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Lar Tia Anastácia: ‘Caminhada para Salvar o Planeta’

A ação desta quarta-feira vai acontecer ao longo da Rua Otto de Alencar, onde fica a sede do Lar Tia Anastácia, no Rosário

A ação desta quarta-feira vai acontecer ao longo da Rua Otto de Alencar, onde fica a sede do Lar Tia Anastácia, no Rosário

– Crianças atendidas vão pedir doação de recicláveis aos vizinhos

 

Um projeto criado pela Secretaria de Meio Ambiente do Município foi abraçado pelas crianças atendidas pelo Lar Tia Anastácia. Com isso, meninos e meninas são incentivados a recolher materiais recicláveis, que em vez de parar no lixo, são vendidos para uma empresa especializada e o dinheiro arrecadado será revertido em benefícios para os próprios. Ao mesmo tempo, cada peça recolhida corresponde a ponto e no final de março as três crianças que alcançarem a maior pontuação vão receber prêmios como um netbook, um tablet e uma câmera fotográfica.

O trabalho foi abraçado para mudar a realidade que é observada na própria localidade do Rosário, onde está instalada a sede do Lar Tia Anastácia. “Aqui existe uma grande população e enxergamos a necessidade de trabalhar com o tema da reciclagem”, justifica a psicóloga Elaine Rodrigues, responsável pelo projeto. “Por isso resolvermos desenvolver um trabalho de conscientização ambiental com as crianças e com os vizinhos, onde enfatizamos a importância da reciclagem. Estudos nos mostram que até 50% do lixo doméstico pode ser reaproveitado”, detalha.

 

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Destruição de ‘ecopontos’ diminui locais para coleta seletiva

– Trabalho entre Prefeitura e Cooperativa de Catadores continua em Teresópolis

Além do que é coletado nos ecopontos, os catadores também são responsáveis pelos recicláveis que chegam da coleta seletiva realizada nos bairros

Além do que é coletado nos ecopontos, os catadores também são responsáveis pelos recicláveis que chegam da coleta seletiva realizada nos bairros

Cidadãos ecologicamente corretos têm que se esforçar mais para que seu lixo reciclável seja depositado em locais apropriados. Alguns ecopontos que haviam sido disponibilizados pelo poder público para depósito de materiais deixaram de funcionar. Problemas como uso inapropriado e vandalismo são apontados como causadores. Mesmo assim quem quer levar seu lixo para a reciclagem pode deixar em algumas unidades escolares da cidade ou aguardar a passagem do caminhão da coleta em sua comunidade.
O recolhimento de lixo reciclável é feito de duas formas. A primeira na casa das pessoas, onde um caminhão da Prefeitura obedece cronograma e passa semanalmente pelos principais bairros da cidade. A segunda é feita nos ecopontos. Todo o material recolhido é destinado à Cooperativa de Catadores de Teresópolis, que tem sua sede na Rua Darcy Menezes de Aragão, 51, perto da garagem da Viação Teresópolis, na Várzea. Nos últimos meses, pelo menos dez ecopontos deixaram de funcionar. A maioria por ter sido utilizado de forma incorreta, ou seja, em vez de depositar o lixo separado, pessoas estavam jogando todo tipo de detrito, transformando esses locais em verdadeiras lixeiras. Com isso, o que deveria ser uma solução acabou se transformando em um novo problema, já que esses locais atraíam insetos e roedores. Um bom exemplo disso é o espaço que existia no Terminal Rodoviário da Várzea. Outros pontos que foram desativados foram o da Secretaria de Desenvolvimento Social, no Alto; os dos postos de combustíveis Max Mix, e BR, em Albuquerquer; Cras do Fischer, Parque Municipal Montanhas de Teresópolis, na Granja Florestal; Feira Agroecológica, na Várzea; Supermercado Super Santos, em Bonsucesso; Agropecuária São Cristóvão, na RJ 130; Posto Super Truck, em Venda Nova e o condomínio Vale Feliz.

