“Temos a experiência necessária para promover mudanças”, diz Paulo Ramos

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– Candidatos do PSOL falam sobre a luta contra o modelo de política da cidade e apresentam proposta de gestão participativa

A segunda semana de entrevistas com os candidatos a prefeito e seus respectivos vices inicia nesta segunda-feira, 19, com a presença da dupla do PSOL, Paulo Ramos e Rodrigo Consenza. A entrevista acontece dentro da série que recebe os prefeitáveis da cidade este ano nos estúdios da Diário TV Canal 4 RCA, durante o programa Diário da Manhã. Os políticos que disputam uma vaga na chefia do Poder Executivo a partir de 2017 focaram sua participação na discussão acerca do combate aquilo que eles definem como a “velha prática político-partidária teresopolitana”. Os dois temas escolhidos por nossa audiência para ilustrarem todas as participações da série, também estiveram presentes nas falas dos pleiteantes, Saúde e Educação, ilustraram o segundo bloco da conversa. Para finalizar, uma pergunta polêmica vinda da audiência: a relação entre o candidato a prefeito, oficial da PM, e os paradigmas defendidos pelo PSOL nacionalmente, como o aborto, a liberação da maconha, entre outros.

Assim como decidido entre os organizadores da série com os prefeitáveis, o primeiro bloco é sempre dedicado às apresentações pessoais, onde o candidato tem a oportunidade de dissertar sobre sua formação intelectual e a sua relação com a cidade. Neste sentido, depois de uma breve introdução sobre a formação em História, Consenza deu espaço para que o experiente parlamentar Paulo Ramos fizesse sua apresentação. Deputado Constituinte em 1988, por quatro anos seguidos Deputado Estadual, função que desempenha atualmente, e Major da Polícia Militar, Ramos se disse absolutamente capacitado politicamente para promover as mudanças que o município necessita. “Sou sem dúvidas o candidato há menos tempo na cidade de Teresópolis, mas posso me considerar de longe o mais dotado de experiência e moral política no país para promover as mudanças que a cidade de Teresópolis precisa para sair do buraco calamitoso que se encontra hoje”, enaltece Paulo Ramos.

Rodrigo Consenza ainda acrescentou em suas considerações iniciais que acerca da descrença do eleitor em relação à classe política, é necessário valorizar novamente os instrumentos participativos cidadãos, como conselhos municipais, associações de moradores, sindicatos de classe, todos, segundo o professor, esvaziados pela “velha prática político-partidária teresopolitana”. Segundo ele, a juventude se sente descrente, e a população mais experiente desmotivada de participar dos mecanismos democráticos, justamente pela falta de resultados práticos destas instituições. “Precisamos levar a sério essas ferramentas populares, para que nosso cidadão não se sinta desmotivado a participar do processo democrático, sobretudo nas urnas. Os partidos políticos deveriam assumir essa responsabilidade e fomentar o aprimoramento das discussões nestas instâncias participativas populares”, explica Consenza. Já Paulo Ramos enalteceu sua condição de homem público por tanto tempo, e mesmo assim, sem nenhuma questão mais grave ou questionável acerca de sua atuação em todo o país. “Na política meus amigos, o Passado vem sempre na frente. É extremamente importante que você estude e conheça o passado dos candidatos que pedem o seu voto. É isso que vai determinar o sucesso dele a frente do Poder”, explica Paulo Ramos.

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– Educação de qualidade se faz com a participação da comunidade nas decisões

Como sempre, o segundo bloco de entrevistas foi dedicado aos dois assuntos mais votados pela nossa audiência em enquete realizada em nossa FanPage do Facebook: Saúde e Educação. Ancorados na experiência e no trato profissional do candidato a vice, que é professor de História com atuação no município, os políticos focaram o discurso na valorização dos profissionais, mas chamaram a atenção para certa maquiagem nos índices de Teresópolis da área de Educação nos últimos anos, segundo eles, potencializados por determinadas unidades escolares que desempenharam trabalhos muito acima das médias, elevando assim, todo o índice comparativo do município. “É preciso analisar isso tudo muito de perto, precisamos nos debruçar sobre esse assunto, porque como disse anteriormente sobre o tema da motivação do nosso jovem eleitor, perpassa necessariamente pela qualidade da educação que vamos dar para ele. Sem a possibilidade de interação deste jovem com a comunidade escolar e sem a integração da escola com a sua comunidade fica difícil pensar em educação de qualidade. Dentro do nosso pensamento de radicalização da Democracia e de valorização da participação popular, a escola tem papel estratégico fundamental”, explica o professor Consenza.

