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Impasse no aterro atrasa coleta de lixo em vários bairros

Mais um problema a resolver: Aterro Sanitário do Fischer só tem vida útil até o início do próximo ano

Mais um problema a resolver: Aterro Sanitário do Fischer só tem vida útil até o início do próximo ano

– Pelo terceiro dia, comunidades amanhecem com grande quantidade de resíduos em calçadas, ruas e praças

 

Após dois dias de impasse quanto ao funcionamento do Aterro Sanitário do Fischer, onde os funcionários de empresa terceirizada cruzaram os braços por estarem há quase dois meses sem salário, o serviço de coleta de lixo ainda não foi normalizado em Teresópolis. Nesta quarta-feira, os caminhões de outra firma contratada pela PMT, a Selix Ambiental, voltaram a cumprir seus itinerários de trabalho. Porém, o lixo acumulado dos dias anteriores impediu que todo o material fosse recolhido dentro do cronograma previsto. Em algumas comunidades, a quantidade de sacolas e outros objetos amontados em pontos de coleta era enorme ontem e, além do impacto visual, o cheiro ruim e o risco de doenças assustavam os moradores de bairros como a Fonte Santa. Nesse caso, às margens da Rio-Bahia, a responsável pela coleta retirou apenas a caçamba, deixando para trás uma montanha de detritos que haviam sido jogados no entorno da coletora após seu transbordamento.

Com despejo de entulhos proibido temporariamente, empresas estão deixando caçambas na portaria do aterro

Com despejo de entulhos proibido temporariamente, empresas estão deixando caçambas na portaria do aterro

No bairro do Pimentel, registramos a grande e mal cheirosa montanha de resíduos bem próxima a Creche Cheiro de Amor e Escola Municipal Professora Irene Sant´Anna do Vale. No local foi colocada até uma placa alertando para os riscos de o lixo ficar espalhado na passagem de pedestres, mas a grande quantidade produzida pela comunidade do entorno não coube nos latões devido ao não recolhimento na segunda-feira. Em frente à outra escola, agora particular, o Único, também constatamos que havia grande quantidade de sacos pretos no início da tarde de ontem. A coleta nas ruas de Agriões e proximidades só teve início horas depois do previsto.

Em nota encaminhada ao jornal O DIÁRIO na tarde de ontem, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que equipes da Secretaria de Serviços Públicos estavam empenhadas na limpeza dessas áreas. Quanto à reabertura do Aterro, ela aconteceu de forma parcial nesta quarta-feira, sendo vetado o acesso de veículos particulares, que fazem o serviço de retirada de entulhos, por exemplo. Com a proibição, que deve acontecer até esta quinta-feira, diversas caçambas foram deixadas próximo ao portão do local do Fischer.

Um dos pontos com muito lixo acumulado e espalhado no bairro da Fonte Santa nesta quarta-feira

Um dos pontos com muito lixo acumulado e espalhado no bairro da Fonte Santa nesta quarta-feira

O motivo são as vistorias que vêm sendo feitas desde esta terça-feira, 22, por técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com equipe do setor de Resíduos Sólidos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), para avaliar as condições do espaço, que, sabe-se, só tem vida útil até o início do próximo ano.

O Aterro Sanitário recebe hoje cerca de 200 toneladas de lixo oriundas das cidades que fazem parte de um consórcio,? Teresópolis, Carmo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. Segundo o Portal da Transparência, a Prefeitura deve à empresa contratada para trabalhar no local a quantia de R$ 2.544.257,49, já tendo sido pagos em 2015 cerca de R$ 3,6 milhões. O atraso de cinco meses no repasse tem gerado as paralisações das equipes da Mendes e Montorsi, cujo contrato terminou em agosto passado. O valor devido será pago de forma parcelada.

Comunidades às margens da Rio-Bahia ainda aguardam a regularização do serviço de coleta de lixo

Comunidades às margens da Rio-Bahia ainda aguardam a regularização do serviço de coleta de lixo

Outra novidade é que a Prefeitura irá assumir a gestão do Aterro e a Procuradoria Geral do Município está viabilizando todos os trâmites para que tal medida seja colocada em prática. Segundo a Assessoria de Comunicação da PMT, “A gestão do aterro pela própria Prefeitura tem o objetivo de diminuir as despesas com a operação do local, visto a ?atual ?situação financeiro-orçamentária do município”.

Outra envolvida nesse tipo de serviço em Teresópolis, a Selix, que faz apenas a coleta na zona urbana, de lixo doméstico – ficando isenta de entulhos e outros “problemas”, como a coleta na zona rural – tem dívida que beira os R$ 10 milhões. Este ano, a Selix Ambiental já recebeu dos cofres públicos R$ 4.462.655,29.

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Saúde: Cremerj entra com ação civil contra a prefeitura

“Saúde morreu”: nos últimos meses várias manifestações atentaram para os graves problemas

“Saúde morreu”: nos últimos meses várias manifestações atentaram para os graves problemas

– “Atrasos e falta de repasses comprometem funcionamento das unidades hospitalares”

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) entrou, no último dia 13, com uma ação civil contra a prefeitura de Teresópolis, por conta da grave crise enfrentada pela saúde pública do município. Além de realizar fiscalizações frequentes nas unidades, o Cremerj se reuniu, no último mês, com diretores dos hospitais da cidade para discutir a crise financeira do município e coletar informações sobre os pontos listados no processo. Os problemas são antigos e recorrentes, mas se agravaram por conta dos atrasos e da falta de repasses de recursos da prefeitura, o que compromete a continuidade do funcionamento de unidades hospitalares e de saúde.

Exemplos não faltam. No Hospital das Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano (HCTCO), com capacidade total de seis leitos na UTI, dois leitos estão desativados desde novembro de 2013 em função da falta de médicos. O município acumula dívida de cerca de R$ 8,5 milhões com o hospital, que corre sério risco de fechamento.

Além de realizar fiscalizações frequentes nas unidades, o Cremerj se reuniu, no último mês, com diretores dos hospitais da cidade para discutir a crise financeira do município e coletar informações sobre os pontos listados no processo

Além de realizar fiscalizações frequentes nas unidades, o Cremerj se reuniu, no último mês, com diretores dos hospitais da cidade para discutir a crise financeira do município e coletar informações sobre os pontos listados no processo

Outro que tem sofrido com a falta de repasses é o Hospital São José. Com 45% de seus leitos direcionados ao SUS e outros 65% à saúde suplementar, a dívida da prefeitura com a unidade já ultrapassa R$ 5,7 milhões. Em fiscalização na Unidade de Saúde Dr. Heitel Abdallah Haje Atue Neme, foi constatada a falta de recursos humanos, equipamentos e materiais necessários à sua proposta de funcionamento, com atendimentos de urgência e emergência em clínica médica 24 horas por dia.

