Velório de vítimas do acidente aéreo será na Arena Condá

A cerimônia deverá reunir dezenas de milhares de pessoas que irão se despedir das vítimas, especialmente dos integrantes da delegação do clube

A cerimônia deverá reunir dezenas de milhares de pessoas que irão se despedir das vítimas, especialmente dos integrantes da delegação do clube

-Corpos devem chegar somente na sexta-feira, mas torcedores já fazem vigília no estádio da Chapecoense

A Prefeitura Municipal de Chapecó confirmou que o velório das vítimas do acidente aéreo na Colômbia será realizado na Arena Condá, estádio da Chapecoense. O dia e o horário da cerimônia ainda não estão definidos, já que depende da liberação dos corpos e do transporte ao Brasil. A chegada dos corpos no município do oeste catarinense está prevista apenas para sexta-feira (2).

Ontem à tarde, autoridades estiveram no estádio da Chapecoense para avaliar o espaço físico e planejar o velório coletivo. A cerimônia deverá reunir dezenas de milhares de pessoas que irão se despedir das vítimas, especialmente dos integrantes da delegação do clube alviverde.

Desde a manhã de terça-feira, quando as primeiras informações sobre a tragédia começaram a circular, a Arena Condá se transformou no ponto de reunião de torcedores, funcionários, jogadores e parentes das vítimas. Algumas pessoas armaram barracas e passaram a noite no estádio. O acesso principal para as arquibancadas ganhou uma espécie de memorial improvisado, onde foram colocados cartazes, fotos e flores para a equipe que morreu no acidente.

Alguns torcedores que foram até a Arena Condá procuraram um local mais isolado nas arquibancadas para realizar vigília

Alguns torcedores que foram até a Arena Condá procuraram um local mais isolado nas arquibancadas para realizar vigília

A auxiliar de cozinha Eliana de Toni levou as duas filhas para acompanhar a vigília no estádio. Após prestar homenagens no memorial improvisado, ela ressaltou que toda a equipe da Chapecoense tinha uma relação muito próxima com a cidade. “Eles eram pessoas muito simples, muito humildes. A gente encontrava em padarias, mercados, barzinhos, restaurantes. Eles vinham e conversavam, tiravam fotos. Nunca deixaram esse sucesso subir à cabeça”, lembrou a torcedora.

O lateral Cláudio Winck não havia sido escalado para a partida na Colômbia e, por isso, não estava no avião. Ontem pela manhã, ele caminhou no gramado do estádio e conversou com amigos e torcedores. “A gente está sempre viajando, uma vez por semana tem voo de avião. Havia a expectativa de que a equipe voltasse para casa com um bom resultado na final, e acontece uma fatalidade dessas. Agora não tem como pensar em futebol, o momento é de mobilização para ajudar os familiares das vítimas”, afirmou o atleta.

Alguns torcedores que foram até a Arena Condá procuraram um local mais isolado nas arquibancadas para realizar vigília. A auxiliar de enfermagem Gleica Cristine Klaus chegou ao estádio com uma camisa autografada por jogadores, um manto do clube catarinense e um terço para oferecer orações às vítimas. “A gente estava vivendo o melhor momento da história da Chapecoense. Agora tem esse período de luto que vai demorar pra passar; mas em consideração aos nossos eternos guerreiros, a gente não pode deixar esse sonho acabar. Precisamos nos unir e reerguer esse time”, ressaltou.

Papa manda mensagem ao Brasil

O papa Francisco enviou nesta quarta-feira uma mensagem ao povo brasileiro por conta do desastre aéreo com o avião da Chapecoense durante sua audiência geral, na praça São Pedro, no Vaticano. O acidente, ocorrido nos arredores de Medellín, na Colômbia, onde a equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana, deixou 71 mortos, incluindo 19 jogadores. “Gostaria de lembrar hoje a dor do povo brasileiro pela tragédia com um clube local e rezar pelos jogadores mortos e suas famílias”, disse o líder da Igreja Católica.

Além disso, o Pontífice comparou a tragédia da Chapecoense com o desastre que matou todo o elenco do Torino em 1949, quando um avião com a delegação da equipe italiana se chocou contra a Basílica de Superga, em Turim. Na ocasião, 31 pessoas faleceram. “Recordemos Superga. São tragédias duras, rezemos por elas”, acrescentou o Papa.

 

Atlético-MG pede que CBF cancele partida

A diretoria do Atlético-MG se manifestou por meio de nota pedindo o cancelamento da partida contra a Chapecoense pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2016. Mais cedo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou novas datas para as competições nacionais, em decorrência do acidente aéreo com a equipe catarinense.  O segundo jogo da final da Copa do Brasil, que seria ontem, ocorrerá no dia 7 de dezembro. Já a última rodada do Brasileirão mudou para o próximo domingo (11). No entanto, a partida entre Atlético-MG e Chapecoense segue incerta. O clube catarinense entraria em campo amanhã (30) em Medellín (Colômbia) para o primeiro confronto da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. A viagem em voo comercial terminou com um acidente nesta madrugada (29). Estavam a bordo 81 pessoas, sendo 72 passageiros e nove tripulantes. Há confirmação de ao menos 70 mortos, incluindo jogadores, integrantes da comissão técnica, dirigentes esportivos e jornalistas.

Na nota, o clube mineiro considera que, por uma questão humanitária, a realização do jogo é incabível mesmo no dia 11 de dezembro. “É importante, para isto, que haja deliberação da CBF e dos demais clubes da Série A”, acrescenta o texto. A não realização da partida tem pouco impacto para o resultado do Campeonato Brasileiro de 2016. O Atlético-MG já tem o 4º lugar assegurado: não tem mais condições de ultrapassar o Santos, 3º colocado, e nem de ser superado pelo Atlético-PR, que atualmente ocupa a 5ª posição. Já a Chapecoense, atualmente em 9º, pode terminar a competição entre a 7ª e a 12ª posição. Sendo assim, não corre risco de rebaixamento e nem tem chances de entrar na zona de classificação da Libertadores, compreendida pelos seis primeiros lugares.

De toda forma, o clube catarinense deve disputar a Libertadores de 2017 como vencedor da Copa Sul-Americana. A Conmebol ainda não tomou nenhuma decisão oficial, mas o Atlético Nacional pediu que o título da competição seja entregue à Chapecoense. Outra hipótese possível é que os dois times sejam declarados campeões.

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