Durante o outono, aumenta a preocupação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) com casos de doenças respiratórias, que costumam se agravar no inverno. Uma dessas doenças é a bronquiolite, que afeta com mais gravidade crianças menores de dois anos de idade. Provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a infecção hoje pode ser prevenida com dois métodos. O primeiro deles é a vacina, que tem proteção duradoura contra o VSR, destinada às gestantes. Até o momento, a SES-RJ distribuiu 81.460 doses fornecidas pelo Ministério da Saúde para os 92 municípios do estado.
O segundo método para prevenção é o Nirsevimabe, imunizante de proteção imediata, porém temporária, para bebês prematuros menores de 6 meses e crianças menores de 2 anos de idade com comorbidades. Ao todo, a SES-RJ recebeu do Ministério 12.500 doses, que estão sendo disponibilizadas aos municípios fluminenses. “Neste período que se inicia, do outono ao inverno, com dias mais frios, os casos de bronquiolite tendem a acontecer de maneira mais constante. É muito importante vacinar as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, conforme estabelece o Programa Nacional de Imunizações, como também aplicar o imunizante indicado para prematuros e crianças com menos de 2 anos de idade que tenham comorbidades”, observa a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Segundo ela, a meta é vacinar ao menos 80% das gestantes contra o VSR em todo o estado e prevenir as formas graves de bronquiolite. Já o Nirsevimabe começou a ser distribuído em fevereiro deste ano e, diferentemente das vacinas, depende de indicação médica. A bronquiolite compromete a via aérea inferior e causa desconforto respiratório. Se não for identificada precocemente, pode se tornar bastante grave, ocasionando sequelas ou até mesmo a morte. A doença é mais comum entre o outono e o inverno. “A SES-RJ tem um plano de capacitação dos profissionais de saúde que inclui todos os hospitais e UPAs estaduais para evitar que as crianças acometidas pelo vírus da bronquiolite evoluam para situações mais graves da doença”, explica o subsecretário de Atenção à Saúde da SES-RJ, Caio Souza.
Ele ressalta que a SES-RJ tem como unidades de referência para a bronquiolite o Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, e o Hospital Regional do Médio Paraíba Dra. Zilda Arns Neumann, em Volta Redonda, que estão preparados para atender crianças, caso haja um surto de bronquiolite no estado. No entanto, a situação atual é de normalidade.






