinger foi um dos cardeais mais idosos a ser eleito papa. Ele assumiu o posto em meio a um dos maiores escândalos enfrentados pela Igreja Católica em décadas – a denúncia de abuso sexual de crianças por clérigos.

Leia, abaixo, a íntegra do discurso em que Bento XVI anuncia, em um encontro com altas autoridades eclesiásticas, que deixa o pontificado:

“Caríssimos irmãos,

Convoquei-vos para este consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os padres cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

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