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	<title>Arquivos Artigos - O Diário de Teresópolis</title>
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	<title>Arquivos Artigos - O Diário de Teresópolis</title>
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		<title>Vem a calhar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 23:41:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Domingo, 6 de abril de 2025. Avenida Paulista. São Paulo. Discurso de Jair Bolsonaro:&#160;“Minha paulista; meu Brasil, boa tarde! Meus cumprimentos a todos vocês, que dedicaram este domingo pra aqui comparecer para lutar por aquilo que eu acho que é mais importante que a própria vida. É a nossa liberdade. O homem ou a mulher [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Domingo, 6 de abril de 2025. Avenida Paulista. São Paulo. Discurso de Jair Bolsonaro:&nbsp;<br>“Minha paulista; meu Brasil, boa tarde! Meus cumprimentos a todos vocês, que dedicaram este domingo pra aqui comparecer para lutar por aquilo que eu acho que é mais importante que a própria vida. É a nossa liberdade. O homem ou a mulher sem liberdade não vive.&nbsp;<br>Na semana passada, neste mesmo local, um evento patrocinado pela esquerda, PT/PSOL (vaias). O que eles vieram pedir aqui? Vieram falar contra a anistia e pela prisão de Bolsonaro. Quanto à anistia…Eles já perderam essa guerra.&nbsp;<br>A grande maioria do povo brasileiro entende as injustiças e agora se socorre da nossa Câmara Federal, do Senado Federal, para fazer Justiça. E a anistia é competência privativa do Congresso Nacional. Caso eles votem um projeto e seja sancionado e promulgado no caso de um veto…vale a anistia.&nbsp;<br>Nós estamos aqui, em grande parte, impulsionados pelo episódio da Débora. Eu peço aqui a mãe da Débora, aqui presente, a missionária Fátima e sua irmã Cláudia, a comparecerem aqui.&nbsp;<br>Se a missionária chora pela ausência da filha de 39 anos, imagine o quão chora a Débora por seus dois filhos de 10 e sete anos de idade. Você mãe, imagine, por 2 anos, dormir e acordar sem o calor de seus filhos ao seu lado. Débora foi para domiciliar, mas já tem dois votos no Supremo, Alexandre de Moraes e Flávio Dino para condená-la a 14 anos de prisão.&nbsp;<br>Eu não tenho adjetivo para qualificar quem condena uma mãe de dois filhos a uma pena tão absurda por um crime que ela não cometeu. Só um psicopata pra falar que aquilo que aconteceu no dia 8 de janeiro foi uma tentativa armada de golpe militar. E condena essas pessoas, como diz no jargão da Justiça, de passeada, de bolo.&nbsp;<br>E olhem só o que está acontecendo no Supremo no dia de hoje, apesar de domingo. Eles já formaram maioria para condenar a uma pena absurda um pipoqueiro e um sorveteiro, por golpe de Estado armado. É inacreditável o que acontece.&nbsp;<br>Eu não falo inglês, uma grande falha da minha formação. Mas quero dar um recado aqui pro mundo e depois eu faço a tradução para vocês (leu em inglès) …ou seja, cometer sorveteiro e pipoqueiro dando golpe de Estado no Brasil. É uma vergonha. Condenar mais esses dois por um crime que não existiu.&nbsp;<br>Me acusam de golpe de Estado. Segundo a Polícia Federal do Alexandre de Moraes, do Fábio Shor, que começou em julho de 21, numa live…”Você começou a dar um golpe de Estado numa live”.&nbsp; Agora vamos ver. Vamos falar.&nbsp;<br>Quem deu o golpe em outubro de 22? Quem tirou o Lula da cadeia? Foi um CEP errado. Um cara condenado em três instâncias, por corrupção, lavagem de dinheiro, é tirado da cadeia. Quem descondenou o Lula, para ele fugir da Lei da Ficha Limpa e se tornar candidato? Os mesmos.&nbsp;<br>E o golpe? O que mais eles fizeram para colocar o Lula lá?&nbsp;<br>Vou falar algumas coisas aqui. Eu não pude mostrar durante a propaganda eleitoral de 22, o Lula falando que era legal roubar celular, porque os vagabundos queriam apenas tomar uma cervejinha. Eu não pude botar imagem do Lula defendendo o aborto. Não pude mostrar imagens do Sete de Setembro.&nbsp;<br>As imagens dele ao lado de ditadores como Ortega, Maduro, Ahmadinejad e outros. Não pude mostrá-lo no Morro do Alemão sendo recebido por traficantes.&nbsp;<br>Quando eu me reuni com embaixadores me tornaram inelegível. Não pude mostrar imagens discursando na Câmara, o enterro da Rainha…Eles derrubaram páginas, criaram resoluções fora do tempo legal, para perseguir a Direita.&nbsp;<br>Fizeram a campanha para menores tirarem título de eleitor. E essa faixa etária 75% vota na esquerda. Foram mais de 4 milhões de títulos. E mais…Poderia ser a “pá de cal”. Por ocasião da diplomação do Lula, o então ministro Benedito, baixa e cochicha para Alexandre de Moraes, com os microfones abertos: “missão dada é missão cumprida.”&nbsp;<br>Quem deu o golpe em 22?&nbsp;<br>Quem pesou a mão por ocasião das eleições? Sem falar em outras possibilidades. O golpe foi dado. Tanto é que o candidato deles está lá. Alguns deles falaram que interferiram sim, mas foi para o bem da democracia.&nbsp;<br>Ora, se o Alexandre de Moraes&nbsp; salvou a democracia no Brasil; se ele evitou que uma ditadura fosse instalada aqui… por que ele viaja de avião particular, melhor dizendo, de avião da FAB para assistir Palmeiras e Corinthians em São Paulo? Ele tinha que viajar como eu faço de avião de carreira para ser aplaudido.&nbsp;<br>Nós sabíamos o que daria esse governo.&nbsp;<br>Tanto é que no dia 2 de novembro, numa coletiva minha em Brasília, ficou marcada pelo seu início, quando eu disse: vão sentir saudades da gente. O Brasil estava voando. Somando a informalidade no pleno emprego, terminamos 22 com 54 bilhões em caixa. Criamos o PIX. O Tarcísio fez barbaridades com os seus parcos recursos. Tínhamos negócios com o mundo todo, o nosso agro estava no teto. A nossa equipe econômica era fantástica. Botamos o Brasil no lugar de destaque, que ele sempre mereceu.&nbsp;<br>Mas, a interferência, a mão pesada fez mudar o resultado final das eleições. Nós sabíamos o que estávamos fazendo. Lamentavelmente, a pressão foi enorme, inclusive de fora do Brasil.&nbsp;<br>Mas, nós temos esperança.&nbsp;<br>O movimento aqui hoje é pela anistia; pela liberdade das pessoas de bem, mães, pais, irmãos, avós. Pessoas que nunca pegaram em armas na sua vida. Tanto é que entre os condenados e estão respondendo processos, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. E digo a vocês: o golpe deles só não foi perfeito, porque no dia 30 de dezembro de 22, eu saí do Brasil.&nbsp;<br>Algo me avisou (aponta para o céu) que alguma coisa ia acontecer. Se eu tivesse no Brasil, seria preso na noite de 8 de janeiro e estaria apodrecendo na cadeia até hoje ou quem sabe assassinado por esses mesmos que colocaram aquele vagabundo na presidência.