Os desfalques na equipe médica prejudicam as condições de trabalho e a assistência aos pacientes. Com um único médico no plantão noturno, a saída para eventuais transferências de pacientes mais graves se torna um problema. A ausência de acolhimento e classificação de risco também foi listada na ação.

O que se percebe é que a cidade carece de uma rede de saúde que faça atendimento ambulatorial. A UPA 24 horas de Teresópolis, importante porta de entrada do município, está sobrecarregada. Segundo a diretora técnica da UPA, Anelise Campos, a unidade realiza cerca de 600 consultas diárias.

A comissão de fiscalização do Cremerj esteve também na Beneficência Portuguesa, onde identificou, como consta na ação civil, grave deficiência de recursos humanos, além de problemas na infraestrutura e falta de materiais e equipamentos. De acordo com o diretor técnico da instituição, Ariovaldo de Azevedo, a falta de repasses dificulta muito o funcionamento do hospital, já que este não possui entidades mantenedoras.

A Beneficência Portuguesa, que tem como característica a realização de atendimentos em obstetrícia, conta com apenas um obstetra de plantão. A vistoria identificou também que a instituição possuiu leitos ociosos por conta da falta de médicos. Segundo a administração da unidade, o orçamento não permite a contratação de mais médicos.  “Diante de todos esses problemas, o Cremerj busca, através da ação civil, pressionar o governo municipal de Teresópolis a regularizar os repasses dessas unidades e a retomar a qualidade de assistência à população”, enfatiza Nelson Nahon, vice-presidente do Conselho.

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Mais um veículo oficial “caindo aos pedaços”

Sem muita identificação e fechado no insulfilme, outro veículo novo flagrado na Secretaria de Saúde nesta segunda-feira

Sem muita identificação e fechado no insulfilme, outro veículo novo flagrado na Secretaria de Saúde nesta segunda-feira

– Ônibus em péssimo estado de conservação seria utilizado para transportar servidores para a Zona Rural

Desde meados do ano passado, servidores públicos municipais e contribuintes que precisam do serviço de transportes de passageiros prestado por secretarias como Saúde, Esportes ou Educação reclamam da grave situação da grande maioria dos veículos oficiais da Prefeitura. São carros antigos, literalmente “caindo aos pedaços”, que colocam em risco quem precisa trabalhar ou buscar atendimento médico em outro município, por exemplo. Apesar de tantas reclamações e denúncias, a situação continua se arrastando de forma precária. Na última semana, O DIÁRIO recebeu um flagrante de um micro-ônibus que seria utilizado pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos para o transporte de servidores que moram em localidades do Segundo Distrito, veículo que, sem ser vistoriado pelo Detran desde 2006, um ano após ter sido adquirido pela Prefeitura, continua rodando com problemas aparentes e outros não visíveis, mas escondem o risco que correm seus passageiros.

No contraste com diversas viaturas “baixadas”, uma Sprinter nova, utilizada pelo setor de zoonose da Saúde

No contraste com diversas viaturas “baixadas”, uma Sprinter nova, utilizada pelo setor de zoonose da Saúde

De acordo com o que foi informado à reportagem do jornal, VW Mascarello de cor azul já apresentou problemas algumas vezes, estando inclusive com pneus que já deveriam ter sido trocados. A pintura desbotada é outro ponto que entrega o estado de conservação do veículo, que precisa circular por rodovia de grande movimentação e por longa distância, na Rio-Bahia. Na parte traseira, mais um ponto que chama atenção: no lugar do vidro, uma grande chapa. Tal material teria sido improvisado pelos próprios servidores, com dinheiro arrecadado por eles mesmos, para evitar que as intempéries deixassem as viagens ainda mais complicadas depois que o vidro quebrou.

Imagem enviada por um leitor mostra mais um veículo da frota municipal em situação bastante precária – foto EuLeitor

Imagem enviada por um leitor mostra mais um veículo da frota municipal em situação bastante precária – foto EuLeitor

Nos últimos meses, servidores de outras secretarias também reclamaram de situação parecida. Na Educação, por exemplo, Kombi com pneus carecas e avarias causadas por colisões teria sido utilizada por um longo período para o transporte de professores para escolas do Segundo Distrito, só tendo sido substituída após publicação de reportagem sobre o assunto. Um VW Gol flagrado com grande dano no para-choques dianteiro e também com “pneus no arame” foi motivo de reclamação na Secretaria de Saúde. No início do ano, um funcionário da Secretaria de Obras e Serviços Públicos levou um grande susto na Estrada Rio-Bahia: ele conduzia Kombi que trancou a direção quando passava entre Fonte Santa e Quinta-Lebrão. Após forte guinada para a direita, o veículo tombou em um barranco. Apesar do grande susto e danos causados na VW, o motorista não se feriu.

Em algumas Secretarias, como a Defesa Civil, o atendimento ao contribuinte é precário porque a maioria das viaturas está encostada após problemas mecânicos. Nesta segunda-feira, estivemos mais uma vez no pátio da Saúde, no bairro da Tijuca, encontrando dezenas de viaturas “baixadas”, inclusive as utilizadas no sistema Samu. No sentido oposto dessa situação, também encontramos uma Sprinter nova, destinada para o setor de zoonoses da pasta.

 

Prefeitura sem dinheiro, ninguém quer o serviço

Por quatro vezes em seis meses, a Prefeitura tentou a contratação de empresa para fazer a manutenção da sua frota. Porém, “deu deserto”, como diz gíria dos departamentos de licitação: nenhuma empresa sequer apareceu para o pregão que seria realizada no Departamento de Licitação. As notícias sobre a grave crise financeira envolvendo a administração municipal e a dificuldade em alguns servidores em receber por serviços prestados seriam os motivos pelo qual tem acontecido debandadas. Segundo informações extraoficiais, a última empresa que trabalhou na frota municipal ainda não conseguiu receber os R$ 500 mil. E enquanto ninguém assume o serviço, os veículos de placa branca vão sendo “remendados” com peças daqueles que não tem mais condições de circular. Porém, os “franksteins”, como são chamados pelos próprios servidores, têm colocado em risco não só os funcionários públicos, mas os contribuintes que precisam do serviço de transporte.

Nesta segunda-feira, entramos em contato com a Prefeitura, via Assessoria de Comunicação, para saber se existe alguma novidade em relação à tal situação. Porém, até o fechamento desta edição, não obtivemos nenhuma resposta.