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Reciclando para melhorar a qualidade de vida

Simplicidade e criatividade: Ezequias mostra uma das peças de sua pequena horta de garrafas pet

Morador da Quinta Lebrão reaproveita garrafas pet para fazer pequenos canteiros

 

Se o futuro do planeta está nas mãos de cada um, a iniciativa do cidadão Ezequias Santos, morador de Quinta Lebrão, mostra que um dia podemos ter um lugar melhor para viver. Supervisor de vendas de uma empresa de medicamentos naturais, Ezequias resolveu arregaçar as mangas e trabalhar no reaproveitamento de garrafas pet. Com uma tesoura, arames e boa vontade, o que seria lixo acaba se transformando em vasos para o plantio e cultivo de pequenas mudas.
“A grande verdade é que eu sempre percebi que a demanda de lixo aqui no bairro e de uma forma geral é muito grande. Não só aqui, mas em toda a cidade. É necessário que alguém tome uma providência, que faça alguma coisa. Um dia eu estava inspirado e resolvi por as mãos na massa. Cortei uma garrafa e partiu dali a minha ideia com um plano que pretendo difundir por todo o bairro e depois pela cidade”, relata Ezequias.


Com madeiras, arames e garrafas pet, Ezequias criou uma horta vertical em sua casa

Simples e eficiente

O processo é muito simples. Ele pega e lava uma garrafa pet, destas de refrigerantes; Depois corta a embalagem e cria seus potes. Pode cortar ao meio e transformar em dois espaços, que são pendurados lateralmente e posicionados em uma moldura de madeira. Com uma ferramenta perfurante – Ezequias usa um espeto de churrasco – faz os furos no fundo, possibilitando o escoamento da água e na lateral, para pendurar o objetivo. Pode também cortar verticalmente e fazer um vaso em formato ‘canoa’. “A ideia é criar uma horta comunitária, algo assim. É só preparar, plantar, regar, dar sol e pronto”, garante.
Não são apenas as garrafas que entram no processo de reciclagem, mas todo o material da hortinha. Desde as madeiras que formam a moldura até os arames, tudo é reaproveitado no processo.
Na opinião de Ezequias, que já desenvolveu um trabalho junto a Associação de Moradores do bairro, todos podem fazer a sua parte e agora tem oportunidade de ter suas próprias plantinhas. “Agora não tem mais desculpa. Todo mundo pode ter a sua própria hortinha e em qualquer espaço, com a vantagem de ter esses produtos em casa, sem agrotóxicos. É até uma forma de economizar”, sugere o cidadão, que tem em sua casa alfaces e alguns temperos na em sua pequena horta.
As garrafas Pet fazem parte do dia a dia de todas as pessoas. Ao mesmo tempo que representam facilidades e conforto, são responsáveis por grandes volumes dos aterros sanitários e nos lixões. Uma grande parte desse produto é encaminhado para a reciclagem, ao mesmo tempo que uma outra parcela considerável vai para os rios, matas e encostas. Sites especializados em reciclagem mostram que o tempo de decomposição de uma garrafa pet jogada na natureza pode ser de até 400 anos. Há especialistas que colocam as pets entre aquelas cuja decomposição é em tempo indeterminado.

 

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Municípios fazem parceria para tratar lixo

Prefeito Arlei Rosa entre os prefeitos das cidades que integram o Consórcio Serrana I, o Superintendente de Políticas de Saneamento da SEA, e membros da diretoria executiva

– Prefeito Arlei é eleito presidente do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos

