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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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MPRJ e Justiça determinam o fim das atividades de catadores no lixão do Fischer

Governo municipal informa que vai cumprir decisão judicial que impede acesso ao antigo aterro

Marcello Medeiros

Na tarde desta quarta-feira (26), o governo municipal emitiu nota oficial informando que não será mais permitido o trabalho de catadores de materiais recicláveis no lixão do Fischer, em Teresópolis. Segundo o documento, a ação segue determinação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). “A medida cumpre uma decisão judicial emitida pelo juízo da 1ª Vara Cível de Teresópolis, em atendimento a uma Ação Civil Pública movida pelo MPRJ”, pontua a PMT. Com a decisão, apenas servidores municipais que trabalham no local e os caminhões da empresa contratada para a coleta domiciliar de lixo têm permissão para circular pela área.
Não foi informado se essas pessoas irão receber alguma espécie de auxílio ou serão encaminhadas para atuar em outros locais, por exemplo. No final do documento, o governo municipal diz que tem investido para transformar o atual lixão em aterro novamente: “Desde que assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2025, o Governo Municipal vem trabalhando para implementar melhorias e encontrar uma solução definitiva para o Fischer. Uma das ações foi buscar o apoio do Governo do Estado para acelerar esse processo. Compreendendo a situação, o Estado destinou R$ 5 milhões do Fecam (Fundo Estadual de Controle Ambiental), recurso que a Prefeitura utilizou na contratação de empresa que está elaborando projeto de futuras obras de remediação do local”.

Essa não foi a primeira vez que os catadores foram impedidos de trabalhar na grande área. Em outubro de 2023, momento que o lixão estava interditado judicialmente e os recicladores não estavam podendo trabalhar na área, eles realizaram manifestação em frente a prefeitura. Foto: Arquivo O Diário

Situação já ocorreu
Essa não foi a primeira vez que os catadores foram impedidos de trabalhar na grande área. Em outubro de 2023, momento que o lixão estava interditado judicialmente e os recicladores não estavam podendo trabalhar na área, eles realizaram manifestação em frente ao Palácio Teresa Cristina, a prefeitura. Na ocasião, eles questionaram terem recebido apenas uma ajuda de custo por um período e, dois meses, “foram abandonados pelo prefeito Vinicius Claussen”. “Nós vamos direto na prefeitura e no setor de desenvolvimento social e só recebemos porta na cara, não conseguimos nenhuma resposta, nós estamos abandonados e por isso estamos aqui nos manifestando e reivindicando nossos direitos, não queremos auxílio de dinheiro, queremos trabalho”, declarou o catador Vitor da Silva ao Diário na ocasião.

Agentes ambientais
São os catadores que coletam, separam, transportam, acondicionam e, às vezes, beneficiam os resíduos sólidos, transformando o que antes era visto como lixo, inútil e pronto para ser descartado, em mercadoria, com valor de uso e de troca. “Nós queremos que o prefeito entenda que nós fazemos o trabalho de agentes ambientais, que é uma função muito importante para o município e para o meio ambiente, e é a partir desse trabalho que nós sustentamos nossas famílias, além dos catadores, tem os separadores e o pessoal que compra todo esse material que catamos, ou seja, são cerca de 300 pessoas desempregadas e desamparadas no momento”, pontuou o protestante Vitor também no movimento de 2023.


Teresópolis 25/02/2026
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