Tocha paralímpica é acesa e chega ao Rio de Janeiro no dia 6

A tocha paralímpica começou a percorrer todas as regiões do país até a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no dia 7, no Estádio do Maracanã

A tocha paralímpica começou a percorrer todas as regiões do país até a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no dia 7, no Estádio do Maracanã

– Símbolo será aceso em cinco cidades até ser entregue na cidade sede

Em cerimônia que marcou o início do revezamento no Brasil, a tocha paralímpica foi acesa nesta quinta-feira (1º) em Brasília de forma inusitada: por meio da participação de internautas de todo o mundo que, nas redes sociais, utilizaram a hashtag #ChamaParalimpica. No Twitter, o assunto chegou a entrar na lista de trending topics. Com desenho e características próprias, a tocha será acesa em um total de cinco cidades até chegar ao Rio de Janeiro no dia 6 próximo, sendo que cada uma delas vai representar um valor paralímpico: Brasília – igualdade; Belém – determinação; Natal – inspiração; São Paulo – transformação; Joinville – coragem; e Rio de Janeiro – paixão. Em Brasília, a solenidade foi realizada no Parque da Cidade, tendo como primeiro condutor da tocha Cláudio Irineu da Silva, ex-atleta de futebol e vôlei sentado.

A tocha paralímpica começou a percorrer todas as regiões do país até a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no dia 7, no Estádio do Maracanã. Além de Brasília, o revezamento vai percorrer as cidades de Belém, Natal, São Paulo e Joinville até chegar ao Rio de Janeiro. Serão 250 quilômetros percorridos no revezamento, 4.650 milhas aéreas no avião do comboio e 700 condutores.

O músico Amaro Vaz, 34 anos, faltou ao trabalho para participar da cerimônia de início do revezamento da tocha. Acompanhado dos filhos João Vicente, 5 anos, e Davi, 2 anos, ele vibrou bastante. “Tentamos nos programar para o início do revezamento da tocha olímpica, mas não deu tempo. Chegamos atrasados e perdemos. Hoje, consegui realizar o sonho dos meus filhos e meu também. É uma oportunidade única porque a gente não sabe quando vai ter isso de novo aqui no Brasil”, disse.

A dona de casa Nilza Lopes, 42 anos, acompanhou a cerimônia com o filho Brayan, 5 anos. O menino nasceu com hidrocefalia e se desloca por meio de uma cadeira de rodas. “Ele não sente as pernas, mas gosta muito de esporte. Chegou até a conhecer o Neymar [da Seleção Brasileira e do Barcelona] durante a Olimpíada, em um dos jogos aqui em Brasília. Quero agora que ele assista as paralímpíadas na TV pra ver como tudo funciona”, afirmou. Brayan se mostrou animado com a competição: “Gostei muito do que vi hoje. Achei tudo muito bonito. Quando crescer, quero jogar futebol”, confessou.

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