Teresópolis tem 174 mil habitantes em 2016

Estimativas do IBGE apontam para um crescimento de 0,88% na população de Teresópolis no último ano. Cidade tem agora 174.587 moradores

Estimativas do IBGE apontam para um crescimento de 0,88% na população de Teresópolis no último ano. Cidade tem agora 174.587 moradores

– Estimativas divulgadas pelo IBGE mostram que população cresceu 0,88% em um ano

O IBGE divulgou as estimativas das populações residentes nos 5570 municípios brasileiros com data de referência em 10 de julho de 2016. Teresópolis teve crescimento de 0,88% entre 2015 e 2016, ficando acima da média nacional, que foi de 0,80%. Em 2015 a cidade contava com 173.060 moradores, número que subiu para 174.587 esse ano, um aumento real de 1527 pessoas. Estima-se que o Brasil tenha 206,1 milhões de habitantes.

Porém, apesar do crescimento da população, o mesmo avanço não se apresenta no desenvolvimento do município. Salta aos olhos a mais completa ineficiência dos nossos administradores, contribuintes diretos para que o caos se instale nos mais diversos setores. A incapacidade de gerir não é uma exclusividade do governo municipal, mas alcança esferas regionais, dentro do Estado do Rio, ou mesmo federais. Prova disso foi a vergonhosa posição que Teresópolis alcançou no Ranking de Eficiência dos Municípios – REM, criado pela Folha de São Paulo em parceria com o Instituto DataFolha, recebendo o status de ‘ineficiente’ e figurando na posição 4043 entre os 5281 municípios pesquisados.

Uma Lei de iniciativa popular deveria garantir o investimento de 3% dos recursos da Prefeitura para o setor de Habitação: porém a legislação ainda não saiu do papel

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Saúde

O mesmo ranking mostra que Teresópolis investe metade da média nacional na área de saúde. O resultado é o que se vê no setor público. A cidade conta somente uma Upa onde concentra todo atendimento para a população. O espaço, inaugurado em 2009, hoje passa por problemas administrativos e outros gerados pela falta de manutenção. Pacientes convivem com cadeiras quebradas nos espaços onde aguardam atendimento, além de banheiros inapropriados e insalubres. Há também problema nas instalações elétricas.

Profissionais de saúde que fazem parte do rol de colaboradores da unidade vivem sob a tensão e a incerteza sobre seu trabalho. Denúncias encaminhadas ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresópolis – SindPMT – dão conta que a troca na gestão da Unidade, proporcionada por força de uma liminar obtida pela Prefeitura na Justiça, seriam forçados a escrever um documento pedindo demissão. O gesto representa, segundo o mesmo Sindicato, abrir mão de direitos trabalhistas, como férias, 13º salário, Seguro Desemprego e FGTS. O rito seria uma condição para que fossem recontratados pela nova organização e seguissem trabalhando na Upa.

A cidade conta com mais de 90 mil veículos emplacados, o que proporciona a média de um carro para cada dois habitantes. Autoridades não investiram em intervenções e melhoria

A cidade conta com mais de 90 mil veículos emplacados, o que proporciona a média de um carro para cada dois habitantes. Autoridades não investiram em intervenções e melhoria

Trânsito

Apesar dos inquestionáveis esforços dos agentes que compõem a Guarda Civil Municipal de Teresópolis, o aumento da população provoca problemas também no trânsito da cidade. Hoje, segundo dados do Detran/RJ, o município tem 93.444 carros emplacados circulando. Isso dá uma média de quase 2 carros para cada pessoa que mora na cidade, o que explica o caos instalado no trânsito, que há muito tempo carece de intervenções e mudanças que favoreçam o fluxo e garantam a mobilidade. Nos temidos horários de pico, o trânsito da cidade se compara às metrópoles e aos grandes centros urbanos, com retenções, lentidão e engarrafamentos.

Os agentes da GCM sofrem com a falta de compreensão e até mesmo a desobediência de muitos motoristas. O número de servidores que desempenham a função está muito aquém de um efetivo mínimo que garantiria essa mobilidade. A única arma dos guardas está nas mãos. As temidas multas acabando sendo aplicadas como ferramenta para educar o motorista. Ano passado a Guarda aplicou um total de 6981 multas por infrações cometidas no trânsito. Em 2016, até o mês de julho, foram 3.957 notificações.

 

Habitação

O setor de habitação é aquele que menos ganha atenção das autoridades. Não faltam esforços para alavancar essa pasta, porém falta vontade política. Prova disso é a arrastada novela que envolve a construção, finalização e entrega das unidades habitacionais da Fazenda Ermitage. O novo bairro, erguido para receber as famílias atingidas pela tragédia das chuvas de janeiro de 2011 vive um atropelo de trapalhadas. Tudo começou no processo de desapropriação do terreno, que se estendeu por muito mais tempo do que o normal, seguindo para a preparação do local, a construção das primeiras unidades até os tempos atuais, onde os prédios novos estão prontos para receber seus moradores, que não podem ocupar suas novas casas por questões ligadas à segurança na travessia da BR-116.

A sociedade civil se organizou e fez a sua parte. A cidade conta com um Fórum Permanente de Habitação que em 2014 apresentou à Câmara um Projeto de Lei de Iniciativa Popular alterando a redação do artigo 193-A da Lei Orgânica do Município. O projeto, aprovado pelos vereadores, destina 3% das receitas próprias do município aos programas habitacionais. Os valores deveriam ser depositados em um Fundo Municipal de Habitação por Interesse Social. Porém, dois anos depois da criação da Lei, nem um centavo foi depositado na referida conta ou mesmo investido em habitação no município de Teresópolis.

 

Investimentos

Com tantos dados e informações, é de se lamentar que o crescimento populacional de Teresópolis não corre paralelo aos investimentos que o município precisa. Embora haja aumento na população,  as autoridades não têm competência para oferecer ao povo o retorno direto dos impostos em serviços prestados, sejam eles os mais básicos ou ainda os diferenciais que colocariam a cidade no patamar que mereceria ocupar. E que venham as eleições!

As populações dos municípios foram estimadas por um procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010). As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais que tenham ocorrido entre os municípios após 2010.

 

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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