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EJA realiza ‘Noite de Talentos’ na quadra do Sesc

Oficina de Dança do CEBES abre o evento

Oficina de Dança do CEBES abre o evento

– Estudantes e professores mostraram um pouco das atividades desenvolvidas nas oficinas ao longo do ano

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Rede Municipal de Ensino promoveu na última quarta-feira, 13, na quadra do Sesc, sua Noite de Talentos. Com a presença de um grande público, estudantes e professores realizaram apresentações de dança, teatro, música, poesias, mostrando um pouco das atividades desenvolvidas nas Oficinas da EJA ao longo do ano. Além disso, houve venda e exposição do artesanato produzido pelos alunos nas oficinas das escolas municipais Ginda Bloch , CEROM e Lino Oroña. “Dá gosto ver como a Educação de Jovens e Adultos se movimenta em nosso município. A Secretaria de Educação se sente orgulhosa destes alunos e de seus professores e aproveita para agradecer, mais uma vez, essa frutífera parceria com o Sesc Teresópolis”, enaltece o secretário municipal de Educação, professor Leonardo Vasconcellos.

Grande público prestigia o evento da EJA na quadra do Sesc

Grande público prestigia o evento da EJA na quadra do Sesc

Elogios para a estrutura

O evento contou com a participação de alunos e professores dos quatros polos da EJA em Teresópolis: Centro Educacional Beatriz Silva (Barra), Escola Municipal Ginda Bloch (Alto), Centro Educacional Roger Malhardes (São Pedro) e Escola Municipal Maçom Lino Oroña Lema (Tijuca) e todos foram unânimes em elogiar a estrutura da festa.
“Os alunos se sentiram prestigiados e felizes com toda a estrutura que receberam para suas apresentações. Foram estrelas que brilharam nessa noite inesquecível” destacou Maria dos Anjos, Orientadora Pedagógica do Ginda Bloch.
Entre jovens, adultos e idosos se apresentando lado a lado em diversas atividades, a Noite de Talentos emocionou em vários momentos. “A escola transformou minha mãe. Fiquei muito emocionada ao vê-la se apresentar feliz e com desenvoltura. Foi uma noite especial”, emocionou-se a professora Valéria, filha da aluna Helena, da escola Maçom Lino Oroña, que se apresentou no evento.

Aluna do CEROM declama poesia de sua autoria

Aluna do CEROM declama poesia de sua autoria

Escola: Lugar de gente feliz

O evento começou com uma performance de samba da cantora carioca Dorina, em show oferecido pelo Sesc Teresópolis. Em seguida, alunos e professores iniciaram as apresentações da EJA. Oficinas de dança, teatro, produção cultural, poesia, música, libras e raciocínio lógico fizeram parte da noite que terminou com um coral em inglês das escolas Maçom Lino Oroña e CEROM. “Aprendemos que escola é lugar de gente feliz e, hoje, vivemos e sentimos uma EJA feliz. Aquele imenso palco transbordava talento, superação e alegria. Na plateia, olhares encantados, corações emocionados, estudantes e professores dançando, comemorando, se confraternizando! Jovens e adultos convivendo e crescendo juntos em uma EJA, que a cada ano, amadurece e se fortalece”, comemorou a professora Ana Paula Coutinho, coordenadora da EJA na Rede Municipal.

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Um Rio Salgado: a trajetória de Salgado Maranhão

O poeta Salgado Maranhão

Um grande poeta brasileiro presenteando Teresópolis com a sua trajetória de sucesso pelo mundo das palavras

Em uma oportunidade única, eu tive o prazer de entrevistar para o programa Super Mais, um dos maiores poetas brasileiros, premiado e traduzido para várias línguas, autor de oito livros e tema de exposição no SESC Teresópolis, Salgado Maranhão. A entrevista foi feita na própria exposição do artista, que veio do Rio de Janeiro especialmente para participar do programa Super Mais, motivo pelo qual me senti extremamente lisonjeada e confesso nervosa, pois nunca tinha passado por essa experiência, entrevistar alguém tão importante da literatura brasileira. Não sabia o que me aguardava e confesso, a ansiedade tomava conta de mim. O artista, Salgado Maranhão e o curador da exposição, Carlos Dimuro, chegaram no local da entrevista juntos, sem estrelismo e da forma mais natural possível. Fiquei impressionada com a simpatia e a simplicidade de ambos, para minha surpresa, eram pessoas aparentemente comuns, como eu e você que lê essa matéria, contudo, extremamente cultas e interessantes.