&nbsp;<br>Eu sempre peço a Deus força para resistir, sabedoria para decidir. Nós temos como sair dessa. No ano que vem o TSE terá o perfil completamente de isenção e poderemos voltar a confiar nas eleições no ano que vem.&nbsp;<br>O atual sistema busca, cada vez mais, tirar da cédula eleitoral do ano que vem, as lideranças de Direita. O Caiado está aqui inelegível, vai recuperar a elegibilidade se Deus quiser. Eu estou inelegível, porque me reuni com embaixadores. Eu não me reuni com traficantes no Morro do Alemão, como Lula fez.&nbsp;<br>Dizem que eu sou golpista, por que o Flávio Dino, então, Ministro da Justiça, sumiu com as fitas do que acontecia na Esplanada? Se o golpe é meu…mostre as fitas. Eu tenho esperança no meu Brasil, porque acredito no povo e em Deus. Nós temos como sair dessa situação. Não se preocupem comigo. Covardia pode acontecer amanhã cedo, afinal de contas tem certas pessoas que só sobrevivem fazendo covardia com as outras pessoas.&nbsp;<br>Tenho esperança também que de fora venha alguma coisa para cá. Hoje faltou um filho meu aqui. O zero três. Fala inglês, fala espanhol, fala árabe…tem contatos com pessoas importantes do mundo todo. Está lá nos Estados Unidos.&nbsp;<br>Daqui a duas semanas ou dez dias, a Justiça Americana começa a investigar o caso Felipe G. Martins. Aquele que foi acusado…aquele que foi acusado pelo Fábio Shor e pelo seu chefe, de ter fugido do Brasil no dia 30 de dezembro no avião presidencial, no qual eu fui para Orlando.&nbsp;<br>Ora, prenderam o cara por seis meses e convocaram várias vezes para depor na Polícia Federal, até para depor sobre a importunação de Baleia. Por que não me convocaram para perguntar se o Felipe Martins estava ou não no meu vôo?&nbsp;<br>Chantagearam um Tenente-Coronel do Exército, ameaçando de prender, pai, esposa e filha. Fizeram uma delação com ele, modificada várias vezes. Por que não perguntaram pra ele se Felipe Martins estava no voo presidencial, já que esse Coronel estava comigo no mesmo voo?&nbsp;<br>Queriam, obviamente, ou achavam que prendendo o garoto Felipe, em poucas semanas ele faria uma delação sob medida dessa parte da PF de Alexandre de Moraes. Não conseguiram. O que eles querem é me prender. Como disse, a semana passada…tava aqui a esquerda. Querem me prender por quê? Acharam dinheiro na minha cueca? Acharam dinheiro em algum apartamento meu por aí? Roubei a Petrobrás? Assaltei o Fundo de Pensão dos Correios?&nbsp;<br>Eu não sou igual a eles.&nbsp;<br>A grande revolta deles, que levantam tudo sobre a minha vida e não acha um só desvio de conduta. Essa semana arquivaram mais um processo. Que eu teria comprado 100 imóveis no Vale do Ribeira de 90 até agora.&nbsp;<br>Narrativas!&nbsp;<br>Mentiras!&nbsp;<br>Covardia!&nbsp;<br>A mesma coisa, o cartão de vacina. Arquivado! A mesma coisa, os presentes! O TCU disse que o presente, independentemente dos seus valores, pertence ao respectivo ex-presidente da república.&nbsp;<br>Na verdade, eles não querem a mim, Jair Bolsonaro, eles querem é vocês. Eu estou no caminho deles. Se acham que eu vou desistir,que eu vou fugir, estão enganados. Eu fiz um juramento, e eu cumpro. Defender a minha pátria com o sacrifício da própria vida. O que os canalhas querem não é prender de verdade. Eles querem me matar, porque eu sou um espinho na garganta deles.&nbsp;<br>Eu mostrei a vocês que o Brasil tem jeito. Um caipira do Vale do Ribeira, chegou na presidência. Só Deus para explicar como. Montamos um ministério de qualidade. Tanto é verdade, que temos aqui, um dos meus ministros que é governador de São Paulo. Um cara competente, decente, honesto. Assim foi com quase todo o meu ministério. Como Rogério Marinho, entre outros que estão aqui.&nbsp;<br>Mostrando para vocês as entranhas do Poder. Mostramos o que eram os tribunais, o que era o Poder Executivo; como funciona o Legislativo. Pegamos estatais com prejuízos bilionários. Entregamos com lucros bilionários, Os bancos oficiais eram uma festa. Cada facção dominava uma diretoria.&nbsp;<br>Fizemos aquilo. Não pude dizer que por virtude, mas por obrigação de tratar a coisa pública, da forma como ela tem que ser tratada. Não me arrependo do que aconteceu comigo, que tomei alguma decisão equivocada, não foi por má fé. Foi por vontade de acertar. Foi por querer fazer do seu país, realmente, uma grande nação.&nbsp;<br>Hoje temos um presidente que defende terrorista do Hamas, defende ditadores, como Maduro e Ortega, um presidente que não respeita as mulheres. Só fala aquilo que não faz bem à nossa nação.&nbsp;<br>Tenho esperança – apesar de saber quem vai me julgar – que nós podemos mudar esse quadro; mudando esse quadro…eu sempre tenho dito por aí…me deem 50% da Câmara e 50% do Senado, que eu mudo o destino do Brasil. Os outros 50% ficam para os partidos dos governadores que estavam aqui. Nós temos como, dentro das quatro linhas, um Senado forte. Não para perseguir, mas para mostrar, para qualquer um que queira extrapolar, que assim fizer, vai responder no Tribunal do Senado Federal.&nbsp;<br>Bukele fez o mesmo em El Salvador. Podemos fazer o mesmo aqui.&nbsp;<br>Graças a Deus, Donald Trump se elegeu nos Estados Unidos. Eu só tenho gratidão a ele pelos dois anos que ficamos juntos nas nossas respectivas presidências. O Brasil voltará a ser um país respeitado. O Brasil, com o seu potencial, fará de todos nós um povo melhor. Mais rico e mais feliz. Eu acredito no meu Brasil. Nós acreditamos no Brasil. Não vamos desistir. Jogar a toalha. Pendurar a chuteira. Não existe em nosso meio.&nbsp;&nbsp;<br>A luta, repito, é pela liberdade dessas pobres pessoas, que estão condenadas a penas de até 17 anos de cadeia. Aqui tem um tal de policial militar que já prendeu muito vagabundo. Duvido, ou raro, que prenderam que puxaram uma cana de 17 anos. Isso é uma maldade. Uma desumanidade.&nbsp;<br>É algo que temos que entender, que se tivesse qualquer um de vocês em Brasília naquele dia 8 de janeiro, poderia agora estar preso e cumprindo uma dura pena.&nbsp;<br>A Débora é o símbolo de todos nós. Mais Déboras nós temos em nossas famílias, Imagina o suplício da Débora.&nbsp;<br>Os…acaba em três meses. Já está dois a zero para ela ser condenada a 14 anos de cadeia, assim como confirmadas as prisões hoje do pipoqueiro e do sorveteiro.&nbsp;<br>Peço a Deus para estar errado. Só dois ministros votaram pela absolvição dessas pessoas. Os outros nove são por condenação.&nbsp; Nove ministros votaram para condenar pessoas humildes a uma pena tão grave por um crime impossível.&nbsp;<br>Quando fala de sítio&nbsp; e defesa que eu queria dar o golpe em cima disso, o primeiro movimento para sítio e defesa é convocar Conselhos. Nenhum Conselho foi convocado. Então, nem ato preparatório houve. Vamos esperar o final disso.