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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Lixão do Fischer está recebendo trabalho de remediação

Ação emergencial é a primeira fase para dar nova destinação ao tratamento dos resíduos sólidos no município

Maria Eduarda Maia

A história que envolve o lixão do Fischer já é conhecida há anos em Teresópolis, gerando muitos e sérios problemas. O local foi interditado, sofreu ações do Ministério Público e até mesmo foi palco de um grande incêndio, gerando passivos ambientais para o município e prejuízos para a população. Agora, a área do lixão, que até funcionou como aterro sanitário, está passando por uma nova fase para conter os danos ambientais já ocorridos e aqueles que podem vir a acontecer. Esse fato se dá graças a contratação, pela prefeitura, de uma empresa de engenharia especializada para a execução de obras emergenciais e de remediação.
“Esse problema não é recente, mas sim de décadas, sendo um tema que exige muita técnica e planejamento. O trabalho em andamento faz parte de um plano aprovado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com recursos estaduais na ordem de R$ 5 milhões”, contou o secretário municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maia, em entrevista ao Diário nesta quarta-feira (04).

“Esse tema que exige muita técnica e planejamento. O trabalho em andamento faz parte de um plano aprovado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com recursos estaduais na ordem de R$ 5 milhões”, contou o secretário municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maia. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

O estudo está sendo realizado pela Empresa de Engenharia Sanitária e Construções Ltda e BGP Gestão de Negócios Ltda, contratada por meio de processo licitatório, e que atualmente se encontra no quatro mês de trabalho. “Ao todo são 12 meses. No final, a empresa deverá entregar a área com risco zero de incêndio e de desmoronamento”, completou Maia, destacando que, no momento, o foco do trabalho é compreender a real dimensão do problema.

Ações realizadas
Esse investimento em uma empresa especializada para a contenção dos danos ambientais contempla a remediação do lixão e a execução de obras emergenciais. Entre as ações estão: drenagem emergencial de chorume e biogás, desvio de águas pluviais, monitoramento geotécnico de estabilidade do maciço de resíduos, análise da contaminação das águas subterrâneas e estabilização de taludes com risco de desmoronamento principalmente em períodos de chuva.
“Durante os quatro meses de trabalho, a empresa realizou com a conformação de um talude que apresentava risco emergencial de deslizamento, o que poderia resultar em uma tragédia. Atualmente, estão sendo feitas sondagens para analisar a contaminação do lençol freático e identificar o que existe abaixo da superfície, já que a área era uma antiga pedreira que, ao longo dos anos, foi sendo preenchida com lixo”, atualizou o secretário de Meio Ambiente, ressaltando que essas sondagens são essenciais para entender as condições do solo e permitir um estudo específico da área.

Às margens da BR-116, a área do lixão, que até funcionou como aterro sanitário, está passando por uma nova fase para conter os danos ambientais já ocorridos e aqueles que podem vir a acontecer. Foto: Gilberto Oliveira / O Diário

O que está previsto
De acordo com o documento do contrato, também estão previstos: a realização de estudos e projetos para avaliar a gravidade e extensão da contaminação existente no ar, solo e água subterrânea e superficial, decorrentes da disposição irregular e danos ambientais no lixão do Fischer; a elaboração de um projeto executivo para recuperação do lixão, cobertura final do aterro, drenagem pluvial e de biogás, e captação e drenagem de chorume; o projeto conceitual da solução final e definitiva para resíduos sólidos no município de Teresópolis.

Qual será a decisão final?
Mesmo com a adoção de um plano de remediação para enfrentar os problemas já conhecidos do Lixão do Fischer, a pergunta que fica é: o que será feito depois da conclusão desses serviços emergenciais? Segundo Leonardo Maia, essa decisão sobre o futuro dos resíduos sólidos do município só poderá ser tomada após a conclusão desses 12 meses previstos de estudo técnico. “No momento, ainda não é possível afirmar qual será a solução final, pois precisamos de um parecer técnico definitivo, que indicará a firmeza dos taludes e o que poderá ou não ser feito no local”, pontou.
Entretanto, mesmo sendo necessária essa espera, o secretário apontou algumas possibilidades que poderão ser analisadas para a situação. “Entre elas estão a continuidade da operação de transbordo, uma nova forma de operação do lixão ou a implantação de uma usina de transformação do lixo em energia, modelo considerado o mais moderno do mundo e já adotado em países da Europa, China, Estados Unidos e Canadá”, elencou Maia, frisando que o primeiro passo já foi dado para o fim do problema que está ‘soterrado’ há várias gestões municipais.
“Desde o ano passado, estamos trabalhando com a questão, visitando exemplos no Nordeste e em diversos outros locais, conhecendo as boas práticas no tratamento de resíduos sólidos. A intenção é trazer para a cidade as melhores soluções”, concluiu o secretário da pasta responsável

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Teresópolis 04/02/2026
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