Salgado Maranhão concede entrevista para o Super Mais no SESC

Super Mais no SESC

Acabei fazendo todo o programa Super Mais ali mesmo no SESC, na sala destinada á exposição Um Rio Salgado: a trajetória de Salgado Maranhão, que traz uma coletânea de 25 painéis contando a emocionante vida do poeta.
José Salgado Santos, nasceu em um lugarejo chamado Cana Brava das Moças, interior do Maranhão. De família humilde, foi alfabetizado aos 15 anos de idade, vivia como um camponês junto de sua mãe. “Minha mãe era uma mulher do povo, ligada á cultura popular de cantadores repentistas, das danças populares, dança de crioula, bumba meu boi. Meu pai vinha de uma das famílias mais importantes do Maranhão. Nasci em uma fazenda de escravos, sou filho da casa grande e da senzala”, diz o poeta, que afirma que só ganhou a poesia porque foi criado ao lado da senzala. A cultura da sua mãe imprimiu o gosto pela poesia.

“Onde eu nasci, a servidão reinava insônia
Ao reis do lento vai e vem dos dias
Estar vivo já bastava.
Onde eu cresci meu reino era ninguém.
Eu sou aquele a quem não se esperava com a chave do nome e do vintém
E se algum rito interno me rondava era uma reza que só tinha amém
Viver era avançar em retrocesso por entre rotas ínvias sem acesso
A desbravar o mar sem caravelas
Qual párea que é o nutrir-se em seu reverso
O nada ter-lhe e tendo e por tabela
Só restem as palavras e as estrelas”.

 

“Minha mãe não teve acesso ao estudo, mas era louca pela cultura popular, ela sempre desejou que eu estudasse, mas no Maranhão não tinha escola. Foi então que nós fomos para Teresina, para trabalhar e estudar. A minha vontade era tão grande de estudar, que quando eu aprendi a ler, descobri uma biblioteca pública e a minha diversão era a literatura e em pouco tempo eu tinha lido 50 clássicos da literatura universal, entre eles, um em especial que me encantou e mudou minha vida, Fernando Pessoa”, conta Salgado.
Daquele dia em diante, então com 17 anos, ele decidiu ser poeta, e ressalta a importância da leitura para a formação do ser humano.

Exposição no Sesc foi prorrogada até o dia 30 de maio. vale a pena conferir!

Em Teresina

Três anos depois de se mudar para Teresina, começou a escrever para um grande jornal local, participava de grupos de teatro, e um dia teve a honra de entrevistar Torquato Neto, um dos mentores da Tropicália que ficou impressionado e o incentivou a vir para o Rio de Janeiro, era o ano de 1973. Chegando na capital cultural da época, começou a entrevistar várias celebridades, entre elas Gilberto Gil. Prestou vestibular para Comunicação Social e começou a estudar na PUC. Apesar da pouca idade, já se destacava no metiê: “Eu tinha fé, bravura”, disse o poeta. A Ebulição da Escrivatura, foi um dos livros mais divulgados e virou um ícone na década de 70. Ele estudava Comunicação social na PUC e o livro era dado para os alunos que estavam fazendo monografia na faculdade.

Autor de oito livros, Salgado Maranhão escreveu poemas traduzidos para diversas línguas e ganhou em 1998, o Prêmio da União Brasileira dos Escritores, em 1999 o Jabuti de Literatura. Em 2011, ele foi agraciado com outro prêmio, desta vez, pela Academia Brasileira de Letras, na categoria poesia, com o livro “A Cor da Palavra”.
Recebeu o convite de 52 universidades americanas para realizar palestras pelos Estados Unidos, onde passou três meses compartilhando de suas histórias e experiências com a poesia.
Escritor premiado, traduzido, Salgado Maranhão teve suas poesias musicadas por Ivan Lins, Zeca Baleiro, Vital Farias, entre outros grandes nomes da Música popular Brasileira. Ele afirma que a Tropicália também o influenciou, é fruto desse caldo de cultura, a poesia cantada e poesia popular clássica.

O poeta brasileiro Salgado Maranhão só foi alfabetizado aos 16 anos e hoje figura entre os premiados pela Academia Brasileira de Letras

Uma forma de fazer amigos

Tema de exposição no SESC em São Paulo, entrevistado por Jô Soares recentemente e agora ali comigo, participando do programa Super Mais como ilustre entrevistado.
“Foi uma trajetória tão surpreendente e tão improvável, que eu apenas vivi, não consegui me observar nessa caminhada”, afirma o poeta, que diz ser um espírito profundamente inquieto, nunca está satisfeito, está sempre buscando permanentemente.
“A minha poesia, fazer poesia é uma forma de fazer amigos…o que eu mais gosto na vida é de gostar, eu gosto de gente, eu gosto de trocar com as pessoas, eu não me controlo”.
O poeta diz que sua história é edificante para muita gente, que pensa que os obstáculos não são intransponíveis, segundo ele, os obstáculos podem ser transponíveis desde que se tenha foco e que as energias sejam gastas com algo edificante. A literatura é o caminho, é o que forma o imaginário de uma sociedade. Gonçalves Dias, inaugurou o Brasil com a canção do exílio: Minha Terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá.