&nbsp;<br>Mas, vamos continuar andando pelo nosso Brasil mostrando que o Brasil tem jeito. Mostrando as injustiças, mostrando aquilo que a linguagem lá de fora é conhecido como law fair, ou seja, o ativismo judicial para cassar a Direita como cassaram Le Pen na França. Como quiseram cassar o Trump nos Estados Unidos. Como cassaram o presidente da Romênia. Como Maduro fez na Venezuela, cassando seus opositores ou botando na cadeia como Maduro e em El Salvador todos os seus sete oponentes.&nbsp;<br>Eleições 26 sem Jair Bolsonaro é negar a democracia. É escancarar a ditadura do Brasil. Se o voto é a alma da democracia, a contagem pública do mesmo se faz necessária.&nbsp;<br>Meus irmãos de todo o Brasil.&nbsp;<br>Aqui, apesar do momento difícil, a gente consegue recarregar as baterias, se preparar para novas batalhas, mas com a certeza que a vitória virá. A todos vocês, meu muito obrigado por esse momento. Um abraço nos homens, um beijo nas mulheres. Que esse Brasil fantástico é de todos nós. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!</p>
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		<title>Seu hotel está cheio no fim de semana. E durante a semana?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 23:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos hotéis e pousadas conseguem bons resultados nos finais de semana e nos feriados prolongados. A ocupação aumenta, os apartamentos são vendidos, o restaurante movimenta, a equipe trabalha mais e o caixa recebe um importante reforço. É justamente essa receita que muitas vezes ajuda a pagar salários, fornecedores, impostos, energia, manutenção, compras e tantas outras [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Muitos hotéis e pousadas conseguem bons resultados nos finais de semana e nos feriados prolongados. A ocupação aumenta, os apartamentos são vendidos, o restaurante movimenta, a equipe trabalha mais e o caixa recebe um importante reforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente essa receita que muitas vezes ajuda a pagar salários, fornecedores, impostos, energia, manutenção, compras e tantas outras despesas que fazem parte da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas fica uma pergunta: E o lucro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A semana tem sete dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se um empreendimento trabalha muito bem durante dois dias e passa boa parte dos outros cinco com baixa ocupação, será que estamos aproveitando todo o potencial do negócio?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um apartamento que não foi vendido na terça-feira não poderá ser vendido novamente na quarta-feira pela mesma diária. A diária hoteleira é um produto perecível. O tempo passou, o quarto ficou vazio e aquela oportunidade de receita desapareceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, talvez seja hora de olhar para a semana com outros olhos.<br>O que podemos fazer para movimentar o hotel ou a pousada de segunda a quinta-feira?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventos e grupos são uma possibilidade importante. Congressos, treinamentos, reuniões corporativas, excursões, grupos esportivos, retiros, encontros de empresas, casamentos, pequenas celebrações e outros formatos podem trazer hóspedes justamente para os dias em que normalmente existe maior ociosidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não é só isso.<br>É preciso conhecer o mercado ao redor do empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais empresas da região podem utilizar o hotel para reuniões ou treinamentos? Quais eventos acontecem na cidade? Existem grupos esportivos procurando hospedagem? Há escolas, universidades, associações ou instituições que realizam encontros? Existem profissionais que viajam durante a semana? E o turismo de experiência, de natureza, gastronômico ou de bem-estar? O que poderia ser criado para atrair o público em dias de menor movimento?<br>Até mesmo o day use, quando adequado ao perfil do empreendimento, pode ser uma alternativa para utilizar estrutura que permaneceria ociosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante é não confundir ocupação com resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encher o hotel a qualquer preço pode aumentar a ocupação e, ao mesmo tempo, não melhorar proporcionalmente a rentabilidade. É preciso olhar para diária média, custos, canais de venda, consumo de alimentos e bebidas, utilização das áreas de eventos e, principalmente, para a margem que cada negócio deixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que entra uma gestão mais estratégica da receita.<br>Não basta perguntar: “Quantos apartamentos vendemos?”<br>É preciso perguntar também:<br>Quanto essa venda deixou para o empreendimento?<br>Qual foi o custo para conquistar esse cliente?<br>Qual segmento estamos atraindo?<br>Qual é o nosso desempenho em cada dia da semana?<br>Onde existe capacidade ociosa que pode ser transformada em receita?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O calendário também precisa fazer parte da estratégia. Eventos, feiras, competições esportivas, shows, festas, feriados e acontecimentos locais podem modificar completamente a curva de demanda. Por isso, acompanhar o calendário da cidade e trabalhar comercialmente com antecedência pode fazer diferença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E existe outro ponto que considero fundamental:<br>Vender durante a semana não pode ser responsabilidade apenas do setor comercial!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reservas, recepção, eventos, alimentos e bebidas, marketing e gestão precisam conversar entre si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma solicitação de grupo que chega ao hotel não é apenas uma oportunidade para vender apartamentos. Pode significar café da manhã, almoço, jantar, coffee break, locação de sala, estacionamento, lazer e outros serviços.<br>Ou seja, um grupo pode gerar receita em diferentes áreas do empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria gestão de grupos precisa ser cuidadosa. Nem todo grupo é necessariamente um bom negócio para qualquer data. A estratégia deve considerar a demanda prevista, o número de apartamentos disponíveis, o perfil do grupo e a possibilidade de outras vendas naquele período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o primeiro exercício de um hotel ou pousada seja simples:<br>Pegar os últimos 12 meses e analisar dia por dia da semana.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quantos apartamentos foram vendidos às segundas?</li>



