Maria Eduarda Maia
Foram concluídas as obras de instalação das grades de ferro ao longo de trecho do canteiro central, na Reta, dentro do que estava previsto pela secretaria municipal de Segurança Pública. As estruturas foram implantadas das proximidades da Calçada da Fama até o cruzamento da Avenida Feliciano Sodré com a Tenente Luiz Meirelles, encerrando a execução do trecho inicialmente anunciado pela pasta. A medida, que tem gerado debates polêmicos entre os teresopolitanos, tem como principal objetivo impedir a travessia irregular de pedestres fora da faixa, especialmente em um ponto que passou por mudanças recentes no trânsito: a implantação do corredor exclusivo para os ônibus.

“O transporte coletivo é beneficiado, o fluxo melhora e o trânsito ganha mais fluidez e rapidez. Como a velocidade aumentou, o local também vai receber radares de 50km/h”, declara o Comandande da Guarda Civil Municipal, Gil Wellington, em entrevista recente ao Diário, destacando que, diante disso, pensando na segurança, a instalação das grades serve para garantir que a travessia aconteça apenas nas faixas sinalizadas, reduzindo o risco de acidentes. Ainda segundo Gil, o prefeito Leonardo Vasconcellos enfatizou que, se a implantação das grades não funcionar, a qualquer momento o modelo pode ser revisto e o trânsito pode voltar ao que era antes.


A instalação das grades serve para garantir que a travessia de pedestres aconteça apenas nas faixas sinalizadas, reduzindo o risco de acidentes. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário
Canteiro de planta com grade
Um dos trechos que merece destaque é perto Calçada da Fama, onde o canteiro central, que já contava com uma estrutura mais alta com plantas para impedir a passagem irregular de pedestres, também recebeu as grades de ferro, ampliando a barreira. Segundo o Comandante da GCM, este era um dos pontos críticos em relação a acidentes. “Ali tinham muitos casos, principalmente envolvendo pessoas idosas. Houve atropelamentos ali, e esse canteiro foi criado justamente por isso. Hoje, falamos isso satisfeitos, porque reduzimos esse número para zero, forçando as pessoas a atravessarem na faixa”, destacou Gil, dizendo também que essa é a ideia que está sendo levada para os trechos com grades de ferro.

Motoqueiros imprudentes
Além de proibir a travessia dos pedestres fora da faixa, essas grades também impedem a travessia de motoqueiros imprudentes que insistem atravessar o canteiro central de forma ilegal. “Isso não deveria acontecer; a gente aprende isso na autoescola. O motoqueiro não deveria atravessar o canteiro para passar para o outro lado, mas isso acaba acontecendo”, destacou Gil Wellington. Ainda segundo ele, também há uma preocupação dessas motos tentarem fazer essa travessia pela faixa de pedestres, situação que já está sendo analisada.
Mais grades?
Apesar de a etapa prevista já ter sido finalizada, a possibilidade de ampliação não está descartada. Outros trechos da Reta podem receber as grades futuramente, especialmente em caso de expansão da faixa exclusiva para ônibus.
Grade já foi vandalizada
Apesar das polêmicas que envolvem as grades, é fundamental que, mesmo que não haja uma concordância, o respeito permaneça, diferentemente do que aconteceu no início de fevereiro quando um homem foi flagrado destruindo parte da estrutura na Avenida Lúcio Meira, na Várzea. O delito praticado pelo homem está previsto no Artigo 163 do Código Penal, que prevê pena de até seis meses de detenção. Além disso, a responsabilização civil prevê a exigência de ressarcimento do dano causado.