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“Judiciário pode afastar o prefeito cautelarmente”, diz Promotor

“Teresópolis precisa de uma reforma política, de uma reforma administrativa. É necessário que tenhamos um enxugamento dos cargos comissionados, dos cabides de emprego. São mais de 20 secretarias, isso é um absurdo”

“Teresópolis precisa de uma reforma política, de uma reforma administrativa. É necessário que tenhamos um enxugamento dos cargos comissionados, dos cabides de emprego. São mais de 20 secretarias, isso é um absurdo”

– Promotor fala de ação em decorrência da omissão dos vereadores, que também estão sendo investigados pelo MP

Durante reunião com comissão composta por servidores municipais no início da tarde desta terça-feira, o Promotor Uriel Gonzalez Soares, da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva, falou não só sobre os problemas que afetam o funcionalismo – o atraso no pagamento de salários e benefícios e o rombo da Tereprev. O representante do Ministério Público esclareceu aos presentes, e a população de modo geral através da imprensa, o posicionamento da instituição em relação a diversos problemas que têm causado diversos prejuízos aos teresopolitanos, como a omissão dos vereadores na sua função de fiscalizador do executivo, o inchaço dos cargos comissionados e as diversas denúncias contra a administração Arlei Rosa. Uma delas, diretamente contra o prefeito, envolve a acusação de enriquecimento ilícito. Uriel pontuou também um questionamento que tem sido muito feito devido as frequentes recusas do grupo governista em aprovar Comissões Processantes na Câmara: o afastamento de Arlei via Justiça. Investigações contra Vereadores e Secretários Municipais e a dificuldade em obter respostas do poder público também foram citadas. A seguir, leia alguns pontos da reunião. Já na edição de quinta-feira, O DIÁRIO publica reportagem com o posicionamento do MP em relação à Praça Olímpica Luís de Camões e mortes da hemodiálise.

 

Inchaço de comissionados

“Teresópolis precisa de uma reforma política, de uma reforma administrativa. É necessário que tenhamos um enxugamento dos cargos comissionados, dos cabides de emprego. São mais de 20 secretarias, isso é um absurdo. Recebi informação que Petrópolis, que tem muito mais habitantes, tem menos secretarias que Teresópolis.  Isso é um absurdo. Assim, vemos onde está sendo empregado parte do dinheiro da cidade. Não excluindo outros gastos, mas boa parte é com o inchaço da máquina administrativa. O MP tem fiscalizado eventuais contratações ilegais, eventuais desvios de função… O cargo comissionado é previsto na constituição, mas está exagerado. Infelizmente, o Judiciário não pode proibir, isso tem que vir pela consciência do administrador, ou seja, o problema está na gestão também”.

 

“Os vereadores estão sob investigação do MP. Ontem mesmo foram instaurados aqui cinco inquéritos, sendo três sobre as condutas dos vereadores, desde que acumulam função, até a questão da ausência nas sessões de aprovação ou reprovação das contas do prefeito”

“Os vereadores estão sob investigação do MP. Ontem mesmo foram instaurados aqui cinco inquéritos, sendo três sobre as condutas dos vereadores”

Vereadores investigados

“Os vereadores estão sob investigação do MP. Ontem mesmo foram instaurados aqui cinco inquéritos, sendo três sobre as condutas dos vereadores, desde que acumulam função, até a questão da ausência nas sessões de aprovação ou reprovação das contas do prefeito, fato grave que foi denunciado à Promotoria. Há inquérito também sobre possíveis favorecimentos de vereadores, processo que corre em sigilo. Também é estranhíssimo que tenha essa quantidade de Comissões Processantes e todas sejam negadas. Isso é inédito no Brasil.”

 

Prefeito e funcionária fantasma

“Em eventuais ações de improbidade administrativa, buscamos apurar se houve lesão do patrimônio público. Nas condutas dos agentes públicos nesse caso são cobradas ações de improbidade quando acontecem desfalques aos cofres públicos. Tanto que, atualmente, entre as duas ajuizadas contra o prefeito no final de abril, em uma delas houve repercussão aos cofres públicos em ação de uma funcionária fantasma. Foi bloqueado, tornado indisponível, um caminhão Mercedes Benz avaliado em torno de R$ 60 mil, avaliado como integrante do patrimônio do prefeito, para garantir eventual ressarcimento desde que haja condenação definitiva”.

 

“Também acontece investigação de possível irregularidade por parte de alguns secretários, como participação em esquemas de licitação. Estamos investigando também a legalidade do acúmulo de secretarias, por exemplo”

“Também acontece investigação de possível irregularidade por parte de alguns secretários, como participação em esquemas de licitação. Estamos investigando também a legalidade do acúmulo de secretarias, por exemplo”

Participação popular

“Temos que lutar por todas as frentes por um choque de gestão, para que tenhamos uma perspectiva de melhoras para o cidadão teresopolitano, pois a cidade chegou a uma situação insustentável, sem precedentes. A sociedade civil precisa se organizar. Vale lembrar que só funcionamos a partir dos que nos oferecem. Temos muitas investigações, muitas informações chegando ao conhecimento do MP, temos muito trabalho, mas só podemos fazer isso com o apoio da sociedade civil. Podemos ir até determinado ponto, e a sociedade civil até determinado ponto, então temos que congregar esforços para oferecer a cidade esse choque necessário”.

 

Secretários investigados e sumiço de Arlei

“Também acontece investigação de possível irregularidade por parte de alguns secretários, como participação em esquemas de licitação. Estamos investigando também a legalidade do acúmulo de secretarias, por exemplo (tendo sido citado por um servidor o caso do Secretário de Educação e Governo). Quanto ao sumiço do prefeito, também ouvimos que ele não estaria assinando nem publicações oficiais, mas é preciso avaliar, pois ouvimos muita coisa e precisamos averiguar para dar concretude a essas notícias”.

 

Afastamento de Arlei Rosa

“Se o vereador não afasta o prefeito mesmo com provas concretas, com elementos robustecidos que estaria cometendo ato de improbidade administrativa, o MP tem legitimidade para pedir ao judiciário o afastamento do prefeito cautelarmente. A depender da ação que o MP venha a propor é possível que a permanência do agente público, no caso o prefeito, se torne prejudicial a estancar aquela irregularidade. Se ficar claro que está usando aquela irregularidade, falando de modo genérico, pois são muitas denúncias, podemos pedir cautelarmente o afastamento provisório judicialmente. Mas é difícil precisar algum prazo, pois são muitas investigações que giram em torno da prefeitura, principalmente da gestão atual. Existem algumas irregularidades mais consolidadas, outras menos, inquéritos avançando… A se comprovar a ligação do atual prefeito com essas irregularidades, o exercício irregular desse cargo público, o MP não vai hesitar em requerer ao Juízo a medida de afastamento cautelar”.