<li>E às terças?</li>



<li>Quartas?</li>



<li>Quintas?</li>



<li>Qual foi a diária média?</li>



<li>Quanto entrou de receita?</li>



<li>Quais segmentos compraram?</li>



<li>Quanto veio diretamente e quanto veio pelas OTAs?</li>



<li>Quais eventos ajudaram?</li>



<li>E, principalmente: o que fizemos para vender esses dias?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas podem revelar oportunidades que normalmente ficam escondidas quando olhamos apenas para a taxa média de ocupação mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo não deveria ser simplesmente ter uma “casa cheia” no fim de semana.<br>O desafio é fazer com que o empreendimento tenha movimento, receita e resultado durante a semana também.<br>Porque hotelaria é um negócio de capacidade limitada e perecível.<br>Temos um número determinado de apartamentos.<br>Temos sete dias no calendário.<br>E cada noite que passa sem venda não volta para o estoque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o verdadeiro desafio não seja vender mais no sábado.<br>Talvez seja descobrir como fazer a segunda, a terça, a quarta e a quinta-feira também trabalharem a favor do resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que ocupação deixa de ser apenas um número e passa a ser estratégia!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é justamente nesse tipo de análise que uma visão externa pode ajudar: Entender o comportamento da operação, identificar oportunidades comerciais, analisar mercados e segmentos, estudar a ocupação por dia da semana e construir estratégias para transformar capacidade ociosa em receita e resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na minha consultoria em hotéis, pousadas e outras empresas do setor de turismo e hospitalidade, esse trabalho é feito de forma personalizada, com diagnóstico da operação e sigilo sobre as informações e estratégias analisadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, muitas vezes, o lucro que o empreendimento procura não está necessariamente em cobrar mais.<br>Pode estar em vender melhor aquilo que hoje permanece vazio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o próximo check-in de boas ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gilberto Luiz Braga</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consultor em Hospitalidade, Turismo e Serviços<br>Especialista em Estratégias Operacionais.<br>LinkedIn: Gilberto Luiz Braga<br>E-mail: gilbertolabraga@gmail.com</p>
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		<title>O lado oculto do seguro de responsabilidade para profissionais de saúde: quando a apólice nega a cobertura</title>
		<link>https://netdiario.com.br/artigos/o-lado-oculto-do-seguro-de-responsabilidade-para-profissionais-de-saude-quando-a-apolice-nega-a-cobertura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 23:39:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o crescimento expressivo das ações judiciais na área da saúde, a contratação do seguro de responsabilidade civil profissional tornou-se cada vez mais comum. Médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas e gestores de clínicas e hospitais buscam nas apólices uma proteção financeira diante dos riscos de eventuais litígios. No entanto, existe um equívoco perigoso na ideia de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com o crescimento expressivo das ações judiciais na área da saúde, a contratação do seguro de responsabilidade civil profissional tornou-se cada vez mais comum. Médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas e gestores de clínicas e hospitais buscam nas apólices uma proteção financeira diante dos riscos de eventuais litígios. No entanto, existe um equívoco perigoso na ideia de que a simples existência do seguro é suficiente para garantir tranquilidade. O risco, muitas vezes, não está apenas no tribunal, mas também nas condições e cláusulas da própria apólice.<br>O seguro é uma importante ferramenta de proteção patrimonial, destinada a cobrir, dentro dos limites contratados, determinados prejuízos financeiros decorrentes de uma condenação. O que muitos profissionais só descobrem quando precisam acionar a seguradora é que a apólice também estabelece obrigações e condições que precisam ser observadas. E, quando essas exigências não são cumpridas, a cobertura pode ser questionada ou recusada.<br>A falha documental como motivo de negativa<br>Uma das situações que merece especial atenção nos sinistros relacionados à atividade profissional na saúde é a ausência ou fragilidade da documentação clínica. Em uma eventual demanda, os registros produzidos durante a assistência tornam-se elementos fundamentais tanto para a defesa do profissional quanto para a análise do próprio sinistro.<br>Ao ser comunicada sobre um processo judicial, a seguradora poderá solicitar documentos essenciais, como prontuário completo e legível, fichas de evolução, contrato de prestação de serviços e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) específico para o procedimento realizado.<br>É justamente nesse ponto que muitos profissionais desconhecem uma das disposições mais relevantes de suas próprias apólices: o dever de manter e apresentar documentação capaz de demonstrar a regularidade da assistência prestada. Determinadas apólices estabelecem obrigações documentais e preveem consequências quando a ausência, insuficiência ou irregularidade desses documentos interfere na análise do sinistro ou na defesa do caso.<br>Isso ganha ainda mais relevância quando a própria documentação clínica é determinante para o resultado da demanda judicial. Se uma condenação decorrer, por exemplo, da impossibilidade de comprovar adequadamente uma informação que deveria constar do prontuário ou do consentimento do paciente, a existência da sentença não encerra a discussão com a seguradora. Será necessário analisar o contrato e verificar se a situação está abrangida pela cobertura ou se há cláusula que permita a recusa diante do descumprimento das obrigações assumidas pelo segurado.<br>Em outras palavras: não basta contratar o seguro e pagar o prêmio durante anos. É preciso também cumprir as condições previstas na apólice. O profissional pode descobrir, justamente quando mais precisa da proteção contratada, que a documentação produzida durante o atendimento também será analisada pela seguradora.<br>Esse cenário merece atenção redobrada dos gestores de clínicas e hospitais. Dependendo das circunstâncias, a instituição também pode responder pelos danos decorrentes da assistência prestada por seus profissionais. Quando a documentação é inadequada, o problema deixa de ser exclusivamente individual e pode alcançar toda a estrutura do estabelecimento.<br>Se o profissional não mantém prontuários, registros de evolução e termos de consentimento adequadamente elaborados, a instituição pode enfrentar dificuldades tanto na defesa do processo quanto na própria discussão da cobertura securitária. O que começa como uma falha documental pode transformar-se em um impacto financeiro significativo.<br>Além disso, o seguro não deve ser confundido com uma proteção integral contra todas as consequências de um conflito. A apólice pode não abranger a defesa em processos ético-disciplinares perante os conselhos profissionais, como CRM, COREN e CRO, salvo previsão contratual específica. Tampouco é capaz de reparar o desgaste da imagem profissional ou a perda de confiança construída ao longo de anos.<br>A documentação como primeira linha de defesa<br>O seguro de responsabilidade civil não substitui a boa prática documental. Pelo contrário: a documentação adequada pode ser determinante para a análise do sinistro e para a própria defesa do profissional.<br>Tratar o prontuário, os registros de evolução e os termos de consentimento como mera burocracia é um risco que ultrapassa a esfera assistencial. Esses documentos também contam a história do atendimento e podem se tornar peças centrais em uma disputa judicial.<br>A verdadeira proteção não começa quando chega uma intimação ou quando a seguradora é acionada. Ela começa muito antes, na rotina do atendimento, na documentação cuidadosa de cada conduta e na gestão jurídica preventiva.<br>O seguro pode ser uma importante rede de proteção. Mas, para que essa rede cumpra sua função, é preciso que o profissional tenha construído, diariamente, a sua própria linha de defesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Eliene Felix é advogada, graduada em Direito pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos, pós-graduada em Direito Médico e da Saúde pela FaculMinas e especialista em Direito Médico pelo IEST. Atuou por mais de 10 anos como técnica de enfermagem no Hospital de Clínicas de Teresópolis Constantino Ottaviano (HCTCO), experiência que lhe proporcionou vivência direta na rotina e nos desafios da área da saúde.</em></p>
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		<title>&#8220;A felicidade é uma arma quente&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 23:38:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta frase está presente em uma música do cantor Belchior (26/10/1947-30/04/2014) que soa como um hino de resignação quanto ao que o tempo faz conosco, apesar de o artista cantar o seu anseio por caminhar sozinho e que sonha e escreve em letras grandes.Digo resignação como uma experiência de identificação no mundo, sobre o que [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta frase está presente em uma música do cantor Belchior (26/10/1947-30/04/2014) que soa como um hino de resignação quanto ao que o tempo faz conosco, apesar de o artista cantar o seu anseio por caminhar sozinho e que sonha e escreve em letras grandes.<br>Digo resignação como uma experiência de identificação no mundo, sobre o que foi feito e vivido no passado, e o que se é, no momento presente. Falar sobre a escrita e os sonhos revela uma consciência quase metafísica, de muita sensibilidade, e que talvez seja forçoso demais tentar caber em algumas estruturas.<br>Mas… o que pode significar &#8220;a felicidade é uma arma quente&#8221;? eu vi que esta frase fora inspirada em um trecho de uma canção dos Beatles. Não busquei pelo significado, mas uma arma quente sugere um disparo, ou uma penetração.<br>Felicidade é algo tão indescritível que para defini-la, somente um outro mistério. Alegoria sem fim, que vale conforme o chão que se pisa. Vejo a arma quente como um ato violento, de ataque. Ou seria de defesa?<br>Imaginar a felicidade como algo positivo, se comparado a uma arma não me soa legal imaginar um ataque, um assalto. Mas parece que estamos nos protegendo de algo que vem nos roubar o que seja valioso. Por enquanto, aos 14 dias de setembro de 2026, é o que passa por esta cabeça de quem também sonha e escreve em letras grandes, como o poeta cearense.</p>
