Marcello Medeiros
“Obras da Feirinha do Alto devem ser concluídas em oito meses”. A manchete foi publicada pelo Diário em 14 de julho do ano passado, quando o município recebeu representante do governo estadual em um grande evento, ocasião que foi prometido, entre tantas ideias de benfeitorias à população, um prazo para concluir as arrastadas abras de reforma da Feirarte. Porém, não será dessa vez que os feirantes e visitantes verão todo o espaço reformado – pois mais um prazo não será cumprido. A segunda etapa da obra, nos segmentos da Praça Higino Silveira mais próximos da Avenida Oliveira Botelho, sequer foi iniciada. “A EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado) prepara a licitação para março, aguando apenas a abertura do orçamento”, informou ao Diário um representante do governo estadual, responsável pela execução do serviço que se arrasta simplesmente desde julho de 2022.


O projeto de revitalização foi apresentado quatro meses antes, com a promessa de transformar a Praça Higino da Silveira em um espaço ainda mais atrativo para moradores e turistas. O documento, apresentado pela prefeitura aos cerca de 540 expositores, incluía novas construções como um pórtico de entrada, mercado orgânico e a nova praça de alimentação, essa já entregue. “Também foram contempladas reformas no coreto e na antiga estação, que já começaram a dar nova identidade arquitetônica ao local. A previsão do governo estadual é concluir os serviços até o início do próximo ano, realizando ainda mudanças e investimentos solicitados pela atual gestão do município”, publicou O Diário em julho passado. Nessa última reportagem, também foi informado ao jornal que a última fase das obras de revitalização contemplaria o chamado ‘Espaço Kids’, onde se encontra hoje um parque de diversão voltado às crianças.


“Serão dois trabalhos”
Outra situação que precisa ser observada é que, diante da demora para a conclusão da revitalização da praça, que deveria ter ocorrido cerca de dois anos atrás, quando a segunda etapa chegar ao final há grande chance de ter que ser refeita a primeira. Basta analisar a qualidade do trabalho e serviço em alguns pontos, como, por exemplo, os totens de iluminação e pontos de luz instalados ao longo da praça. A ideia era melhorar o aspecto horrível das tomadas anteriores, necessárias aos feirantes, mas a instalação de material que mal serve para o jardim de residências fez com que a situação ficasse pior do que a anterior, com a grande maioria dessas estruturas já tendo sido deterioradas ou danificadas.