Livro publicado A Cor da Palavra

Simplicidade

O que mais me impressionou no artista, foi a sua simplicidade, apesar de ser quem é, e quando disse isso a ele, veio a resposta:
“Tendo uma relação simples com a vida, sem máscaras, sem biombos, faz com que eu possa conhecer as pessoas como elas são, se eu me coloco num pedestal, as pessoas se armam contra mim e eu não posso entrar na alma delas. Eu quero habitar o coração das pessoas”.
Salgado Maranhão afirmou que o SESC faz o papel de Ministério da Cultura, porque tem capilaridade com a sociedade, porque é próxima e acessível a qualquer pessoa que se interesse por cultura. “Cultura deve ser uma coisa constante, cultura é todo dia”.

 

Salgado Maranhão é Patrimônio Cultural nosso!!! Aqui em Teresópolis… aqui no Super Mais!!!

OBRAS DO POETA:
Ebulição da Escrivatura (antologia poética)
Encontros com a Civilização Brasileira
Aboio ou a Saga do Nordestino em Busca da Terra Prometida
Os Punhos da Serpente
Palávora
O Beijo da Fera
Mural de Ventos (Prêmio Jabuti 1999)
Sol Sanguíneo
Solo de Gaveta
A Pelagem da Tigra
A Cor da Palavra
Blood of the Sun (2012) Milkweed editions versão de Alexis Levitin

 

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Hudson Fernandes lança livro no Teatro Municipal

Hudson Fernandes com o empresário Paulo Lomenha e Cintia

– ‘Cartas à minha mãe e ao meu amado’ é o quarto trabalho de servidor público

O poeta Hudson Fernandes lançou na última semana, no Teatro Municipal, o livro ‘Cartas à minha mãe e ao meu amado’. Quarta publicação do escritor, que é funcionário da Prefeitura, a obra traz uma reflexão poética sobre o encontro e o desencontro na existência humana.
“A experiência de escrever sobre o sentimento é o grande desafio… Entretanto, ao se deixar mover pelo ato de amar, já se escreve uma história cotidianamente. As cartas à mãe e ao amado são palavras unidas pela força de elos consistentes que se formaram no instante em que descobrimos um no outro o milagre de ser feliz acompanhado, graças à nobreza existente no compartilhar do que se tem ou mesmo do que por vezes falta”, comentou Hudson Fernandes.
O lançamento contou com a presença de representantes ilustres da sociedade teresopolitana, como a juíza Inês Coutinho, os ex-secretários municipais de Esportes e Lazer, Demerval Casemiro e Francisco Gaspar, a ex-secretária municipal de Educação, Graça Medeiros, os empresários Paulo Lomenha e Álvaro Menezes. Amigos e companheiros de trabalho, como Yuri Rodrigo, também prestigiaram o evento.
Para o escritor, encontrar o rever amigos é sempre o melhor que pode acontecer com o humano. “Ver que continuamos juntos é, sem dúvida, dádiva divina. Todos os presentes fazem parte da melhor das histórias que Deus me deixou escrever”, frisou o poeta.

Amigos e companheiros de trabalho prestigiam o lançamento do livro

Perfil

Nascido em Sapucaia, no estado do Rio de Janeiro, em 1965, o poeta e escritor Hudson Fernandes mora em Teresópolis há 37 anos. Funcionário público concursado há 28 anos, Hudson possui vasta experiência na Administração Municipal e já passou pelas secretarias de Administração, Cultura, Educação, Esportes e Lazer, Fazenda, Turismo. Atualmente exerce função na Assessoria de Comunicação Social.
Hudson tem coluna no jornal A Verdade e no Notícias da Hora, nos quais escreve sobre o cotidiano e apresentou o programa ‘Esquinas da Palavra’ em um canal de tv a cabo da cidade. O programa voltará ao ar em breve na Terê TV, com produção da Córtex Filmes.
Os livros já publicados por Hudson Fernandes são ‘Anjos não voam na chuva’ (1994), ‘Pedro Anjo (1998) e ‘Ainda florescem ipês no meu caminho’ (2006).

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