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		<title>Quanto valem R$ 10 mil?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Eduarda Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 13:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dinheiro extra pode valer uma viagem, uma reforma, uma reserva para o futuro ou a realização de um projeto que estava esperando o momento certo. Mas existe uma resposta que, para uma família, pode ter um significado ainda maior: R$ 10 mil podem ser o que faltava para chegar mais perto do próprio lar. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um dinheiro extra pode valer uma viagem, uma reforma, uma reserva para o futuro ou a realização de um projeto que estava esperando o momento certo. Mas existe uma resposta que, para uma família, pode ter um significado ainda maior: R$ 10 mil podem ser o que faltava para chegar mais perto do próprio lar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comprar um imóvel não é apenas uma decisão financeira. É pensar no lugar onde os filhos vão crescer, onde a família vai reunir os amigos, onde serão vividos aniversários, domingos, conquistas e tantos momentos que, com o tempo, transformam uma casa em lar. É por isso que acredito tanto no valor de uma oportunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Gênesis, decidimos transformar essa ideia em uma condição concreta com o Feirão do Dezconto: R$ 10 mil de desconto em nossos apartamentos. Para quem já vinha se planejando, pesquisando e esperando uma condição mais favorável, uma oportunidade como essa pode mudar o momento da decisão. Não é só pagar menos, é avançar!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de tantos anos no mercado imobiliário, sei que cada família chega a essa escolha por um caminho diferente. Há quem esteja deixando o aluguel, quem precise de mais espaço, quem esteja começando uma nova fase e quem simplesmente tenha decidido que chegou a hora de ter um lugar para chamar de seu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São histórias diferentes, mas existe algo em comum: o desejo de construir um lar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quando me perguntam quanto valem R$ 10 mil, penso que a resposta pode ser muito maior do que o próprio número.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem valer uma oportunidade. Podem valer um novo começo. Podem valer R$ 10 mil mais perto do seu lar.</p>
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		<title>Os Onze e a responsabilidade do Senado diante do STF</title>
		<link>https://netdiario.com.br/artigos/os-onze-e-a-responsabilidade-do-senado-diante-do-stf/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:33:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crise entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal não nasceu de um excesso repentino de poder de um lado nem da fraqueza ocasional do outro. Ela foi construída ao longo do tempo, escolha após escolha, silêncio após silêncio.Antes de reclamar dos onze ministros, o Senado precisa olhar para a própria responsabilidade: cada integrante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A crise entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal não nasceu de um excesso repentino de poder de um lado nem da fraqueza ocasional do outro. Ela foi construída ao longo do tempo, escolha após escolha, silêncio após silêncio.<br>Antes de reclamar dos onze ministros, o Senado precisa olhar para a própria responsabilidade: cada integrante do STF chega à Corte por indicação do presidente da República, mas só assume depois de receber a aprovação dos senadores.<br>É esse o ponto que torna Os Onze, de Felipe Recondo e Luiz Weber, mais do que um livro sobre os bastidores do Supremo. A obra ajuda a compreender como relações pessoais, cálculos políticos, gratidões e circunstâncias de governo participaram da formação da mais alta Corte do país.<br>Entender como são escolhidos os onze é, em boa medida, entender o funcionamento real do poder no Brasil.<br>A Constituição exige dos indicados ao STF notável saber jurídico e reputação ilibada. Também entrega ao Senado a tarefa de examinar esses requisitos e decidir, em votação, se o nome apresentado pelo presidente da República está à altura do cargo.<br>Não se trata de uma formalidade. Um presidente deixa o Palácio do Planalto ao fim do mandato; um ministro do Supremo pode permanecer na Corte por décadas. A decisão tomada numa tarde pelo Senado continua produzindo efeitos muito depois de mudarem os governos e as maiorias parlamentares.<br>Os episódios narrados em Os Onze revelam, porém, que nem sempre essa dimensão histórica orientou as escolhas.<br>A indicação de Nelson Jobim por Fernando Henrique Cardoso teria sido acertada numa conversa breve, antes das eleições de 1994. Segundo o relato reproduzido nas notas, Jobim perguntou sobre a possibilidade de ser indicado e ouviu que ocuparia a primeira vaga aberta no Tribunal.<br>O caso não deve ser lido apenas como curiosidade de bastidor. Ele expõe um método: uma decisão constitucional de enorme alcance tratada, muitas vezes, como extensão da confiança pessoal do presidente.<br>A pergunta central deixa de ser somente se o indicado possui currículo jurídico. Passa a ser se o processo foi capaz de revelar sua compreensão da Constituição, seus limites institucionais e sua disposição para conviver com a divergência democrática.<br>Quando a relação entre o Congresso e o STF se deteriora, é comum que os senadores atribuam toda a responsabilidade aos ministros. Há decisões judiciais que merecem crítica firme, sobretudo quando avançam sobre competências de outros Poderes ou transformam exceções em práticas permanentes.<br>Criticar o Supremo é legítimo e, em certos momentos, necessário. O que não é coerente é o Senado agir como se fosse um espectador da composição da Corte.<br>A sabatina existe justamente para impedir que a aprovação seja automática. Historicamente, contudo, muitas sessões privilegiaram biografias elogiosas, relações políticas e perguntas destinadas mais à cena pública do que ao exame real do indicado.<br>As notas selecionadas recordam que o próprio critério de notável saber jurídico já foi testado no início da República, quando o médico Cândido Barata Ribeiro ocupou temporariamente uma vaga no Supremo e depois teve a indicação rejeitada pelo Senado.<br>O episódio demonstra que o Senado conhece seu poder. Há pouco tempo e pela primeira vez, o Senado rejeitou uma indicação do Presidente.<br>O problema é a frequência com que escolhe não exercê-lo.<br>Aprovar um nome significa compartilhar a responsabilidade por sua atuação futura. Não existe independência judicial sem responsabilidade institucional, assim como não existe fiscalização séria quando o fiscal renuncia ao seu dever no momento decisivo e só protesta depois.<br>Uma sabatina rigorosa não pode ser confundida com humilhação, perseguição partidária ou antecipação de julgamentos. Seu objetivo é revelar o pensamento constitucional do indicado.<br>Como ele compreende a separação dos Poderes? Quais limites reconhece para decisões monocráticas? Em que circunstâncias admite a intervenção judicial em escolhas políticas? Como distingue a proteção de direitos fundamentais da substituição do legislador? Que compromisso assume com colegialidade, transparência e autocontenção?<br>Também é preciso verificar a consistência das credenciais apresentadas. O livro registra controvérsias sobre currículos e títulos acadêmicos durante sabatinas, inclusive no caso de Cármen Lúcia, apresentada como doutora em Direito em circunstâncias que exigem leitura cuidadosa da documentação e da sessão.<br>A tensão institucional costuma aparecer ao público quando o Supremo derrubou uma lei, interfere na decisão do Congresso ou alcança um parlamentar. Mas a crise começa na escolha pouco transparente, na sabatina protocolar, no compromisso não esclarecido e na ausência de critérios públicos.<br>Quando o processo de nomeação é frágil, cada decisão controversa passa a ser interpretada como consequência de acordos<br>Uma relação equilibrada entre Senado e STF exige que cada instituição retome seu papel.<br>Ao Supremo cabe julgar com fundamento, colegialidade e respeito às competências constitucionais. Ao Senado cabe legislar, fiscalizar e usar com seriedade os instrumentos que a Constituição lhe entregou. Isso inclui sabatinas substantivas, critérios prévios e públicos para avaliação e disposição para rejeitar nomes quando os requisitos não estiverem demonstrados.<br>Colocar ordem e respeito na relação entre Senado e STF não significa ameaçar ministros, alimentar confrontos pessoais ou reduzir a Justiça a uma extensão da maioria parlamentar.<br>Significa restaurar limites. O respeito entre os Poderes nasce quando nenhum deles tenta ocupar o lugar do outro e quando todos prestam contas de suas escolhas.<br>O Senado não recuperará autoridade apenas endurecendo o discurso contra o Supremo. Recuperará autoridade quando tratar cada indicação como uma decisão de Estado.<br>O momento mais importante para conter abusos futuros não é depois de uma sentença que desagrada, mas antes da posse, durante um processo de escrutínio sério, documentado e transparente.<br>Os onze não chegam ao Supremo por acaso. São escolhidos. E toda escolha produz consequências.<br>Se o Senado deseja reequilibrar a República, precisa começar pelo dever que nunca poderia ter tratado como cerimônia: examinar, com coragem e responsabilidade, quem receberá o poder de dar a última palavra sobre a Constituição.</p>
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		<title>Existe fidelidade na hotelaria?</title>
		<link>https://netdiario.com.br/artigos/existe-fidelidade-na-hotelaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre me fiz essa pergunta quando penso na relação entre hotéis e seus hóspedes: Será que existe realmente fidelidade na hotelaria?Ou será que o hóspede, na maioria das vezes, está simplesmente procurando a melhor opção para cada viagem? Vivemos em um mercado onde a comparação ficou muito fácil. Alguns cliques são suficientes para comparar hotéis, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Sempre me fiz essa pergunta quando penso na relação entre hotéis e seus hóspedes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que existe realmente fidelidade na hotelaria?<br>Ou será que o hóspede, na maioria das vezes, está simplesmente procurando a melhor opção para cada viagem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos em um mercado onde a comparação ficou muito fácil. Alguns cliques são suficientes para comparar hotéis, localização, serviços, avaliações e, principalmente, tarifas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hóspede pode gostar muito do seu hotel e, na próxima viagem, escolher outro…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ter sido muito bem atendido pela sua equipe, ter dormido em uma excelente cama, tomado um ótimo café da manhã, ter saído satisfeito e, mesmo assim, reserva o hotel concorrente porque encontrou uma tarifa melhor…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, o que é fidelidade?</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>É o hóspede que volta?</li>