 

Enriquecimento ilícito

“É um tipo de investigação difícil, com muitos obstáculos. Como é sabido, há muitos casos onde os acusados não têm patrimônio no próprio nome, usam laranjas para se desarticular, então, tipo de investigação que exige mais tempo e esforço que gostaríamos. Esse inquérito contra o prefeito ocorre em sigilo na Promotoria, expediente que utilizamos para garantir sucesso da investigação, para não atrapalhar as diligências que são feitas para montar esse quebra-cabeça. No caso do crescimento patrimonial (questionado por um servidor municipal) no exercício da função pública, temos que investigar a possível causa desse enriquecimento, o possível uso da máquina pública para se enriquecer de forma desproporcional… Não tem tempo certo e, como disse, às vezes dura mais do que gostaríamos, mas garanto que as investigações estão a todo vapor e fazemos diligência praticamente toda semana para construir um acervo probatório bom para que se tome medidas cabíveis, se for o caso”.

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Quase dois meses de total abandono na Praça Olímpica

Pracinha com portões trancados: há quase dois meses ninguém aparece para abri-los...

Pracinha com portões trancados: há quase dois meses ninguém aparece para abri-los…

– Empresa sumiu e deixou ferramentas para trás. Prefeitura sequer se pronuncia em relação ao caso

Parece notícia repetida, mas não é. Em total desrespeito ao teresopolitano e autoridades que deveriam fiscalizar a utilização de recursos públicos, a prefeitura segue sem sequer se pronunciar em relação ao abandono da obra iniciada em abril de 2014 na principal praça do município, a Olímpica Luís de Camões. Já se passaram quase dois meses desde a última vez que um funcionário da empreiteira Prosan Engenharia foi visto no local – firma que já recebeu mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Os tapumes colocados para impedir o acesso à obra já foram vandalizados em vários pontos e, dessas aberturas, é possível ver que máquinas e ferramentas foram deixadas para trás, dando a impressão “que a obra vai continuar a qualquer momento”. O motivo para o abandono seria o mesmo que afeta diversos outros setores da PMT: falta de cumprimento do município com a firma petropolitana, que ainda aguarda o recebimento de R$ 312 mil.

Desrespeito e desperdício de dinheiro público: muito material está espalhado pelos cantos

Desrespeito e desperdício de dinheiro público: muito material está espalhado pelos cantos

A previsão era que o serviço fosse concluído em 150 dias. O objetivo era que acontecessem no local eventos relacionados à Copa do Mundo de 2014, visto que, além do próprio Mundial realizado no Brasil, Teresópolis receberia a Seleção então comandada por Scolari. Porém, houve um grande atraso e o serviço só teve início no dia 1º de abril do ano passado, impossibilitando então a utilização da área para o acompanhamento dos jogos ou a realização de eventos para promover o município, aproveitando a grande movimentação de jornalistas esportivos e turistas.

Desde então, os esportistas e os pequenos teresopolitanos estão impedidos de utilizar o único espaço público destinado para esse fim na região central do município. “A gente fica muito triste quando passa por ali e vê aquilo tudo abandonado, uma área que poderia estar sendo para o esporte, pelos idosos, pelas crianças… É triste ver uma obra simples se arrastando por mais de um ano e ninguém fazer nada. Não temos justiça, ninguém faz nada, estamos à deriva e pagando impostos por isso… Corremos atrás de melhorias para a cidade, mas, vendo coisas assim, ficamos desanimados”, relata o empresário Leandro Passos, que tem estabelecimento comercial próximo à “atualmente pracinha fantasma”.

Ele lembra ainda que, além do desperdício de dinheiro público, visto que a obra não foi concluída e já está abandonada, causando deterioração do que foi feito e do material ainda espalhado pelos cantos, o descaso do poder público gera prejuízo aos comerciantes do entorno.

“É triste ver uma obra simples se arrastando por mais de um ano e ninguém fazer nada”, enfatiza Leandro Passos

“É triste ver uma obra simples se arrastando por mais de um ano e ninguém fazer nada”, enfatiza Leandro Passos

“Recentemente estive em Goiânia e vi praças com áreas para se correr, caminhar, brinquedos para crianças, locais para a terceira idade praticar esportes… Várias coisas que ajudavam o movimento no comércio do entorno, que por aqui vem perdendo bastante com o abandono da praça. Além disso, o Regadas poderia ficar aberto aos domingos, para ampliar a área de lazer e ajudar os Combares, por exemplo, o que o não acontece. Parece que as pessoas não querem que isso aconteça na cidade. Acham bonito Gramado, Paraty , Tiradentes, mas não trabalham essas ideias em Teresópolis”, atenta Leandro.

 

Carrinhos de mão, capacete, betoneiras e outras ferramentas abandonadas no canteiro de obras

Carrinhos de mão, capacete, betoneiras e outras ferramentas abandonadas no canteiro de obras

Caso está na Justiça

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva – Núcleo Teresópolis apura o grande atraso na obra e o valor total empregado na licitação, citando ainda eventuais atos de improbidade administrativa que pode responder o gestor municipal, Arlei Rosa. Documento encaminhado em meados de maio pelo Ministério Público para a Procuradoria do Município pede os seguintes esclarecimentos: Justificativa para o atraso nas obras, quais medidas estão sendo adotadas pelo município para garantir conclusão do serviço e novo prazo para seu término, se houve algum tipo de sanção contra a empresa Prosan Engenharia, se aconteceu abertura de novo crédito para eventuais encargos excedentes e, por último, onde foram parar produtos materiais adquiridos pelo governo municipal, em outra licitação, bastante semelhantes aos utilizados na praça – e, assim, já pagos na contratação da Prosan. Também foram anexadas ao processo fotografias de um caminhão da Prefeitura descarregando areia na obra que custou R$ 1,5 milhão aos cofres públicos. Na ocasião, a PMT alegou que o material seria para “acabamento”, serviço que seria de sua competência.

Por algumas vezes, tentamos ouvir a firma petropolitana Prosan Engenharia, que já recebeu R$ 1,2 milhão pelo serviço, mas fomos informados, via telefone, “que a empresa não se pronunciaria em relação ao caso e que tal esclarecimento deveria ser prestado pela secretaria de obras de Teresópolis”. E, apesar do que se vê atualmente, a empresa diz que está com o serviço em dia. Nesta terça-feira, buscamos novamente um posicionamento da Prefeitura, não obtendo nenhum tipo de resposta até o fechamento desta edição.

Assim que foi constatado que os funcionários da Prosan haviam deixado o município, a Secretaria de Fiscalização de Obras Públicas de Teresópolis informou apenas que “a obra de reforma da Praça Olímpica se encontra na fase final, ou seja, faltam alguns trabalhos de acabamento, como colocação de luminárias e refletores, instalação da tela do alambrado e finalização dos serviços de jardinagem”.