Já o candidato a prefeito, preferiu focar na valorização do estudo em tempo integral sua fala sobre a educação do município. “Passei muitos anos da minha vida política no PDT, partido do nosso eterno Brizola, que levantou a bandeira do ensino integral em nosso país e foi muito vitorioso na implantação desta mudança. Mas eu penso que hoje é preciso mudar a estratégia e adotar uma escola em tempo integral que também absorva outras questões sociais que não somente as educativas. Posso citar como exemplo a implantação de espaços hoje abandonados em nosso município, como os antigos clubes Ingá e Panorama, entre outras, de projetos relacionados ao esporte, dentro desse período integral e de estada do estudante na unidade escolar. Esses espaços existem, e existem os projetos federais e estaduais para financiá-los, só nos falta a vontade política para implementá-los, coisa que nosso partido tem de sobra”, finaliza o assunto Paulo Ramos.

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– “Saúde não pode ser uma ferramenta para reeleger candidato”

O segundo e mais complicado tema exposto para os candidatos no segundo bloco foi a Saúde, considerada pela grande maioria da população teresopolitana como a nossa maior fragilidade no momento. Tanto Rodrigo, quanto Paulo Ramos acreditam que o processo de descentralização da saúde pública contido em nossa Constituição não significa que o gestor público possa abrir mão da responsabilidade de agir. “Acho que a prefeitura de Teresópolis deixou, intencionalmente, que a situação chegasse ao ponto catastrófico que nos encontramos hoje. Gostaria para isso de lembrar as muitas mortes que vivenciamos ao longo dos últimos anos em virtude da não prestação do serviço de hemodiálise em território teresopolitano. Isso foi uma escolha feita pelo gestor público e demonstra o quanto ele não estava compromissado com os interesses da população. Assim, devemos focar nossa gestão na participação dos servidores, que precisam ser ouvidos e na ampliação da rede pública, e não em abdicar do direito de gerir a área da saúde como temos visto ultimamente. É preciso readequar o atendimento da medicina preventiva na cidade, que beirando aos duzentos mil habitantes, ainda possui uma organização projetada para menos de cem mil. Não é razoável ver um gestor público que não tenho buscado maneiras de ampliar a oferta de leitos e atendimento para nossa população, isso é abrir mão de gerir, e quem não quer cuidar não serve para ser prefeito”, disse Ramos. Seu vice, Consenza acrescentou que o setor tem sido usado rotineiramente para servir de plataforma política e que isso tem freado o seu desenvolvimento. Já Paulo Ramos finalizou dizendo que “Saúde não pode ser uma ferramenta para reeleger candidato”.

Na pergunta da audiência, que abriu o terceiro bloco, uma polêmica foi levantada com relação aos posicionamentos da legenda dos candidatos em temas de grande repercussão nacional. O questionamento foi o seguinte: “Senhor Candidato, o seu partido se posiciona a favor da liberação da maconha no país, da legalização do aborto e da atenuação de crimes como o estupro. Como um oficial da PM se sente representando esse partido e seus ideais?”. Paulo Ramos se disse a vontade para responder ao questionamento e afirmou que sua posição sobre o assunto é sempre a de manter o foco nas discussões que estão sendo feitas na sociedade. “Como parlamentar experiente que sou e como defensor histórico da classe dos servidores militares, como PM e Bombeiros, me sinto muito a vontade em participar do partido por entender que todas essas discussões estão presentes em toda a nossa sociedade, o que não se pode admitir que a omissão com relação a esses assuntos, é se colocar covardemente em cima do muro e não levantar essas questões tão importantes para a manutenção da ordem em nossa sociedade. O PSOL não abre mão da discussão desses assuntos e da defesa dos diretos humanos, e eu também não, seja como parlamentar, como prefeito ou como oficial militar da reserva na PM. São assuntos que precisam ser discutidos e não estamos abrindo mão de tais discussões, muito menos atacando o direito alheio”, explicou.

