Marcello Medeiros
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Teresópolis desta quinta-feira (09), as consequências do grande número de obras simultâneas da Águas da Imperatriz no município – que, apesar de necessárias parecem não ter um cronograma adequado para evitar caos no trânsito, além dos problemas gerados pela qualidade da recomposição pós abertura de ruas e calçadas, voltaram a ser discutidas. Novamente, foi questionada a AGENERSA – Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro, que, por contrato, tem a obrigação de fiscalizar esses e outros problemas. Para o vereador Marcos Rangel (PP), a solução é rever essa parte do acordo feito pelo município com a concessionária e criar, a nível municipal, uma agência que possa olhar mais de perto tantas demandas relacionadas à empresa.

“Desde que a Águas assumiu a AGENERSA só esteve aqui, salvo engano, uma única vez. Foi quando tivemos aquele problema com o corte das mangueiras de nascentes no Meudon e não vimos nenhum resultado dessa ação. Logicamente, o município é omisso por não punir a empresa pela má recomposição que faze, mas o problema maior é a AGENERSA, quem pode e deve fiscalizar e multar se for o caso. Muita gente acha que a prefeitura, por ser o poder concedente, pode fazer isso tudo. Mas, pelo decreto, pela concessão da outorga, referendado pela Justiça e não pela Câmara, a fiscalização é da AGENERSA”, pontuou Rangel, cobrando a criação de uma agência similar municipal e lembrando que ela não teria nenhum custo aos cofres públicos. “A gente precisa ter uma agência reguladora aqui e, novamente informando, isso não gera custo nenhum para o município. Isso porque na nossa conta já vem uma taxa que é repassada hoje para a AGENERSA. Com essa taxa, podemos contratar aqui profissionais técnicos em água, em esgoto, em recomposição de serviços, para que realmente entendam quando estiverem errados e que possam ser punidos”, completou o edil.
A reportagem do Diário entrou em contato com a AGENERSA, através da Assessoria de Comunicação, para saber se estão ocorrendo ou irão ocorrer ações de fiscalização em Teresópolis. Porém, não recebemos nenhum posicionamento até o fechamento dessa edição.



Calçadas também têm sido abertas para instalação de nova tubulação de água. Depois, calçamento antigo não é reestabelecido. Foto: Luiz Bandeira / O Diário
“Buraco pra todo lado”
Como citado inicialmente, “não há como fazer omelete sem quebrar os ovos”. Porém, a sequência de obras em avenidas e ruas principais, o fechamento de vias em horários de pico e outras ações para a instalação da rede de esgoto e/ou atualização do encanamento de distribuição de água têm deixado o trânsito caótico em alguns bairros de Teresópolis. Outro questionamento é a qualidade do material utilizado na recomposição asfáltica ou recuperação de calçadas abertas para a instalação das redes por exemplo. Em fevereiro passado, a Águas da Imperatriz informou ao Diário que, assim que terminasse o serviço de instalação da rede de recalque do sistema de esgoto, que cortou trechos das Avenidas Lúcio Meira e Feliciano Sodré, além de parte da Heitor de Moura Estevão, a antiga Itapicuru, “seria colocada uma camada de asfalto quente para padronizar o asfaltamento dessas vias”.