<li>É aquele que recomenda?</li>



<li>É aquele que reserva diretamente?</li>



<li>Ou é aquele que, mesmo encontrando uma alternativa um pouco mais barata, continua preferindo o seu hotel?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez estejamos confundindo recorrência com fidelidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um hóspede recorrente é aquele que volta.<br>Um hóspede fiel é aquele que prefere voltar para você.<br>E existe uma grande diferença entre as duas coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós, hoteleiros e profissionais de hotelaria, aprendemos que devemos fazer o melhor para o hóspede.<br>E isso é absolutamente correto.<br>Mas será que fazer o melhor é suficiente para garantir que ele volte?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A satisfação é fundamental. Estudos brasileiros mostram uma relação importante entre a qualidade dos serviços, a satisfação e a lealdade dos hóspedes. Uma pesquisa com 645 usuários de hotéis e Airbnb em diferentes regiões do Brasil encontrou forte influência da satisfação sobre a lealdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas satisfação não significa necessariamente fidelidade.<br>Afinal, podemos sair satisfeitos de vários hotéis.<br>Podemos ter boas experiências em diferentes restaurantes, companhias aéreas, pousadas e resorts.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostar de um hotel não significa necessariamente escolher sempre aquele hotel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aí está um dos grandes desafios da hotelaria:<br>&#8220;O hóspede procura diversidade?&#8221;<br>Eu acredito que sim.<br>E talvez isso não seja necessariamente ruim para o hotel/pousada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem viaja a trabalho pode ter um hotel preferido para suas viagens corporativas e escolher outro quando viaja com a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem gosta de praia pode procurar um determinado resort nas férias e uma pousada diferente em uma viagem romântica.<br>Quem viaja para conhecer um destino pode querer experimentar diferentes experiências de hospedagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumidor de hoje tem mais opções e está mais informado…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, talvez a hotelaria precise parar de pensar que fidelidade significa:<br>&#8220;Meu hóspede nunca ficará em outro hotel!&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez fidelidade seja:<br>&#8220;Quando houver uma escolha, eu quero que ele pense primeiro em mim.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o preço?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui está uma questão que sempre provoca boas discussões entre hoteleiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que uma tarifa mais baixa faz o hóspede trocar de hotel?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que pode fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas será que o preço é suficiente para explicar essa troca?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa realizada com hóspedes de pousadas de Angra dos Reis/RJ encontrou um resultado bastante interessante:<br>O preço não apareceu como fator preponderante para a intenção de lealdade.<br>Infraestrutura, atendimento, predisposição para recomendar e comprometimento com o estabelecimento tiveram maior importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso nos faz pensar:<br>Se o hóspede só escolhe o seu hotel quando você é o mais barato, talvez você não tenha conquistado sua fidelidade,<br>Você conquistou sua compra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma diferença enorme entre um cliente que diz:<br>&#8220;Vou ficar lá porque é mais barato.&#8221;<br>e outro que diz:<br>&#8220;Vou ficar lá porque gosto daquele hotel.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No segundo caso, existe relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, como criar fidelidade?<br>Talvez não exista uma fórmula única.<br>Mas acredito que alguns ingredientes são indispensáveis:<br>Conhecer o hóspede.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não apenas saber seu nome</li>



