Vendas de consórcios aumentam 10% em três meses

Em todo o país as novas adesões a cotas de consórcio cresceram 10% de maio a julho deste ano, alcançando um montante de R$ 7 milhões em consorciados ativos

Em todo o país as novas adesões a cotas de consórcio cresceram 10% de maio a julho deste ano, alcançando um montante de R$ 7 milhões em consorciados ativos

– Modalidade de negócios é garantia para aquisição de veículos e investimentos

As novas adesões a cotas de consórcio cresceram 10% de maio a julho deste ano, alcançando um montante de R$ 7 milhões em consorciados ativos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. Segundo o levantamento, a participação do setor de veículos leves passou de 7,8% em 2009 para 32,4% em 2016, avanço de 24,6 pontos porcentuais. No setor de motocicletas, a participação chegou a 37,5% em 2009 e atingiu 63,6% no fim dos seis primeiros meses deste ano. Representantes e consultores de vendas de consórcios consultados confirmam o aquecimento da modalidade, comprovada pelos negócios fechados ou mesmo pela procura dos clientes.

“A gente realmente tem observado esse aumento junto ao setor de consórcios”, confirma Fabiano Alves, consultor de venda de consórcios da agência Eurokraft Volkswagem. “Essa modalidade de negócio tem uma vantagem muito grande que é a taxa de administração muito menor do que as taxas de juros aplicadas sobre os financiamentos”, completa. De acordo com Fabino, as vantagens começam já no fechamento do negócio. “A aprovação de crédito é muito mais fácil e os procedimentos são mais simples de resolver. A gente tem um suporte muito bom dentro da loja quando o cliente precisa de ajuda para aprovação de sua ficha, seja para liberar ou mesmo para montar o processo”, garante.

Consultor dos consórcios Volkswagem, Fabiano aposta na modalidade como melhor opção para compra de veículos novos e com baixa taxa de serviços

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Procura aumenta

Consultora de vendas da Renault em Teresópolis, Tamar Lima também confirma o crescimento do ramo de negócios. “Observamos aumento sim, tivemos crescimento significativo na procura. Os telefones tocam regularmente com pessoas fazendo questionamentos sobre os planos e valores. Vale muito a pena optar pelo consórcio, até mesmo como forma de investimento par quem quer juntar um dinheiro. Isso pode ser feito através do consórcio, depois pode pegar o carro sem pagar juros”, aposta.

Os dois representantes consultados destacam também a possibilidade de transformar o investimento feito na compra do bem em dinheiro vivo. “Além de proporcionar ao cliente a aquisição de um veículo novo, o consórcio é também uma forma de investimento. A pessoa pode poupar dinheiro, já que muitos não conseguem ter aquele compromisso de depositar no banco um determinado valor mensal. Já tendo uma prestação para pagar, ele assume o compromisso e no final pode resgatar o dinheiro”, detalha Fabiano Alves. “É uma boa modalidade porque voc~e não fica preso ao carro da marca que você fechou. É uma carta de crédito. Você pega o carro que quiser, onde quiser. Se pagou tudo e não quiser o carro, resgata o dinheiro corrigido acima da caderneta de poupaça. Isso vale a pena”, confirma Tamar.

Tamar Lima, da Renault, comemora o aumento das vendas de consórcios e credita o movimento Às possibilidades de investimento que a modalidade oferece

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Faixa de negócios

Em linhas gerais, a clientela dos consórcios de carros em Teresópolis costuma adqurir cotas que variam entre R$ 30 mil e R$ 60 mil. “As vendas oscilam nessa faixa, proporcionando uma boa procura. Aqui vendemos em média 30 consórcios por mês”, revela Fabiano. “Eu mesmo sou um comprador de consórcios. Trabalho no ramo há seis anos e tenho carro e moto que adquriri assim. Já vendi e sempre indico aos meus amigos, vários fizeram e estão com seus carros. O vendedor é na verdade um consultor, que mostra ao cliente aquilo que ele precisa”, finaliza.

Ainda segundo os números da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, houve queda de 2% no volume de participantes ativos, que passou de 7,15 milhões em julho de 2015 para 7,01 milhões em julho deste ano. As adesões atingiram 1,2 milhão nos primeiros sete meses deste ano, contra 1,36 milhão no mesmo período de 2015, representando uma queda de 11,8%. O acumulado nas contemplações dos diversos setores mostrou retração de 8%, passando de 830,4 mil nos primeiros sete meses de 2015 para 764 mil em igual período deste ano. Na movimentação de valores também houve reduções. Os créditos comercializados chegaram a R$ 42,57 bilhões no acumulado de sete meses, 15,7% menor que o mesmo período de 2015. Os créditos concedidos totalizaram R$ 23,09 bilhões de janeiro a julho deste ano, 3,1% inferior aos R$ 23,83 bilhões no mesmo acumulado em 2015.

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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