Mutirão vai plantar mudas de árvores da Mata Atlântica

Além de limpar o terreno para o plantio, a equipe do Ceat também confeccionou as covas que vão receber as mudas de 16 diferentes espécies de árvores nativas

Além de limpar o terreno para o plantio, a equipe do Ceat também confeccionou as covas que vão receber as mudas de 16 diferentes espécies de árvores nativas

– Evento do Ceat vai levar 100 mudas para as margens do Rio Meudon

Neste domingo, 28 um grupo de voluntários capitaneados pelo Centro de Ecologia Aplicada de Teresópolis (Ceat) vai realizar o plantio de mudas de árvores nativas nas margens do Rio Meudon. O trecho escolhido para fica em frente a Upa, no Bom Retiro, uma das poucas áreas do afluente que não está canalizada ou ocupada por propriedades particulares. Além de plantar, o projeto prevê também o acompanhamento do desenvolvimento das mudas, combatendo possíveis pragas ou mesmo que elas sejam furtadas ou que sofram vandalismo.

Um dos idealizadores do mutirão é o biólogo Conrado Abrantes. Segundo ele o trabalho faz parte de um projeto mais amplo, denominado ‘Águas de Minha Cidade’. “Esse projeto é uma iniciativa do Ceat e tem o objetivo de recuperar nascentes e trechos de cursos hídricos aqui da cidade, com especial atenção para as margens dos rios e córregos. Esse ponto aqui é um local que desperta interesse da nossa Ong por ser de fácil acesso e uma das poucas áreas do Rio Meudon que ainda tem suas margens acessíveis, visto que grande parte desse rio foi canalizado”, explica.

O responsável pelo evento recorda que o mesmo espaço já recebeu ações semelhantes, mas que muitas mudas plantadas não sobreviveram. “Por isso houve essa iniciativa de aproveitar esse área de interesse ambiental para tomar a iniciativa de um novo plantio, que vai trazer diversos benefícios ambientais, como a recuperação das margens do rio, o que vai evitar a erosão do solo e reduzir o assoreamento do Rio Meudon, um dos principais afluentes do Paquequer no primeiro distrito”, explica.

O local foi escolhido por já ter sido beneficiado por atividades de reflorestamento e por ser uma das poucas áreas abertas no curso do Rio Meudon

O local foi escolhido por já ter sido beneficiado por atividades de reflorestamento e por ser uma das poucas áreas abertas no curso do Rio Meudon

Mudas escolhidas

Ao todo serão plantadas 100 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. De acordo  com Conrado, o critério na escolha das espécies obedeceu padrões paisagísticos, sem desconsiderar a contribuição ambiental. “Muitas dessas espécies são melíferas e atraem as abelhas nativas que fazem a polinização das nossas matas. Algumas também produzem frutos que servem como alimento para a fauna nativa, atraindo pequenos mamíferos, roedores, anfíbios, pequenos répteis e aves em geral”, destaca. Entre as mudas que serão plantadas, algumas são conhecidas da população em geral, como a Quaresmeira, o Manacá da Serra, a Aleluia, o Ingá, Ipês, entre outras. “São árvores pioneiras ou secundárias iniciais, ou seja, que têm maior resistência às condições de locais degradados, com grande insolação, com solo compactado e empobrecido. São espécies também com resistência para situações de inundação, situação que é bastante comum nessa área”, garante o biólogo.

Voluntários e membros do Ceat já estiveram na área iniciando as ações. As margens do Rio Meudon estavam repletas de lixo e muito material já foi removido. “Foram retirados oito sacos de lixo, três pneus e até uma mala. Ainda tem muita coisa para ser retirada. Nós também já fizemos as covas, preparando para que as pessoas que virão participar tenham sue trabalho facilitado.

 

População convidada

O organizador convida as pessoas interessadas para participar do grande mutirão. O evento acontece neste domingo, 28, a partir das 9h. “A atividade tem o intuito de sensibilizar a comunidade, buscar sempre esse contato e promover a oportunidade de as pessoas atuarem, exercendo sua cidadania, sua consciência e prática ambiental. Vamos estar aqui com as mudas e aconselhamos que os participantes venham com roupas apropriadas, que ofereçam proteção, sapato fechado ou mesmo uma bota, calça e chapéu para proteger do sol. Se puder trazer alguma ferramenta, utensio para o trabalho, também será bem vindo”, detalha.

Após o mutirão e o plantio das mudas, a ideia é fazer um trabalho de acompanhamento, manutenção e proteção das mudas. “Estamos com planejamento de não ficar apenas no plantio, mas continuar presentes na área promovendo a manuteção mensal, sempre com uma pessoa fazendo o coroamento das mudas, observando se existem algum problema ou praga. Também é preciso combater o furto de mudas. Enfim, trabalhar na manuteção para que essa não seja apenas uma ação que se encerra em si, mas que tenha desdobramento, que a comunidade possa participar”, explica.

Por fim, Conrado revela que a ação no Bom Retiro será apenas a primeira de muitas que estão por vir. “Esse é o pontapé inicial que será levando também para outros trechos do rio na cidade e que também vai entrar nesse planejamento, que envolve diálogo com o poder público e a sensibilização da iniciativa privada”, finaliza.

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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