<li>Saber suas preferências, seus hábitos, suas necessidades</li>



<li>Lembrar que ele prefere determinado apartamento</li>



<li>Que gosta de um determinado travesseiro</li>



<li>Que toma café mais cedo</li>



<li>Que viaja com crianças</li>



<li>Que sempre pede aquela mesa</li>



<li>Que já esteve ali outras vezes</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é muito mais poderoso do que simplesmente colocar o nome do hóspede em uma mensagem automática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fazer com que ele perceba:<br>&#8220;Eles lembram de mim.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E existe uma pesquisa recente que achei especialmente interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores ligados à Cornell ( Cornell University abriga a Escola Nolan de Administração Hoteleira, considerada a primeira e mais conceituada escola do mundo dedicada ao ensino de gestão em hospitalidade ) descobriram que permitir ao hóspede personalizar alguns aspectos do quarto pode aumentar sua sensação de pertencimento e, consequentemente, sua intenção de voltar e recomendar o hotel. O estudo chama isso de &#8220;psychological ownership&#8221;, ou sensação de que aquele espaço é, de alguma forma, &#8220;meu&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma descoberta que nos faz pensar sobre algo simples:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Talvez fidelizar não seja apenas fazer o hóspede gostar do hotel.</li>



<li>Talvez seja fazer com que ele &#8220;se sinta parte dele&#8221;.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">E quem fideliza?<br>Outro ponto que considero importante:<br>Fidelização não é responsabilidade apenas do marketing ou do setor de reservas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hóspede não enxerga o hotel dividido em departamentos, ele enxerga uma experiência:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A reserva faz parte da experiência.</li>



