Elefante: Caminhada fácil e vista maravilhosa

Serra dos Órgãos em destaque, do Mirante do Elefante

Serra dos Órgãos em destaque, do Mirante do Elefante

– Montanha fica no PETP, mas visual para a Serra dos Órgãos é espetacular

Muita gente acha que o montanhismo é um esporte que só é praticado no inverno. Porém, apesar dessa ser a melhor época, pois o clima fica mais ameno e raramente chove, há muitas possibilidades de caminhada e escalada para todo o ano. Em Teresópolis, uma excelente opção para curtir em qualquer estação é a Pedra do Elefante.Com 1.180 metros de altitude, a montanha fica à esquerda do Mirante do Soberbo e, apesar da proximidade para a Serra dos Órgãos, fica em outra unidade de conservação, o Parque Estadual dos Três Picos. Para o PARNASO, aliás, se tem uma vista espetacular do mirante do “mamífero de pedra”. Além disso, o acesso desse local é bem fácil. Já estive por lá algumas vezes, tendo inclusive já acampado no mirante.

Visto do Elefante, grupo no cume do Dedo de Deus

Visto do Elefante, grupo no cume do Dedo de Deus

A entrada do caminho fica cerca de 500 metros do Mirante do Soberbo, sentido Nova Friburgo, logo após a placa que indica que ali já é área do Parque dos Três Picos. Os primeiros 15 minutos de subida são bastante íngremes, mas bem demarcados devido a grande procura que o local recebe. No final da parte mais em pé da trilha, em meio a preservada Mata Atlântica, já se tem uma excelente vista para o Dedo de Deus e as montanhas à sua volta. Do outro lado, já se avista boa parte de Teresópolis, com destaque para o Lago do Comary e a CBF.

Nesse pequeno descampado, onde o visual já é espetacular, a dica é seguir em frente, na mesma direção da trilha que leva até ali. Nesse último trecho, o caminhante deve ter atenção redobrada, pois há um grande buraco no lado direito e, logo à frente, três pontos onde aconteceu um pequeno deslizamento de terra anos atrás e foram colocadas cordas para auxiliar a descida e subida do outro lado do vale. Após esses lances, a trilha vai para a direita, de encontro a um pequeno charco. Logo depois, e menos de 30 minutos após o início da caminhada, à direita fica o mirante do Elefante.

Mirante do Soberbo fica pequeno quando visto de cima

Mirante do Soberbo fica pequeno quando visto de cima

Bem abaixo, vemos o Soberbo e a estrada Rio-Teresópolis cortando a Serra dos Órgãos, que mostra toda sua imponência. Avista-se do Escalavrado até a Pedra do Sino. No último sábado, ainda tivemos a sorte de acompanhar um grupo chegar ao cume do Dedo de Deus! Além disso, é possível ver no meio da floresta alguns trechos onde o Paquequer desce pela serra em direção a sede Teresópolis do PARNASO, muitos quilômetros antes de se tornar o rio sujo e assoreado que a grande maioria dos teresopolitanos conhece.

Sete anos atrás, o pessoal do Centro Excursionista Teresopolitano fez algumas melhorias na trilha e instalou uma cerca de proteção no mirante, com vergalhões e cabos de aço, além de colocar uma urna para o livro de cume – um caderninho onde os que chegam ao cume podem deixar seus nomes e a impressão do que viveram. Porém, poucos meses depois todas as benfeitorias haviam sido vandalizadas. Em 2009, o CET refez a cerca de proteção, mas utilizando somente vergalhões. O livro não foi recolocado devido a utilização da trilha, infelizmente, por vândalos. Esse é um dos problemas dos locais com acesso muito fácil…

 

Propaganda pintada naquela parede por Miguel Inácio, em 1935

Propaganda pintada naquela parede por Miguel Inácio, em 1935

História

Além de acesso fácil e visual espetacular, a Pedra do Elefante faz parte da história de um morador ilustre de Teresópolis, Miguel Inácio Jorge, que ficou conhecido como o “velhinho que consertava o relógio da Igreja de Santa Tereza”, ou muito mais justo, o “Senhor da Torre”. Em 1935, ele e alguns amigos pintaram no paredão da montanha a propaganda da loja da mãe dele. Pendurados por cordas de sisal, pintaram letras com 2,30 de altura por 1,30 de largura, para garantir que a publicidade fosse vista do Soberbo. “Ficou um painel enorme, que podia ser visto perfeitamente do mirante. Eles mostraram ousadia em ficar presos a muitos metros de altura e fazer um trabalho desses. Porém, no final das contas gerou uma discussão enorme com Magé”, conta o Jornalista e Historiador Wanderley Peres, que publicou um livro contando, entre outras, essa história do popular Miguelzinho.

Se você quiser mais informações sobre essa e outras caminhadas, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, que acontecem todas as quartas-feiras, a partir das 20h30, na loja da Sociedade Pro-Lactário, no número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. O e-mail da coluna é o marcello@odiariodeteresopolis.com.br

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Jornalista, Editor do jornal O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS, Marcello Medeiros atua na imprensa teresopolitana desde 1995. Atualmente, também assina a coluna “Mochileiro”, no próprio jornal, e apresenta programa homônimo na DIÁRIO TV.

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