Em reunião realizada na Prefeitura de Teresópolis, na última terça-feira, foi escolhido para presidir o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos – Serrana I, o Prefeito de Teresópolis, Arlei de Oliveira Rosa e para vice-presidente, o Prefeito da cidade do Carmo, Odir Gonçalves Ribeiro. Durante a reunião foi designado os membros da diretoria executiva e também assinado o primeiro termo aditivo ao contrato, autorizando o ingresso do Governo do Estado, consolidando a implementação do consórcio. O encontro reuniu, além dos prefeitos, representantes dos municípios associados e o Superintendente de Políticas de Saneamento da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Victor Zveibil.
A implantação do consórcio firmado entre os municípios de Teresópolis, Carmo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto  objetiva o tratamento e a gestão integrada dos resíduos sólidos produzidos pelas quatro cidades e despejados no Aterro Sanitário do município. A iniciativa atende ao Programa Pacto pelo Saneamento – Lixo Zero, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).

Reunião do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos elege Prefeito Arlei para presidente, designa membros da diretoria executiva e aprova a integração do Governo do Estado

Reduzindo custos

Além de reduzir os custos de operação do Aterro Sanitário, a oficialização do consórcio intermunicipal estreita ainda mais a parceria entre as quatro cidades em outras iniciativas ambientais, e também rende para Teresópolis e os outros três municípios o aumento do repasse de recursos do ICMS Verde.
Para o Prefeito Arlei, além do compromisso assumido junto ao Ministério Público, a cidade será beneficiada com mais recursos para a administração do aterro. “O município de Teresópolis, que já recebe o lixo dessas outras três cidades, terá agora, através do consórcio, que estipula um contrato de rateio, ainda mais condições de zelar pela manutenção do Aterro Sanitário”, salientou Arlei.
Segundo o Superintendente de Políticas de Saneamento da SEA, Victor Zveibil, o papel do Estado dentro dos consórcios é de reforço e sustentação. “Por ser um processo novo no Brasil, o Estado vem para apoiar tanto tecnicamente quanto nos processos formais e também ajudar com recursos nos aspectos da operacionalização do sistema de resíduos sólidos”, explicou.

Prefeito Arlei, presidente, e Prefeito Odir Gonçalves, da cidade do Carmo, vice-presidente do Consórcio Serrana I, assinam o termo aditivo autorizando o ingresso do Governo do Estado e consolidando a implementação do Consórcio Serrana I

Importância da reciclagem

O Subsecretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, André de Mello, falou da importância da reciclagem neste processo. “Todo município é responsável pelo lixo que produz e, a partir de agora, através do contrato de rateio estabelecido pelo consórcio, cada município terá custos contabilizados pela quantidade de resíduos despejados no aterro. Daí a importância da reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, reduzindo custos de produção. Outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado. Por isso é importante reciclar. Quanto menos lixo for despejado menos o município vai ter que pagar. O importante agora é reciclar mais para pagar menos”, concluiu.

Registro de 2007: Lixo sendo revirado, cheiro ruim, insetos e pessoas convivendo no mesmo espaço

Todos os lixões do estado devem ser fechados até 2014

A meta do Governo do Estado é erradicar, até 2014, todos os lixões municipais, com as 92 cidades fluminenses passando a descartar seus resíduos sólidos em aterros sanitários ou em centrais de tratamento de resíduos (CTRs), com plantas de aproveitamento energético – ou seja, transformando em energia o gás metano gerado pela decomposição do lixo.
Um dos eixos principais de atuação para a erradicação dos lixões municipais até 2014 – como determina a Lei Nacional de Resíduos Sólidos – é o Programa Lixão Zero, que, coordenado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), integra o Pacto pelo Saneamento e faz parte do Plano Guanabara Limpa. Com a conclusão de etapas importantes de execução do Lixão Zero, o Governo do Estado já havia conseguido, em 2012, um grande avanço: erradicar todos os lixões dos 15 municípios do entorno da Baía de Guanabara.