Em suas considerações finais da entrevista Rodrigo Consenza fez questão de enaltecer o processo de criação das propostas de governo do partido. Segundo ele, foram diversas reuniões com os mais variados segmentos da sociedade, todas compiladas e sistematizadas como propostas construídas. O candidato lembrou dos dois pilares de atuação do PSOL este ano: a radicalização da Democracia e a defesa dos Direitos Humanos. Já Paulo Ramos lembrou da sua experiência no meio político e se disse preparado para buscar os meios de manutenção e implantação das mudanças que o município de Teresópolis tanto vai precisar para sair do que ele chama de “Catástrofe” na gestão. O deputado estadual também afirmou ser perfeitamente possível gerir um município como o nosso sem percalços ou desperdícios, bastando para isso o foco na gestão participativa e na experiência em buscar nas fontes certas, os recursos mais adequados e disponíveis.

– Série de entrevistas leva os candidatos ao público eleitor

Iniciando a segunda semana de entrevistas, onde os teresopolitanos começam a ter o primeiro contato com os políticos que disputam em outubro uma vaga no cargo máximo do Executivo em nossa cidade, a emissora veicula as demais quatro entrevistas remanescentes: Paulo Ramos, veiculada nesta segunda-feira e presente hoje nesta edição; Roberto Petto, hoje, 20; Nilton Salomão nesta quarta-feira, 21, e finalizando na próxima quinta-feira, 22, com o candidato a reeleição do cargo Mario Tricano. Os leitores de O DIÁRIO, bem como os telespectadores da Diário TV – canal 4 da RCA, também puderam contar com a participação de seus respectivos pleiteantes ao posto de vice-prefeito, a principal novidade da série deste ano. As entrevistas estão sendo realizadas obedecendo à ordem de apresentação alfabética ilustrada no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral – TSE e obedecendo ao seguinte cronograma para o restante da semana: dia 20/09, terça-feira: Roberto Petto – Marli Couto – SD; dia 21/09, quarta-feira: Nilton Salomão – Hélio Delgado – REDE e dia 22/09, quinta-feira: Mario Tricano – Sandro Dias – PP. As entrevistas são realizadas na sede do Grupo Diário, à Rua Carmela Dutra, 765, Agriões, durante o programa Diário da Manhã, veiculado ao vivo no período de 10 ao meio-dia. Além da veiculação ao vivo, também são feitas outras duas reprises em horários determinados pela emissora, mas com o mesmo período respeitado para todos os pleiteantes. A entrevista também será veiculada aqui em nossa edição impressa, no dia seguinte a participação do candidato, com uma página composta por cobertura jornalística da entrevista e material fotográfico da mesma. Para garantir que todas as reportagens em O DIÁRIO sejam veiculadas em dia de semana, nenhuma delas será realizada na sexta-feira, cabendo à edição de fim de semana apenas uma compilação das quatro

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Anderson Duarte é formado em Comunicação Social com mestrado na área de Tecnologia e Informação e especialização em Telecinejornalismo, atua na imprensa desde a década de 90, ainda no Rádio. Passou por veículos como Jornais, Mídias Governamentais e Televisão, também atuou na área da Assessoria Política, editoria que hoje se dedica enquanto articulista. Âncora do telejornal Jornal Diário, comanda desde a sua formação em 2008, o jornalismo da emissora Diário TV, fruto do tradicional O DIÁRIO de Teresópolis, onde também coordena juntamente com Marcello Medeiros o departamento jornalístico.

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