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Novo pedido de CP aponta superfaturamento de quentinhas e freezers

A compra cancelada pela prefeitura estava no nome da empresa: “Oligool Serrana Comércio e Serviços LTDA”, a concretização da aquisição teria sido feita com a: “Oligool Comércio e Representação de Material Hospitalar e Dental LTDA”. Na verdade, além de não cancelar, a administração ampliou a compra

A compra cancelada pela prefeitura estava no nome da empresa: “Oligool Serrana Comércio e Serviços LTDA”, a concretização da aquisição teria sido feita com a: “Oligool Comércio e Representação de Material Hospitalar e Dental LTDA”. Na verdade, além de não cancelar, a administração ampliou a compra

– Valores muito acima do mercado foram pagos a mesma empresa, já denunciada por possíveis esquemas fraudulentos em compras públicas

Uma empresa que vende absolutamente de tudo para o município! Tudo mesmo! Imagine algo, em qualquer área e, muito provavelmente essa coisa imaginada já terá sido adquirida pela nossa prefeitura com essa empresa. O mais novo pedido de abertura de Comissão Processante contra o Prefeito Arlei Rosa, o sexto seguido, tem como base duas irregularidades cometidas pela gestão peemedebista em compras com a empresa Oligool. Uma compra de quentinhas a valores deveras salgados e um freezer capaz de esfriar qualquer orçamento municipal dado o seu valor exorbitante, denúncias estas que engrossam ainda mais o caldo de irregularidades e ingerências cometidas pelo denunciado gestor.

Além deste pedido de CP, outro grupo prepara uma nova solicitação que teria como base comprovatória de ilícitos do governo Arlei, a promíscua e inadimplente relação de sua gestão com o fundo de previdência TerePrev. Segundo este novo documento, que também pode ser apreciado hoje, 23, o governo além de criar uma dívida impagável com a instituição, o gestor não estaria honrando, como infelizmente tem sido recorrente em toda a sua trajetória, com o parcelamento solicitado por ele mesmo. Ou seja, aumentou em muitos milhões a dívida com o fundo, não honrou com as parcelas pedidas, e até mesmo o repasse normal foi deixado de lado. Enfim, calote generalizado, irresponsável e criminoso com entidade.

Segundo o detalhamento do empenho, esse equipamento seria dedicado a Central de imunização e conservação de vacinas e soros. Cada uma das seis unidades custou aos cofres públicos: R$ 34 mil, pagos a Oligool, a mesma das quentinhas

Segundo o detalhamento do empenho, esse equipamento seria dedicado a Central de imunização e conservação de vacinas e soros. Cada uma das seis unidades custou aos cofres públicos: R$ 34 mil, pagos a Oligool, a mesma das quentinhas

Mas o primeiro caso ilustrado no pedido de Comissão Processante e afastamento imediato do Prefeito Arlei Rosa a ser lido e apreciado hoje, foi objeto de denúncia do próprio DIÁRIO no ano passado, e o cancelamento da referida compra teria sido apenas mais uma das artimanhas da gestão peemedebista para seguir lesando os cofres públicos. O caso conhecido como “escândalo das quentinhas”, foi requentado com a aquisição por uma empresa homônima da denunciada por nossa reportagem, mas com CNPJ diferente, segundo mostra o pedido de CP protocolado na Câmara. A compra cancelada pela prefeitura estava no nome da empresa: “Oligool Serrana Comércio e Serviços LTDA”, a concretização da aquisição teria sido feita com a: “Oligool Comércio e Representação de Material Hospitalar e Dental LTDA”. Na verdade, além de não cancelar, a administração ampliou a compra.

Já o segundo ponto de sustentação da CP diz respeito a uma compra, pra lá, de escandalosa. Na verdade, inacreditável, até mesmo para o denunciado governo Arlei. Uma compra, orçada em R$ 204 mil, envolvendo seis (06) “Câmaras de conservação vertical para vacinas com capacidade de 450 litros e registrador gráfico com disco de papel para data, horário e temperatura, com faixa de trabalho de 0º a 4°C, 220 volts, biotécnico”. Segundo o detalhamento do empenho, esse equipamento seria dedicado a Central de imunização e conservação de vacinas e soros. Cada uma das seis unidades custou aos cofres públicos: R$ 34 mil, pagos a Oligool, a mesma das quentinhas.

Só para termos uma ideia da dimensão desta compra, o município Lapa, no estado do Paraná, por exemplo, anunciou recentemente a aquisição de uma nova câmara fria para a conservação de soros e vacinas, assim como Teresópolis. O equipamento foi descrito como moderno e adequado para o armazenamento e conservação da temperatura dos medicamentos. Lá, em Lapa, foi comprada pela prefeitura uma câmara que possui capacidade de 1200 litros, lembrando que em nossa cidade as mesmas unidades possuíam capacidade de 450 litros, portanto, consideravelmente menores, e foram investidos pela gestão municipal R$ 24.400,00. Ou seja, comprou-se com uma diferenciação de preço absurda um equipamento encontrado no mercado facilmente por cerca de R$ 10 mil. Lapa pagou caro, até porque comprou apenas uma e Teresópolis rasgou dinheiro, porque comprou seis com superfaturamento de, pelo menos R$ 20 mil a unidade, segundo a denúncia apresentada na Câmara e, provavelmente apreciada hoje, 23.

 

– Quentinhas salgadas para os cofres públicos da Saúde

Como mostrado por O DIÁRIO em 2014, bastava atravessar a rua para que os responsáveis pela compra ‘emergencial’ de doze mil quentinhas para pacientes e funcionários da UPA já pudessem encontrar um preço bem mais baixo que os R$13,88 (treze reais e oitenta e oito centavos) cobrados por uma empresa especializada na venda de artigos médicos e ortopédicos contemplada com uma dispensa de licitação. Com uma média de cinco reais a mais em cada uma das doze mil refeições, segundo pesquisa feita pela nossa reportagem em restaurantes e empresas especializadas neste tipo de serviço, as quentinhas adquiridas pela Secretaria de Saúde teriam como destinação, segundo nota da assessoria de imprensa da Prefeitura encaminhada à época: “… a alimentação dos funcionários das Unidades de Pronto-Atendimento 24H: Nathan Garcia Leitão, no Bom Retiro, Dr. Eitel Abdallah, em São Pedro, e SPA (Serviço de Pronto-Atendimento) de Bonsucesso. As refeições também são entregues aos pacientes internados na UPA, no Bom Retiro”, diz a nota. Mais de setenta mil reais estariam sendo economizados se o valor de mercado fosse aplicado nessa compra denunciada.

O valor total do contrato de dispensa de licitação era de R$166.560,00 (cento e sessenta e seis mil, quinhentos e sessenta reais), sem prazo para execução e firmado com a empresa Oligool Serrana Comércio e Serviços LTDA, que tem endereço registrado na Rua João Batista Pires, 81, Agriões. O que chama atenção nesse processo, que segundo a nota da assessoria obedeceu a todos os trâmites legais da área e ainda assim “cancelado” em um segundo momento, era a especialidade da empresa escolhida. “Foi feita cotação de preços com três fornecedores, de acordo com a legislação vigente, sendo firmado contrato com a empresa que apresentou o menor preço”, diz o texto.

