Marcello Medeiros
Nos últimos dias, moradores de um dos trechos da Rua Jaguaribe, na Fazendinha, têm ficado com o sono prejudicado. O motivo: boa parte da via cedeu em direção ao antigo terreno da Sudamtex, atualmente ‘projeto de bairro George March’. E, segundo apurado pelo Diário, a situação deve ficar assim até pelo menos meados de maio, quando deve ficar pronta a obra de contenção realizada pela prefeitura, com apoio da concessionária Águas da Imperatriz.

Nesta segunda-feira (13), conversamos com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Davi Serafim, que falou sobre o histórico do problema e o que está sendo feito para devolver a tranquilidade dos moradores e a liberação total do trânsito no local. Atualmente, podem passar somente veículos leves. “Essa situação está ocorrendo desde de 2011, na tragédia do dia 12 de janeiro. Mas havia caído só lá embaixo, não chegou a afetar a rua. Aí ficamos nessa questão jurídica envolvendo a propriedade da Sudamtex, que arrastou por anos, e só a pouco tempo passou a ser de responsabilidade da prefeitura. Nesse período, a gente esteve aqui para analisar, até colocou um corrimão para ajudar os pedestres. Mas agora, no decorrer de uma obra da Águas em novembro, abriram a calçada para colocar um cano, a água foi infiltrando e o terreno cedeu. Começamos a colocar um concreto como paliativo, mas o muro pesou na ponta e acabou cedendo”, relatou Davi.
O secretário informou ainda que a contenção atual conta com o apoio de engenheiros da Água da Imperatriz e que há previsão de pelo menos mais 45 dias de obras. “A gente vai fazer uma contenção aqui mais perto da rua, com concreto, pedras, e ao mesmo tempo será feita uma contenção, um muro, mais para o barranco”, explicou Serafim.
Águas nega responsabilidade
Em relação à causa do problema, no final da tarde da última sexta-feira (10), a concessionária Águas da Imperatriz emitiu nota informando “que o ocorrido na Rua Jaguaribe não possui qualquer relação com as obras de implantação da rede coletora de esgoto executadas entre outubro e novembro do ano passado”.
No documento, encaminhado à redação do Diário, a concessionária diz que o trecho onde ocorreu o desabamento já apresentava histórico de instabilidade desde a Tragédia de 12 de Janeiro 2011, quando ocorreu um desmoronamento no local, e que, em 2022, “a Defesa Civil emitiu laudos após vistorias solicitadas por moradores, apontando os riscos existentes na área em função das condições da encosta, destacando que condições climáticas podem aumentar a possibilidade de deslizamentos na área”.