Separação do material que é reciclado ou que pode causar grandes danos, como as pilhas, também é possível

Melhor qualidade das águas da baía

A execução do Programa Lixão Zero tem sido importante para se avançar na melhoria da qualidade das águas da baía, reforçando as iniciativas do Governo do Estado para se atingir a meta de sanear 80% da Baía de Guanabara até 2016 – um dos compromissos assumidos com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização das Olimpíadas do Rio.
Em 2007, a situação dos lixões era dramática: dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, 76 descartavam seus resíduos em lixões e 12, em locais remediados e controlados. Apenas quatro cidades destinavam seu lixo adequadamente para aterros sanitários. À época, do total de 13.738 toneladas de lixo produzidas diariamente por mais de 15 milhões de habitantes do estado, apenas 4% do lixo era reciclado; 41% descartados em lixões; 36% em locais controlados; e apenas 9% em aterros sanitários.
No primeiro ano da nova administração estadual, em 2007, o Governo do Estado assumiu o compromisso de reverter esse quadro dramático, lançando o Pacto pelo Saneamento com a audaciosa meta de erradicar todos os lixões municipais até 2014.

Com a transformação do lixão do Fischer em um aterro sanitário, grande melhoria é visível

Questão prioritária

Pela primeira vez, uma administração estadual assumia essa questão com prioritária. Os resultados desde então têm sido expressivos: Em 2010, 30 municípios fluminenses já depositavam seus resíduos sólidos em locais ecologicamente corretos – o que representava, porém, apenas 11% da quantidade total do lixo gerado no estado; equivalente a 1.931 toneladas de resíduos sólidos despejados diariamente em aterros sanitários.
Com o avanço das ações no setor implementadas pelo Governo do Estado, o quadro continuou a apresentar melhoras: um ano depois, em 2011, 43 cidades fluminenses já destinavam 39,2% dos resíduos sólidos do estado em aterros sanitários, ou seja, 6.010 toneladas de lixo por dia.
Em 2012, 58 cidades do Estado do Rio de Janeiro passaram a destinar 92,91% de seus resíduos sólidos em aterros sanitários, ou seja, 14.216,73 toneladas de lixo por dia. A projeção é de que no final de 2013, 82 cidades estejam descartando 14.626,66 toneladas de seus resíduos sólidos em local ecologicamente correto.

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Super Mais: Coleta Seletiva Solidária em Teresópolis

 

O programa Super Mais recebeu em seu estúdio o biólogo e gestor ambiental, Leandro Coutinho

O programa Super Mais recebeu em seu estúdio no último dia 17, o biólogo e gestor ambiental, Leandro Coutinho, que é o coordenador de meio ambiente do município. O convite foi feito para levar um pouco mais de informação para as pessoas sobre o programa de coleta seletiva de lixo, que já é realizado em nossa cidade, porém, muita gente ainda não sabe de sua existência e poucos sabem como realmente funciona.
Leandro explica que Teresópolis hoje recebe visita de outros municípios para aprender a tecnologia de ponta que é usada no aterro sanitário de Teresópolis, sendo inaugurado em 2010 e contando hoje com 3 caminhões fazendo o recolhimento do lixo reciclável em 25 bairros.
“Teresópolis não tem tratamento de esgoto, mas tem o tratamento de chorume que é uma tecnologia chamada de gel tube, e tratamento para o esgoto que é retirado das residências através dos carros limpa-fossa”, tornando a água mais potável, com índice de contaminação zero” enfatiza o biólogo. São feitos exames periódicos da potabilidade da água.
Teresópolis sem sombra de dúvidas, já se tornou referência no estado, no que se refere ao tratamento do lixo.