Bom, segundo a denúncia que embasa a CP, além de não cancelar efetivamente a compra acima citada, a gestão ampliou o pedido, com outro empenho de R$ 89.377,00 (oitenta e nove mil trezentos e setenta e sete reais) em outras pouco mais de seis mil unidades, mas desta vez com a Oligool Comércio e Representação de Material Hospitalar e Dental LTDA. Na verdade, o que era para ser um prejuízo de pouco mais de 166 mil reais, acabou gerando uma compra de mais de R$ 256 mil.

Segundo registro na Receita Federal analisado na época, a referida empresa possui como atividade econômica principal o comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos. Já como atividades econômicas secundárias, a empresa atua: no comércio atacadista de artigos de escritório e papelaria; no comércio atacadista de livros, jornais e outras publicações e no comércio varejista de artigos de papelaria. Amplo, mas não contempla a área alimentícia como se esperava.

Tendo em vista essa disparidade entre o objeto contratado e o que a empresa efetivamente faz como atividade econômica, questionamos a administração pública sobre as garantias de fornecimento e qualidade do que foi contratado. Na mesma nota a assessoria disse: “A Secretaria de Saúde informa que supervisiona o cumprimento de todas as cláusulas contratuais, inclusive com relação à preparação dos alimentos, pela empresa vencedora”, dizia a nota, antes do cancelamento da primeira compra.

Com a preocupação de verificar o real valor no mercado de uma quentinha deste tipo, nossa reportagem encontrou, além dos restaurantes ao redor da Prefeitura que cobram em média oito reais pela refeição, uma empresa que atua nas redes sociais e com vasto cardápio com variação diária pelos mesmos oito reais. Em conversa com uma empresária do ramo, fomos informados que esse valor pode ser ainda menor visto que a quantidade da compra, ou seja, doze mil unidades, pode fazer com que o custo possa ser reduzido pelo empresário. Descontos na quantidade e mais qualidade no serviço prestado são apenas dois, dos inúmeros fatores que poderiam ser levados em consideração no momento de uma contratação deste tipo.

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Falta dinheiro também para o aluguel social?

A beneficiária M. não conseguiu receber seu benefício do aluguel social nesta segunda-feira. “Não tem dinheiro e nem previsão”

A beneficiária M. não conseguiu receber seu benefício do aluguel social nesta segunda-feira. “Não tem dinheiro e nem previsão”

– Dona de casa não consegue receber benefício na Prefeitura

A crise nos cofres públicos da Prefeitura de Teresópolis não para de proporcionar situações constrangedoras para a população. Depois de atrasar o pagamento de fornecedores e de deixar uma considerável parcela de servidores sem salários, a ingerência do Executivo Municipal agora chegou aos beneficiários do aluguel social. Ao que parece, a ajuda de custo que a Prefeitura dá para garantir o acesso à moradia para pessoas que tiveram casas interditadas ou demolidas também está comprometida com a falta de dinheiro.

A denúncia partiu da dona de casa M., que precisou brigar na Justiça durante cerca de seis meses para conseguir receber o benefício e, dois meses depois de obter a ajuda, foi surpreendida com a informação de que o aluguel social não foi liberado por falta de dinheiro. Ela gravou entrevista nesta segunda-feira, 22, e pediu para não ser identificada, temendo represálias das autoridades que governam a cidade. Ela contou que teve sua casa interditada em outubro do ano passado pela Defesa Civil e que precisou entrar na Justiça para receber os R$ 500 de auxílio para alugar outro imóvel, dinheiro que só começou a receber em abril. Nesta segunda-feira, ao procurar o Caixa da Fazenda, veio a notícia da falta de recursos. “A moça disse que não tem dinheiro e mandou que eu continue passando nos outros dias da semana. Meu medo é que não saia. A preocupação é que não venha”, relata a dona de casa. “Nos outros meses saiu certinho, no dia previsto. Esse mês, como o dia 20 caiu no fim de semana fui orientada a procurar sempre no dia seguinte. Fui lá e não tem dinheiro. E o que vou fazer? Tenho que pagar o aluguel da casa que estou morando. Vou tirar de onde? O que falo para o meu senhorio? Pra ele ‘ir passando’? Não sei o que fazer”, questiona.

 

Não saiu para ninguém

M. diz que a atendente do caixa deixou claro não se tratar de um problema pessoal, mas que ‘ninguém tinha recebido’. “Acho que todos os outros que precisam desse dinheiro passam por esse desespero. A gente fica sem segurança, não sabe onde isso vai dar. Tenho que pedir a vocês da imprensa que falem por nós, nos defendam. Não temos outros meios. De onde vou tirar o dinheiro do meu aluguel? Vou deixar de comer?”, finaliza.

No ano passado a Prefeitura divulgou balanço relativo ao Aluguel Social em Teresópolis. Só o município é responsável pelo pagamento de mais de 800 benefícios, o que acaba comprometendo números superiores a R$ 400 mil no caixa da Fazenda. O último recadastramento aconteceu em março deste ano.

A Prefeitura foi questionada através de sua Assessoria de Comunicação sobre o problema do atraso do Aluguel Social. Porém, até o fechamento desta reportagem nenhuma informação foi repassada para a nossa redação.

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Servidores mantém rotina de manifestações na Prefeitura

Mais uma vez o movimento tomou parte da Avenida Feliciano Sodré e contou com adesão dos motoristas, que voltaram a promover um buzinaço em apoio aos servidores

Mais uma vez o movimento tomou parte da Avenida Feliciano Sodré e contou com adesão dos motoristas, que voltaram a promover um buzinaço em apoio aos servidores

– Categoria realiza novo ato público e movimento permanece ‘Até que o último servidor receba’

Cartazes, faixas, palavras de ordem, músicas e muita gritaria. A terça-feira foi mais um dia de mobilização para os servidores da Prefeitura de Teresópolis. Apesar de mais de 90% da categoria ter recebido seus proventos, a manifestação não perdeu força e mobilizou centenas de funcionários públicos em frente à sede do Poder Executivo do município.

O movimento seguiu o que foi deliberado durante a assembleia geral que a categoria realizou na última segunda-feira, 15, no Ceac. Os servidores decidiram pela paralisação da última terça-feira e a manutenção da rotina de meia paralisação, principalmente nas escolas, creches e centros de educação infantil. A proposta é de que o movimento só termine depois que o último servidor do município receber seu salário de março. Um balanço divulgado pela representação do SindPMT no ato de ontem dava conta de que 4% dos servidores ainda não tinham recebido seus salários, assim como 10% dos aposentados e pensionistas. A informação serviu principalmente para mostrar que os servidores vão manter o foco nos protestos, especialmente pela expectativa de novos atrasos no pagamento dos salários dos próximos meses.

 

Nova manifestação

Mais uma vez os manifestantes tomaram parte da Avenida Feliciano Sodré e contaram com apoio da população. Motoristas que passavam de carro, como nos dias anteriores, buzinavam em solidariedade aos servidores.

