Marcello Medeiros
Nesta quarta-feira (04), o repórter Luiz Bandeira, da Diário TV, conversou com a jovem Vitoria Gomes Ferraz, moradora de Teresópolis, para contar mais uma história de uma paciente da saúde local que necessita de uma transferência médica urgente e, mesmo assim, não tem previsão de quando vai conseguir realizar a cirurgia. Ela é filha de Irisneide Gomes, que na última segunda-feira (02) sofreu um acidente de trabalho, quebrou o fêmur em dois lugares e, assim, necessita de uma cirurgia. O hospital credenciado no município para tal é o HCTCO, que não dispõe de vaga para a atual paciente da Beneficência Portuguesa, onde são realizados os atendimentos de emergência na ortopedia do município. “Ela está com muita dor, três dias só com remédio atrás de remédio, aguardando uma vaga para operar”, pontuou Vitória, visivelmente emocionada.
Também na entrevista, a jovem agradeceu o carinho e atendimentos dispensados na Beneficência, mas frisou que sua mãe precisa urgentemente da vaga para realizar o procedimento cirúrgico. “A gente está muito triste, é uma angústia muito grande, uma dor que não passa. Não podemos fazer nada, temos que ficar recorrendo, perguntando toda hora aos funcionários, que só dizem que temos que esperar. Estamos com coração partido, queremos que nossa mãe saia dessa, ela precisa da cirurgia para ficar bem”, relatou, citando ainda que Irisneide, aos 59 anos, não tem direito a um acompanhante, aumentando ainda mais a preocupação dos familiares.
Sem resposta
Cobramos um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde sobre a situação, através da Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Porém, até o fechamento desta edição, não havíamos recebido nenhuma informação sobre quando Irisineide será levada para o necessário e urgente procedimento cirúrgico. Não foi informado, por exemplo, se o caso dela se enquadra no problema vivido por centenas de outros teresopolitanos: de ficar na fila do sistema de regulação do governo estadual, sem saber quando e para onde será transferido.





