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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Polícia Civil já tem linha de investigação sobre morte de Bombeiro em Teresópolis

Antes do fato, Cabo lotado no 16º GBM ficou uma hora dentro do veículo, parado no acesso da Quinta da Barra

Marcello Medeiros

Nesta quinta-feira (19), a reportagem do Diário conversou com o Delegado Márcio Dubugras, titular da 110ª Delegacia de Polícia, sobre as investigações em relação à morte do Cabo do Corpo de Bombeiros Douglas Marques Crispim, de 33 anos, cujo corpo foi encontrado ao lado seu veículo no acesso à Quinta da Barra, com uma perfuração por arma de fogo na altura do peito, na última terça-feira (18). Colegas de farda do 16º GBM chegaram a ser acionados, mas não houve tempo socorro médico. Uma pistola glock 9mm foi recolhida no local e apreendida pela Polícia Civil. “Enviamos uma equipe nossa, junto com a perícia, e confirmamos que havia sido atingido por um projétil de arma de fogo. Passamos então a tentar entender o que aconteceu, buscamos imagens de residências e estabelecimentos comerciais do entorno, constatando que ele ficou cerca de uma hora dentro do veículo e que há elementos, a princípio, que ele atentou contra a própria vida. Ninguém entrou no veículo, ninguém saiu e em determinado momento ele abriu a porta e caiu. Logo depois, transeuntes o visualizaram caído e acionaram socorro. Não há informação, por hora, de que outra pessoa atentou contra a vida desse rapaz”, pontuou a autoridade policial do município.

Apesar de todos os indícios de que se trata de um caso onde a vítima retirou a própria vida, Dubugras destaca outros trâmites a serem seguidos: “Ainda não temos a conclusão da investigação, laudos periciais seria juntados, analisamos tiro a curta distância, a princípio, mas há elementos que, nesse caso, aparecem na cena, como chamuscamento, tatuagem e esfumaçamento que demostram a curta distância, além da trajetória do disparo e se ele tinha condições de atirar contra ele mesmo”.

Ainda sobre as investigações, o Delegado frisou a importância de ouvir testemunhas e familiares, citando ainda especulações desnecessárias em redes sociais. “Temos que analisar sob a ótica dos fatos também, buscar familiares, saber porquê a pessoa poderia atentar contra a própria vida, se estava com problemas, tomava algum medicamento… Buscamos provas testemunhas para entender o fato. É óbvio que se fala muito em redes sociais, mas não trabalhamos com essas hipóteses e informações nas investigações”, destacou Dubugras.

Colegas de farda do 16º GBM chegaram a ser acionados, mas não houve tempo socorro médico ao Cabo Douglas Marques, que tinha 33 anos e era lotado no quartel do município. Foto: Reprodução

CBMERJ de luto
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro emitiu nota de pesar: “Neste momento de profunda dor, o CBMERJ se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda , manifestando suas sinceras condolências”.


Teresópolis 20/02/2026
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