A apresentadora do programa Nina Benedito ficou impressionada com o projeto

Catadores de lixo nunca mais

Antigamente, quando existia o lixão – palavra essa que não deve mais ser usada – os catadores viviam catando o lixo, sem qualquer acompanhamento, sem proteção de luvas e botas, muitas vezes expostos á doenças contagiosas e vivendo num ambiente completamente insalubre. Hoje, a realidade é outra com o projeto da coleta seletiva solidária, a prefeitura investe na coleta e doa todo o material recolhido proporcionando o rendimento de aproximadamente 18 famílias que vivem dessa renda.
Através de uma consultoria, os catadores foram capacitados a trabalharem organizados, e foi criada a Associação Serrana de Catadores. Eles tem todos os equipamentos de prensa, balança, etc… O acompanhamento da saúde desses catadores também é contemplado no programa, com a ajuda da secretaria de desenvolvimento social, são acompanhados por psicólogos e outros profissionais para resgatar socialmente essas pessoas que por diversas vezes tiveram envolvidos com o alcoolismo, drogas e outros problemas de ordem social. “A intenção não é exclusão, é agregar esses catadores informais á associação” – explica Leandro.

Leandro: “Teresópolis hoje recebe visita de outros municípios para aprender a tecnologia de ponta que é usada no aterro sanitário de Teresópolis”

Visão ambiental

Por outro lado, existe a visão ambiental, é importante que a população se conscientize de que separando o material, a gente indiretamente esta ajudando o meio ambiente, diminuindo a poluição e o gasto energético que são produzidos pelas indústrias. O investimento na educação ambiental é primordial, segundo Leandro Coutinho, não só para as escolas, mas também para as comunidades.
Como separar o lixo?
É muito fácil separar o lixo, material molhado, úmido, resto de comida, não serve para a coleta seletiva, é lixo comum. Agora, papel, latinha, papelão, plástico, vidro, na dúvida, coloque na coleta seletiva.
Existe uma rota semanal para que o caminhão passe na rua. “A frota esta sendo renovada e será instalado um som para informar que o caminhão está passando, o que facilitará a informação para o morador daquele local” – explica Leandro.
O recolhimento desse material no programa da coleta seletiva, está em torno de 40 toneladas. Não só as residências e condomínios podem participar da coleta seletiva, mas os empresários, que são grandes produtores de lixo, podem doar esse material para a associação.

“É importante que a população se conscientize de que separando o material, a gente indiretamente esta ajudando o meio ambiente”

Nova frota de caminhões

Nesse primeiro semestre será renovada a frota de caminhões com a intenção de todo o município ser contemplado com a coleta seletiva, inclusive o interior, nos contou o coordenador de meio ambiente.
Esse programa já ganhou prêmio do INEA, que em 92 municípios existentes no estado, apenas 9 tem o programa de coleta seletiva, e Teresópolis está entre eles. O município está em 8º. de repasse do ICMS verde, o repasse chega a 5 milhões que é investido em meio ambiente, através desse e de outros programas de educação ambiental.
A equipe da secretaria está toda a disposição da população, para tirar dúvidas, ou até mesmo receber denúncias de crimes contra o meio ambiente.
Quem tiver interesse em participar da coleta seletiva de lixo, basta entrar em contato com a secretaria, através do telefone 2742-7763 e cadastrar seu endereço. Ou visite a secretaria na Rua Rui Barbosa, 170. A secretaria disponibiliza folhetos explicativos para a população.

 

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Artesanato com recicláveis no Programa Super Mais

A artesã Lucinéia da Silva participou do Programa Super Mais com a apresentadora Nina Benedito

– Lucinéia da Silva mostra como ganhar dinheiro, ajudando a preservar o nosso planeta

O Super Mais teve o prazer de receber a moradora da comunidade do Caleme, Lucinéia da Silva, vítima das chuvas de janeiro de 2011, que nos ensinou como reaproveitar aqueles materiais que a gente pensa que não tem mais utilidade ou importância, em arte. Néia, como é mais conhecida, viu na tragédia, uma oportunidade de ajudar o planeta e retirar do ambiente, tudo aquilo que pode causar novos desastres naturais, fazendo reciclagem.