O professor Alfredo Bittencourt que tem sido um porta voz da categoria, confirmou a decisão do grupo em manter o que foi decidido na assembleia. “Estamos esperançosos de que a Prefeitura consiga resolver isso o mais breve possível, não só para que a gente possa parar esses atos, até porque isso não é bom pra gente. Nós gostaríamos de cumprir a jornada de trabalho normal, o nosso dever como trabalhadores. Porém, somos obrigados a fazer isso para que nenhum servidor fique sem receber”, confirma.

Alfredo aponta que os próximos passos do movimento serão definidos em uma nova assembleia, marcada para a próxima segunda-feira, 22, no Ceac. “Vamos nos organizar para o que pode estar por vir. Infelizmente temos percebido que essa crise não é conjuntural, mas estrutural. O governo, em virtude dessa mobilização, se movimentou e está conseguindo pagar os salários”, detalha. Segundo o professor, outros assuntos também serão debatidos durante a reunião, como a suspensão dos planos de saúde e o atraso no carregamento dos vales transporte e alimentação. “Pretendemos discutir essas demandas e manter a mobilização. Até porque o final do mês já se aproxima e estamos com medo do que o que aconteceu esse mês venha a se repetir. Queremos continuar pressionando a Prefeitura”, afirma.

 

Sindicato vai avisar

Os servidores aguardam a comunicação oficial por parte do Sindicato, que vai avisar a categoria quando 100% da folha salarial tiver sido quitada. Com isso, nova mobilização e manifestação estão previstas para essa quinta-feira. Escolas, creches e CMEIs também só deverão funcionar em meio expediente.

Questionada sobre a situação do salário dos servidores, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura enviou nota dizendo que “… foram depositados em conta corrente nesta terça-feira, dia 16, os vencimentos do mês de maio dos funcionários municipais que recebem até R$ R$ 5 mil, totalizando a quitação dos salários de 96% dos servidores ativos. O pagamento dos salários dos professores atingiu 100% do Magistério Municipal também nesta terça. Além disso, de acordo com o Teresópolis Prev (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Teresópolis), estarão disponíveis nesta quarta-feira, 17, os proventos e pensões de maio dos servidores inativos que recebem até R$ 4.500, contabilizando 91% da folha do instituto”.

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Servidores municipais marcam paralisação para próxima terça-feira

Novos protestos nesta sexta-feira em frente ao prédio da Prefeitura fizeram parte da luta dos servidores

Novos protestos nesta sexta-feira em frente ao prédio da Prefeitura fizeram parte da luta dos servidores

– Categoria mantém mobilização e confirma participação em assembleia do Sindicato

 

No quinto dia de mobilização em protesto contra a falta de pagamento dos salários de parte dos servidores da Prefeitura, a categoria voltou a ocupar trecho da Avenida Feliciano Sodré, na Reta. O grupo, aparentemente reduzido em relação aos dias anteriores, contou novamente com a solidariedade dos motoristas que passavam pela Avenida e que interagiam com o já folclórico cartaz “buzine para o prefeito ladrão”.

Os servidores ocuparam parte da Avenida Feliciano Sodré e foram saudados pelas buzinas dos motoristas que passavam pela Reta

Os servidores ocuparam parte da Avenida Feliciano Sodré e foram saudados pelas buzinas dos motoristas que passavam pela Reta

A movimentação dos servidores começou na última segunda-feira, 8, quando um grupo de aproximadamente 100 pessoas se mobilizou através das redes sociais para se manifestar. A essa altura a Prefeitura só tinha quitado os salários cujo teto não ultrapassava os R$ 2.350, o que equivaleria, segundo a própria administração, a 50% dos funcionários. O protesto contra o atraso nos salários ganhou status de evento sindical após a realização de uma assembleia dentro da Prefeitura. Ficou marcada nova reunião no dia seguinte e participação efetiva da categoria na reunião ordinária da Câmara Municipal. Na terça, 9, o dia começou na sede do Legislativo e seguiu com mobilização na porta da Prefeitura, terminando com nova assembleia e deliberações. O número de participantes triplicou em relação ao dia anterior. Depois os servidores seguiram em passeata até a sede do Sindicato para exigir o envolvimento da representação nos atos que aconteciam. No mesmo dia a Prefeitura conseguiu pagar parte dos servidores da pasta de Educação, especialmente aqueles cujo teto não ultrapassava os R$ 4.600.

A quarta-feira, 10, também contou com mobilização na frente da Prefeitura e assembleia. Uma comissão foi escolhida para representar os servidores na reunião da Câmara no dia seguinte. Nova caminhada aconteceu até a sede do Sindicato.

Na quinta, 11, o grupo de servidores escolhido para representar a categoria participou da reunião da Câmara e conversou com os vereadores. Porém a conversa pouco contribuiu para a movimentação da categoria, uma vez que questões como o pedido de agendamento de uma reunião com o prefeito e a projeção sobre a data de para o pagamento não foram respondidas. A tarde houve mobilização na Prefeitura e assembleia, onde ficou decidida a manutenção do movimento e nova concentração na sede do Executivo.

 

O quinto dia de mobilização reuniu um número menor de servidores do que nos outros dias de manifestações

O quinto dia de mobilização reuniu um número menor de servidores do que nos outros dias de manifestações

Mais um dia de luta

Nova mobilização aconteceu nesta sexta-feira, 12, na porta da Prefeitura. Depois do tradicional barulho e da já esperada adesão dos motoristas, os servidores voltaram ao hall do prédio para nova Assembleia. Depois de propostas serem apresentadas, defendidas e combatidas, a categoria votou por manter o sistema de meia paralisação na próxima segunda-feira, dia 15. A novidade é o local da mobilização. Eles vão se encontrar às 16h na Calçada da Fama, na Várzea e querem aproveitar a oportunidade para conversar com a população sobre o movimento e ganhar novas adesões. Depois, seguem para a assembleia que o SindPMT realiza no Ceac, ao lado da Matriz de Santa Teresa. Também ficou decidido que os servidores farão uma paralisação total na próxima terá-feira, 16.

Ao final do dia de movimentação, o professor Alfredo Bittencourt, que normalmente é quem coordena as assembleias na Prefeitura, fez uma avaliação de mais um dia de protestos. “Entendemos que essa luta não é só dos servidores que ainda não receberam seus salários, mas de todos nós. Hoje ainda existem alguns que não receberam, mas amanhã podem ser todos. Há uma crise econômica na Prefeitura e percebemos que o cobertor é curto. Se cobre a cabeça, os pés ficam de fora. Essa não é uma situação conjuntural, mas estrutural”, analisa.

