Teresópolis fica em última categoria no ranking nacional da eficiência

A ferramenta inédita foi lançada pelo jornal Folha de São Paulo em conjunto com o Instituto Datafolha e ilustra quais prefeituras do país entregam mais serviços básicos à população usando o menor volume de recursos financeiros

A ferramenta inédita foi lançada pelo jornal Folha de São Paulo em conjunto com o Instituto Datafolha e ilustra quais prefeituras do país entregam mais serviços básicos à população usando o menor volume de recursos financeiros

– Estudo revela o quanto as cidades conseguem ser eficientes na aplicação do dinheiro público e na promoção de serviços

Teresópolis acaba de ficar na última categoria em um Ranking nacional que mede a eficiência administrativa das cidades brasileiras. Com o status de “Ineficiente”, o município ocupa apenas a posição de número 4043, praticamente na ‘rabeira’ da avaliação. Tudo bem que não é nenhuma novidade assim para o teresopolitano, já que não dispomos de serviços públicos descentes há décadas, mas o “título” ratificado de ineficiência expõe mais uma vez a tremenda instabilidade política e administrativa vivida pela terra de Tereza nas últimas administrações. Seja por escândalos de desvio de dinheiro público, corrupção, envolvimento de homens públicos com a contravenção, ou muitos outros aspectos negativos, a imagem da gestão teresopolitana de longa data já não pode mais vangloriar-se de sua retidão ou eficiência, e os números comprovam essa decadência.

A ferramenta inédita foi lançada pelo jornal Folha de São Paulo em conjunto com o Instituto Datafolha e ilustra quais prefeituras do país entregam mais serviços básicos à população usando o menor volume de recursos financeiros. O Ranking de Eficiência dos Municípios leva em conta diversos indicadores, entre eles a saúde, a educação e o saneamento para calcular a eficiência da gestão. No ranking são apresentados os dados de 5.281 municípios, ou 95% do total de 5.569. E para que tenhamos uma ideia do quão ruim foi nossa cidade, ocupamos hoje a 4043ª posição. A escala vai de 0 a 1, tendo o índice mais próximo do 1 considerado o mais eficiente possível. Apenas 24% das cidades ultrapassam o 0,50 e, por isso, podem ser consideradas eficientes. E a pesquisa nacional do Datafolha mostra que só 26% dos brasileiros aprovam a gestão de suas prefeituras. Teresópolis apresenta um índice de 0,392, enquanto Petrópolis alcançou 0,476 e Nova Friburgo, a mais bem colocada da região, 0,495, ambas com alguma eficiência registrada.

Teresópolis apresenta um índice de 0,392, enquanto Petrópolis alcançou 0,476 e Nova Friburgo, a mais bem colocada da região, 0,495, ambas com alguma eficiência registrada.

Teresópolis apresenta um índice de 0,392, enquanto Petrópolis alcançou 0,476 e Nova Friburgo, a mais bem colocada da região, 0,495, ambas com alguma eficiência registrada.

No topo do ranking está a cidade de Cachoeira da Prata, em Minas Gerais, com 3.727 habitantes e heranças deixadas pelo passado industrial forte. Na rabeira estão cidades do Norte, Centro-Oeste e o Rio Grande do Sul. O levantamento revela que nos 5% menos eficientes, com índice de até 0,30, o funcionalismo cresceu 67% entre 2004 e 2014, em média. A população aumentou 12% no período. Em crise, os municípios espelham também alguns dos principais desafios do país, como o crescimento do gasto público, a dependência de verbas federais, a perda da dinâmica da indústria e a ascensão do agronegócio. Em Teresópolis ainda precisamos conviver na gestão pública com a incompetência e a corrupção, que afundaram ainda mais a cidade.

No que se refere ao município de Teresópolis, o estudo ajuda a entender o desgaste de algumas gestões em razão da falta de investimento em determinadas áreas. Também é facilmente percebido que o desgaste muitas vezes é mais político do que técnico. Com um total de receitas de R$ 344,6 milhões, sendo R$ 2.026 por habitante e uma taxa de transferência pública de receita de 66%, Teresópolis está muito aquém da sua possibilidade de eficiência, ou seja, seu problema não é falta de recursos, apenas ingerência pura e simples. Os montantes de aplicação das áreas da Educação e Saúde permanecem dentro, ou bem próximo da média nacional, o que ratifica essa estabilidade.

Segundo o ranking, em 2014, a cidade de Teresópolis possuía uma relação servidor público por habitante de 2,5 por cada grupo de 100, também abaixo da média nacional que ultrapassa os 0,5. Mas é na Saúde que se encontra nossa maior vergonha, já que nossa cidade registra apenas 0,244 de índice, com uma média nacional de 0,500, literalmente na rabeira do estudo. A ineficiência também persiste nos indicadores seguintes: Educação, índice 0,512 em Teresópolis enquanto o Brasil marcou 0,509; no Saneamento marcamos 0,673 em relação ao índice nacional de 0,567; já na Receita geral, também despencamos no índice, com 0,115, com uma média nacional de 0,166. A cidade também registrou uma variação na proporção de servidores públicos por habitantes de 15% entre 2004, e 2014, registrando 4.285 funcionários na máquina pública naquele ano.

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Anderson Duarte é formado em Comunicação Social com mestrado na área de Tecnologia e Informação e especialização em Telecinejornalismo, atua na imprensa desde a década de 90, ainda no Rádio. Passou por veículos como Jornais, Mídias Governamentais e Televisão, também atuou na área da Assessoria Política, editoria que hoje se dedica enquanto articulista. Âncora do telejornal Jornal Diário, comanda desde a sua formação em 2008, o jornalismo da emissora Diário TV, fruto do tradicional O DIÁRIO de Teresópolis, onde também coordena juntamente com Marcello Medeiros o departamento jornalístico.

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