<li>A chegada faz parte da experiência.</li>



<li>A recepção faz parte da experiência.</li>



<li>O quarto faz parte da experiência.</li>



<li>O café da manhã faz parte da experiência.</li>



<li>A limpeza faz parte da experiência.</li>



<li>A solução de um problema faz parte da experiência.</li>



<li>A despedida também faz parte da experiência.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O hotel inteiro vende!<br>Então o hotel inteiro também pode fidelizar…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a pergunta esteja errada<br>Em vez de perguntar:<br>&#8220;Como faço para fidelizar meu hóspede?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez devêssemos perguntar:<br>&#8220;Por que meu hóspede deveria escolher novamente o meu hotel?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, principalmente:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que faria ele escolher meu hotel mesmo encontrando uma opção um pouco mais barata?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a resposta for apenas &#8220;Porque temos uma boa tarifa&#8221;, precisamos repensar nossa estratégia…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque preço pode trazer uma reserva.<br>Mas relacionamento pode trazer &#8220;outras dez&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma boa experiência pode gerar recomendação.<br>Um hóspede reconhecido pode se tornar um defensor da marca.<br>Uma equipe preparada pode transformar uma hospedagem em memória.<br>E uma memória positiva pode fazer o hóspede voltar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fidelidade não é impedir o hóspede de experimentar outros hotéis.<br>É fazer com que, depois de experimentar outros, &#8220;Ele continue querendo voltar para o seu&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja essa a verdadeira fidelidade na hotelaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não aquela construída apenas por pontos, descontos ou tarifas promocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aquela construída por Confiança, Reconhecimento, Relacionamento, Experiência e Pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, no final das contas, podemos ter muitos quartos disponíveis.<br>Podemos ter uma ótima estrutura.<br>Podemos ter uma excelente tarifa.<br>Mas existe algo que nenhuma estratégia de Revenue Management consegue comprar:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preferência do hóspede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você?<br>&#8220;Seu hotel tem hóspedes recorrentes ou hóspedes realmente fiéis?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma pergunta que merece ser respondida com dados, e não apenas com percepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre em contato comigo. Podemos analisar o cenário, avaliar oportunidades e construir uma proposta adequada à realidade do seu Empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o próximo check-in de boas ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gilberto Luiz Braga</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Consultor em Hospitalidade, Turismo e Serviços<br>Especialista em Estratégias Operacionais.<br>LinkedIn: Gilberto Luiz Braga<br>E-mail: gilbertolabraga@gmail.com</em></p>
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		<title>O descaso no ocaso, no filme Ladrões de Bicicleta (1948)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:32:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme Ladrões de Bicicleta (1948), dirigido por Vittorio De Sica, é uma obra controversa. Soa simplório à primeira vista, provocando em nós uma sensação de que ele “não é tudo isso que se fala por aí”; porém, bons analistas relatam o poder que há em uma história simples e banal ser bem contada, a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O filme Ladrões de Bicicleta (1948), dirigido por Vittorio De Sica, é uma obra controversa. Soa simplório à primeira vista, provocando em nós uma sensação de que ele “não é tudo isso que se fala por aí”; porém, bons analistas relatam o poder que há em uma história simples e banal ser bem contada, a ponto de se tornar relevante durante décadas.<br>O filme se passa em uma Itália pós-guerra, com uma crise social atingindo de forma especial os mais pobres. Desemprego e dívidas assolam grande parte das famílias, que recorrem à penhora de bens para o sustento de suas casas. É com este cenário que o filme se inicia: com filas de homens à espera de uma vaga de emprego.<br>Antonio tem seu principal instrumento de trabalho furtado: uma bicicleta. Cena após cena, seguido por seu filho pequeno, os cenários se sucedem, menos o pano de fundo: o desprezo e o descaso com alguém que sofrera uma injustiça.<br>Em meio à crise, aproveitadores desprezam as esperanças alheias. O mercado negro financia delitos. O Estado, na figura da delegacia, impõe a quem presta a queixa um silêncio desanimador, servindo tão somente como uma ouvidoria de crimes. Uma vidente antipática e grossa recebe dezenas de pessoas diariamente em sua casa para dizer o óbvio.<br>Algumas poucas cenas, mantendo pai e filho em tela, parecem distrair o espectador do ritmo tenso e melancólico do filme. A esposa de Antonio, presente de forma especial no início da obra, é a única representação de cuidado.<br>O sentimento de injustiça influencia, pouco a pouco, o discernimento do protagonista. Os momentos finais do filme são tanto um fechamento óbvio, em termos de análise social, quanto inesperado, em se tratando de expectativas. Confesso que esperava uma dose de justiça, ao menos.<br>Mas não haveria final melhor para enquadrar esta mensagem que ultrapassou toda a película: a solidão em meio à injustiça. Em nenhum momento do filme percebemos alguém, além da esposa, a auxiliar Antonio ou a compadecer-se dele. Talvez o &#8220;compadecer-se&#8221; seja o mais apropriado aqui.<br>E é isso que o tempo nos ensina: nossa rede de apoio é infinitamente menor do que a rede de desprezo; o que faz falta, muitas vezes, é ter alguém que sinta conosco a nossa dor, que se indigne também. O filme dá um soco no estômago ao mostrar alguém sozinho, literalmente, misturado a milhões de pessoas que caminhavam cuidando, também, de seus próprios problemas.<br>Passados quase oitenta anos do lançamento do filme, nada mudou. Muitas outras leituras podemos fazer aqui, inclusive a de entender que muitos dos transeuntes, assim como Antonio, poderiam ser, também, injustiçados &#8220;falando com surdos&#8221;.<br>E o que não mudou, até hoje, foi o império da injustiça e da impunidade.</p>
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		<title>O dia a dia da advocacia sob o prisma da prerrogativa, ética, valorização e celeridade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:31:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A advocacia exerce papel essencial à administração da justiça, conforme reconhece expressamente a Constituição Federal. Mais do que representar interesses individuais, o advogado atua como agente indispensável à concretização do Estado Democrático de Direito, garantindo o acesso à justiça e a efetividade dos direitos fundamentais. Nesse contexto, o exercício diário da profissão exige a conjugação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A advocacia exerce papel essencial à administração da justiça, conforme reconhece expressamente a Constituição Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que representar interesses individuais, o advogado atua como agente indispensável à concretização do Estado Democrático de Direito, garantindo o acesso à justiça e a efetividade dos direitos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o exercício diário da profissão exige a conjugação de quatro pilares indispensáveis: o respeito às prerrogativas profissionais, a observância da ética, a valorização da classe e a busca pela celeridade processual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As prerrogativas da advocacia não constituem privilégios pessoais, mas garantias institucionais destinadas a assegurar a independência técnica do profissional e, sobretudo, a proteção dos direitos do cidadão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livre acesso aos autos, a comunicação reservada com o cliente, o respeito à inviolabilidade do escritório e a liberdade no exercício da profissão são instrumentos que possibilitam uma atuação efetiva e equilibrada perante o Poder Judiciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando essas prerrogativas são desrespeitadas, não apenas o advogado é prejudicado, mas também a própria prestação jurisdicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, a ética deve nortear toda a atuação profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A confiança depositada pelo cliente exige do advogado lealdade, sigilo, honestidade, urbanidade e responsabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O compromisso ético fortalece a credibilidade da profissão perante a sociedade e contribui para um ambiente jurídico mais transparente e respeitoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa firme dos interesses do constituinte jamais pode ser confundida com práticas incompatíveis com os princípios estabelecidos pelo Estatuto da Advocacia e pelo Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A valorização da advocacia também representa um desafio permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente competitividade do mercado, o elevado número de profissionais e as dificuldades enfrentadas no exercício cotidiano evidenciam a necessidade de reconhecimento da relevância social da profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A remuneração digna, o respeito institucional, a capacitação contínua e a defesa das condições adequadas de trabalho são fatores essenciais para que os advogados possam desempenhar suas funções com excelência e independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a celeridade processual constitui importante objetivo do sistema de justiça, especialmente diante da elevada demanda judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a busca por processos mais rápidos não pode comprometer o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O equilíbrio entre eficiência e segurança jurídica é indispensável para que as decisões sejam proferidas em tempo razoável, sem prejuízo da qualidade da prestação jurisdicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a atuação colaborativa entre magistrados, membros do Ministério Público, servidores e advogados revela-se fundamental para a concretização de uma justiça mais eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, o cotidiano da advocacia demonstra que prerrogativas, ética, valorização e celeridade são elementos indissociáveis de uma atuação profissional comprometida com a justiça e com a defesa dos direitos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fortalecimento desses pilares beneficia não apenas a classe dos advogados, mas toda a sociedade, na medida em que contribui para um sistema de justiça mais acessível, equilibrado e efetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tonin Elie Ofeiche &#8211; Advogada especialista em Direito de Família e Sucessões, Coordenadora do Diretório da Valorização da Advocacia da 13a. Subseção da OAB Teresópolis e Diretora Executiva da ABA Região Serrana</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>O Futuro da Educação é Tecnológico, mas a Essência é Humana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diário TV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 19:54:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos em uma era de transições aceleradas. Enquanto pai, pedagogo e diretor de escola, frequentemente, me pego refletindo sobre o tamanho da nossa responsabilidade: estamos preparando crianças e jovens para um mundo cujas profissões e tecnologias do amanhã ainda estão sendo inventadas hoje. Foi com o desejo de buscar respostas para esses desafios que desembarquei [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Vivemos em uma era de transições aceleradas. Enquanto pai, pedagogo e diretor de escola, frequentemente, me pego refletindo sobre o tamanho da nossa responsabilidade: estamos preparando crianças e jovens para um mundo cujas profissões e tecnologias do amanhã ainda estão sendo inventadas hoje. Foi com o desejo de buscar respostas para esses desafios que desembarquei na edição de 2026 do Rio Innovation Week, o maior ecossistema de tecnologia e inovação da América Latina. Estar presente ali não foi apenas um compromisso de atualização profissional, mas um passo estratégico para oxigenar as práticas pedagógicas que desenvolvemos com nossos alunos.<br>O evento foi um mosaico de provocações profundas. Ouvir a Nobel da Paz Malala Yousafzai reforçou em mim a convicção inabalável de que a educação continua sendo a arma mais poderosa para transformar realidades e combater desigualdades. Paralelamente, o astrofísico Marcelo Gleiser nos convidou a olhar para a ciência com o encantamento da curiosidade, enquanto Fabrício Carpinejar, com sua sensibilidade ímpar, nos lembrou da urgência do afeto nas relações cotidianas.<br>No entanto, o coração da minha jornada no evento bateu mais forte nas mesas de debate dedicadas à educação, à Inteligência Artificial (IA) e à dinâmica das vidas em rede. Ali, uma grande verdade se consolidou: a tecnologia avança a passos largos, mas a IA só terá valor real se servir para ampliar o potencial humano, nunca para substituí-lo.<br>A inteligência artificial já faz parte da realidade dos nossos estudantes. Eles nasceram imersos em redes digitais e algoritmos que moldam seus gostos, comportamentos e visões de mundo. Diante disso, o papel da escola não pode ser o de simplesmente proibir ou ignorar essas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="472" height="1024" src="https://netdiario.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.15.59-472x1024.png" alt="" class="wp-image-118883" style="width:785px;height:auto" srcset="https://netdiario.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.15.59-472x1024.png 472w, https://netdiario.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.15.59-138x300.png 138w, https://netdiario.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.15.59-708x1536.png 708w, https://netdiario.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-15.15.59.png 738w" sizes="(max-width: 472px) 100vw, 472px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Sandro Gripp Chermont, Diretor da Escola George March</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em><br></em></p>
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