Membro da Avit (Associação das Vítimas das Chuvas de 12 de janeiro de 2011), mais conhecida carinhosamente por toda a comunidade como Néia, a artesã viu da varanda de sua casa todo o terror daquela noite, e apavorada infelizmente não pode fazer muita coisa para ajudar os amigos que iam embora junto com as águas da chuva. No dia seguinte, a visão era de terror, e seu sentimento, de impotência diante de tamanha tragédia. Foi a partir daí, que ela decidiu que precisava ajudar de alguma forma as pessoas, além de tentar entender o que havia acontecido na ocasião.

Biscuit e papelão

Consciência ambiental

Ela começou a participar de todas as reuniões que discutiam o tema, bem como em seminários e palestras que tratavam sobre o assunto. Nascia assim, uma grande consciência ambiental e uma grande vontade de lutar pela preservação do meio ambiente.

Lucinéia começou a juntar todo tipo de lixo reciclável, e transformando-o em algo que pudesse ser utilizado no dia a dia, tais como garrafas pet, garrafas de vidro, papelão, latinhas, tampinhas de garrafa, caixinha de leite, tudo que é reciclável e até mesmo galhos de árvores que ela passa betume para dar um acabamento diferenciado para a ornamentação de vasos decorativos. “Faço todo tipo de artesanato que utilize o lixo que retiramos da natureza” conta orgulhosa a artesã.

“Os próprios catadores desse material poderiam fazer esse tipo de reciclagem e ganhar uma renda extra”

Dando aulas

Além do artesanato utilitário feito sob encomenda ou não, Néia resolveu compartilhar seu talento e o conhecimento adquirido sobre consciência ambiental, dando aulas em um projeto da igreja de sua comunidade, chamado Projeto Crescer. “É um orgulho e uma felicidade poder ensinar adultos e crianças o pouco do que aprendi”, diz.

As técnicas utilizadas por ela passam desde a simples aplicação de betume, trabalhos em biscuit ao craquelê e decoupage. As mais especiais e diferenciadas são os trabalhos com as latinhas. “Se todo mundo reciclasse seu próprio lixo, não haveria tanto lixo jogado no meio ambiente, e reciclando você ainda pode ganhar um dinheirinho vendendo as peças que você fizer”.

“Faço todo tipo de artesanato que utilize o lixo que retiramos da natureza” conta orgulhosa a artesã.

Materiais simples

Os materiais utilizados são simples e fáceis de achar no mercado, são todos próprios para artesanato. A termolina, por exemplo, é usada para selar as latinhas de creme de leite, leite condensado ou até mesmo pomarola, antes da aplicação do guardanapo de decoupage, e você pode transformar o produto final em porta canetas, para colocar temperos de cozinha ou qualquer outra coisa que a sua criatividade permitir. Segundo Lucinéia, basta ter carinho ao transformar cada peça em algo utilitário para sua casa, ou seu trabalho. “Os próprios catadores desse material poderiam fazer esse tipo de reciclagem e ganhar uma renda extra”. O acabamento também faz toda a diferença na finalização da peça, geralmente é usado o verniz, que pode ser fosco ou com brilho, dependendo do gosto de cada pessoa.  Qualquer criança pode fazer as peças, sem a menor dificuldade, mas é sempre bom o acompanhamento de um adulto.

Garrafas em craquelê

Decoupage

Na peça feita com a latinha de creme de leite, foi usada a técnica de decoupage, que ao final parecia uma fina renda colada em volta. Para finalizar, basta colar um pedaço de papel camurça para que a peça não arranhe as superfícies lisas e tirar as bordas com uma lixa de unha.

As aulas do curso de artesanato são ministradas por Néia para crianças a partir de três anos, as 3as feiras aula de pintura para adultos e aos sábados aula de biscuit para crianças e adultos. O projeto foi criado para ajudar a comunidade após a tragédia, as aulas são gratuitas e as inscrições estão abertas, basta procurar a igreja da comunidade ou ligar para o número: 9688-4122.

 

 

 

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