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Parque Montanhas de Teresópolis completa 10 anos

Data: 07/07/2019

A espetacular vista a partir do núcleo Tartaruga, admirando o nascer de Sol na direção de outra unidade de conservação ambiental, os Três Picos - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Quem visita a bonita trilha da Pedra da Tartaruga hoje não imagina o caminho que o atrativo – e toda a região do entorno – poderia ter tomado não fosse a publicação do Decreto Municipal número 3.693/2009, de 06 de julho. No ano que nosso município completou seu 118º aniversário de emancipação político administrativa, ganhou um grande presente: a criação do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, unidade de conservação ambiental que protege a bonita formação rochosa acima, todo seu entorno, fragmentos florestais e outras montanhas desde o Caleme, onde faz divisa com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, até a localidade de Ponte Nova. Logicamente, entre esses bairros, vários segmentos do Segundo Distrito, entre eles Santa Rita, onde fica a sede do PNMMT. A antiga Fazenda Urso Branco, próximo à Fazenda Alpina, foi adquirida com o objetivo de dar mais estrutura ao parque e, hoje, também contribuiu com um futuro diferente para o bairro duramente afetado na Tragédia de 2011.
Quando se fala no Parque Municipal Montanhas de Teresópolis, é impossível não fazer referência às atividades desportivas, principalmente as que estão relacionadas ao montanhismo. Além logicamente das prerrogativas previstas pelo Decreto de Lei que permitiu sua criação, já se buscava aquela região com o intuito de realizar atividades recreativas voltadas para o contato direto com a natureza muito tempo antes de se pensar em preservar tamanha beleza através de uma unidade de conservação ambiental. A enorme potencialidade das diversas formações rochosas e seus vales também foi um grande motivador para a construção da ideia de um novo parque.
Até 2009, e os primeiros anos após criação da unidade, apenas moradores do entorno e a comunidade montanhista conheciam as maravilhas vistas, principalmente, a partir do cume da Pedra da Tartaruga – sua trilha mais fácil e consequentemente visitada. O público montanhista local, aliás, desde o início da evolução desse esporte no país, sempre viu com bons olhos aquela região. Desde sua fundação, em 04 de agosto de 1998, o Centro Excursionista Teresopolitano (CET) utiliza o nosso quelônio de pedra como um campo escola para a prática do rapel e escalada, sendo tradicionalmente o local escolhido para a primeira aula dos cursos básicos de montanhismo e, também por um longo período, para a primeira atividade do ano, um rapel na Tartaruga aberto ao público geral. Também desde então, os integrantes do principal clube dedicado ao esporte no município participaram também de dezenas de ações em prol da conservação daquela área. Um ano antes da criação do PNMMT, por exemplo, quando o CET completava sua primeira década de história, foi realizado um trabalho de conscientização nas comunidades vizinhas quanto à importância de se preservar a Tartaruga e ainda a coleta de lixo do cume e trilhas próximas, sendo finalizado o trabalho com um grande volume de resíduos retirados do que hoje é considerado um dos principais atrativos turísticos de Teresópolis. A ação contou com o apoio dos amigos do grupo Lagartos e do jornal O Diário de Teresópolis.

Sem crime, mais visitantes
Logo nos primeiros anos após a criação da unidade, com melhorias no acesso, sinalização das trilhas principais e mais segurança para os visitantes com a presença de funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente no local, o núcleo da Tartaruga viu o número de visitantes aumentar absurdamente. Mas, de certa forma, ter um público olhando de forma diferenciada para uma região que tinha tudo para desaparecer por conta da forte ação antrópica, com o crescimento vertical dos bairros vizinhos e a extração de pedras, entre outros problemas, passou a ser um grande ponto a favor da continuidade do PNMMT.

Outros núcleos e futuro
Além da região da Tartaruga e Santa Rita, outro destaque em relação à visitação é o bairro do Parque do Imbuí, onde há dezenas de vias de escalada. Na zona rural, existem vários roteiros de ciclismo e possibilidades de realização de outras atividades que podem contribuir com o ecoturismo e consequentemente desenvolvimento de toda a região. Para tal, é preciso haver mais investimentos do poder público e também engajamento da população interessada –  moradores do entorno e os próprios visitantes. Basta olhar que havia atrás e o futuro que poder brilhante e garantir qualidade de vida e recursos para toda a região.


Campo de extração de pedras, um grande crime que acontecia entre as pedras da Tartaruga e Camelo, na localidade de Córrego dos Príncipes

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