O professor Alfredo mostra preocupação com o que vai acontecer nos demais meses do ano. Por conta disso, ele e seus colegas defendem um enxugamento das contas da Prefeitura. “Nossa mobilização continua por dois grandes motivos: Primeiro, queremos que todos os servidores recebam, não uma parte. Segunda-feira é dia 15 e nossos salários costumam sair no final do mês. Daqui a pouco vence mais um mês. Os que não receberam passam por dificuldades. Segundo, queremos a solução da crise, com a Prefeitura enxugando suas contas, cumpra suas obrigações e nós tenhamos nossos salários em dia”, aponta.

O manifestante comenta a importância dos servidores participarem da assembleia de segunda-feira: “Gostaria de fazer um chamado aos servidores, sindicalizados ou não, que estejam na assembleia. Nosso sindicato está omisso, não assume suas responsabilidades e não está colocando sua estrutura a serviço da luta dos servidores. Estamos aqui à revelia da representação. Essa assembleia vai ser uma oportunidade para colocar o sindicato no seu rumo, de representar os servidores. A postura nesse episódio e em outros nos faz pensar que eles não estão ao lado dos servidores, mas sim da Prefeitura”, conclui.

 

 

 

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Servidores públicos, sem salários, prometem cruzar os braços

Sevidores estenderam um varal de reivindicações em frente ao prédio da Prefeitura de Teresópolis durante a manifestação de ontem

Sevidores estenderam um varal de reivindicações em frente ao prédio da Prefeitura de Teresópolis durante a manifestação de ontem

– Categoria participa de manifestação na Prefeitura e cobra pagamento de maio

 

Uma manifestação que começou pelas redes sociais ganhou força e mobilizou uma grande número de pessoas nesta segunda-feira, 8. Os participantes, a maioria professores da rede municipal de Educação, fizeram muito barulho e cobraram um posicionamento oficial do Poder Público quanto ao atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de maio e que deveriam ter sido depositados até a última sexta-feira, dia 5. Uma representação dos manifestantes foi recebida por uma representante do primeiro escalão do Governo Arlei Rosa, que por sua vez teria confirmado a falta de qualquer previsão para pagamento. A Prefeitura depositou na semana passada os salários de parte do funcionalismo, contemplando apenas os que recebem até R$ 2.350, o que equivaleria a aproximadamente 50% da categoria. Os professores, que não foram prejudicados em semelhante situação de atraso no mês de abril, desta vez foram atingidos em cheio pelo problema.

A manifestação começou a ganhar corpo por volta de 16h30. Os organizadores estenderam faixas com palavras de ordem e estenderam um varal onde foram colocados vários cartazes, sempre cobrando um posicionamento do poder público quanto ao pagamento dos salários. O SindPMT, que alegou impedimentos legais para organizar qualquer movimento semelhante, também foi alvo de críticas.

Manifestação pelo atraso de selários de servidores

Manifestação pelo atraso de selários de servidores

 Casa do Povo

Depois de alguns minutos gritando do lado de fora, os participantes resolveram entrar na Prefeitura. De forma pacífica, caminharam até o hall do palácio Thereza Christina, onde continuaram entoando palavras de ordem e suas reivindicações.

Uma comissão composta por cinco representantes dos manifestantes foi recebida pela Procuradora Geral do Município, Rosilda Barbosa, em seu gabinete de trabalho. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a conversa. A reunião durou poucos minutos e os professores saíram do mesmo jeito que entraram, ou seja, sem qualquer posicionamento da Prefeitura quanto ao pagamento dos seus vencimentos. “Ela não falou nenhuma novidade pra gente. Nós sabíamos que não há previsão de pagamento. Ela justificou o problema alegando que houve sequestro das verbas do Fundeb e até pediu que a gente desse uma solução”, relata Rosângela Alves de Castro, uma das organizadoras do manifesto. “Nós não temos que dar solução, estamos sem salários e o prefeito foi eleito para buscar soluções. Eles têm que pagar e nós temos que receber. E por que a diferenciação? Tem funcionário que recebeu e outros, não. Tem gente com duas matrículas que está sem dinheiro algum. Essa luta vai continuar e com muita força”, garante.

Os manifestantes cobraram um posicionamento da Prefeitura quanto ao pagamento dos salários referentes ao mês de abril e que deveriam ter sido depositados até o último dia 5

Os manifestantes cobraram um posicionamento da Prefeitura quanto ao pagamento dos salários referentes ao mês de abril e que deveriam ter sido depositados até o último dia 5

 Sem dinheiro para pagar

Depois da conversa relâmpago, os manifestantes voltaram para o lado de fora da Prefeitura. A essa altura crescia o número de participantes e a adesão da população, demonstrada através das buzinas dos carros, que apoiavam o movimento dos servidores. Mediante a falta de um posicionamento oficial, os participantes deliberaram por cruzar os braços nesta terça-feira, 9. A liderança orientou os participantes a comparecerem aos postos de trabalho e incentivar os colegas a aderir à paralisação. Depois, prometem se reunir novamente no prédio do Executivo, para fazer a assinatura simbólica do ponto. Em seguida, vão para a Câmara Municipal, onde pretendem ser recebidos pela Comissão de Educação da Casa para cobrar uma posição oficial dos vereadores quanto ao problema do funcionalismo.

A diretoria do SindPMT, que alega impedimentos legais para convocar paralisações ou greves, também foi alvo de ataques

A diretoria do SindPMT, que alega impedimentos legais para convocar paralisações ou greves, também foi alvo de ataques

“Os professores que não receberam não vão trabalhar. É um aviso para a população de Teresópolis. Não é justo a gente ficar sem salários. Temos contas vencendo, juros sobre juros e muitos aqui não fizeram as compras para casa. Não são só professores, mas servidores da Saúde, da Guarda Municipal, agentes de creche… Muita gente sem salários. A Câmara, que deveria estar do nosso lado, vota em manter o Prefeito. Fingindo que está ao nosso lado, mas não está. Eles escolheram seu lado”, aponta Rosângela. Ela, que se declara oposição à atual diretoria do Sindicato dos Servidores, lamenta ainda a falta de apoio da representação ao movimento. “A presidente só maltrata a gente nas assembleias. Ela não cumpre deliberações”, afirma.

Na última sexta-feira, 5, a presidente do SindPMT, Andrea Pacheco, acompanhada de representantes do jurídico da representação, alegou não poder tomar parte de movimento, já que a legislação impede que haja qualquer ação sindical sem que haja um atraso real de pelo menos 30 dias no pagamento dos salários. A diretoria vai agendar nos próximos dias uma assembleia para reunir a categoria, ouvir as reivindicações e tomar decisões sobre formas de se manifestar.

A reportagem tentou, através da Assessoria de Comunicação, ouvir um representante da Prefeitura sobre as reivindicações. Porém, a informação prestada foi de que não haveria qualquer posicionamento oficial do Governo Arlei Rosa sobre a situação dos servidores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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